Insane In The Brain


… à vontade.

… para além de qualquer avaliação de desempenho a fingir ou abuso na exploração do trabalho docente é a retirada de meios aos mais carenciados e vulneráveis com pretextos absolutamente materialistas.

Falo dos alunos e das medidas de poupança anunciadas como a necessidade das famílias com direito a subsídio terem de comprar primeiro os manuais e serem reembolsadas depois (algo que parece ser uma medida já tomada) ou a retirada meios humanos especializados no apoio a alunos com NEE.

Isto é ao pior nível dos tempos que pensávamos ultrapassados.

  • Quando da aprovação do decreto-lei 3/2008 levantaram-se imensas vozes contra a forma como se estava a restringir o universo das crianças e jovens a quem seria possível prestar apoios especializados em virtude da forma como se passaram a definir as NEE. Muitas dessas vozes foram de gente ligada ou próxima do partido que actualmente lidera o governo. Agora o que se pretende é reduzir esses mesmos apoios a um grupo que já de si não corresponde vagamente ao dos alunos que precisam efectivamente de um apoio individualizado e especializado. Não conheço ainda em concreto o que se pretende fazer ou cortar, mas quando a definição das prioridades passa por desproteger quem está mais vulnerável atravessa-se uma linha fundamental de (des)respeito pela condição humana.  Aqui não se trata de questões ideológicas, trata-se de princípios básicos de decência e ética perante os nossos semelhantes.
  • O mesmo se passa, embora de um outro modo, com a imposição das famílias carenciadas adiantarem os meios financeiros para adquirirem manuais que podem atingir centenas de euros no seu conjunto, ficando à espera de um eventual reembolso. Quando não se criaram os meios para, como defendia o CDS há meses, existirem bolsas de manuais usados nas escolas. Se há crise orçamental do Estado, há maior crise nos orçamentos das famílias. Para o bem e o mal, o Estado não está desempregado, mas muitos encarregados de educação estão. E NÃO TÊM meios para adquirir os materiais. E as escolas e professores vão ser obrigados a usar de imaginação e, por vezes meios à margem da lei para ultrapassar esta situação. O manual não deve ser o suporte único das aulas, mas pode ser quase o suporte único para o trabalho dos alunos fora das aulas. É absolutamente obsceno do ponto de vista intelectual que pessoas que se definem por oposição ao materialismo, justificarem uma medida destas. O que propõem? A caridade cristã? O milagre da multiplicação dos manuais a saírem do regaço da SE Isabel?

Só falta mesmo ler em qualquer notícia ou blogue que este tipo de protesto é um resquício de socialismo. Não, o que está a ser feito é que é muito mais do que um resquício de falta de uma abordagem humanizada do ensino e DOS ALUNOS.

Mail recebido por classificadores, reencaminhado a partir do respectivo agrupamento:

Exmo. Sr.(a) Director(a)

Prestes a iniciar a 2ª fase dos exames nacionais, venho agradecer, em meu nome e em nome do agrupamento que coordeno, toda a colaboração prestada pela Vossa instituição em todo o processo relativo à 1ª fase dos referidos exames.

Agradeço também que faça chegar a todos os docentes da Vossa Escola este agradecimento, dado terem sido igualmente parte fundamental do processo num período já de si desgastante e exigente.

Verificámos no entanto nesta 1ª fase, algumas lacunas que, sendo corrigidas contribuirão para um melhor trabalho.

Neste sentido, apelo a uma maior atenção, quer por parte dos vigilantes, quer por parte do Secretariado de Exames, para as seguintes situações:

  • ­ as duas rubricas dos professores vigilantes devem ficar no meio do espaço destinado de modo a que quando se proceda ao anonimato parte das referidas rubricas fique visível;
  • ­ os professores vigilantes devem verificar o preenchimento correcto e completo do cabeçalho, pelo aluno, em todas as folhas bem como o número de páginas utilizadas e respectiva versão (caso se aplique);
  • ­ assegurar o pleno anonimato, dado na primeira fase terem chegaram ao agrupamento algumas provas que identificavam o aluno e/ou a escola. Para tal, devem remover parte do cabeçalho em todas as folhas e certificar-se que o aluno não se identifica quer no cabeçalho fixo, quer nas respostas às questões, nomeadamente nas provas de línguas, se houver lugar à elaboração de alguma carta ou redacção;
  • ­ agrafar correctamente e por ordem as provas;
  • ­ não permitir que os alunos entreguem as provas com respostas elaboradas a lápis;
  • ­ preencher o registo das presenças e faltas, da mesma forma utilizada na 1ª fase, através do Google docs , (incluir o endereço) na primeira meia hora de prova, apelando ao cumprimento deste prazo, determinante para o rápido envio da informação para a Coordenação do JNE e também para uma célere selecção e convocatória dos professores classificadores que terão de levantar as provas no dia seguinte, não pondo em causa a comunicação a estes em tempo útil.

Relativamente ao processo de reapreciações que está a decorrer, o JNE determina que os documentos GAVE que foram distribuídos aos professores classificadores, não podem ser divulgados por serem material confidencial e muito menos podem servir de fundamentação ou alegação para o pedido de reapreciação, por parte do aluno. Assim apelo a uma cuidada leitura dos pedidos que entraram nas escolas, de forma a evitar indeferimentos futuros desses pedidos.

Cumprimentos,

Confesso… para mim esta é (quase) nova…

Anote-se o cuidado em sublinhar que os registos podem ser positivos ou negativos.

Será que dá para perceber até que ponto isto se pode tornar degradante?

Ficheiro (para a posteridade) em Word: doc9_registosavulsos-2.

Portugal precisa de cortar salários entre 5% a 10%

Análise do Credit Suisse não é generosa com o país. Se rating país não tivesse ido parar ao «lixo», «teríamos ficado chocados».

Com tanta virgem à espera e ele ainda protesta…

Bin Laden dejó instrucciones de cómo vengar su muerte

El líder de Al Qaeda escribió a sus seguidores que no temía a la muerte, ya que esta le convertiría en un “Shahid”, un mártir que llegaría al paraíso.

Repartição pública, perto do final do horário de expediente. Um utente a ser atendido, outro à espera. Uma funcionária ocupada com aquele, outra aparentemente ocupada com algo, duas em amena cavaqueira.

Boa audição permite perceber que há um qualquer dilema com compras, feitas ou por fazer no fim de semana que acabou.

Olham de soslaio para o expectante utente, continuam na conversa, em tom mais baixo, mas solta-se um isto é assim, estamos com falta de pessoal.

Confesso, não sou criatura de impropério e vernáculo fácil.

Mas apeteceu-me.

… ninguém aguenta uma dose semelhante de egoísmo, abifanço e nepotismo descarado.

Passos pede que dêem ao PSD a mesma oportunidade que teve o PS

Eu sei que o título é do jornal, mas estas coisas assustam quando lidas com letras gordas…

Quando aos 0.45 se fala em entendimento… é indesmentível…

Confessa-o aqui. Até apela a Cavaco Silva para salvar o seu improvável delfim.

Mais uma razão para eu me sentir divertido.

Custa-me ver a APH metida nisto…

Sent: Thursday, February 24, 2011 11:16 AM
Subject: Seminário Consciência Histórica: A Meta das Metas de Aprendizagem em História [9 de Março de 2011]

Exmo(a). Senhor(a)

Presidente do Conselho Executivo / Director(a) Pedagógico(a)

Por solicitação dos seus organizadores, procedemos à divulgação do Seminário Consciência Histórica: A Meta das Metas de Aprendizagem em História, que se realiza dia 9 de Março de 2011, no Auditório do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

Neste sentido, e agradecendo a sua divulgação no estabelecimento de ensino que V. Ex.ª dirige, anexamos à presente mensagem o ficheiro (formato PDF) com o programa desta iniciativa.

A inscrição no Seminário deve ser solicitada através do seguinte endereço de correio electrónico: hicon@ie.uminho.pt

Com os melhores cumprimentos,

A Directora-Geral

Alexandra Marques

Ange Lá, Mi Élpa Cá

Reparem lá a diferença entre as remunerações da coordenação de estabelecimentos de educação (vulgo escolas do 1º ciclo com ou sem pré) de 2009 para 2011 (via dr 5/2010) e a subtileza de remunerarem melhor os estabelecimentos integrados em megas…

É de uma subtileza atroz e faz uma diferenciação ridícula, até pela quantia envolvida…

Em 2009 (dr 1-B/2009):

Em 2011

Em que nos questionamos se vale a pena estar a perder horas do fim de semana a preparar materiais novos, diversificados, floreados, para estimular o desempenho da criançada e obter resultados, quando eles olham para aquilo com interesse ainda menor do que olham para os lenços a que se assoam.

Há dias, manhãs, tardes, horas, em que a irritação até soa mais alto do que o desânimo ao ouvir-se “isto não serve para nada” ou “quero lá saber”, quando tentamos dizer que está mal deixar meia ficha por fazer, sendo parte dela mera interpretação de um texto que não lhes apetece ler, porque tem uma página de extensão e dá mais interesse escrever 10 sms no intervalo num linguajar de et.

Será a idade, o desfasamento geracional a atacar com toda a força, ou apenas as mazelas meio gripais da estação das chuvas, que o frio não me incomoda muito?

Não sei… não sei… até porque o contraste com a petiza preocupada com a prova de Matemática de hoje é demasiado para não nos questionarmos se cada um não deveria educar os seus, dedicar-lhes o seu tempo e não o gastar com muitos que dele não aproveitam, e acabar de vez com a Escola, enquanto instituição a que se pede agora quase tudo menos aquilo que foi milenarmente a sua essência.

E não adianta dizerem-me que temos de nos adaptar aos tempos… que essa é a ladaínha de todas as épocas, de todas as gerações…

… há  uma liderança com prioridades.

Berlusconi mandou colocar pénis e braços em esculturas com 2000 anos

Numa altura em que a crise obrigou a um corte de 46 por cento nos fundos para cuidar do património artístico italiano, por expressa vontade do primeiro-ministro Sílvio Berlusconi foram gasto 70 mil euros para um polémico restauro: colocar um pénis e braços num conjunto escultórico com quase 2000 anos.

“Corrupção denuncie aqui”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem desde hoje no seu sítio na Internet (http://www.pgr.pt/) uma página para a denúncia de actos de corrupção e fraudes.

A teoria do espelho na sua máxima luminária. É no que dá procurar a república às escuras. Que apalpe!, tem mamas.

… quando incitou, manobrou, infiltrou e recomendou ao PSD que o Orçamento fosse aprovado, caso contrário os mercados (do Bolhão? da Ribeira?) faziam e aconteceriam e a catástrofe estaria aí?

Afinal era tudo a fingir? Não era para levar a sério?

Eu já sabia, mas parece que no PSD acreditaram…

Cavaco Silva: “Não vale a pena perder tempo com aquilo que os mercados estão a fazer”

Cavaco Silva recusou-se hoje a comentar o facto dos juros da divida portuguesa terem hoje chegado perto dos sete por cento, alegando que “não vale a pena perder tempo com aquilo que os mercados, os mercados secundários, estão a fazer”.

… derem excessiva importância à DGRHE e às suas competências. As circulares, em si mesmas, são isso mesmo. Não são leis. Quantas vezes tentam substituir-se às entrelinhas das leis. Quantas vezes são a forma preguiçosa de intimidar todos, em vez de actuar selectivamente onde se julga existirem problemas.

Circulares com regras detalhadas chegaram às escolas sexta à noite

Milhares de professores podem retroceder na carreira e ter de restituir vencimentos

No que li não encontrei mais de um par de pontos polémicos, sendo um deles o tal em que a DGRHE considera não haver lugar à contabilização do tempo de serviço para efeitos do escalão seguinte. Mas, em tudo o que contrarie a lei de forma explícita ou faça uma leitura menos favorável para os cidadãos, a norma – seja no Código do Trabalho seja na legislação mais directamente ligada aos trabalhadores que exercem funções públicas – é adoptar a interpretação mais favorável.

Portanto, os receios devem ser moderados e contextualizados. Para muitos directores que podem estar agora preocupados, eu estaria mais se prejudicaram os colegas do que se os beneficiaram. Se os prejudicaram, por exemplo, não assegurando a apreciação intercalar ou facultando a lista nominativa para que todos possam saber em que condições estão na carreira neste momento.

Quanto aos sindicatos, na minha zona, apareceram agora materiais de parede com as regras da transição. Depois de tantas negociações ao longo do primeiro semestre de 2010, em especial nos tempos úteis da revisão do acordo lavrado em Janeiro, muitos foram os avisos feitos sobre a baralhada das transições em catadupa desde 2007, com congelamentos pelo meio e uma imensidade de regras transitórias combinadas. Pouco ou nada foi feito em sede de negociação.

Desde o primeiro momento, deveria ter sido muito simples a solução: prescindindo do tempo congelado, todo o outro contaria para os reposicionamentos. Não há outra forma LEGAL de encarar a situação. Qualquer outra situação implica tempo de serviço congelado sem enquadramento legal. Nem entendo como deixaram que uma leitura dessas pudesse vingar… sem que antes se explicitasse o que é óbvio e justo.

Neste momento, haveria uma coisa inteligente a ser feita pelas senhoras directoras e senhores directores, mais adesivados ou sistema ou menos adesivados, mais puristas ou menos puristas, de uma associação, de outra ou de nenhuma. Haveria que se unirem em defesa daquilo que devem defender: as suas escolas, o clima de trabalho entre colegas, deixando-os de ver como seus subordinados como o ME entende e os entende aos próprios directores.

Sabemos que a vossa avaliação também está em discussão.

Mas é tempo de nos mostrarem o que valem e de nos fazerem acreditar que andam nisto por gosto, vocação, espírito de missão e não por interesses ou vaidades pessoais.

Ergam-se à altura dos acontecimentos. É verdade que já não são eleitos pelos pares, mas sintam-se – no mínimo – representantes das vossas escolas e agrupamentos, assim como de quem lá trabalha.

A DGRHE é a DGRHE, não é um órgão legislativo, nem tem a competência de ler a mente dos legisladores.

Portanto, porque não dar o destino a estas instruções que um meu antigo PCE dava aos faxes chegados àquelas outras ou mesmo durante o fim de semana em outros tempos: olhe, caiu para o chão e a funcionária pensou que era lixo e deitou fora.

Nos tempos que corem temos sempre a desculpa dos filtros de spam(esta é a parte em que para alguns leitores é necessária a bolinha castanha, assinalando sentido figurado?)

 

E aquelas tiradas muito fortes contra as PPP? Ou será que interessam a alguém…?

“Acredito que vamos ter de mexer nas pensões da função pública”

(…)

“Acredito que vamos ter de mexer nas pensões, não só nos salários da função pública”, disse Pedro Passos Coelho na conferência do Diário Económico, referindo-se à proposta apresentada em Junho para a colocação de um tecto às pensões máximas.

O líder laranja afirmou que “há direitos adquiridos que o deixam de ser quando o Estado não os puder resolver”, admitindo que o PSD teria “ido mais longe” do que o actual Governo na reforma da Segurança Social. “Sabemos que foi a reforma que o Governo fez que lhe dá ainda assim algum conforto para os próximos anos”, mas, garantiu, “nós teríamos ido mais longe”.

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