Experiências


Eu sei… o fascismo e tal… a repressão sexual e o camandro. Era preciso libertar as pulsões e o povo andava reprimido ao ponto de achar que a margarina era o afrodisíaco ideal.

Nos anos 70 e mesmo 80 a malta nova não tinha dinheiro ou espaço para libertar a líbido em condições e os GNR ajudaram à mitologia das dunas, a pele ao sol, o sal do mar, os arranhões das salgadeiras ou cactos malandros e a areia em sítios onde só se dava por isso um bocado depois de saber bem.

Aqui por baixo, a Tróia e a Lagoa de Albufeira tomadas de assalto pelo campismo selvagem em democracia eram territórios de eleição e experiências interessantes, entre alguma setentrional em busca de emoções fortes e a amiga que menos de um ano depois se tornava conjuge por causa das circunstâncias e carências.

O deserto da juventude em fogo.

E mais piroseiras a condizer.

Mas… desculpem-me lá… tudo a favor do aquecimento e do despertar, mas muito pouco a favor da concretização em tais paragens… a menos que não existisse mesmo alternativa próxima e a oportunidade se perdesse de vez. Nesse caso, lá teria de ser mesmo e fé nos deuses.

Há quem continue a dizer, décadas depois, que se sente excitad@ com a sensação de rebeldia, de perigo, de desafio às convenções sociais.

Que é romântico?!

De romântico, a areia na virilha ou em outras paragens aconchegadas tem pouco, em especial se associada a um escaldão (pulverizar sempre as áreas expostas antes de as expor… confiem em mim, a menos que tenham melanina de sobra… o que não é o meu caso)

Rebeldia? Radicalidade?

Se querem ser rebeldes e radicais e exibir a vossa potência genésica, tentem lá então fazer a coisa ouvindo música do Nel Monteiro ou uma crónica do Marques Mendes.

Meninas, se o rapaz conseguir manter uma operacionalidade sensual é porque vos ama de verdade ou então porque é um tarado completo.

Meninos, se ela se mantiver interessada na coisa ou é surda ou então ainda acabam por descobrir que trouxeram a avó em vez da neta.

Poderia desenvolver o tema, mas penso que já fica o rascunho suficiente.

Naquele dia, Iavé decidiu aplicar-se na mecânica quântica. “É uma coisa cá minha, já que nunca me deixaram seguir para torneiro….”.

Com método, construíu uma caixa; quer dizer, aproveitou uma que Não-É tinha abandonado por detrás de um cerrado. Algumas marteladas nos dedos depois, seguindo as instruções Norma Dois que a acompanhavam, já bem limpinha e pintadinha, procedeu à experiência propriamente quântica: pegou num exame de Português que por ali passava miando e colocou-o na referida dita cuja, a qual continha um veneno ilocutório, e fechou-a e sete chaves e mais uma, portanto – oito.

E enunciou: “As respostas do exame ao ilocutório estão entrelaçadamente certas e erradas!”

Vocês não imaginam o brado que aquilo deu, os Iaveístas até dançaram entrelaçados em volta do Templo, a multidão delirou em vivas a Iavé, O Grande, talvez maior!

E todos se prostraram em adoração a Iavé!

Bem, todos não, lá no fundo um Profiteu agitava um cartaz.

E Iavé colocou os olhos.

E Iavé conseguiu ler: “Vai estudar, Iavé!”.

 

Pagar mais para ter o melhor:

Charter school’s $125K experiment

.

Sugestão do Vítor Teodoro.

… como um sistema de cheque-ensino direccionado para grupos sociais e étnicos mais desfasvorecidos pode produzir alguns efeitos.

THE EFFECTS OF SCHOOL VOUCHERS ON COLLEGE ENROLLMENT: Experimental Evidence from New York City

(..)
We find suggestive evidence that educational and religious reasons may explain the different findings for African American and Hispanic students.
Although it would be incorrect to say that educational objectives were not uppermost in the minds of respondents from both ethnic groups (as respondents from both groups made it clear that such was the case), the weight given different objectives appears to have differed in some respects. African American students were especially at risk of not going on to college, and families sought a private school — even one outside their religious tradition — that would help their child overcome that disadvantage. Hispanic students were less at risk of not enrolling in college and likely sought a voucher for some combination of religious and educational benefits.

O que eu gostava de saber?

Qual a proporção de alunos de minorias étnicas nos colégios com contrato de associação. Qual a proporção desses alunos nos que têm contratos simples, que são o equivalente mais próximo ao cheque-ensino.

What Happens When Great Teachers Get $20,000 to Work in Low-Income Schools?

Results.

Do A ao K e do L ao Z.

Capa-se na mediana, presume-se.

A Simple Way to Send Poor Kids to Top Colleges

THE packages arrived by mail in October of the students’ senior year of high school. They consisted of brightly colored accordion folders containing about 75 sheets of paper. The sheets were filed with information about colleges: their admissions standards, graduation rates and financial aid policies.

The students receiving the packages were mostly high-achieving, low-income students, and they were part of a randomized experiment. The researchers sending the packets were trying to determine whether most poor students did not attend selective colleges because they did not want to, or because they did not understand that they could.

The results are now in, and they suggest that basic information can substantially increase the number of low-income students who apply to, attend and graduate from top colleges.

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