História & Geografia


ExpoBNP

As que estiveram em discussão pública e já estão disponíveis na versão final, aqui.

Em História (3º ciclo) passaram de 185 para 168 e notam-se alterações substanciais, mais adequadas ao Ensino Básico. mesmo assim continuam a ser pensadas para uma carga horária que não existe.

No caso do 8º ano passaram de 181 para 142… o que significa um corte bem substancial no total desvario inicial.

Nas de HGP para o 2º ciclo praticamente não tocaram. Ficaram “apenas” as mais de 500 definidas na proposta… É verdade que aquilo já está no programa, mas… 👿 alguém acredita a sério em 300 metas para o 6º ano?

Um pouco mais fundamentado do que o da APH, mas com um erro básico no ponto 4, pois os conteúdos de Geografia não são leccionados apenas a abrir e fechar o programa. Um pouco mais de atenção aos conteúdos relativos a outros temas do 5º e 6º anjo, em que a integração da História e Geografia se faz de uma forma não estanque seria muito aconselhável.

Anexo: parecer APG metas curriculares_2 ciclo.

A mim parece-me curto. Apressado. Displicente. Afinal… é o 2º ciclo, não interessa muito, certo?

Metas Curriculares de História e Geografia de Portugal (5º e 6º anos) – Apreciação crítica da Associação de Professores de História à proposta em discussão pública

 

O documento apresentado é uma versão simplificada do Plano de Organização do ensino-Aprendizagem, datado de 1991.

A carga horária da disciplina de História e Geografia de Portugal alterou-se com a última revisão curricular em muitas escolas. Era, com efeito, de 90 minutos + 45 minutos. Mas, infelizmente, várias foram as escolas que de uma forma incompreensível optaram por atribuir 45 minutos a Inglês e, por isso, História e Geografia de Portugal passou a dispor apenas de 90 minutos semanais.

 A extensão programática (que permanece na proposta) parece ser um entrave à aplicação/concretização com sucesso destas metas;

É evidente a mudança de terminologia mas não houve uma alteração de conjunto que vise a boa e efetiva melhoria da lecionação da disciplina de História e Geografia de Portugal;

A definição dos descritores, por vezes complexa, nem sempre se adequa à faixa etária a que se destina. É preciso não esquecer que a adaptação da maioria das crianças ao 5º ano de escolaridade não é fácil, uma vez que o sistema de ensino no ciclo anterior é baseado na monodocência;

Há alguma ambição no tratamento de alguns temas, nomeadamente o 2.5 (p. 9): “Reconhecer as interações (religiosas, culturais, militares e políticas) entre o mundo muçulmano e o mundo cristão na Península Ibérica, salientando a resistência e “reconquista” e a cooperação entre as duas civilizações”; 1.3 (p. 10): “Relacionar os avanços e recuos da “reconquista” cristã (e o agudizar do conflito) com as Cruzadas à Terra Santa e com a unidade ou desunião dos muçulmanos”; 1.4 (p. 10): “Reconhecer a permanência de muçulmanos nos reinos cristãos e de cristãos na zona muçulmana, salientando o aumento das perseguições, conversões forçadas e escravatura em épocas de conflito”; 3.1. (p. 20): “Enumerar medidas tomadas ao nível do ensino, destacando os seus objetivos e limites, por comparação à realidade atual”

A Direção da Associação de Professores de História

21 de Março de 2013

A semana passada o ministro Nuno Crato afirmou de modo peremptório:

«Acabar com História e Geografia só por cima do nosso cadáver»

O que eu acredito, porque o considero homem de palavra.

Mas há promessas que ele não fez, nomeadamente que ofereceria o seu cadáver caso:

  • A História e a Geografia passem a dispor de menos tempos lectivos do que já dispõem.
  • A História e a Geografia passem a ser leccionadas apenas em parte dos anos do 3º ciclo de escolaridade.
  • A História e a Geografia se mantenham em todos os anos, mas em regime semestral.

Porque a verdade é múltipla e, lá por isso, nem sempre corresponde ao que podemos pensar ser a Verdade, pois não há absolutos nestes tempos de incerteza (sobre estas subtilezas entre absoluto e relativo, as semânticas e pragmáticas da verdade e tal, recorrer com igual proveito a Umberto Eco e Pimenta Machado).

Eu gostaria que as coisas ficassem bem esclarecidas, pois se há coisa que se tornou comum neste Governo foi, à imagem de Sócrates de quem eram tão diferentes, dar o claramente dito por dito de outra maneira, desde os ministros Álvaro e Miguel aos secretários de Estado que calha (seja o da juventude emigrante seja o da função pública excessiva mas não despedida), recorrendo à tal semântica do intervalo da chuva entre as linhas.

Tenho as minhas razões, não interessa agora explicar, antes prevenir.

… entre os subscritores da petição do post abaixo se encontrassem docentes dos cursos de mestrado bolonhês no Ensino da História e Geografia no 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário.

Eis alguns casos:

Querem mais?

Andaram a dormir quando aqui e em outros espaços se alertou para o que se estava a passar desde 2007/08, com a formação de professores generalistas para os 1º 2º CEB e professores híbridos para o 3º CEB e Secundário?

Porquê?

Será que não há na APH e APG muito boa gente que conhece de perto estes cursos? Que não lecciona nestes cursos?

Pensavam que as pessoas estavam a ser formadas nestes termos para quê, exactamente?

Que se note: nada me move contra os futuros colegas que frequentam estes cursos. Nada mesmo. O que me incomoda é que apareçam vestais ofendidas entre aqueles que os criaram e agora fingem que coiso.

Andamos a brincar ao faz-de-conta?