Férias


Clique na imagem para saber mais…

O uniforme masculino essencial é calções. Senti-me estranho com jeans. Estou velho.

Quanto ao museu, sim, pois, está giro, vale a pena. Imperdoável: cafetaria e restaurante por concessionar, em pleno Agosto.

Raios, é verdade aqui a banda nem chega a ser meã.

Isto levou meia hora…

Imaginem que estão a tentar apreciar em sossego, um pôr-do-sol daqueles de postal, com uma bebida agradável e fresca nas mãos e o marulhar das ondas em fundo.

Agora imaginem que num raio de uns 50 metros há uma criatura a quem ofereceram uma vuvuzela e a quem não informaram que:

  • Aquilo produz um som só suportável nas planuras do deserto do Serigaito.
  • O Mundial já acabou e o Queiroz devia ter ficado por lá.
  • Não tarda nada está a levar (a criatura, porque o Queiroz está a uns 1500 km de distância) com o maior calhau que eu encontrar na acefalia.

Como se vê, adoro o ambiente calmo das férias…

Apenas hoje, pois faltei uns dias e uns tempos e não em apeteceu repor ou permutar, porque não sou um professor excelente nem sequer muito bom.

Daqui até ao fim de semana, uns balanços do ano lectivo e umas sugestões para o próximo.

Aviso desde já que ando com maus fígados, pelo que, mesmo poupando na linguagem, não se aconselham almas sensíveis a comparecer a esses posts.

È que de Verão consumo menos doces e fico naturalmente mais amargo, quando não mesmo ácido.

Cartoons de Carmeron Cardow, David Fitzsimmons e J. D. Crowe

Sócrates leva um terço do Governo

O primeiro-ministro, José Sócrates, parte hoje para uma visita oficial de três dias a Moçambique. Na bagagem leva, para além de 10 membros do Governo, 50 empresários ligados ao sector das energias renováveis, comunicações, hotelaria, construção e consultadoria.

100_3887

Manha

IMG_0024bIMG_0026b

050005037039

Por vezes o óbvio continua a maravilhar.

085076

Da janela da cozinha… E para o outro lado é o mar…

059061

Mar anormalmente calmo para a costa norte de S. Miguel. Temperatura tépida em todos os quadrantes a partir das 4 da tarde. Afastei generosamente a população humana das fotos, só para parecer que estive mesmo em paz.

Um dos meus pequenos prazeres, sempre que me desloco pelo país, é fazer uma recolha da imprensa local/regional para aumentar as minhas resmas de papel. No caso de São Miguel, faço a recolha correspondente do Açoriano Oriental, Correio dos Açores e Expresso das Nove,

Gosto de ler as colunas de opinião, avaliar de que forma a vida continental é vista por uma lente difusa e , quando se trata do Verão, ver como alguns notáveis chegam à sua terra natal e fazem por alegrar os seus confrades.

No caso dos Açores é recorrente encontrarmos entrevistas ou declarações de políticos ou outras personalidades que, mal pisam o aeroporto João Paulo II, recuperam toda a sua açorianidade esquecida durante os outros onze meses em que andaram pelo contenente.

Se há coisa que, apesar de nem todos os anos lá me deslocar, acho recorrente é o modo como há sempre alguém que por aqui aparece a clamar contra a incomprensão do continente.

O prémio deste ano sai a Mário Mesquita, que descobri estar douradamente emprateleirado na FLAD, que dá uma memorável entrevista ao Correio dos Açores onde faz afirmações que combinam o redescoberto amor ao torrão natal com alguma liberdade na interpretação dos factos histórico-políticos.

Eis uns nacos:

Os Açores não são compreendidos em Portugal

(…)
Para Mário Mesquita, “tudo o que se faça para dar a conhecer a história dos Açores, tantas vezes esquecida, é excelente com vista a ultrapassar certas visões estreitas como as que têm prevalecido em determinados sectores da elite portuguesa e se traduz, por exemplo, na permanente incompreensão das ‘questões açorianas’”.
(…)
Roosevelt ficou tão fortemente impressionado com o Faial e S. Miguel que, pouco antes da fundação das Nações Unidas, propôs que a maior parte das reuniões daquela organização internacional tivessem lugar nos Açores.
As principais histórias de Portugal, relativas ao período da República de 1910, ignoram a relevância estratégica dos Açores e a importância da Base Naval de Ponta Delgada. Algumas delas omitem que os Açores foram um dos raros pontos do território nacional bombardeados pelos alemães, o que teve como resultado a morte de uma rapariga nos arredores de Ponta Delgada. Ora, tudo o que se faça para dar a conhecer a história dos Açores, tantas vezes esquecida, é excelente com vista a ultrapassar certas visões estreitas como as que têm prevalecido em determinados sectores da elite portuguesa e se traduz, por exemplo, na permanente incompreensão das “questões açorianas” (veja-se, por exemplo, a limitada jurisprudência centralista do Tribunal Constitucional).
Não me parece, no entanto, que a evocação dos 90 anos da escala de Roosevelt no Arquipélago, promovida pela Fundação Luso-Americana, em colaboração com o Governo dos Açores, a Assembleia Legislativa Regional, os municípios das Lajes do Pico e de Vila do Porto, tenha sido voltada apenas para o passado. Talvez seja de lembrar que o I Fórum Roosevelt, que decorreu em Ponta Delgada, em Julho de 2008, num ambiente de pluralismo e de diálogo, antecipou, de certo modo, o início da era Obama.

Se há região portuguesa que tem tido figuras de destaque na vida política nacional – tirando talvez as Beiras nos últimos consulados socialistas – é a dos Açores, bastando para isso lembrar os dois últimos presidentes da Assembleia da República. Em termos mais caros a Mário Mesquita, seria interessante recordar as responsabilidades do próprio Mário Mesquita e de Bettencourt Resendes na direcção do Diário de Notícias que tiveram todas as possibilidades para dar os Açores a conhecer na imprensa nacional.

Mas o mais fantástica é a mistura de história e geopolítica feita por M. Mesquita ao relacionar a passagem de FDR pelos Açores em 1919 com uma hipotética escolha do arquipélago para albergar reuniões internacionais na génese da ONU (o interesse de FDR e dos americanos era outra, como se pode ler aqui, entre muitos outros exemplo). Ou tentar colocar o I Fórum Açoriano FDR na origem da era Obama.

115116117

989

Surviving the post-vacation blues

After Vacation: Tips to Bounce Back Fast

A ressaca pós-férias existe

Sinais de depressão nos primeiros dias de trabalho são habituais. Descanso já não está na moda: procura-se a emoção da aventura, para ter o que contar aos amigos no regresso.
Se já começou a sentir uma ansiedade miudinha com a perspectiva de amanhã voltar ao trabalho, sinais de irritação e cansaço, é provável que esteja a experimentar a síndrome pós-férias.
Estima-se que cerca de 40% dos trabalhadores evidenciem dificuldades no regresso à vida real, dos horários, das obrigações, das contas para pagar. No entanto, para alguns, as férias são uma fonte de rendimentos simbólicos e sociais. Vai-se de férias para ter o que contar e impressionar os amigos.
Estudos realizados em países como Espanha e Brasil revelam que quatro em dez pessoas registam, nos primeiros tempos de trabalho, sintomas como irritabilidade, cansaço, tristeza, mau humor ou alteração dos padrões de sono e de apetite. “Não se trata de uma verdadeira depressão”, explica Telmo Baptista, psicoterapeuta e presidente da Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva. O que se verifica é a existência de uma reacção adaptativa – por vezes difícil – ao trabalho, marcado por um registo de dever, depois de um período de lazer e sem obrigações.
Se o estudo fosse feito por cá acho que eram 5-6 pessoas em cada 10.

« Página anteriorPágina seguinte »