Ilusionismo


Roberto Carneiro surge hoje no Expresso, pisando com cuidado nas pegadas de Maria de Lurdes Rodrigues, com um artigo de opinião que não passa de uma ligeira variação das posições assumidas por MLR, Valter Lemos e Luís Capucha sobre a questão das Novas Oportunidades.

Não deixa de ser curioso que o avaliador de uma iniciativa apareça publicamente a defendê-la como sendo muito boa (na base dos objectivos teóricos e na quantidade de certificados produzidos), quando, quase a terminar, admite o seguinte, no sétimo de oito pontos:

A equipa não foi incumbida da auditoria dos procedimentos nem das condições da atribuição dos diplomas NO; por outro lado, ela desenhou e apresentou uma proposta de avaliação económica das NO nunca chegando, todavia, a ser-lhe atribuído tal estudo.

Ou seja, e resumindo, não existe avaliação dos procedimentos das NO, nem sequer da sua eficácia económica.

E isto é escrito num texto favorável às NO!

Para além disto, continua a ser estranho que o responsável pela avaliação de um projecto surja a defender politicamente esse mesmo projecto, elogiando os princípios teóricos (políticos)  da iniciativa. Quiçá um avo mais de independência pudesse ser esperado.

Bancos compram hoje dívida pela última vez antes de suspenderem financiamento ao Estado

 

 Segurança Social e seguradoras da Caixa compram dívida pública

 

Dito de outra forma, vão derreter o resto.

TMN justifica destruição de registos telefónicos do Face Oculta com questões de ordem técnica

… o Governo mandou às órtigas um acordo feito e assinado, neste caso com o PSD, no âmbito da aprovação do OE.

Para mim é a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e adorável a forma como vão sendo todos embarretados, em fila indiana, uns atrás dos outros, desde façanhudos sindicalistas a betos neo-liberais.

Tudo sempre com o beneplácito presidencial…

Governo quer mandar na nova entidade de finanças públicas

A entidade que o Governo se comprometeu a criar para que o PSD viabilizasse o Orçamento do Estado para 2011 será criada por decreto-lei, avança o Diário Económico desta segunda-feira.

O Governo «quer escolher sozinho quem vai fazer parte do novo Conselho das Finanças Públicas» que deverá escrutinar as contas do País, diz o jornal. A proposta de revisão da lei de Enquadramento Orçamental que o Executivo vai entregar ao Parlamento esclarece que este novo órgão «será criado e definido por decreto-lei», segundo a proposta de lei.

“A composição, as competências, a organização e o funcionamento do Conselho, bem como o estatuto dos respectivos membros, são definidos por decreto-lei”, lê-se na proposta que já deveria ter dado entrada na Assembleia da República, na semana passada.

Ou seja, será o Governo, através de decisões tomadas em Conselho de Ministros, a escolher sozinho quem fará parte desta nova entidade, quais as suas atribuições e em que termos irá funcionar.

Adorei…

Adorei…

Adorei…

Agora com o link certo.

A Iniciativa Novas Oportunidades tornou-se um verdadeiro feudo dentro do ME, quiçá mesmo uma espécie de ME real, sem cortes orçamentais, com poderes de intervenção concertada com a secretaria valteriana do Trabalho que ultrapassam em muito qualquer controle da 5 de Outubro.

Aliás, seria de explorar a ideia de que se vive na Educação uma situação efectiva de feudalismo, em que o soberano só tem dos teóricos vassalos uma obediência formal, mas sem capacidade de intervenção no terreno.

Quem fala em ódio político e ciúme social em relação às NO talvez revele mais sobre si mesmo e os seus preconceitos do que gostaria…

É uma coisa assim do género não comam melão branco, comam meloa.

FNE propõe concurso de colocação extraordinária de professores

A Federação Nacional de Educação fez hoje uma nova proposta ao Ministério da Educação para a realização de um concurso de colocação extraordinária de professores em 2011, em substituição daquele que a ministra Isabel Alçada anunciou que iria cancelar.

… no dia do lançamento do livro dela em Lisboa? Estava ali a menos de um metro de mim e disse tantos disparates sobre Educação e as Novas Oportunidades que até…

Perez Metelo: Há descontrolo orçamental? «Não, não há»

Jornalista e comentador da TVI diz que Governo está a seguir o que acordou com Bruxelas.

Naquele dia muitas peças encaixaram.

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