Heróis


o crato, enquanto metido a professor, hoje ensinou que nenhum ministro é eterno, os professores sim!

Antes:

https://educar.wordpress.com/2012/02/11/post-nocturno-para-balanco-da-grandiosarotineira-manifestacao/#comment-674685

Depois:

http://blasfemias.net/2012/02/12/os-numeros-sempre-os-numeros/

 

http://oinsurgente.org/2012/02/12/300-000-ou-30-000/

 

http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5466362.html

A água, sendo pura e cristalina, o vinho ainda é melhor.

Primeiro-ministro elege professores como «heróis»

Demasiado mole, já não há rufias a sério.

Alguns dias atrás falava com o Paulo Prudêncio acerca dos modelos, ídolos e heróis que agora cada vez mais escasseiam na esfera da vida política, aquela que outrora – com todas as falhas e eventuais imperfeições – fornecia os grandes líderes para as massas.

Nos tempos de Churchill havia algum jogador de futebol que fosse um ícone de Inglaterra?

Ou em tempos de Willy Brandt, alguma actriz de novela?

Em minha vida de adulto perdi quaisquer referências políticas. Nasci a tempo – acho – de não me ter deixado iludir por ícones transitórios de uma rebeldia que acabou instalada no poder ou por utopias que acabaram em massacres descomunais.

A consequência doi que cresci como outros, desamparado a esse nível de uma segurança ideológica, embora em meu redor ainda restassem algumas bolsas e convictos seguidores de livrinhos de diferentes cores.

Mais tarde, a minha geração e a que se seguiu acomodaram-se à praxis dos heróis de 68 e trocou o excesso de ideais dos mais velhos pelo pragmatismo reinante numa sociedade sem figuras tutelares, recolhendo-se em referências consensuais ou em líderes transitórios.

A nível interno e externo, a vida pública empobreceu e decaiu para níveis de completa irrelevância ética e moral.

Para mim restou uma única referência, felizmente ainda viva, como exemplo de alguém que soube lutar pelos seus ideais, sem transigir quando os tempos foram duríssimos, mas evitando arvorar-se em mártir e sabendo fazer a transição para a vitória sem procurar ajustes de contas espúrios e irrelevantes, quando a História passou a estar do seu lado.

Essa é a maior lição de quem soube resistir longamente quando era necessário, vencer com a devida graciosidade e sair do palco a tempo de viver a sua vida, sem azedumes e vendettas pessoais ou políticas.

Tudo com a sem sacrificar a capacidade de sorrir.

Esta é uma lição que pelo menos eu espero nunca esquecer, quando sinto o sorriso fraquejar.

 

 

Rapaz mordeu pit bull que o atacou

Eu sei que o título do post é igual ao da TSF, mas é incontornável. No Verão a imaginação fica preguiçosa.

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Os miúdos inicialmente ficavam algo desconcertados quando se apercebiam, no Setembro ainda quente, do relógio com a cara do Tintin no pulso do professor. Professor que é professor não lê banda desenhada, nunca tocou num Tio Patinhas sequer. Professor nunca foi miúdo, nunca jogou à bola, nem chegou atrasado às aulas. Professor nunca ouviu música que valesse a pena e estranha-se que saiba escrever correctamente os nomes das músicas e artistas que agora a malta idolatra.

Pelo menos agora parece-me que não vão conseguir conhecer o novo personagem. Cá para mim vão pensar que é um qualquer intelectual, dono de altas filosofias sobre a vida. E o engraçado é que não se enganam.