Fugas De Metano


irão rejubilar com o sucesso da Gincana Rock in Rio. Claríssimo, do total de escolas – mas limitava-se o universo a 705 – terem-se registado apenas 572 é do caraças e vai dar umas contas, como diria o Paulo, giras.

Apesar do carácter meritólogo da iniciativa.

Podem ser só ideias a flutuar, a tentar ver se pegam… ou pode ser mais do que isso:

  • Tentativa de tornear obstáculo legais por forma a que todos os docentes leccionem 22 horas (fazendo com que o artigo 79º do ECD deixe de ter efeito);
  • Introdução da figura de uma espécie de “Director Coordenador” (num modelo algo parecido com a autoridade educativa local dos modelos anglo-saxónicos);
  • As equipas de direcção das escolas podem vir a ser ainda mais reduzidas, em especial com a continuação da concentração da rede escolar;
  • As secretarias das escolas vão sofrer um processo de centralização, tipo “mega-repartições” (de base concelhia em várias zonas do país?).

Mail recebido por classificadores, reencaminhado a partir do respectivo agrupamento:

Exmo. Sr.(a) Director(a)

Prestes a iniciar a 2ª fase dos exames nacionais, venho agradecer, em meu nome e em nome do agrupamento que coordeno, toda a colaboração prestada pela Vossa instituição em todo o processo relativo à 1ª fase dos referidos exames.

Agradeço também que faça chegar a todos os docentes da Vossa Escola este agradecimento, dado terem sido igualmente parte fundamental do processo num período já de si desgastante e exigente.

Verificámos no entanto nesta 1ª fase, algumas lacunas que, sendo corrigidas contribuirão para um melhor trabalho.

Neste sentido, apelo a uma maior atenção, quer por parte dos vigilantes, quer por parte do Secretariado de Exames, para as seguintes situações:

  • ­ as duas rubricas dos professores vigilantes devem ficar no meio do espaço destinado de modo a que quando se proceda ao anonimato parte das referidas rubricas fique visível;
  • ­ os professores vigilantes devem verificar o preenchimento correcto e completo do cabeçalho, pelo aluno, em todas as folhas bem como o número de páginas utilizadas e respectiva versão (caso se aplique);
  • ­ assegurar o pleno anonimato, dado na primeira fase terem chegaram ao agrupamento algumas provas que identificavam o aluno e/ou a escola. Para tal, devem remover parte do cabeçalho em todas as folhas e certificar-se que o aluno não se identifica quer no cabeçalho fixo, quer nas respostas às questões, nomeadamente nas provas de línguas, se houver lugar à elaboração de alguma carta ou redacção;
  • ­ agrafar correctamente e por ordem as provas;
  • ­ não permitir que os alunos entreguem as provas com respostas elaboradas a lápis;
  • ­ preencher o registo das presenças e faltas, da mesma forma utilizada na 1ª fase, através do Google docs , (incluir o endereço) na primeira meia hora de prova, apelando ao cumprimento deste prazo, determinante para o rápido envio da informação para a Coordenação do JNE e também para uma célere selecção e convocatória dos professores classificadores que terão de levantar as provas no dia seguinte, não pondo em causa a comunicação a estes em tempo útil.

Relativamente ao processo de reapreciações que está a decorrer, o JNE determina que os documentos GAVE que foram distribuídos aos professores classificadores, não podem ser divulgados por serem material confidencial e muito menos podem servir de fundamentação ou alegação para o pedido de reapreciação, por parte do aluno. Assim apelo a uma cuidada leitura dos pedidos que entraram nas escolas, de forma a evitar indeferimentos futuros desses pedidos.

Cumprimentos,

Isto é o resultado – penso eu de que – da ausência das sessões de aferição de critérios que se faziam, por exemplo, há uns anos para classificação das provas de aferição e também dos exames.

Agora, para poupar, dá nisto. Critérios iniciais incompletos ou carecendo de explicação que acabam com critérios adicionais, inexplicavelmente confidenciais.

Secretários de Estado tomam posse terça-feira

Querem uma pista? Ou esperam pela surprise?

😛

Eu cá transformava tudo em hologramas…

José Salcedo: “Retirar todos os professores da função pública”

“Actuar sobre o sector educativo a todos os níveis, reformulando o papel do Estado, por forma a que este passe a estabelecer objectivos de qualidade num extremo e de verificação do cumprimento desses objectivos no outro”, diz José Salcedo, que entregaria às escolas “a autonomia e responsabilidade para poderem atrair os melhores alunos e contratarem os melhores professores”.

Assim, “retiraria todos os professores da função pública, entregando a sua contratação às escolas onde trabalham”.

E o que se fazia com os alunos não-melhores? E como se determinavam quais os melhores professores? Com o actual modelo de ADD? E o que se fazia aos outros? E tantas outras questões que se poderiam colocar a quem atira estes petardos retóricos como se as pessoas fossem raios de laser que se apontam para onde se quer e já está.

Que os professores da rede pública de ensino devem ser um corpo especial, com regras próprias de concurso, carreira, progressão, avaliação, etc, eu concordo. Agora isto visa outra coisa.

E é sempre curioso observar quem pensa que lidar com um corpo de 140.000 profissionais é equivalente a lidar com 140 empregados.

Na área do PSD são bastantes e só um cego não vê que a suspensão da ADD foi um espinho que se lhes cravou. Pedro Marques Lopes – que na SICN faz as vezes de porta-voz do novo PSD para as jovens gerações engomadas – é um adorador de Maria de Lurdes Rodrigues. Já o repetiu publicamente diversas vezes e foi vê-lo no lançamento do livro, com ar embevecido.

Há uns dias, Paulo Rangel teve um ataque de amnésia em relação ao seu passado como líder parlamentar do PSD e decidiu criticar uma medida que ele próprio tentou patrocinar em finais de 2008.

Hoje, de forma sibilina, é Nogueira Leite que aparece a desejar que Belém entrave a promulgação da suspensão da ADD.

Comum a todos estes vultos do PSD é um evidente desconhecimento dos temas da Educação (quando PMLopes abre a boca sobre o tema é uma sucessão imensa de lugares-comuns e quanto a Nogueira Leite é mesmo o vazio) ou então uma assinalável incoerência (não foi a Paulo Rangel que estenderam tapetes vermelhos em alguns ambientes anti-ADD?).

O que nos pode indiciar isto? Que no PSD muita gente tem a mesma animosidade aos zecos e o mesmo desejo de implementar uma avaliação do desempenho a todo o custo que tem o PS que está no poder. E isto deve servir-nos de aviso para o futuro. Porque as geografias variáveis destas figuras é sempre fluída e não dá para termos confiança no que dizem, quando sabem que não tem consequências.

Se em Nogueira Leite, enfim, nunca tive grandes esperanças, já quanto a Paulo Rangel existe um não-sei-quê de desânimo, ao confirmar que em tempos foi um encavalitado que andou a colher os louros que alguns ingénuos lhe colocaram.

No meu caso, ao contrário de algumas línguas frígidas que muito me criticaram, há muito que só acredito em actos e factos, para além do que me diz a minha intuição nos dias de nevoeiro cerrado. Ao menos quando disse que algo se iria passar, não cuspi para o ar, actividade que acho desnecessária.

Agora o que se passará em Junho, em matéria de ADD e reorganização curricular, após eleição de um novo governo? São prognósticos que, neste momento, é muito difícil fazer. Sei lá o que se pode passar então, com os jogos de poder que se farão no rescaldo de 5 de Junho?

Até porque, como alternativa ao Bloco Central ou à AD versão 17.0, o Louçã já apelou à União das Esquerdas e, nesse caso, seria o Império do Eduquês a dominar no ME.

Esperemos para ver.

O São Tomé, tal como o Velho do Restelo, mereciam mais posters nas paredes do que o Bibas.

governo demitido é que é de gestão?

caneco!

Ao menos, os americanos têm, afinal, uma clara percepção do nosso alegre-pobrismo:

EUA dizem que Portugal compra “brinquedos caros e inúteis” por “orgulho”

Um telegrama divulgado pela WikiLeaks e enviado para Washington pelo então embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Thomas Stephenson, arrasa os negócios do Ministério da Defesa português.

Era nesta parte que, se eu não exercesse alguma auto-censura, faria uma ligação entre o perfil psicológico de certos políticos nacionais e o seu exibicionismo bacoco.

A coisa em si é mais forte em políticos que se apresentam como muito firmes e assertivos, para consumo público.

 

moção de ricochete

Um “bom acordo”, nas palavras da ministra da Educação, Isabel Alçada. O “acordo possível”, segundo João Alvarenga, presidente da Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (Aeep).

A verdade é que a verdade se dilui em acordos. Mas conseguiram quase adiar, noutro momento outros acordarão de outra forma. Ou seja, um governo de opereta resiste pouco a coreografias divergentes.

… mas desde que tudo se passe sem agitação…

Cortes salariais: UGT vai tentar provar inconstitucionalidade das medidas

UGT considera fundamental que o Governo cumpra os objectivos de redução do défice público mas defendeu que isso passa por uma melhor gestão da Administração Pública.

 

Que Isabel Alçada se terá ontem reunido com algumas figuras ligadas à Educação e às “escolas” para se despedir. Um corropio de telefonemas, sms, mails, em busca de uma confirmação que nem me arrefece, nem me amorna, quanto mais aquecer. Se é verdade, peca por tardia a saída, pois a equipa política do ME não existe para nenhuns efeitos substantivos. Aliás, se houvesse coragem, já pelo menos dois elementos deveriam ter saído. Se é boato, não deixa de ser sintomático e um estado de espírito, paredes-meias com a putrefacção política no sector.

A ser verdade, quais as hipóteses que se podem enfileirar? Numa remodelação eventual, caso o engenheiro tenha acordado com um mal-estar qualquer, acho que deveriam dar o cargo a Ana Maria Bettencourt, pois a presidência do CNE é cargo que é entregue, por via de regra, a ex-governante ou aspirante a tal. E sempre se poderia fazer ali uma ponte entre o sorriso agradável aos sindicatos de Isabel Alçada com o discurso eduquês fofinho de Ana Benavente, que poderia acalmar certas facções do PS. A hipótese de fusão com o ministério de Mariano Gago, aventada por alguns, parece-me pouco credível porque o olfacto político de MG o deve fazer evitar tal coabitação. Se em 2005 não o quis com um mandato promissor pela frente, o que dizer agora em 2010 quando a barraca está a ser desmontada?

Mas, aconteça o que acontecer, o centro político do ME tornou-se irrelevante para as questões da Educação.

Pelo que se vai sabendo, pelo centro do país, foram os burocratas do GEPE e do(a) MISI@ esta semana a darem as tácticas quanto às metas de aprendizagem, definitivamente transformadas em objectivos estatísticos.

SUBJECT: SPAIN: PROSECUTOR WEIGHS GTMO CRIMINAL CASE VS. FORMER USG OFFICIALS

SUBJECT: THE FRENCH INTEGRATION MODEL: GOING UP IN SMOKE?

In Moscow, Everyone Needs a “Krysha”

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¶12. (C) According to many observers, the lawless criminal climate in Russia makes it difficult for businesses to survive without being defended by some type of protection. XXXXXXXXXXXX explained how bribes work in Moscow: a cafe owner pays the local police chief via cash through a courier. He needs to pay a certain negotiated amount over a certain profit. The high prices of goods in Moscow cover these hidden costs. Sometimes people receive “bad protection” in the sense that the “krysha” extorts an excessive amount of money. As a result, they cannot make enough of a profit to maintain their businesses. If people attempt to forego protection, they will instantly be shut down. For example, officials from the fire or sanitation service will appear at the business and invent a violation. According to XXXXXXXXXXXX, everyone has bought into the idea of protection in Moscow, so it has become a norm. In general, Muscovites have little freedom to speak out against corrupt activities and are afraid of their leaders.

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