Gostei!


Já lá iam uns bons anos que não leccionava o 8º ano e algumas das matérias que mal se afloram no 2º ciclo. è sempre um especial prazer poder levar aos alunos temas como a beleza da arte renascentista e o nascimento do pensamento crítico moderno. Porque permite explorarmos materiais riquíssimos e explicarmos a origem de muito do que pensamos, ainda hoje, sobre o mundo, a Humanidade, a necessidade de análise racional dos assuntos e de tolerância com as posições alheias. Temas que não são, pelo que se vai cada vez percebendo melhor, acessíveis a muita gente com responsabilidades enormes na condução deste país.

O mais certo é acharem que isto é uma completa falta de tempo e o que interessa é mesmo só saber como usar reproduções do Leonardo na promoção de novas cervejas ou parafusos.

Acabei hoje a ronda de testes e não sei se fui demasiado ou pouco exigente para 40-45 minutos: Teste Hist8Fev14. Na opinião del@s claro que a coisa foi difícil, em especial porque nem cábulas decentes já sabem fazer e muito menos, em alguns casos, usá-las de modo discreto.

Mona

Cambalhotas, Conspurcações, Branqueamentos

(…)

Nunca compreenderei como é que seis anos de passeio narcísico possam merecer absolvições e indulgências, tantos os casos justiciários mal ou nada explicados para onde o seu nome resvalou. Poucos políticos sem vida profissional própria ostentaram tanto como ele e se pavoneiam tão descaradamente quanto ele, o que, no estrito plano moral, e tendo em conta a miséria para que milhões de portugueses foram atirados, não deixa dúvidas a ninguém. E se o assunto dos assuntos, em 2010, era o PlayBoy então no Governo, convém recordar de que provocatório e obcecado consigo mesmo foi feita a intervenção pública desse actor literal. É profundamente anormal que se investiguem Primeiros-Ministros em casos sucessivos e todos tenham sido arquivados, sendo os arquivadores amigos e devedores de favores do alvo da matéria arquivada: Pinto Monteiro foi o Procurador Geral Restrito e Privativo de Sócrates. Há portanto uma causa directa para que sobre o hoje Manequim Político das Esquerdas terem abundado notícias de pequenos, médios, monstruosos, casos, de forma tão insistente sem qualquer esclarecimento: nunca um Primeiro-Ministro em Portugal foi tão agressivo como o actual Ayatola das Esquerdas, Sócrates. Nada da sua vida intima, do património da sua família, do seu percurso profissional e académico, na forma como exerceu os seus cargos políticos anteriores foi, depois de escrutinado, esclarecido e, depois de esclarecido, justificado. Nada.

Um comentador muito imaginativo decidiu inquirir-me, como se de novidade se tratasse, acerca do meu ritmo de trabalho e divisão das minhas dedicações, insinuando que me dedico à escola em part-time.

É coisa de criatura rasca, mas eu gosto de descer ao nível desta gentalha. Sendo que não é inconcebível que alguma dela até se cruze comigo de cabeça em baixo.

Não é insinuação nova mas gosto sempre de responder salientando que aos medíocres faz muita impressão quem seja apenas suficiente no que faz ou moderadamente competente.

Isto é bem simples, assim de cabeça dei até ao momento mais de 300 aulas de Português a 2 turmas do 5º ano e cerca de 250 de História ao conjunto de 3 turmas de 7º, ao que deve acrescer perto de 30 de apoio ao estudo e umas 70 (pelo menos) a um pequeno grupo de alunos com NEE. As planificações estão a ser cumpridas, os meus elementos de avaliação são partilhados com os colegas e o meu trabalho ainda permite momentos lúdicos com os alunos. Não sei se sou competente, mas sei que não apresentei nenhum atestado nos últimos anos e a maioria esmagadora das faltas que dei foi para participar em sessões públicas de debates ou conferências para que fui convidado. A semana passada em Almeirim e sábado em Gondomar.

Em tempos até apresentava aqui os resultados dos meus alunos em provas nacionais, mas chamaram-me vaidoso, quando era apenas orgulho.

Mas vamos lá.

Por dia, para o blogue, reservo um par de horas, que pode esticar – ou não – conforme os meus compromissos nas redes sociais, nomeadamente no latifúndio que administro em conjunto com a minha petiza (com quem decidi passar a tarde de amanhã, após o seu primeiro exame, faltando para isso a uma aula de 90 minutos, para o que avisei os miúdos já a semana passada, ok?).

Quando necessário, ainda arranco uma hora ao sono para escrever para outros compromissos (entreguei há 2 meses uma biografia com mais de 250 páginas para publicação e tenho outro livro para entregar daqui a 3 meses, mais ou menos, com umas 120), embora nem sempre com a melhor das vontades.

Até ao momento não precisei de drogas leves ou pesadas para aguentar um ritmo de trabalho (excepto uns pézinhos de coentrada como hoje) que é menor do que já foi mas que acredito ser superior ao de alguns provocadores que de tão medíocres não concebem que alguém (sem ser em troca de estipêndio) goste do que faz e o faça sem aparente esforço.

E sobram uns segundos ainda para mandar para o raicoparta quem acha que deve controlar a minha vida.

Farm

… hoje até amanheceu límpido como se ainda fossemos a tempo de uma Primavera.

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Mas deve ser coisa passageira….

Porque Paulo Macedo, ao que tudo parece mostrar, é de um campeonato diferente de Nuno Crato. Pelo menos não promete o que não pensa cumprir.

E não encomenda anúncios a sindicalistas oportunos.

Ministério abre vagas para todos os recém-licenciados em Medicina

Doll ‘protesters’ present small problem for Russian police

Police in Siberian city ask prosecutors to investigate legality of protest involving display of toy figures holding miniature placards.

Dom Pedro I, o Bandeirante!

(c) Maurício Brito

Perante a crise demográfica que reduz o número de portugueses, a crise abstencionista que cada vez reduz mais os eleitores activos e perante a permanente pletora de candidatos a cargos políticos, D. Pedro dá o exemplo e emigra, sendo esperança nacional que leve consigo o seu fiel pajem e irmão político, D. Miguel, o Universalista.

 

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Fafe, pá, eu bem te pedi para apareceres…

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[aqui]

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… e o Calimero flagrou-o!

Pelo que não é de estranhar que seja mesmo sobre História que goste mesmo de escrever. Antes que lhe perca o jeito, há que retomar. Em tempo útil. Amanhã, por exemplo.

Não cheguei a tempo de participar nos ateliers de Contos na Pele e Massagem na Escola que deixaram o(a)s participantes bastante estimulado(a)s para a sua aplicação (caramba, até parece que nos esquecemos da nossa latinidade…), mas na parte da tarde foi curiosa a forma como duas comunicações se podem completar e concordar em quase todos os aspectos essenciais, sem que os autores se tenham cruzado anteriormente ou sequer se tenham conhecido, por ser diverso o seu trajecto profissional.

Provavelmente, a afinidade da (de)formação em História ajude a ver as coisas da mesma forma: a Criatividade não como algo que brota naturalmente em jorros, bastando juntar pessoas e dar-lhes um espaço aberto e liberdade, mas sim como algo que muitas vezes exige imenso trabalho de preparação, da conceptualização do que se pretende à planificação da sua implementação, assim como (auto)disciplina.

Foram ainda umas três horas de exposição partilhada com a Susana Gomes da Silva da Gulbenkian, conversa e algum debate, que foram – para mim – extremamente agradáveis, ao ponto de me dizerem que estavam à espera de muito mais acidez da minha parte ao abordar o tema. Afinal, ao vivo, parece que sou ligeiramente mais razoável que o monstro do lago Ness quando está com uma úlcera. Os desenhos da petiza, os meus cadernos da Primária e mesmo alguns materiais de alunos parece que ajudaram a suavizar bastante a minha pré-imagem.