Fracturante


Serei apenas eu, velha carcaça insensível, a achar que o Pedro Chagas Freitas deve ser o causador de tantas emoções palpitantes quanto cáries duradouras com aquelas prosas melosas e cheias de uma sabedoria tirada das sobras da Crónica Feminina das décadas finais do século passado?

Uma espécie de Pedro Paixão para o novo milénio, mas com muito mais páginas?

Tive a duvidosa honra de ser visado pela Câncio (a pasionaria local) no seu mural de rede social, pois em outro mural tinha comentado a sua pesporrência contra a comunicação social que lhe desagrada e a enorme conspiração que a sua tertúlia encontra na prisão de José Sócrates.

Ousei mesmo dizer que a Direita governa actualmente nas pisadas da Esquerda que ela apoiou no que ao condicionamento da comunicação social diz respeito.

O meu crime mereceu a pena gloriosa de ser considerado “chalado da cornadura” e de aparecer um seu amigo, muito conhecido também das lides do jornalismo aristocrático, a dizer que está cansado da minha arrogância, presunção e ataques ad hominem.

Ao que parece, o queriducho nem percebeu o seu próprio paradoxo.

O Paulo Bento pré-convoca os Andrés do Benfica e nem sequer uma hipótese dá ao Adrien?

Mmmm… alguém anda a preparar a sucessão do Jesus?

(quanto ao Quaresma, está na lista para evitar polémicas antes de tempo… dou 100,2% de hipóteses de não ser convocado mesmo…)

Vai passar a ser. Já que nos levam os outros.

Desde cedo, nota-se a concentração no essencial da efeméride…

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Sopas (boas) e descanso (com leituras)… é todo um programa em família.

Pub18Fev14

Público, 18 de Fevereiro de 2014

… que esteve em silêncio até agora.

As citações mais apetecíveis para os pseudo-liberais relvistas-passistas:

O prémio Nobel repetiu a recomendação que tinha feito logo no início da crise da dívida, em Maio de 2010, quando disse que países como Portugal, a Grécia ou a Espanha teriam de fazer os seus salários cair 20 a 30% em relação à Alemanha.

“Não é agradável, mas é o que tem de acontecer”, afirmou, dizendo que seria preferível subir os salários dos alemães – de modo a estimular o consumo no país e, consequentemente, as outras economias do euro – do que descer os vencimentos nacionais. “Mas, em última instância”, admitiu, “vai ter de ser à custa dos salários dos portugueses”.

As citações mais apetecíveis para os opositores ao pseudo-liberalismo passista-relvista:

Em consonância com o que já tinha defendido anteriormente, Paul Krugman sugeriu ainda que Portugal «resistisse a mais medidas de austeridade, pois tem feito tudo o que lhe é pedido».

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Paul Krugman afirmou hoje que os países da periferia têm de levar a cabo alguma austeridade para ganhar credibilidade junto dos credores. Mas lançou o alerta: ir para além do que já foi feito, e responder a desvios orçamentais com reforço de austeridade poderá ser “destrutivo”.

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