Fustiga-me Que Eu Gosto


… com as pretensões de qualquer leitura mais benigna acerca do artigo 79º.

Fica aqui: Circular B15094774S.

Há realmente uma enorme coerência neste MEC. É sacar tudo até à medula.

… nem é para o Belenenses.

… quando, em pleno Inverno, alguém previr sempre que vai estar um dia frio.

Como vai acertar muitas vezes, é capaz de passar por especialista em meteorologia, pelo menos lá em casa. É como prever um dia seco no Sahara.

Entre nós, em política e educação (já nem falo em economia) há imensa gente assim, que arrisca imenso em terreno seguro a mesma resposta, sempre. Basta acertarem um par de vezes para desatarem a apontar o dedo a quem não acertou nesses casos específicos.

Governo cria carreira especial e dá aumento a alguns funcionários públicos

Técnicos das direcções-gerais das Finanças transitam para nova carreira e terão aumento mínimo de 52 euros.

Bruno de Carvalho decidido a deixar cair Marco Silva

 

  • Não avaliar os alunos porque é uma coisa discriminatória, elitista e pouco inclusiva. E porque as retenções são caras.
  • Não passar trabalhos de casa porque aumenta as desigualdades, aborrece os pais e cansa a miudagem.

A seguir e porque não, proponho eu:

  • O fim dos currículos e programas porque estão desactualizados e estão eternamente condenados a está-lo, pelo que o melhor é ficarmos por umas conversas acerca disso. Cada um disserta sobre um tema a seu gosto e, desde que cumpra o número de palavras e se sinta feliz com isso, está passado.
  • O fim das aulas formais porque é uma chatice e é mais giro se tudo for por e-learning e com base em jogos no feici. A medida tem o bónus suplementar de acabar com toda a burocracia ligada à assiduidade e de diminuir a indisciplina nas aulas. em vez de avaliação teríamos um concurso de popularidade, baseada nos laikes em vídeos munta giros.
  • O fim dos professores, pois o pós-modernismo e o multiculturalismo boaventuriano nos ensinou que não existem categorias fixas e imutáveis, que o conhecimento é relativo, os paradigmas meras convenções e que as posições de autoridade em matéria de saber ou não, ensinar ou aprender não passam de posições em movimento num cenário em que os actores mudam de papel a cada momento.
  • O fim das escolas, organização típica de um taylorismo capitalista e de uma massificação fordiana, como consequência do novo paradigma educacional acima descrito, muito mais humanista, muito mais focado no indivíduo, na sua liberdade enquanto aprendente num mundo globalizado, sem fronteiras, sem portões, sem toques, sem vedações.

O jogo de hoje nunca foi decisivo. A nabice no jogo inaugural com o Maribor é que acabou por lixar tudo, pois hoje já deveria estar tudo decidido.

(e nem falo na vergonha que se passou na Alemanha, porque seria de esperar…)

Assim é que se ergue uma carreira, pois ficam sempre as sementes de simpatia para todo o tipo de tenças num futuro próximo ou distante.

A dez dias do congresso do PS que elegerá António Costa como líder, o eurodeputado Francisco Assis deixa pistas sobre a intervenção que fará do púlpito do Parque das Nações: “Se houver necessidade de um governo de coligação (…) terá de ser à direita”. Numa entrevista ao Observador, Assis é questionado sobre quem seria o parceiro ideal dessa coligação e a resposta é direta: “O Partido Social-Democrata”. O CDS fica de fora? “Apesar de todo o respeito que tenho pelo CDS-PP, é inquestionável que há uma maior proximidade ideológica entre o PS e o PSD, do que há com o CDS-PP”, justificou o deputado europeu.

Ainda assim, Francisco Assis admitiu nesta conversa com Maria João Avillez que a sua posição “nem sempre é muito popular, nem muito compreendida” no PS, mas defende que “se ninguém tiver maioria absoluta é desejável que exista uma coligação [à direita] (…) para garantir a devida estabilidade política”, porque não vê “francamente como é que se possa fazer uma coligação à esquerda”.

Mas que direita? Uma que não seja liderada, preferencialmente, por Pedro Passos Coelho. “À direita dir-me-ão alguns: com quem e em que termos? Se o PS ganhar as eleições, à direita vai haver mudanças e essas mudanças facilitarão entendimentos”, reforçou o socialista, referindo-se a uma eventual liderança de Rui Rio. Aliás, esta posição já tinha sido assumida pelo antigo ministro socialista Augusto Santos Silva, em entrevista ao Observador

Oub21Out14

Público, 21 de Outubro de 2014

… mas não devia impor as suas limitações a terceiros.

Juízes que já passaram os 55 anos decidem que sexo nesta idade não é assim tão importante

Supremo reduziu indemnização por erro médico a mulher assistida na Maternidade Alfredo da Costa porque a sexualidade aos 50 anos “não tem a importância” de noutras idades.

Governo quer colocar 12 mil funcionários na mobilidade em 2014 e 2015

 

Eis dois excertos de testemunhos a partir dos laboratórios de insanidade em que se tornaram as escolas, cortesia de um@ DGAE que continua a insistir no desvario:

(…)

A acrescer a esta barafunda, tenho horários inferiores a 8 horas que estão desde o dia 15 de setembro a aguardar colocação ou orientações sobre o que fazer. Estão dados como válidos pela DGEstE mas não foram processados pela DGAE nas três Reservas de Recrutamento nem podem ser (por enquanto) enviados para Contratação de Escola. O curioso é que nem sequer foram submetidos à RR, sendo que num dos grupos de recrutamento já nem há docentes do quadro por colocar.
Porquê este atraso? Pois não sei e na DGEstE, que os validam, também não sabem dar resposta pois a DGAE não os informa de nada. E às escolas a informação é a mesma.
***
(…)
A última da DGAE é andar a contactar os diretores das escolas que fizeram tudo direitinho (sim, aqueles que obedeceram às ordens e colocaram na BCE ofertas para todos os grupos de recrutamento que exisitam na escola) e intimá-los a colocar também ofertas para os restantes grupos de recrutamento, mesmo sabendo que será impossível abrir vagas para esses grupos… No nosso caso, tivemos que abrir potenciais “vagas” para Latim/Grego ou Ciências Agropecuárias… Perante a incredulidade do Diretor e de toda a Direção, que se estava a aperceber do conteúdo da conversa, a senhora, do outro lado insistia, que sim, que o Diretor tinha de obedecer à ordem de criar ofertas para esses grupos porque… (risota!) podia haver um aluno a pedir transferência para a nossa escola que precisasse de um professor daqueles grupos de recrutamento!

Esta gente não sabe que as turmas são homologadas superiormente, que as escolas já sabem os cursos/disciplinas que vão ter até ao final do ano e que se um aluno se pretende transferir para uma determinada escola que não tem, por exemplo, uma determinada disciplina a solução é escolher outra escola ou outra disciplina…

A gente precisa é de professores nas escolas e não de mais confusão e sobrecarga na já de si inoperante plataforma da DGAE. E os colegas que, mesmo assim, concorrem a muitas ofertas virtuais (que podem ou não concretizar-se ao longo do ano letivo), não precisam de mais “tralha” na plataforma.

 

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… por isso só hoje posso comentar a forma dócil e quase enamorada como o implacável José Gomes Ferreira engoliu ao vivo e a cores a estórinha de nanar sobre a solução para o BES da nossa gasparinha

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