Inclusão


UMA HISTÓRIA SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA

IMG_7056IMG_7071bIMG_7075b

No retrato final… Felicity Armstrong, o je moderador, Carlos Fiolhais pela FFMS, a prefaciadora do volume Mónica Vieira e David Rodrigues.

Sei que o tema é pouco pacífico, mas há muitas maneiras de fazer estas coisas e nem sempre são más.

Inclusão

 

Estavam lá todos os do regime a gaudiarem-se na coragem contra o regime.

 

Inclusão: um Direito Humano Emergente

Uma Educação pouco Especial

Dou aulas, com esta ou aquela intermitência, há mais de 25 anos. Nos últimos 12 com uma incidência particular em turmas dos velhos “currículos alternativos”, actualmente turmas de PCA, e apoio a alunos com necessidades educativas especiais. Não tenho especial formação para o efeito, sou um professor de modelo antigo, com uma licenciatura em História e profissionalização posterior em exercício, quando já tinha tempo de serviço suficiente para fazer apenas o ano das chamadas “teóricas”.

Em alguns anos a maior parte do meu horário foi ocupada desta forma, chegando mesmo a ser completamente preenchida com turmas PCA e apoio em Língua Portuguesa, agora Português, ou Iniciação à Informática a alunos com necessidades educativas especiais (NEE). Sou parte interessada, mas as coisas sempre correram razoavelmente bem no plano da relação pessoal e profissional com os alunos, mas nem sempre fiquei certo de ter tomado as melhores opções. Em muitos casos naveguei à vista, experimentando e tacteando, sem dominar conhecimentos teóricos que me pudessem orientar ou o domínio de técnicas que permitissem fazer melhor. Sempre senti a necessidade da existência nas escolas de equipas multidisciplinares que permitissem um verdadeiro trabalho aprofundado, sistemático e fundamentado, com a multiplicidade de situações com que os professores são confrontados e às quais devem saber responder de forma diversificada. Sempre senti que a abordagem “à descoberta” tem tantas vantagens quanto inconvenientes. E sempre achei que, indo para além da catalogação ou rotulagem, a intervenção de colegas especializados numa fase precoce do trajecto educativo dos alunos é essencial para o estabelecimento do que chamarei, como leigo, “diagnósticos de referência”, assim como um trabalho de continuidade é ainda mais indispensável nestes casos.

Pelo que me choca perceber que os governantes consideram que a inclusão de alunos com NEE em turmas regulares é algo de tipo meramente “administrativo” e que nesta área basta ter os professores colocados a 1 de Setembro ou umas semanas depois para tudo estar bem. Esquecendo-se que um ano lectivo só começa a 1 de Setembro, neste caso sim, do ponto de vista “administrativo”. A necessidade de caracterização dos alunos com NEE e do seu acompanhamento em continuidade, de maneira a ir registando a sua evolução não tem relação com calendários escolares na sua versão mais redutora É algo que necessita de um trabalho especial que não pode estar a ser abandonado e recomeçado de um ano para outro e que não assenta – ou não deveria assentar – apenas em relatórios escritos, mas em relações humanas e pedagógicas que se desenvolvem, ganhando a confiança dos alunos, a colaboração das famílias e o envolvimento dos restantes professores.

A publicação do decreto-lei 3/2008 de 7 de Janeiro representou uma oportunidade perdida na forma de encarar a questão dos alunos com necessidades educativas especiais pois, por entre um articulado cheio de procedimentos a seguir, se optou por considerar a Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da O.M.S. como referencial único para a elaboração dos relatórios técnico-pedagógicos, o que limitou o alunos a enquadrar aos que fossem detentores de necessidades educativas de tipo “permanente”, o que foi factor de exclusão de muitos com problemas graves, só que tidos como “transitórios”.

Mas até essa forma redutora de encarar a problemática poderia ter sido ultrapassada se as escolas pudessem dispor dos meios humanos especializados (que vão para além dos professores de Educação Especial, na sua acepção curta, para efeitos de concurso de colocação pelo MEC) necessários e indispensáveis para dar apoio aos alunos que mais dele necessitam. E não tem sido esse o caso. É particularmente chocante verificar como no Orçamento para 2014 as verbas para a Educação Especial sofrem um corte dramático, curiosamente muito próximo ao acréscimo das verbas destinadas a financiar uma maior privatização da Educação, privatização essa que em regra se destina a favorecer grupos de alunos que já antes se encontravam numa situação privilegiada em relação à generalidade dos seus colegas.

Mesmo correndo o risco de ser acusado de demagogia, é inevitável verificar que cada vez mais se aposta numa Educação desigual, em que se apoia aqueles que menor necessidade têm à custa dos que mais necessitam. É verdade que o investimento exigido pelos alunos com necessidades educativas especiais é maior do que os alunos “regulares”. Mas esse é um daqueles encargos que devemos ter orgulho em suportar, porque significa um esforço de toda a sociedade para apoiar com qualidade os mais frágeis e vulneráveis. É triste e vergonhoso que exista que considere a questão apenas na perspectiva da “racionalidade económica”, dos rácios, dos custos médios por aluno. O que está em causa é o modelo de sociedade que se defende. E vai imperando um modelo de governação que, de forma clara e assumida, promove o favorecimento dos privilegiados à custa de todos os outros, com efeitos mais graves entre aqueles que menos meios de defesa têm.

Com o devido agradecimento ao autor.

IMG_2650

A ler, como descrição, mesmo se é o discurso oficial.

Inclusive education in The Netherlands

O reverso:

The Netherlands: interventions to counteract school segregation and facilitate integration in education

Anexo útil, para quem tenha acesso:

International perspectives on countering school segregation

IMG_2627

Mais conversa informal do que comunicação formal. Muita gente, mas a larga maioria do Brasil. Muito pouca gente de perto e parece que foi assim na maior parte do tempo.

Painel com David Rodrigues e Joaquim Colôa e moderação de Luísa Beltrão.

Tribunal Constitucional dá luz verde aos candidatos autárquicos com três mandatos

Limitação de mandatos é territorial, dizem os juízes. Fernando Seara e Luís Filipe Menezes, entre outros, podem candidatar-se.

 

 

 

 

 

… nem uma krönik!

Dizem-me que há histórias maravilhosas de tão… Os documentos orientadores estão aqui.

FENPROF exige do ministro marcação urgente de reunião
.
Temos actualização memorandial. O que há para troca? Cromos de pizzas?

Making Schools Work

AMID the  ceaseless and cacophonous debates about how to close the achievement gap, we’ve turned away from one tool that has been shown to work: school desegregation. That strategy, ushered in by the landmark 1954 Supreme Court decision in Brown v. Board of Education, has been unceremoniously ushered out, an artifact in the museum of failed social experiments. The Supreme Court’s ruling that racially segregated schools were “inherently unequal” shook up the nation like no other decision of the 20th century. Civil rights advocates, who for years had been patiently laying the constitutional groundwork, cheered to the rafters, while segregationists mourned “Black Monday” and vowed “massive resistance.” But as the anniversary was observed this past week on May 17, it was hard not to notice that desegregation is effectively dead. In fact, we have been giving up on desegregation for a long time. In 1974, the Supreme Court rejected a metropolitan integration plan, leaving the increasingly black cities to fend for themselves.

(continua…)

Infantário num contentor para aproximar ciganos

Em Darque, a escola foi ao encontro das mães e crianças do acampamento cigano e instalou um contentor com duas salas de aula para motivar as famílias a deixarem os menores frequentar o pré-escolar. Veja o vídeo.

Projecto Ísis

Beja: Distribuição de alunos pelos Centros Escolares gera discórdia

Domingas Velez, directora do Centro Escolar de Santa Maria apresentou a demissão do cargo na sequência da reunião para redistribuição de alunos pelos estabelecimentos de ensino da cidade.
Cerca de uma vintena de pais e encarregados de educação de alunos do Centro Escolar de Santa Maria não aceita a distribuição dos alunos os Bairros da Esperança e das Pedreiras, que têm estado no Regimento de Infantaria, para aquele estabelecimento de ensino. Ontem reuniram a DREA, Câmara e directores dos Centros Escolares para definir a mudança.
.
Fafe, explica, de tua justiça. Afinal, andaste por ali.

Além do convidado polémico da Síria, vão também estar presentes o embaixador do Zimbabué, em representação do ditador Mugabe, o príncipe saudita, cujo país invadiu o Bahrein para acabar com a revolta árabe e o rei Miswati King III da Suazilândia.

Vamos fazer um rol dos disparates feitos durante, em especial, o seu segundo mandato maioritário? Ou das inaugurações que secretariou com Maria de Lurdes Rodrigues?

Já agora, reparem como aos 35 segundos da gravação, lhe sai uma daquelas gaffes que só saem a quem fala quando não tem muito a dizer.

… que ia ser o Bento Dezassete.

Incréus!!

16 mil alunos fora da educação especial

A polémica classificação que determina quem precisa de apoio fez baixar de 50 para 34 mil o número dos alunos abrangidos.

Em ano e meio, quase 16 mil alunos saíram da educação especial nas escolas públicas, que prevê um acompanhamento específico dos professores. Um dado que resulta do balanço “Escola Inclusiva”, do Ministério da Educação (ME), que reacende o debate sobre a forma como se identificam os alunos com necessidades educativas especiais (NEE).

A descida coincide com a controversa aplicação às escolas da Classificação Internacional de Funcionalidade para Crianças e Jovens (CIF-CJ) – um instrumento de sinalização de deficiências físicas e cognitivas (ver P&R).

Em Junho de 2008, estavam na educação especial 49 877 alunos do básico, 3,9% de um universo de 1,28 milhões. O balanço mais recente aponta pa- ra apenas 33 891 (2,85%) entre 1,24 milhões. Destes, 31 776 estão integrados em escolas normais e 2115 são estudantes de estabelecimentos públicos especializados. E as projecções, com base na CIF-CJ, são de existirem apenas 23 mil alunos com necessidades especiais (1,8%), pelo que a descida pode continuar.

Os críticos deste sistema avisam que há milhares de miúdos com necessidades, como os que têm dislexia, que segundo os médicos atinge 12% das crianças, que estão abandonados nas escolas (ver texto secundário). Isto porque, alertam, aquela forma de classificar as necessidades é confusa, deixando alunos que precisam de acompanhamento fora do ensino especial.

De acordo com os críticos, Portugal só dá apoio a 2% dos alunos, quando as médias internacionais apontam para 8% a 12%. “É impossível que o nosso país só tenha 2,6% de alunos com necessidades educativas especiais”, afirma Miranda Correia, do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho. “E são contas com consequências: nos EUA, os governos federais dão 15% a 18% das verbas do ensino para a educação especial. Nós damos 3,4%.”

Para ilustrar a sua convicção de que a CIF-CJ, sobretudo aplicada pelos professores, é inadequada, o investigador cita um estudo da sua autoria: “Peguei num exemplo de aluno, criado pelo próprio ME para testar a CIF, e enviei-o a várias escolas”, conta. “Os diagnósticos variavam entre o caso ser ‘muito grave’ e ‘não elegível’ para apoio.”

E eu concordo com esta opinião porque a grelha de classificação da CIF procura ser tão detalhada e objectiva que acaba por ter o efeito exactamente contrário porque a sua aplicação acaba por assentar no acho que… visto não existirem ferramentas complementares para quem a aplica poder analisar com verdadeiro rigor cada caso.

Página seguinte »