IAVÉ


O grupo Tradutores Contra o Acordo Ortográfico do FBook divulgou há poucas horas estes exemplos do inconseguimento ortográfico do Iavé, o mesmo que se queixou de quem se queixa da parvoíce que é a aplicação do AO90.

IAVEAO90

 

A primeira versão das informações sobre a prova específica para professores de Física e Química que o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) divulgou este mês, com exemplos de questões, destinada aos docentes que vão fazer a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), continha erros e imprecisões, pelo que teve de ser substituída. A denúncia foi feita no blogue Aventar e confirmada ao PÚBLICO pelo antigo coordenador da divisão de Educação da Sociedade Portuguesa de Física. O Conselho Directivo do IAVE limitou-se a responder ao PÚBLICO que “a informação-prova disponível é aquela que o Iave reconhece como válida”.

A mim interessa residualmente quem é que grafa menos bem. Porque só alguém muito distraído é que acreditaria que a igreja do santo iavé é frequentada apenas por grafadores imaculados. Algo que até se consegue com qualquer corrector ortográfico, não necessitando o escriba de estar ao nível de um aluno examinado do 4º ou 6º ano, bastando-lhe ser quase alfabeto

O póbrema a sério é se algum dia o Iavé tiver a coragem de revelar quem são os seus “especialistas” e ainda descobrimos certas coincidências e desconformidades em matéria de ética aplicada ao coiso público e privado.

Eu não sei de nada, em concreto, pois tudo o que escrevo é em abstracto e em tese hipotética do tipo suponhamos só para efeitos de especulação e contribuição construtiva para evitar que alguém, inadvertidamente, ande a explicar para o que ajudou a fazer.

Fiquemo-nos assim e evitamos processos e notas explicativas.

Porque nem sei se assinam contratos publicitários de exclusividade com a igreja.

Acordo Ortográfico e exames: Iave preocupado com “alarme social”

De: DGEstE – Sistema de Informação <dgeste.informa@dgeste.mec.pt>
Data: 12 de março de 2015 às 19:28
Assunto: PET for Schools – Informação
Para:

Exmos. Senhores Diretores de Escola/Agrupamento de Escolas

Exmos. Senhores Presidentes de CAP
 
Por solicitação do Senhor Presidente do Conselho Diretivo do IAVE, Dr. Helder de Sousa, anexo a informação infra.
 
Com os melhores cumprimentos,
José Alberto Moreira Duarte 
Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares
 
 
Assunto:       PET for Schools – Informação
 
A aplicação e a classificação dos instrumentos de avaliação é um dos deveres funcionais dos professores que para tal têm direito a formação destinada ao aprofundamento e aquisição de novos saberes.
A formação dos professores de Inglês para o exercício da função de classificador do teste PET integra, para além da informação necessária, diversos procedimentos que visam garantir a qualidade do processo de classificação e de aplicação dos testes.
Tratando-se de um teste que permite uma certificação reconhecida internacionalmente, esses procedimentos são aplicados em todo o mundo, pois sem o cumprimento rigoroso dos mesmos, os resultados não são considerados válidos e os certificados não podem ser emitidos.
Para garantir essa validade é necessário uma uniformização de todos os procedimentos, não só os que respeitam à aplicação dos testes e à sua classificação, mas também os que definem o perfil dos professores envolvidos no processo.
É neste contexto que se enquadra a realização do Cambridge English Placement Test (CEPT) pelos docentes que não possuam um certificado equivalente ao nível C1 ou superior, reconhecido por Cambridge English Language Assessment, a única entidade responsável pela emissão dos certificados.
O envolvimento dos professores de Inglês é essencial para garantir a aplicação e a classificação do PET, o que permitirá que muitos alunos possam alcançar um certificado que apenas tem sido acessível a uma elite, por norma residente perto dos grandes centros urbanos.
 
Como complemento a esta informação, enviamos o Comunicado de Imprensa de 11 de março.
Agradecemos a atenção.
 
O Conselho Diretivo do IAVE
 
 
Comunicado de Imprensa
Certificação linguística dos professores classificadores
para aplicação e classificação do Preliminary  English Test (PET)
 
Assegurar a aplicação do PET é garantir uma oportunidade para uma diferenciação positiva na certificação dos alunos, pela relevância que terá no seu percurso pessoal, académico ou profissional, ou seja, uma mais-valia para o país a que, naturalmente, se pretende dar continuidade.
A elaboração e a aplicação dos testes de Cambridge English Language Assessment estão sujeitas a normas e procedimentos rigorosos, definidos e controlados pelos Awarding Boards do Reino Unido. Da comprovação do cumprimento destas normas e procedimentos depende a possibilidade daquela instituição produzir resultados e certificados válidos e internacionalmente reconhecidos.
A aplicação do Preliminary English Test (PET) está sujeita ao cumprimento daquelas normas, designadamente a frequência de um programa de formação e a certificação linguística formal dos professores classificadores que terão a responsabilidade de aplicar e classificar os testes dos alunos. Os professores classificadores que comprovem ter certificação linguística válida, equivalente ao nível C1 ou superior, estão dispensados da realização do Cambridge English Placement Test (CEPT).
Não está em causa a validade das licenciaturas, dos mestrados ou dos doutoramentos ministrados pelas universidades portuguesas, pois a realização do CEPT é uma prática comum a todos os países onde as formações académicas dos docentes não conferem uma certificação linguística internacionalmente reconhecida.
Convirá realçar que também a formação dos professores classificadores responsáveis pela classificação dos exames nacionais do ensino secundário, em vigor desde 2010, obedece a procedimentos de certificação que incluem a realização de um teste e a produção de um relatório. Esta formação apresenta fortes semelhanças com o programa de formação dos professores de inglês classificadores do PET.

Lisboa, 11 de março de 2015

… para efeitos do PET e o Iavé concorda e obriga os professores portugueses a fazer formação específica para esse efeito?

Há sempre novos patamares de humilhação e o senhor Iavé deveria era dizer-nos que raio de certificação é que obteve para coordenar isto.

Não chega ir de visita lá ou patrocinar idas de jornalistas, penso eu de que.

(acho que começa a ser tempo para reconsiderar a filtragem a palavrões mais fortes nos comentários…)

IAVE critica exposição pública da prova dos professores

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) afirma que se pouparia dinheiro se os exames pudessem ser reutilizados.

Não vi pessoalmente, mas foi-me contado como o Iavé anda a publicitar os seus exames very british pelas televisões. Não sei se é apenas sedução aos órgãos de comunicação social, através do patrocínio de viagens lá fora, se é mesmo coisa paga.

Seja como for, é dinheiro gasto para sacar dinheiros aos encarregados de educação que pretendam uma certificação que vale muito pouco, ao contrário do que se afirma.

Os certificados do ano passado, por exemplo, de nada servirão quando os alunos que os fizeram chegarem ao 12º ano.

Mas, ainda a propósito de reutilizações… consta-me que o papel higiénico tem dois lados mas nem por isso consta que… :mrgreen:

Assunto:      TKT e PET for Schools

Exmo./a Sr./a Diretor/a

Falar Inglês é uma mais-valia para responder ao desafio de mobilidade de um mundo multilingue, multicultural e orientado para a comunicação. As instituições académicas e o mercado de trabalho exigem uma certificação linguística reconhecida internacionalmente.

Consolidada a experiência de aplicação do teste Key for Schools, criámos as condições para a aplicação do teste PET − Preliminary English Test for Schools.

A certificação linguística facultada pelo teste PET for Schools é, por esta razão, muito importante para os nossos alunos enquanto futuros cidadãos de uma sociedade altamente qualificada. Em primeiro lugar, porque o nível certificado – B1 – é um dos mais solicitados pelos empregadores a nível internacional; por outro lado, os alunos que obtiverem melhores resultados poderão aspirar a uma certificação de nível ainda mais elevado – B2 -, equivalente ao First Certificate.

Não será, também, de somenos importância o facto de os nossos alunos poderem obter essa certificação dentro do sistema educativo, apoiados, nas suas escolas, pelos seus professores de Inglês.

Paralelamente, acresce salientar a forte aposta no desenvolvimento profissional dos professores – os Team Leaders e os Examiners que, em 2014 participaram na classificação do teste Key for Schools e os Team Leaders de 2015 já tiveram acesso ao Cambridge English Teacher (CET) e ao Teaching Knowledge Test (TKT), o que lhes permite alargar o seu portfolio de qualificações profissionais.

O TKT é um curso de formação online concebido por Cambridge English Language Assessment, departamento da University of Cambridge.

Esta qualificação para professores de Inglês

(http://www.cambridgeenglish.org/teachingenglish/teachingqualifications/tkt/) incide sobre metodologia e didática, planificação, estratégias de sala de aula e avaliação dos alunos, e constitui um padrão de referência internacional,reconhecido por instituições académicas de prestígio.

Considerando o reconhecimento do papel crucial dos professores de Inglês, e integrando este projeto, desde a primeira hora, uma forte aposta na formação dos professores, vamos continuar a investir na sua atualização e desenvolvimento profissional.

Nesse sentido, realçando a indissociável articulação entre as classificações alcançadas por cada escola, a valorização pessoal dos alunos certificados e a formação dos docentes, vem o IAVE disponibilizar às escolas, que melhor cumpram estes requisitos, licenças gratuitas para a frequência do TKT.

Atendendo a que o número de licenças é limitado, as escolas que mais valorizem junto da sua comunidade educativa o acesso à certificação dos seus alunos, poderão aceder gratuitamente a uma ou duas licenças (incluem os módulos 1, 2 e 3) para oferecer aos seus professores.

Caso o agrupamento/escola que dirige venha a ser contemplado com esta oferta e, simultaneamente, haja interesse em oferecer a professores vocacionados para a lecionação de Inglês no 3.º e 4.º anos formação especialmente concebida para o ensino de crianças das idades em causa, poderá ser facultado o acesso a licenças do módulo Young Learners do TKT. Se for esse o caso, contacte-nos.

Para mais informações, contacte o IAVE através do correio eletrónico isabel.carvalho@iave.pt.

Aproveitamos ainda para informar que:

o  período de inscrição para efeitos de certificado foi alargado até 8 de março;

estão a ser enviados às escolas folhetos para divulgação do PET, destinados aos alunos do 9.º ano do ensino básico e do ensino secundário.

O IAVE agradece toda a colaboração da Escola nesta divulgação.

Com os melhores cumprimentos,

Helder de Sousa

Presidente do Conselho Diretivo do IAVE

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