Grelhas


mn_pulga

lá teremos que eliminar avaliar estes idiotas.

O que é simulado tende naturalmente para o erro – e mais rapidamente quanto mais actualizações sejam simuladas.

Aqui: FichaADContPeriodotransicao2012.

Outro exemplo, de outra escola. Maior informalidade, a mesma ideia. Semana a semana. Eu cá não sei bem o que se entende por isto. Será que se analisam coisas como a postura, a indumentária, a forma de…

Não coloco aqui o documento original, porque faz de um portefólio de relator em pdf (aquele de 35 pp de que falei aqui ontem) que ficou com muitos megas de dimensão depois de filtrados os elementos identificativos.

Confesso… para mim esta é (quase) nova…

Anote-se o cuidado em sublinhar que os registos podem ser positivos ou negativos.

Será que dá para perceber até que ponto isto se pode tornar degradante?

Ficheiro (para a posteridade) em Word: doc9_registosavulsos-2.

De uma escola da zona Centro:

Documento completo em Word: Doc3_GrelObsAulas 2.

Chegou-me preenchida, pelo que tive de andar a fazer alterações e a transformar em imagens, para evitar chatices à fonte:

Recebi umas baterias de materiais novinhos em folha para grelhar docentes, embora com todo o ar de terem sido recuperados do que foi preparado para o ciclo de ADD anterior e que, porventura, não tiveram todo o uso que tinha sido desejado pelos seus autores. Afinal, fico sem perceber o que mudou, o que foi simplificado, o que apodreceu, o que se manteve, o que é mais do mesmo. Confesso, a vidinha venceu a larga maioria. Os tipos sabem-na bem e os outros só querem reuniões para parecer que merecem o lugar.

Que isto vai rebentar, eu sei que vai. o problema é que os rebentamentos vão ser individuais, locais, graduais. A multidão foi serenada e acordar foi adormecer. Agora o torpor que se instalou irá estalar, mas da pior maneira, em virtude das invejas, da mesquinhez, mais do que do desejo de justiça. Infelizmente. O rebentamento foi afastado das ruas, vai ser nas salas de professores. Dá menos nas vistas, transborda menos para os olhares. É letal na mesma, mas é como aquelas minhas à moda antiga. Estropia, mata, mas ao longe, quase ali ao lado, não se nota nata.

Mas desde que à mesa se sentem os do costume, no seu remanso, com águinha na garrafa e sorriso na fivela, tudo escorrerá pelo esgoto sem danos de maior a quem tem posições a defender.

Eliminei referências à escola, obviamente… Documento completo: IR-RA.

Para além dos contactos pessoais, vão-me também chegando documentos de diversas origens, desde os famosos requerimentos para se pedir a avaliação a notificações para os incumpridores dos prazos se justificarem, não esquecendo uma nova geração de grelhas.

Em seguida deixo um modelo de grelhas de 3ª geração, no qual o hábil grelhador conseguir incluir no ponto 3 de forma pouco disfarçada, como factor de avaliação, os resultados dos alunos.

Anexo: objectivosindividuaisesajan09.

No mesmo dia em que se votava a possível suspensão deste modelo de avaliação na Assembleia da República, o ME faz publicar mais um despacho a alterar as regras da famosas grelhas.

Escolas estão a complicar involuntariamente processo de avaliação

O secretário de Estado Adjunto e da Educação afirmou esta quarta-feira que algumas escolas estão a complicar involuntariamente o processo de avaliação de desempenho, devido à necessidade que sentem de fundamentar ao máximo as notas que vão atribuir.

“Há uma ilusão de objectivismo que se introduziu em algumas escolas que leva à complexização excessiva, desnecessária e desadequada do processo. Nesse sentido, a missão do Ministério da Educação é ajudar as escolas a fazer bem e a simplificar”, afirmou Jorge Pedreira, durante um debate na Assembleia da República sobre o Orçamento de Estado do sector para 2009.

À saída do debate, o secretário de Estado acrescentou que esta situação é provocada pelo facto de as escolas quererem “justificar ao máximo a distinção dos professores, com a maior objectividade possível e a maior fundamentação possível”.

“Para justificar isso produzem uma quantidade de papéis e têm discussões intermináveis sobre indicadores que naturalmente pesam sobretudo no trabalho dos professores”, afirmou.

A culpa tinha mesmo que ser das escolas. Esta proposta de grelhas do ME, publicada em Diário da República é uma mistificação destinada a lançar o caos nas escolas e certamente transmitida por sms.

Reparem como em algumas escolas se chega ao delicioso detalhe de se começar a assistir às aulas antes da definição dos objectivos individuais.

É que ele há de tudo e confirmam-me que neste caso os docentes devem preencher 17 grelhas, que me foram enviadas e eu ainda por aqui divulgarei.

Anexo: calendarizacao4-de-nov.

Maria de Lurdes Rodrigues usou ontem uma argumentação que alguns analistas consideram válida, a começar pelo editorial do DN de hoje.

De acordo com ela e seus pressurosos seguidores na imprensa, os professores «apenas» têm de preencher uma ficha, ou formulário, ao que parece com duas simples páginas.

Este tipo de argumento é objectivamente falso em muitos casos e, mesmo nos casos em que o impresso em causa tenha só duas páginas, isso não é significativo do trabalho de preparação para o respectivo preenchimento.

Eu explico-me: está por apurar qual o modelo dominante da ficha de objectivos individuais a preencher pelos docentes porque as há de 1 ou 2 páginas, mas as há de 5, 6 ou 10 páginas. Já divulguei aqui no blogue e também sei que alguns assessores passam por cá, portanto podem informar devidamente a senhora Ministra para não cometer erros factuais tão básicos.

Mas não é sequer a extensão da ficha que está em causa, mas sim o que ela pode implicar de trabalho preparatório. Algumas das escolas, que a MLR afirma estarem a avançar com o modelo de avaliação do ME, exigem que no preenchimento dos dados dos objectivos individuais estejam contidas informações de tipo estatístico sobre todo o universo de alunos de cada docente.

Ora quem anda pelas escolas sabe que a maioria dos docentes, em especial de algumas disciplinas com menor carga horária semanal têm 6, 7, 8 ou mais turmas a multiplicar por 25 alunos. Isto significa, em mais casos do que o editorialista do DN parece supor e MLR parece disposta a confessar (porque o saberá, pelo menos se quiser ter o trabalho de consultar dados públicos e acessíveis com facilidade) muitos docentes precisam de pesquisar em pautas de anos anteriores a informação estatística do ano lectivo anterior, sendo que as turmas não transitam em bloco de um ano para outro.

Pior, quando se trata de anos em que os alunos mudam de estabelecimento de ensino, até que os processos individuais os acompanhem e cheguem à nova escola passam-se semanas e mesmo meses. Dou como exemplo um caso concreto: no ano lectivo transacto recebi em pleno 2º período os dados muito sumários de uma aluna transferida em meados de Setembro, nos primeiros dias do ano lectivo, apesar dos repetidos pedidos feitos. Mas isto pode multiplicar-se por dezenas nos casos de docentes com 200 alunos sobre os quais necessitam de determinar o percurso escolar na respectiva disciplina. Conheço fichas em que é necessário singularizar quantos alunos obtiveram no ano anterior a classificação de 2-2-3 nos três períodos. Em outros casos – e não raras vezes nos mesmos – é necessário calcular as taxas de retenção no ano anterior para o conjunto dos alunos de cada turma, mesmo que eles venham de turmas ou mesmo escolas diferentes. E indicar quantas retenções tiveram no seu percurso escolar ou quantas negativas tiveram na disciplina em causa. Quantos tiveram apoio na disciplina. Ou abrangidos pela educação Especial. Ou a idade. Ou se têm direito a subsídios da ASE.

Esse é um trabalho que acarreta bastantes horas de preparação e só não o sabe quem não quer ou não sabe do que fala ou escreve.

Um simples quadro estatístico numa ficha de objectivos individuais, de um docente com 200 alunos, pode significar muitas horas de preparação.

Maria de Lurdes Rodrigues e em consonância com ela alguns editorialistas como o de hoje no DN reduzem isso a um impresso com duas páginas.

Gostaria de os ver fazer isso: MLR a procurar informação sobre o trajecto profissional de 200 funcionários do ME e o editorialista do DN sobre 200 jornalistas ou outros empregados do seu jornal, se é que chegam a tantos.

Mas é claro que fica bem, para consumo público, deturpar a realidade, reduzi-la e simplificá-la como se pretende fazer com a avaliação-simplex que o ME acena como tentação às escolas.

É possível que transmita a ideia que os professores se recusam a preencher um boletim do tipo Euromilhões com base em palpites.

Só que a verdade é outra. MLR sabe-o. O editorialista de hoje do DN se não o sabe poderia ter procurado saber. Ou então ter evitado pronunciar-se sobre o que não sabe. Eu sei que hoje não era essa a sua missão. Mas deveria ser. A bem da verdade. Um editorial de jornal pode conter opinião, mas essa opinião deveria basear-se em factos.

De quando em vez, dá jeito.

Já que se fala tanto em rigor…

(c) Antero Valério

Uma absoluta vergonha. Tenho por aqui resmas de grelhas há quase duas semanas e nem tinha agradecido a quem teve a gentileza de me as enviar.

Em seguida fica uma amostra sortida, sem uma ordem especial, excepto terem chegado todas por volta do dia 16 de Outubro, que é a data que eu agora ando a verificar pois estou a ir no sentido descendente.

A identificação das escolas não surge sempre pelas razões sabidas, assim como a identidade de quem as forneceu. O WordPress franze o nariz às que estão em ficheiros do Excel, pelo que vou ter de usar outra solução para as incluir.

Anexos:
aeddgrelha_registo_objectivos_individuais
idhgrelhaobjindivii-infante
espficha_de_objectivos_individuais
espficha_de_objectivos_individuais_exp

Seguem-se dois documentos que têm a curiosidade de emanar da Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, dirigida pelo actual Presidente do Conselho de Escolas. São manifestamente equilibrados, há que admiti-lo.

Anexos:
grelhas-objectivos-individuais_anexo-1
metas-e-indicadores_final

Agora ficam três exemplos intermédios de fichas de definição de objectivos, embora me pareça que em Aljezur já se anda a derrapar para qualquer coisinha menos boa.

Anexos:
definobjectindiv-ficha;
definicao-de-objectivos-individuais-ficha-corrigida;
ficha-de-definicao-de-objectivos.

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