Horários


Se não existissem razões concretas e objectivas para ter denunciado esta situação, não o teria feito. O MEC não presta declarações? Claro… a incompetência fica quase sempre sem rosto visível.

Quanto aos 24 casos, mesmo que exista algum caso explicável por outras razões, são os que aqui foram identificados na listagem feita pelo Nuno Rolo.

Pela extensão, fica em ficheiro: Os horários dos professores.

O “novo motivo” não poderia ter sido criado ali por 20-25 de Agosto, na pior das hipóteses?

Exmo.(a) Sr.(ª)

Diretor(a) de Agrupamento de Escolas/Escola não Agrupada.

A fim de satisfazerem as necessidades de recrutamento de pessoal docente, surgidas após os concursos de mobilidade interna e de contratação inicial, informa-se V. Ex.ª que foi disponibilizada a plataforma de pedido de horários. Assim, deve aceder à aplicação SIGRHE » Situação profissional » Pedido de horários.

Foi criado um novo motivo para o pedido de horários intitulado, “Rescisão por mútuo acordo”.

Os horários pedidos pelas escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e/ou com contrato de autonomia que criaram oferta na bolsa de contratação de escola (BCE) e que não foram ocupados por docentes de carreira em sede do concurso de mobilidade interna, serão recuperados automaticamente para a BCE sem necessidade de um novo pedido por parte destas escolas. Contudo, devem pedir os horários resultantes de novas necessidades que não foram pedidas anteriormente.

Os agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas, incluindo as escolas TEIP e/ou com contrato de autonomia, que não criaram ofertas, no grupo de recrutamento, na BCE, ou que não criaram qualquer oferta na BCE, devem pedir os horários tendentes a satisfazer as suas necessidades, nomeadamente, as resultantes de horários não ocupados no concurso de mobilidade interna ou as decorrentes de novas necessidades.

Agradecemos a colaboração de V. Ex.ª na concretização desta tarefa.

Com os melhores cumprimentos

João Góis

Subdiretor Geral da Administração Escolar

MEC liga a directores escolares à noite dando-lhes duas horas para evitarem horários-zero

Ministério da Educação pede aos directores para indicarem os nomes dos professores sem componente lectiva a quem, entretanto, se tornou possível atribuir turmas, para os retirar do concurso de colocação. “Surreal” avalia um dos dirigentes contactados.

Se repararem bem, a aplicação está disponível pouco mais de um dia útil, o que significa que é para @s director@s trabalharem no teórico fim de semana prolongado. No entanto, a DGESTE ainda não fez a devida validação de muitas das turmas propostas…

Pelo que muita gente poderá levar com um horário-zero sem necessidade, mesmo que depois possa ser retirado… mesmo a acabar Agosto.

O forrobodó continua…

Exmo.(a). Senhor(a) Diretor(a),

.

No âmbito do concurso anual com vista ao suprimento das necessidades temporárias de pessoal docente para o ano escolar de 2014/2015, encontra-se disponível no SIGRHE (plataforma que se encontra acessível na página da DGAE,www.dgae.mec.pt), a funcionalidade destinada a indicar os docentes de carreira em situação de ausência de componente letiva (IACL).

.

Na referida aplicação deverão, ainda, os Diretores e Presidentes das CAP manifestar, de forma expressa, a sua concordância na renovação dos contratos a termo resolutivo resultantes de colocações em horário anual e completo, nos termos do n.º 3 do artigo 42.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na redação conferida pelo Decreto-Lei n.º 83-A/2014, de 23 de maio.

.

Antes de ser iniciada esta fase deverá proceder-se a uma leitura atenta do supra referido diploma legal, do Despacho normativo n.º 6/2014, de 26 de maio e da Circular da DGAE, datada de 25 de julho de 2014,com a referência B14020366J, a qual poderá ser consultada na página eletrónica da DGAE.

.

Agradecendo, desde já, a colaboração de V. Exas. na concretização desta tarefa, informamos que a funcionalidade da IACL poderá ser acedida até às 09:00 h da próxima segunda-feira, dia 18 de agosto.

.

Com os melhores cumprimentos,

João Góis

Subdiretor Geral da Direção-Geral da Administração Escolar 

… de escasso agrado para os actores institucionais na área da Educação, embora pudessem ser bastante úteis para vida concreta das escolas.

Eu explico-me rapidamente… em tempos de desgovernação alegadamente liberal que pretende uniformizar carreiras na função pública, numa avassaladora tentação indiferenciadora capaz de fazer gemer de inveja qualquer bom ditador do proletariado, eu defendo uma tendência inversa em matéria de horários e remunerações de professores.

Concretizando…

Mantendo a estrutura-padrão do horário lectivo e não lectivo para todos os professores que assim a desejassem manter, deveria ser aberta a possibilidade de, por iniciativa dos próprios ou mesmo proposta da gestão das escolas, ser flexibilizado esse horário, para mais ou menos horas com a devida compensação remuneratória.

Porque há que ser muito franco… há quem por dedicação ou falta de outra ocupação, efectivamente pode estar na escola (e está em condições para isso) mais tempo do que o regulamentado, seja em aulas ou outras tarefas e há quem, por muitas, desvairadas e/ou justificadas razões, só faria bem a si mesmo e a quem o rodeia se estivesse menos tempo em aulas ou na escola.

Isto não seria um método para fazer engenharia de horários, pois não poderia implicar que o aumento das horas de uns levasse à dispensa de outros, vamos lá a entender-nos.

Nem seria para toda a gente começar a fazer rendilhados.

Seria para adequar o horário às capacidades de cada um, em articulação com o interesse da escola no sentido de um trabalho mais eficaz com os alunos.

Se alguém, para além do horário lectivo, pode dispensar mais 10 ou 12 horas (em vez de 3 ou 4) não lectivas semanais à escola para tarefas relevantes com tutorias ou mediação escola-família, animação de actividades extra-lectivas, porque não deve isso ser compensado em vez de se esperar pela boa vontade ou voluntariado?

Se alguém, em contrapartida, não se sente em condições para assegurar um horário completo, mas pode leccionar 70 ou 75% do seu horário, porque não fazê-lo com o correspondente ajustamento salarial que esteja disposto a sofrer?

Mantendo sempre o padrão-base e o cálculo da hora e trabalho para estas variações, assim como o tipo de vínculo laboral.

E, como parece evidente, permitindo uma ligeira (e justificada) margem de autonomia financeira às escolas que agora não existe.

Será esta uma ideia demasiado liberal para vós?

Ou estão a ver obstáculos inultrapassáveis que eu não estou aagora a vislumbrar.

A Federação Nacional de Educação (FNE) e a Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) acordaram esta terça-feira o limite de 35 horas semanais para os professores dos colégios privados, informou a federação sindical em comunicado.

“O acordo assinado esta manhã reconduz todas as situações ao estrito cumprimento do que estipula o Contrato Colectivo de Trabalho [CCT] em relação ao tempo de trabalho dos docentes, o qual não pode ultrapassar, nas três componentes que o constituem, as 35 horas semanais”, lê-se no comunicado da FNE.

Olá Paulo

Na escola da minha filha (EB1 Alto Rode em Faro), uma das que ainda está com horário duplo (manhãs e tarde), foi a Associação de Pais (da qual eu faço parte da direção) informada pela Direção que, após uma vista da Inspeção, teriam de alterar os horários.
.
O turno da manhã teria de começar a entrar às 7h50, teriam apenas 20 minutos de intervalo (lanche incluido) e sairiam às 13h10. O turno da tarde começaria às 13h20, teriam os mesmos 20 minutos de intervalo e sairiam às 18h40.
.
Depois de uma Assembleia Geral de Pais que durou dois dias e uma reunião com a Direção, conseguiu-se adiar a medida. Hoje, conjuntamente com as Ass. Pais de uma Escola em Olhão (nº 5) e a outra escola do agrupamento (Carmo) teve uma reunião na Delegação Regional da DGEstE. O Delegado ficou de levar o assusto a Lisboa e de nos dar uma resposta.
.
Junto envio nota de imprensa enviada hoje assim como a exposição enviada às seguintes entidades:
.
Ministro da Educação e respetivos Secretários de Estado
Procurador Geral da República
Grupos Parlamentares na Assembleia da República
Deputados eleitos pelo círculo do Algarve
Presidente da Câmara de Faro
Deputados da Assembleia Municipal
….
Um abraço
A.
.

Para quem diz que não há aumento de horário dos professores aqui está um exemplo de como se destroi o ensino no 1º ciclo.

Tudo feito à pressa sem assegurar a vigilância dos alunos durante as trocas de professores que deslocam pelas escolas do concelho.

O que é engraçado é que muitos professores de outros Ciclos continuam com dias de folga e tardes para reuniões. Os professores do 1º ciclo têm de reunir depois das 18 h.

Gostava de ver outros exemplos de horários e de tempos letivos e não letivos!!

Bom Trabalho

F.

Horario1CEB

Tempos_letivos

 

Universities twice as likely as other employers to use zero-hours contracts

Half of universities and two-thirds of further education colleges use zero-hours contracts, freedom of information requests reveal.

… como se explica que, mesmo na versão dos 2185 não colocados, existam mais horários-zero este ano do que no ano passado, sem que seja na base dos truques administrativos relativos à dimensão das turmas e engenharia curricular?

… sobre as turmas e os horários ao cair do mês de Julho e antes do verão mais agitado da última década em termos de mobilidade docente.

IMG_1176

Jornal de Notícias, 26 de Junho de 2013

Penso que isto pode ajudar algumas mentes a perceber que aumentar ainda mais a componente lectiva não tem justificação razoável, para usar os termos do secretário Rosalino, quiçá demasiado influenciado por uma perspectiva a partir do pré-escolar.

No Diário Económico também há uma peça muito interessante a partir do mais recente relatório relatório da OCDE.

Sobre o aumento dos salários já faço um post em busca do milagroso aumento de 12% que ninguém sentiu.

E onde podemos ler isso?

Pub22Jun13

Fica aqui a proposta de lei 153/XII/2ª, com debate no dia 11 de Julho no Parlamento na qual não consigo ler nisso com clareza: PropostaLeiHorarioTrabLei153de2013.

Há alguma discussão – infelizmente pouca nas salas de professores – acerca da forma como o MEC pretende concretizar, provavelmente nos próximos 3-4 anos, a redução dos quadros de professores para cerca de 90.000 docentes ou pouco mais, concretizando as vagas negativas agora anunciadas.

Para além das aposentações ou eventuais rescisões, haverá muitos horários-zero resultantes directamente da implementação do ensino dual ou vocacional nas escolas.

Se alguém já leu a portaria n.º 292-A/2012 certamente terá percebido que mais de 50% da carga horária da matriz curricular definida para os 2º e 3º ciclos do ensino básico se destina à componente vocacional, a qual deve ser desenvolvida preferencialmente fora das escolas, nas empresas envolvidas. Basta ler:

c) Vocacional, integrada pelos conhecimentos correspondentes a atividades vocacionais e por uma prática simulada preferencialmente em empresas que desenvolvam as atividades vocacionais ministradas.
.
Isto significa que o mais certo é que essa componente não seja ministrada por professores das escolas mas sim por formadores das tais empresas, pagos através de programas como o QREN. o POPH ou outro que se lhe suceda, através do Ministério da Economia. Reduzindo os encargos com pessoal do Ministério da Educação, entre outras vantagens na perspectiva dos ramirílios.
.
O que significará que, se por mera hipótese forem redireccionados 10-20% ou mais (eles querem muito mais) dos alunos do Ensino Básico para o dito ensino dual – que nada prova que funcionará no nosso contexto empresarial – metade da sua carga lectiva deixará de ser dada nas escolas e por professores da rede pública. E o mesmo virá a passar-se no secundário.
,
Façam as contas aos horários que se tornarão excedentários e aos professores que serão empurrados para se tornarem formadores (lembram-se do concurso que abriu há uns meses?) ou pura e simplesmente para fora da profissão.
.
Se isto é de interesse para os contribuintes, essa entidade mítica?
.
Se os contribuintes forem daqueles que não se incomodam com o destino dos outros… para quem os laços de solidariedade social são um luxo e as funções sociais do Estado uma inconveniência, percebe-se.
.
Só que antes d’os contribuintes estão os cidadãos e esses devem ser a primeira preocupação daqueles que têm como missão zelar pelo bem público, não pelo interesse de alguns.
.
.

Chegado por mail:

Algo vai muito estranho no total de vagas negativas em algumas escolas, tal como as listadas nestes artigos “razias”.

Saltou-me uma ideia à cabeça mas não tenho dados para o comparar.
Qual a percentagem de professores dos quadros que uma escola realmente quer ter?

Pesquisei duas ou três e encontrei logo uma com os dados todos certinhos. Se existirem dados destes noutros lados seria interessante comparar, nem que seja só o nº total de professores:

– «No Agrupamento de Escolas da Trofa exercem funções 266 docentes, sendo que 99 pertencem ao Quadro de Agrupamento, 144 a Quadro de Escola, 18 a Quadro de Zona Pedagógica e 5 Contratados.»
[fonte: Agrupamento de Escolas da Trofa , http://www.aetrofa.com/?q=node/32 ]

É assim uma escola com 266 professores, 91,3% (243) nos quadros!
Em termos técnicos pode-se dizer que é uma percentagem algo exagerada de professores do quadro face aos “flutuantes” (QZP e contratados).

Mas agora acontece que…
152316 – Agrupamento de Escolas da Trofa – 101 vagas negativas
[ https://educar.wordpress.com/2013/04/19/razias-1 ]

Assim os 243 professores do quadro poderiam passar para 142 caso se reformassem/concorressem/abandonassem os tais 101. É uma hipótese académica, mas real!
Como supostamente estão todos a trabalhar na escola… o diretor acha que a escola passa muito bem se dos seus 266, 124 forem professores QZP e contratados.
Seria uma escola com 53,3% de professores do quadro!

Isto é estranho, não tem paralelo em nenhuma contagem anteriormente feita em lado nenhum já que sempre se defendeu que as escolas tinham de ter larga maioria de professores do quadro.

Ou há prémios para quem menor percentagem de professores do quadro na sua escola?

=======
Isto teria mais interesse se fosse feita comparação com outras escolas para descobrir alguma tendência.

P.

As fórmulas das somas são minhas, portanto, devem estar mais certas do que qualquer documento do gaspar. Embora o documento tenha origem no MEC: Vagas 2013 DIP 188.

Complementarmente…

Apuramento de vagas feito pelas escolas pode não corresponder à realidade, alerta director

Não percebo as declarações do João Dias da Silva. A sério que não. Alguma coisa, nisto tudo, é surpresa para ele?

O Arlindo vai fazer, por certo, melhor, mais rigoroso e mais completo, mas fica aqui uma primeira aproximação, com base num quadro meu do ano passado.

Não é que isto explique muita coisa. Ou explica. Sei lá.

Vagas2012DaCL2012

Os horários-zero em 13 de Julho de 2012 eram 11.935. Mais coisa, menos coisa.

Qualquer coincidência com o actual número de vagas negativas é uma descoincidência. Como, à época, avisei. E aqui. Há pouco mais de 9 meses…

O Arlindo já fez as primeiras contas:

Vagas2103.

São três coisas diferentes, embora sejam objecto de apropriações instrumentais.

Para mim seria tudo muito claro, caso se assumissem as seguintes definições:

  • Horário lectivo – horário de aulas com os alunos, incluindo apoios e DT.
  • Horário na Escola – horário que inclui o lectivo e o de outras funções que só podem ser desempenhadas na escola (em especial horário para reuniões e cargos não relacionados com o trabalho com alunos).
  • Horário de trabalho – horário total de um professor.

As tão polémicas reduções da componente lectiva deveriam ter critérios não apenas de (antigu)idade, mas igualmente resultantes das condições concretas de trabalho. Os primeiros devem ser fixos e assumidos sem rebuço com base no desgaste específico da profissão (quem critica isto, experimente a profissão uns anos), enquanto os segundos devem ser variáveis, dependendo ano a ano) do número de alunos, turmas, níveis e disciplinas que cada docente leccione.

É muito diferente ter 3 turmas com uma só disciplina ou ter 10 (basta pensar em corrigir 75-80 testes ou 250-300) ou 5 ou 6 distribuídas por várias disciplinas do currículo regular ou de cursos profissionais, para os quais é preciso produzir materiais específicos.

Um professor com 30 anos e 10 turmas merece redução como um de 50 e apenas 4 turmas. Ou um professor que leccione 5 turmas de 3 anos diferentes de escolaridade e 3 disciplinas diferentes e quem leccione 5 turmas de uma única disciplina, mesmo tendo a mesma idade, devem ter uma diferenciação de tratamento que não passa por mais ou menos 45 minutos.

Enquanto se optar por soluções padronizadas e por igual temos todo o campo aberto para injustiças.

O liberalismo, a igualdade, não se define(m) na base do meio frango para todos, do bebé ao atleta de competição. Cada um tem necessidades específicas.

Página seguinte »