Inclusão


Exmºs Senhores

Venho, como pessoa autónoma e independente, tentar levar, ao vosso conhecimento, um assunto que defende o interesse de cidadãos portugueses, que ainda não têm e poderão nunca vir a ter, as condições necessárias, para o fazerem.

Assunto este, que revela o estado precário, em que criamos e educamos os nossos filhos.

Cordialmente

Dina Oliveira Mota

Blogue do Afonso Anjo da Luz

Exmºs Senhores

A Lei Orgânica do Ministério da Educação, o Despacho nº 4/2008, de 6 de Junho de 2008 atribui à Equipa Multidisciplinar competências para a Inclusão e Sucesso Educativo, sendo uma delas a que abaixo cito.

«Promover a inclusão educativa e social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia, a estabilidade emocional, assim como a promoção da igualdade de oportunidades, a preparação e o prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida profissional e para uma transição da escola para o emprego de crianças e jovens com necessidades educativas especiais de carácter permanente»

Sou mãe do AFONSO, com 2 anos de idade, que tem paralisia cerebral, que o afecta a nível motor, sendo o seu grau de incapacidade motora de NOVENTA E CINCO POR CENTO (95%).

O Afonso foi acompanhado no ano lectivo 2008/2009 por uma educadora de intervenção precoce.

No Relatório Circunstanciado – Final do Ano Lectivo, de acordo com o artigo 13º do Decreto-lei 3/2008, APROVADO pelo Presidente do Conselho Pedagógico da escola de referência, Agrupamento de Escolas de Alfornelos, foram aprovadas as MEDIDAS A APLICAR NO PRÓXIMO ANO LECTIVO, uma vez mais de acordo com o Decreto-Lei 3/2008.

«…no mínimo 4 tempos por semana, por um docente de Educação Especial/Intervenção Precoce. Precisa de ter 1 adulto só para ele, para ajudar a interagir com os outros, a explorar as actividades, ajuda na higiene e alimentação.»

Assim, solicitei ao Conselho Pedagógico (presidente e vice-presidente do Conselho executivo), uma reunião com a educadora, para planeamento das actividades do Afonso.

A 8 de Setembro, recebi uma resposta via e-mail do Exmº Senhor Duarte Nuno Alão – Director, onde me informava «… que neste momento, ainda não se encontra colocada nenhuma educadora na Intervenção Precoce.»

Enviei então para o Exmº Senhor Nuno Correia, coordenador da Equipa de Apoio às Escolas dos Concelhos de Amadora e Oeiras, um mail onde para além da minha preocupação, pela a situação, lhe pedia para me informar quando seriam colocadas as educadoras.

Esperei por uma resposta, até hoje dia 16 de Setembro, uma vez que por despacho da Senhora Ministra, o ano lectivo deveria ter inicio entre 9 e 15 de Setembro, que infelizmente NÃO CHEGOU.

Obviamente, que esta é uma situação MUITO GRAVE, para crianças que necessitam de todo o apoio, para que possam ser integradas com sucesso e que as suas potencialidades sejam maximizadas de forma a adquirem a melhor autonomia possível.

Contudo, esta situação ganha contornos de escândalo, uma vez que no fim do ano lectivo 2008/2009, era do conhecimento do Conselho Pedagógico, da coordenação da Equipa de Apoio às escolas e consequentemente dos responsáveis, nesta área, do Ministério da Educação e da Vereação da Câmara Municipal da Amadora, que TODA A EQUIPA, composta por TRÊS educadoras, NÃO IRIA CONTINUAR A TRABALHAR, NESTE AGRUPAMENTO, o que foi transmitido aos pais e encarregados de educação.

A minha indignação é enorme!

O meu filho e tantas outras crianças, continuam a ver o seu futuro hipotecado, por pessoas que deviam zelar pelos seus interesses, cabendo a nós, pais, a missão de LUTAR, continuamente, dia após dia, com imenso desgaste emocional, físico e financeiro, para fazer cumprir os DIREITOS que a Legislação lhes confere.

Melhores cumprimentos

Dina Oliveira Mota

Palavras…

Sem enveredar por uma perspectiva histórica da evolução das “ideias”, presente nas palavras que usamos, gostaria de me debruçar apenas no contexto actual, no mundinho da nossa escola.

Que palavras usam a esquerda e a direita quando falam de Educação? ( baseio os conceitos de esquerda e direita no lugar que ocupam as várias forças políticas na Assembleia da República).

A esquerda fala de: inclusão, heterogeneidade, flexibilização, sucesso, escola para todos,…

A direita fala de: responsabilização, autoridade do professor, exigência, rigor, exames,…

E nós, que conhecemos esta realidade por dentro, usamos o bom-senso, quando desmontamos estes conceitos/palavras.

Peguemos em 2 palavras, uma de esquerda e outra de direita.

A esquerda fala de inclusão.

Integrar um aluno com deficiência auditiva ou mental, de moderada a grave, numa turma de 20 e tal alunos com problemas de comportamento e um só professor na turma é inclusão?
Não defendo que alunos com necessidades educativas especiais devam ser excluídos da escola onde a socialização os fará evoluir.
Mas integrar é assunto sério, requer recursos humanos especializados e recursos materiais. De outra forma, o aluno irá sentir-se “abandonado” na selva.
De que forma, a tal inclusão é praticada em tantas escolas do país?
Palavras…

A direita fala de exigência.
Exigência não é um conceito apenas escolar. A nossa cultura tem desvalorizado o esforço, o brio. Quando chegam à escola, muitos miúdos não aprenderam a ouvir um “não”, não distinguem um adulto de um colega da sua idade.
Pode um professor, sozinho, inverter esta ordem de coisas que começa nas famílias e é absorvida,também, pelas imagens da televisão?
Palavras…

Ém minha opinião, esquerda e direita pecam por se inspirarem apenas em teorias.
Acho estranho que não oiçam o que os professores e alunos dizem sobre a escola.

Fala-se muito de auto-avaliações, mas nunca vi o Ministério da Educação avaliar as medidas que implementa.
Seria interessante fazer um questionário a uma amostra significativa de alunos, com uma simples questão. “As aulas de substituição contribuiram para melhorias no teu desempenho escolar?”.

Reb

Sessão Pública: Escola e Exclusão


16 de Maio, 15h, Setúbal
(Auditório do IPJ, Largo Zeca Afonso)


Com:

Isabel Guerra, Professora catedrática de sociologia (ISCTE)
Maria José Simas, Professora na Escola D.João II
Diogo Fazenda, Psicólogo
Cecília Honório, Professora, Movimento Escola Pública

Vê aqui o cartaz

Texto de apresentação:

A escola inclusiva é uma aquisição da linguagem, que resulta de um consenso e tende à banalização. Sob a banalização, porém, é cada vez mais urgente perceber e saber:
– quem são os “incluídos” e os “excluídos”?
– que velhas e novas formas de exclusão perduram sob o silêncio do dado adquirido de que a escola pública não exclui?
Esquecidos, os “outros”, numa cultura escolar dominantemente orientada para um aluno-padrão.

E o que faz a escola com as crianças e jovens cujo contexto familiar e social diverge totalmente da linguagem escolar? Com aqueles que não encaixam nos modelos e estereótipos que a escola espera? Os que não têm livros nas prateleiras, mães escolarizadas e pais bem sucedidos; os que, cada vez mais, não têm de comer, não têm transporte, não têm livros. Ou aqueles/as que, oriundos/as de países de língua oficial portuguesa, ou filhos de pais daí oriundos, são penalizados/as pelo português que não é o padrão da cultura escolar…

E tantos outros/as sobre os quais a escola pública e democrática não só não pode esquecer como deve lembrar todos os dias para se poder reclamar destes atributos.

Com poderemos agir para contrariar esta situação? Para impedir que se percam todas estas crianças e jovens? Que formas teremos de encontrar para actuar sobre, de maneira a alterar este estado de coisas?

Esta forma de discriminação, a mais difícil de combater, não é óbvia e a resolução deste problema implica o seu reconhecimento e investimento em várias áreas. Implica a mobilização de recursos humanos e materiais e não apenas os presentes nas escolas. Porque não é só um problema escolar e sim da sociedade no geral.

Questões que poderão ser abordadas:

Ensino Profissionalizante (ex: CEF´s): oferta escolar alternativa ou oferta de refugo que reduz a igualdade de oportunidades?
Os mecanismos de apoio (acção social, por exemplo) e o papel da escola: a centralidade da resolução dos problemas está na escola ou na sociedade?
Os níveis de proficiência de língua e a relação com o sucesso; Multiculturalismo e multilinguismo?
Os/as profissionais da educação estão preparados para lidar com os/alunos que fogem ao padrão?
As escolas podem/devem seleccionar os/as alunos/as, nomeadamente criando turmas de nível?
Quais os custos da retenção? É ela uma solução?

www.movescolapublica.net

Agradecendo a colaboração

Pelo Movimento Escola Pública

Miguel Reis

Interessante por vir de quem vem, do sector que vem, mesmo se no final da leitura se fica sem se perceber bem se…

Revolutionary School

B. é professora numa escola secundária de Lisboa, bairro chique, a curta distância do centro de decisão política do País. Em trinta anos de carreira, conviveu com as mutações ideológicas do sistema educativo, com os voluntarismos e as experimentações pedagógicas no ensino público e com a deterioração dos valores de sociedade. “Eu, que pensava ser possível educar, de modo igual, o pobre como o rico, o rural como o urbano, o branco como o moreno, dou comigo a dar graças por cada dia que passa sem ser vítima de uma agressão” – afirma B., professora de português numa escola pública onde o Estado levou por diante mais uma bem intencionada experiência de integração sociocultural.

B. está cansada. Cansada de uma escola onde pululam gangues e a insegurança se entranha na pele e nos comportamentos de todos – estudantes, funcionários e professores. Cansada de gastar o seu tempo a proteger os alunos “normais” das investidas dos desordeiros, quando não de famílias inteiras de malfeitores. Cansada de não lhe sobrar tempo para ensinar. Cansada de assistir à capitulação do sistema perante a indisciplina e a sistemática desautorização dos professores. Cansada do desinteresse dos pais perante a sorte dos filhos. Cansada de guerra.

Dantes, relata B., a ideia da reforma era um tormento. Para a maioria dos professores, a sua vida era a sua escola. Hoje, sempre que alguém se aposenta há festa, onde não faltam lágrimas ao canto do olho dos que ficam, num misto de saudade e de amargura por não terem a mesma sorte. Diz-se, por graça, que o registo de bons serviços prestados à Educação se mede pelo número de equimoses contraídas em combate.

Não, não é a avaliação nem as carreiras que incomodam B. (encolhe os ombros, com enfado, às lógicas sindicais). É o sentimento de impotência perante a desordem reinante, os baixos índices de auto-estima e realização profissional e, sobretudo, a frustração de ver fenecer uma das mais belas causas de Abril – a escola inclusiva.

Devemos ficar surpreendidos com as taxas de aproveitamento e abandono escolar no ensino secundário? Com a pobreza de conhecimentos em disciplinas nucleares, como o Português ou a Matemática? Com a disseminação de uma matriz cultural assente no salve-se quem puder? Não. Uma árvore destas não pode dar bons frutos. Mas, como tratá-la?

Não escondo as perplexidades que a matéria me coloca. Entendo e apoio os princípios da universalidade e da integração, mas não aceito que impere a lei da canalha. As escolas não podem ser jaulas nem quartéis, é certo, mas têm a obrigação de fazer respeitar a disciplina e a ordem, sob pena de fracassarem na sua missão. Não é admissível que uma turma inteira veja os seus trabalhos escolares permanentemente prejudicados pela atitude selvagem de um(a) jovem a quem obrigam a ir a uma escola que odeia, à excepção dos intervalos onde se diverte a aterrorizar os colegas, e que provavelmente nunca completará.

Nos tempos da escola selectiva, o sistema educativo tratava dos casos de indisciplina com mão de ferro – suspensões e expulsões. Sendo raros os estudantes oriundos de minorias étnicas (a mais problemática, a cigana, não passava da instrução primária), a ordem era mais fácil de manter. Hoje, os conselhos directivos das escolas secundárias fogem das medidas disciplinares como o diabo da cruz. Sabem que à mais pequena sanção arriscam-se a ser agredidos ou a ver a escola invadida pela família do jovem-injustamente-perseguido, normalmente mais arruaceira do que o próprio jovem.

Recordo-me de uma reportagem realizada algures na Bósnia, onde se dava conta do primeiro caso de sucesso na integração escolar das duas principais comunidades. “As turmas são mistas?”, perguntou o repórter. “Isso não. Os miúdos sérvios têm aulas de manhã e os muçulmanos à tarde”, respondeu o director sem pestanejar. Será sistema?

o-deserto-da-educacao011-2009(c) Luís Cruz Guerreiro e Paulo Guinote

Escolas normais para crianças com trissomia 21

Num raro acesso de lucidez sobre questões educativas, Henrique Monteiro escreve hoje no Expresso o seguinte:

Confesso que não sou extraordinariamente dotado para entender as subtilezas da nossa Educação [começa bem]. Mas, por mais que me esforce, não entendo por que razão há ciganos à parte e deficientes integrados.

E conclui, como se não tivesse dado ainda por nada ao fim deste tempo todo:

O que me choca é a farsa igualitária que o Ministério da Educação representa (no fundo para poupar dinheiro com o ensino especial). Se deficientes são integrados em turmas normais, porque estranho motivo se deixam ciganos à parte?
Confesso que só tenho uma resposta: o nosso sistema de ensino, determinado pelas DREN deste mundo, não tem regras de bom senso. Baseia-se numa ideologia tosca, parola e ignorante que não procura – mas prejudica – a excelência no ensino.

Bem vindo ao mundo real, caro director Henrique Monteiro. Já não era sem tempo que via pelo menos um pouco de luz, embora acredite que para outras matérias continue estremunhado. Desde logo porque difere as responsabilidades para os alvos fáceis, poupando os alvos verdadeiramente responsáveis por isto.

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Recorte da edição online (em papel é ao alto de toda a página), graças aos préstimos do Maurício Brito.

Sobre os ciganos de Barqueiros, podia-se ouvir mais ou menos isto hoje na T.V.:

Eu acho que os ciganos de Barqueiros devem  estar em contentores, perdão monoblocos ( e quem achar o contrário ou é b… ou é cigano). A isto chama-se diferenciação positiva ( que é o contrário de diferenciação negativa) e o monobloco já lá estava, deve andar distraído o Sr. Secretário da Junta, e não o Sr. Presidente da Junta, porque não foi este que levantou o problema.

Se não fosse o contentor os ciganos não tinham aulas, perdão o monobloco.

Os ciganos são pessoas como as outras, por isso é que são diferentes e devem ter professores como os outros e diferentes.

C.R.

Ou agora a fórmula é arranjar uma minoria étnica, metê-la em contentores e temos um TEIP à la minuta?

Escola de Barqueiros passa a Território de Intervenção Prioritária

Não questiono a validade de conseguir que estes alunos passem frequentar a Escola. Não conheço a situação específica, é melhor reservar juízos de valor. Mas posso questionar esta linha de argumentação de Margarida Moreira, paredes-meias com um argumento que até poderia ser multicultural do tipo «porque não montamos uma tenha com umas carroças no pátio da escola?»

Aulas em contentor são “discriminação positiva”

Na Escola Básica de Lagoa Negra, em Barqueiros, no concelho de Barcelos (Braga), 17 crianças ciganas têm aulas num contentor, separadas dos restantes alunos, situação que a Junta de Freguesia local classifica como um caso de discriminação racial, mas que a Directora Regional de Educação do Norte considera tratar-se de um caso de “discriminação positiva”.

Entrevistada pela RTP-N, Margarida Moreira defende que o projecto em causa representa mesmo um exemplo de integração social. “Estamos perante uma excelente escola que está a trabalhar de uma forma muito dinâmica, que foi buscar estes meninos ao abandono”, argumenta, acrescentando que a criação desta turma é “a resposta à especificidade deste grupo de jovens”.

Margarida Moreira diz também não entender as críticas da Junta de Freguesia de Barqueiros e assinala que a autarquia terá até apoiado o projecto desenvolvido pela escola.

“A Direcção Regional de Educação do Norte autorizou este projecto em Julho ou Agosto do ano passado por ser de discriminação positiva, um projecto que juntou várias forças vivas e instituições locais, nomeadamente a própria Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Barcelos, entre outras”, refere a responsável.

Bom Dia

Bom Ano de 2009 para todos, espero sinceramente que este novo Ano seja bem melhor que o Ano anterior.

Hoje o que me traz aqui foi a recepção de uma carta no passado dia 09-01-2009, emitida pela DRELVT acerca da ausência de Apoio a Crianças com NEE´s – Agrupamento da Alapraia.

Felizmente conseguimos ainda no ano passado (Ano Lectivo 2008-2009), os apoios necessários para o Guilherme, quer a nível de Educação Especial, quer a nível da Terapia da Fala, mas fiquei bastante surpresa ao ler o conteúdo da carta enviada, pois mais uma vez a resposta é muito evasiva e não retrata a situação em si.

Para vosso conhecimento, junto envio a carta em anexo.

Atentamente

Cláudia Rocha

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Criança deficiente passa grande parte do tempo no recreio para não incomodar colegas

Ruben tem comportamento agressivo e não controla as necessidades fisiológicas. A DREL forçou-o a frequentar a escola dita normal.
Uma criança de oito anos com deficiência mental passa grande parte do dia no recreio da Escola de I Ciclo Pinhal da Vila, em Salvaterra de Magos. De acordo com os pais, a professora é forçada a colocar o aluno no exterior da sala de aula devido aos problemas que tem e ao barulho e a agressividade que demonstra com outros colegas. Por isso é costume vê-lo diariamente, a partir das 10h30, no pátio da escola sob vigilância de uma auxiliar de acção educativa, até às 15h30, hora em que os pais o vão buscar. Tem sido assim desde o início do ano lectivo, há cerca de três semanas.
Carlos Oliveira e Fátima Ruivo não recriminam a professora mas não se conformam com a situação e exigem que o Agrupamento de Escolas de Salvaterra de Magos ou a Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DREL-LVT) coloquem a criança sob observação de técnicos especializados. “Assim é que não aprende nada nem melhora”, desabafa o pai.
Há dois anos que o pequeno Ruben, de oito anos, devia ter entrado para o primeiro ano de escolaridade, mas os pais tentaram adiar a situação o mais possível, antevendo os problemas. “Como é que se coloca uma criança com deficiência junto de outros alunos sem ter qualquer tipo de apoio para os problemas que tem?”, questiona Carlos Oliveira.
Tentaram colocar o filho no Centro de Recuperação Infantil de Benavente (CRIB) mas dizem que a directora da instituição lhes referiu que, apesar de haver vagas, haveria indicação da DREL para os alunos serem encaminhados para as suas escolas. Há dois anos tentou resolver a situação na sede da DREL, mas sem sucesso.

Continua na edição online do jornal O Mirante.

O resumo das principais conclusões do estudo da UNESCO vem no Educare. Quanto ao dito cujo (estudo) por aqui ainda não o achei. Mas, entre outros, achei um interessante conjunto de estudos sobre experiências relacionadas com a educação inclusiva.

… mas é apenas disparate e poupança cega:

Deficiente profunda colocada em escola ‘normal’

Uma criança de seis anos, com 95% de incapacidade, foi colocada no agrupamento de escolas Alexandre Herculano, pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT).

Na Catalunha a pressão da chegada contínua de imigrantes começa a fazer-se sentir com bastante intensidade no sistema educativo regional.

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Entre as estratégias de acolhimento estão a possibilidade de matrícula a qualquer momento do ano lectivo e a integração em grupos específicos destinados a ambientá-los ao sistema educativo e à língua, não os inserindo imediatamente nas classes regulares para não perturbar o ritmo destas, o que nem sempre parece ser encarado de forma pacífica.

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inlu2.jpgDe qualquer modo, ontem o La Vanguardia fazia um apanhado da situação e comparava com as experiências desenvolvidas em outros países europeus como a França, Inglaterra e Alemanha, permitindo conhecer as diferentes abordagens em decurso quanto a este fenómeno cada vez mais presente no nosso quotidiano (clicar nas imagens para aumentar).

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