Heterodoxias


… competir com ela, pois está em condições de dar muito mais do que a mão e o Yanis não está em condições para recusar uma bolsa tão bem recheada quanto a dela.

E reparem lá como ela se ajeitou toda de cabedal para o receber e ele até vestiu um blazer discreto para a enfrentar.

O dia de São Valentim está mesmo ao dobrar da semana.

FMI. Lagarde dá a mão a Varoufakis

“São competentes e inteligentes”, disse a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional depois de se ter encontrado com o ministro das Finanças grego, antes do início da reunião do Eurogrupo.

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Aquele pãozinho sem sal (foi assim que o ex-embaixador Seixas da Costa o descreveu recentemente) do holandês do Eurogrupo é dos regionais quando comparado com esta parelha.

Olhem para ele, ali de lado…

Yanis Jorgen

(as imagens são da Reuters, não quero chatices…)

WARNING: This Blog Post May Be Too ‘Taboo’ for Wimpy Teachers

Myths About Manning

Why Chelsea Manning may get out of jail much sooner than you think

Reparem nesta parte:

Desde que exista, à partida, vontade e espírito de cooperação entre os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento, e desde que estes coloquem o interesse nacional acima dos seus próprios interesses, creio que não será difícil definir o conteúdo em concreto desse entendimento. Mais ainda, um acordo desta natureza não se reveste de grande complexidade técnica e poderá ser alcançado com alguma celeridade, podendo recorrer-se a uma personalidade de reconhecido prestígio que promova e facilite o diálogo.

Darei todo o apoio a esse compromisso patriótico, na convicção de que ele irá contribuir, de modo decisivo, para a confiança externa e interna e será um fator de esperança para todos os Portugueses.

Irei contactar de imediato os responsáveis dos partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento para analisarmos a solução que proponho.

Portugueses,

Chegou a hora da responsabilidade dos agentes políticos. As decisões que forem tomadas nos próximos dias irão condicionar o futuro dos Portugueses durante vários anos.

O que está em causa é demasiado grave e demasiado importante. A existência de um compromisso de médio prazo é a solução que melhor serve quer o interesse nacional quer o interesse de todos os partidos, que poderão preparar-se para o próximo ciclo político tendo dado mostras aos Portugueses do seu sentido de responsabilidade.

E notem lá agora esta parte, logo a seguir:

Sem a existência desse acordo, encontrar-se-ão naturalmente outras soluções no quadro do nosso sistema jurídico-constitucional.

Mas olhem a ameaça, ou o que parece ser isso:

No entanto, se esse compromisso não for alcançado, os Portugueses irão tirar as suas ilações quanto aos agentes políticos que os governam ou que aspiram a ser governo.

Pois, mas o que nós queremos é tirar essas mesmas ilações… e eu não sei se o PR percebe que, na prática, está a apelar ao voto contra os “agentes políticos” que nos governam e aspiram a ser governo.

O que quer ele dizer?

Bora votar nos radicais anti-troika?

Bora!!!

É dia final do ano, há outra premências e urgências a que acudir, incluindo prazos a cumprir, pelo que a questão ficará apenas pela superfície, remetendo-se maior profundidade para outro momento.

Só que não queria deixá-la sem referência e assim passar-me ao esquecimento momentâneo.

Vem o assunto a propósito de alguns comentários feitos acerca da alegada esquerdização do ensino da História entre nós, tema caro a alguns bloggers e nichos do mercado opinativo.

É uma leitura com que discordo, já expliquei anteriormente porquê há uns tempos, mas isso não chega – como é natural – para que desapareça de certas convicções enraizadas. O argumento é que depois do 25 de Abril, o ensino da História virou completamente à esquerda e que o olhar transmitido aos alunos no Ensino Básico é o de uma historiografia esquerdista.

É uma opinião que me parece parada no tempo, mais especificamente na segunda metade dos anos 70 e parte dos anos 80 e focando-se num naco particular da História, mais especificamente da História Contemporânea e do período das Revoluções Liberais, recuando talvez até ao período pombalino no caso português, mas com especial obsessão pelo século XX.

Repito que esta é uma opinião desligada de uma leitura atenta dos conteúdos programáticos concretos e seus pesos relativos, assim como falha uma análise alargada e detalhada dos manuais escolares, ficando-se pela picagem de alguns exemplos demonstrativos do ponto que se quer demonstrar. Buscam-se provas e ao fim de um punhado toma-se por regra, eliminando-se o que contraria a tese original.

Então eu proporia um exercício complementar a quem se queixa da esquerdização.

Vamos analisar a forma como a História é – e não estou a fazer qualquer juízo de valor, pois até é uma opção que acho correcta desde que assumida sem distorções abusivas – ensinada de um ponto de vista patriótico e nacionalista?

Como a maior parte da História de Portugal, desde o modo como é apresentada a formação do reino até aos tons como a própria evolução contemporânea é descrita, não esquecendo o momento alto de exaltação do desígnio nacional que passa pelos Descobrimentos e Expansão, passa pela apresentação aos alunos de uma ideia de Portugal como nação singular e capaz de resistir e ultrapassar as maiores provações?

Gostaria que os defensores da esquerdização do ensino da História aceitassem fazer o contraponto com a permanência de uma nacionalização da História.

E não se trata de uma questão que oponha Esquerda/Direita, porque entre um Jerónimo e um Relvas ou um Gaspar e um Semedo não tenho dúvidas sobre quem é mais patriótico.

Alberto João Jardim e Mário Nogueira na inauguração da sede do SPM, integrante da FENPROF.

E ainda há quem me critique os jantares…

AJJ apareceu sem convite? A inauguração não poderia ter sido feita fora do período da campanha eleitoral?

Os representantes do PND (cerca dos 2’00 e 2’35”) têm a sua razão…

Lamentável, diria eu.

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