Ilusionismo


Tantos afectos exibicionistas para…?

MerkelSoc

Tanto servilismo com ar de seminarista para…?

MerkelPas

3 — A proposta é remetida ao membro do Governo responsável pela área da educação, para pronúncia, considerando a oportunidade do pedido designadamente em função do grupo de recrutamento e do quadro a que o docente requerente pertence, tendo em vista garantir o número de postos de trabalho necessários ao desenvolvimento das atribuições cometidas aos estabelecimentos de educação ou de ensino dependentes do Ministério da Educação e Ciência.

4 — Após a pronúncia do membro do Governo da tutela é proferida decisão final sobre o requerimento, pelo Secretário de Estado da Administração Pública.

Nem vou para a parte em que a decisão do MEC está hierarquicamente dependente de um secretário de Estado de outro ministério, o que o torna uma espécie de subsecretário de Estado.

Vou apenas para a parte em que, nas condições para o (in)deferimento das rescisões, independentemente de serem razoáveis ou não, não são estabelecidas prioridades as que agora surgem a justificar as decisões:

No processo, foi dada prioridade aos professores sem componente lectiva no último ano e às áreas pedagógicas em que há ”excesso de oferta face às necessidades do sistema projetadas a cinco anos”.

Para além de que, se a prioridade foi a dos horários-zero do ano passado, porque só divulgaram as decisões após as direcções comunicarem os horários para mobilidade no ano lectivo que agora se inicia?

E assim se defende o rigor da formação académica, a qualidade do ensino politécnico e… se conseguem manter uns lugares à custa dos filhos do vocacional. E ainda há quem diga que os ramiros não fazem falta ali nos corredores…

“Meias licenciaturas” nos politécnicos aprovadas nesta semana mas sem se saber número de vagas

Cursos superiores de curta duração arrancam no próximo ano lectivo e duram dois anos mas não dão equivalência a nenhum grau académico. Politécnicos estão preocupados por não saberem várias respostas, nomeadamente em termos de financiamento.

… porque ninguém ganhou é a nova narrativa dos opinómanos do regime, nas televisões e nos blogues colectivos da Direita que é mas não é. Se não os conhecesse, até acreditava que a maioria é formada por ex-esquerdistas dos anos 70 e exilados do PC em várias épocas, tamanha a habilideza em reescrever as coisas.

Fazem-me lembrar aquelas pessoas que, depois de pisarem a poia, começam a dizer que não pisaram nada, qyue o fedor é dos esgotos e a pasta agarrada à sola é pastilha gourmet.

polish-a-turd

Governo cria linha de apoio para as rescisões amigáveis no Estado

Serviço vai funcionar de 1 de Setembro a 30 de Novembro e visa esclarecer dúvidas aos funcionários. Haverá também sessões de esclarecimento em vários pontos do país.

Esta cidade é a última cidade…
Os muros derruídos estão cercados:
Os canhões troam através dos mapas.

Nossa imagem, revelada pelas montras,
Passeia pelas ruas de mãos dadas…
Somos a última trincheira valiosa.

Unidos, trituramos os assaltos
E renovamos o cristal da esperança.

Os ruídos emolduram-te o sorriso,
Pura mensagem, prenhe de um futuro
Isolado de poeiras e de lágrimas.

 

[Égito Gonçalves] Sitiados

… a forma como certos especialistas, ou que passam por sê-lo, insistem em algo que manifestamente é mentira ou está longe de ser o essencial.

António Costa, do Diário Económico, continua hoje na senda dos que aplaudem uma reforma do Estado que parece apenas preocupada em fazer cortes, rescisões, mobilidades, achando que ainda isso é pouco, que é mesmo preciso é abandonar serviços.

Não se lê qualquer preocupação com os procedimentos, não se lê nada sobre mecanismos de controle das más decisões de gestão ao nível político ou empresarial e transfere-se sempre o ónus do peso da despesa para os executores de base.

Mas não é o único. Não deixa de ser espantoso que larguíssima maioria dos especialistas, desde quem escreve há anos e anos sobre estes assuntos até quem foi decisor político com acesso a todo o tipo de informação, tenha optado por culpar sistematicamente quem tem menos capacidade de pressão nos corredores políticos, enquanto parece absolver em termos práticos quem influenciou ou tomou decisões brutalmente gravosas.

Fala-se do BPN como se tivesse sido apenas Oliveira e Costa a lucrar, do BPP como se tivesse sido apenas um azar de João Rendeiro, do Banif e BCP como se os seus prejuízos não tivessem responsáveis e o Estado fosse obrigado a ampará-los através da CGD, das PPP como se fossem apenas culpa de Paulo Campos e não de uma rede de tráfico de influências junto do Estado, desta coisa das swaps como se não fosse uma prática comum de yuppies tardios a brincar com o dinheiro alheio, certos de não serem responsabilizados por nada e de, após uns meses de afastamento estratégico, serem recuperados para cargos equivalentes ou refúgios nas empresas que foram objectivamente beneficiadas em detrimento do interesse público.

A reforma do Estado não passa por menos funcionários, pior pagos, de forma a degradar os serviços prestados que fazem ainda mais falta num contexto de crise.

Passa por existir a coragem para mudar procedimentos ao nível das decisões de tipo, da ocupação de cargos e da ética do serviço público.

Mas como é possível achar isso em quem diz mal do Estado que usa como alavanca para se desenrascar na vida, culpando sempre os outros pelas suas asneiras e incompetências?

Enquanto a informação alinhar em esclarecer apenas as partes da história que dão jeito a dado grupo de interesses em dado momento, a sua credibilidade cai muito, pois fica-se com a percepção que, tal como no Estado, ao nível do topo se tomam más decisões de que são sempre os mais pequenos (os jornalistas no terreno) a ser responsabilizados quando algo corre mal. Como previsto.

Tenho evitado falar da aposentação precoce da fotogénica presidente da Câmara do município em que resido (sim, deve ser dos poucos boletins municipais em que vale a pena ter 32 fotos d@ edil) , aos 47 ou 48 anos (as fontes divergem), com perto de 2000 euros.

A razão porque evitei não passa pela fotogenia mas por causa da total hipocrisia do PCP nesta matéria, que remete o seu desacordo sobre este tipo de situações para uma posição tomada em 2005.

Ora… que eu me lembre… o presidente da câmara da Moita (concelho onde residi 33 anos e exerço a docência), ex-professor, pediu a sua aposentação aos 49 anos, antes das eleições de 2009, nos mesmos termos, vendo-a concedida milagrosamente no mês a seguir à sua reeleição (e em montante bem acima desta de Ana Teresa Vicente), sem que isso fosse conhecido na campanha eleitoral, e o PCP nem abriu pio, aliás porque o próprio presidente da Assembleia Municipal, também professor, fez exactamente a mesma coisa, só que com mais uns aninhos de vida e serviço.

Aliás, bastará falar nisto e o mafarrico vargas – outro aposentado precoce – aparecerá por aí a ofender-me abundantemente, não negando os factos mas usando do argumento burguês de “era legal e os outros também fizeram”, que é a justificação que eu ouço sempre que falo nisto com camaradas.

Vamos ser sinceros… anda tudo a tentar desenrascar-se no meio do desvario e, neste particular, as danças de cadeiras começam a ter os seus limites e obrigam a que, bem cedo, a velhice se acautele.

E eu acho bem, até poderei invejar. O que custa a aceitar é que se armem em reservas morais e éticas da sociedade. E tal como aqui os defendi das acusações parvas de despedimentos há coisa de uma semana, agora não tenho problemas em dizer que estas práticas só demonstram que o interesse individual se sobrepõe, sem rebuço, às proclamações do colectivo.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 83/2012
O contrato -programa celebrado entre o Estado Português e a Parque Escolar, E. P. E., em 14 de outubro de 2009, define o âmbito da prestação de serviços de interesse público a cargo daquela entidade pública empresarial, bem como a correspondente remuneração e respetiva forma de cálculo, ao abrigo e nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 167/2008, de 26 de agosto.
Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2010, de 1 de outubro, foi autorizada a realização da despesa relativa ao Programa de Modernização das Escolas Destinadas ao Ensino Secundário, para os anos de 2010 e 2011. Em contrapartida dos serviços prestados pela Parque Escolar, E. P. E., torna -se agora necessário proceder ao pagamento da remuneração relativa ao primeiro semestre de 2012, conforme resulta daquele contrato -programa.
Assim:
Nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 17.º do Decreto–Lei n.º 197/99, de 8 de junho, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Autorizar os serviços competentes do Ministério da Educação e Ciência a realizar a despesa relativa à remuneração referente ao primeiro semestre de 2012, correspondente aos serviços prestados pela Parque Escolar, E. P. E., até ao montante global de € 34 011 820, ao qual acresce IVA à taxa legal em vigor, relativa ao Programa de Modernização do Parque Escolar Destinado ao Ensino Secundário.
2 — Determinar que o encargo financeiro decorrente da presente resolução é satisfeito pelas verbas inscritasno orçamento das escolas no âmbito do Ministério da Educação e da Ciência.

Tudo como Sócrates mandou. Só falta darem a patinha.

gosta-se.

Moreira da Silva, aquele que era para ser o Relvas em vez do Relvas, mas que anda aos papéis:

O vice-presidente do PSD garantiu que «não existe nenhuma decisão tomada» sobre o futuro da RTP por parte do Governo, defendendo que esta discussão deve ser «serena, racional e sóbria».
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Agora… o vencedor do prémio Liberal mais Encostado ao Estado 2012.
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Borges falou com o aval do Governo

O consultor do Governo para as privatizações, António Borges, reconheceu ao CM que o anúncio sobre o modelo de concessão da RTP a privados e o fim da RTP 2 teve conhecimento do Governo.

Já no sábado o DN anunciava qualquer coisa como “os directores resgatam 6000 professores” aos horários-zero.

Como se não tivessem sido esses mesmos directores a colocá-los nessa situação… Como se fossem heróis a salvar donzelas desvalidas e órfãos abandonados dos seus próprios actos…

Hoje é mais um título completamente disparatado (despassarado, mesmo!) sobre o tema das turmas com PCA.

Não é o facto de ter prestado declarações para a peça, correctamente reproduzidas, que me impede de dizer que alguém no DN anda a fazer estágio para voltar ao Jornal do Incrível.

Mil e duzentos alunos com más notas ajudados a passar de ano? É a isso que se resumem as turmas com PCA?

Onde se brinca com estas coisas, talvez, mas o trabalho com PCA, que faço há vários anos, não passa por isso. Passa por adequar até aos limites a forma de trabalhar com miúdos em risco de abandono escolar, permitindo-lhes chegar mais longe do que a pura desistência. Claro que há turmas com PCA (Percursos Curriculares Alternativos) que são criadas meio ad hoc ou com conselhos de docentes recrutados assim a modos que.

Só que é errado considerar que essa é a regra ou a norma de funcionamento destas turmas.

E, como várias vezes tive a escassa modéstia de aqui o anunciar, estava habituado a que as minhas turmas fizessem provas de aferição como os outros e, salvo num caso, tivessem um bom nível de sucesso.

Aliás, excepto o caso (mais do que esperado) do Ramiro Marques, ninguém ouvido para a peça em causa justifica um título para a peça como o escolhido. E mesmo no caso do RM era melhor perceber exactamente o que é que ele percebe do assunto ou se faz declarações apenas na base daquele delírio que o tomou de ser contra tudo o que lhe parece caro na Educação.

Quase me apetece escrever “Editor em busca de emoções apimenta títulos”.

E quero lá saber se fico persona non grata.

A discussão em torno do financiamento das escolas públicas e dos subsídios às escolas privadas com contratos de associação, com base num mítico custo médio por aluno deixa-me sempre espantado com o carácter socializante e igualitarista de alguns liberais.

Se fizermos um inquérito às necessidades alimentares médias da população portuguesa e, por hipótese meramente ilustrativa mas adequadamente ridícula, der o tal meio frango por habitante, vamos dar o mesmo meio frango aos bebés de seis meses e aos atletas de alta competição?

Calcular o custo médio por aluno não serve só para fazer comparações disparatadas, mas enquanto não se desagregar esse cisto médio por ciclo de escolaridade, por região ou concelho, por tipo de turma (regular, PCA, CEF)  por ramo de ensino (no secundário), etc, etc, tem uma utilidade limitada e perversa.

Como todas as médias, este é um valor que não existe em lado nenhum concreto e só serve para prejudicar quem mais precisa (escolas em zonas carenciadas, com necessidade de turmas caras e alunos que implicam maior investimento individual, como se passa com os alunos com NEE) e beneficiar os que menos precisam (escolas com turminhas regulares, chapa cinco).

Quem se sente eterno acorda o quê?

Mas é apenas porque desconfio de ambos os autores, em virtude da mitomania que os envolve.

Sócrates tem “memória doce” de discussão “gravíssima” com Soares

  • Todo o indivíduo tem direito a prosseguir os seus estudos de acordo com a sua vocação, o seu mérito, as suas aspirações profissionais e o Estado não deve interferir, limitando a liberdade individual, antes funcionando como mero regulador da oferta, no sentido de todas as vias estarem abertas para a livre expressão da escolha individual. Qualquer atentado à liberdade de escolha é mau e deve ser vigorosamente combatido.
  • Sendo a economia de mercado um jogo entre a oferta e a procura e havendo défice na procura de um determinados estratos ou grupos profissionais, devem os formados nessas áreas adaptar-se a essas condições e redefinir o seu perfil, por forma a inserir-se melhor no mercado de trabalho, do ponto de vista da oferta. Se isso tiver de ser feito em contradição com o princípio anterior da liberdade de escolha da sua opção académica e profissional é apenas uma desvantagem menor no grande cenário do maravilhoso mundo do liberalismo, em que o Estado nada tema  ver com nada, excepto quando os governantes surgem a fazer sugestões.

E quem não se sentir bem com tanta liberdade, emigre, pá!

Se possível para um país com menos liberdade, que é para aprender a apreciá-la!

É evidente que está ali um poste,


segundo é dito pelo call-center da PT. Eu é que sou cego, que não o enxergo.

E lá virá o técnico (isto é um país de ténicos) não instalar o telefone pela oitava vez – só este ano (é um exagero, foram somente sete).

É assim a fé. Pim! Ou ainda vou ser multado por as minhas pedras não obedecerem às conformidades…

Dia do Diploma adiado para daqui a quarenta anos – o de d’Armani e Socas.

“A banca tem sido compreensiva no sentido de não deixar nenhuma empresa pública entrar em default”, disse hoje o presidente da APB.

O responsável lembrou que o sector tem apoiado estas empresas e que “muitas vezes à última hora acaba por fazer financiamentos que não lhe agradam. Tal como acaba por comprar dívida pública que não lhe agrada”.

António de Sousa diz que a banca tem tido consciência do impacto que um ‘default’ de uma empresa pública teria na credibilidade do país.

Mas voltou a recordar, à semelhança do que já várias vezes tem dito o sector, que este é um problema para resolver. Várias vozes na banca tem alertado para a necessidade de o sector público pagar as suas dívidas à banca, lembrando que essa seria uma forma de libertar de forma significativa liquidez para apoiar a economia.

… que funciona praticamente em regime de monopólio precisa de gastar tanto dinheiro em sucessivos liftings de imagem e publicidade, incluindo aqueles sacos jeitosos em que o Expresso foi distribuído algumas semanas.

Porque em tempos de crise, os fluxos brutais de investimento publicitário têm o seu significado.

Como passa a EDP a tema central das redes sociais?

Uma crítica negativa à eléctrica nacional impulsionou uma onda de comentários depreciativos a uma acção considerada como “censura” da EDP. A empresa remete esclarecimentos para um recente comentário, em que indica que a sua página de Facebook se rege por um código de conduta semelhante ao da própria rede social.

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