Grécia


… é que pode acreditar em qualquer coisa que não tenha sido mais do mesmo ou então vais-te embora que a Rússia está sem dinheiro em relação ao governo grego.

O avô Cantigas do PS apoia.

É muito interessante a retórica do governo grego, faz-me lembrar algumas vitórias sindicais por cá.

Dizem que ganharam tempo?

Mas era esse o objectivo?

E tempo para quê?

Até à próxima negociação em Junho?

Até novo entendimento?

É verdade que a sua posição era muito difícil, desde logo devido a posições vergonhosas como a do governo português, mero cão de fila do alemão, e que seria delicado declarar que não conseguiram praticamente nada do que pretendiam… mas… só quem não quer ver é que não vê que apenas conseguiram manter o que já tinham. Que era o que não queriam manter.

O resto é fumaça e, agora sim, pensamento mágico.

É pena.

Mesmo se teremos elogios ao bom senso ou ao sentido de responsabilidade.

Com jeitinho, até teremos prosa do Assis a este respeito.

Foi a vitória – e nem sequer muito subtil – do pãozinho sem sal do eurogrupo e da nossa maria deslavada.

The outline agreement between Athens and its creditors in the single currency bloc to extend Greece’s rescue loans should help ease concerns that it was heading for the exit door from the euro.

In return, the country’s leftwing government has pledged not to roll back austerity measures attached to the rescue, and must submit, before the end of Monday, a list of reforms that it plans to make.

Yanis Varoufakis: No Time for Games in Europe

… aquela ideia peregrina de cumprir as promessas eleitorais. Parece que na “Europa dos crescidos” isso é considerada uma doença infantil da Democracia ou “radicalismo”.

Leonard Cohen, First We Take Manhattan… :-)

É sempre bom ver os países a seguirem os seus bons pergaminhos históricos.

Já outra coisa é ver os flik-flaks de alguns comentadores televisivos e jornalistas que de jornalistas parecem ter muito pouco, pois preferem a enxurrada opinativa à análise dos factos. e ainda há aqueles que agora fazem por esquecer que antes colaboraram de forma bem activa, embora à sua minúscula escala, no esforço para evitar este desfecho.

A evolução dos resultados pode ser seguida aqui.

Só se espera que isto não seja do género mudança à Hollande.

(agora é interessante ver que o Syriza chega ao poder através de um movimento de agregação e não de fragmentação da extrema esquerda… ou de encostanço ao PS de lá)

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