Europa


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On average, in participating EU-27 countries, approximately 33 % of 15-year old students were enrolled in schools whose school heads said that they often take lessons for teachers who are unexpectedly absent. This happened very rarely in Belgium, Lithuania and Portugal. However, more than half of 15-year old students attended schools were school heads often took lessons for absentteachers in Greece, Spain and Austria. (Keu Data on Teachers and School Leadders in Europe, 2013 Edition, p, 122).

E o estudo é com dados da altura em que ainda havia aulas de substituição….

… mas ao contrário do que os ramirílios dizem. Ou seja, a precarização foi um dos traços mais fortes da condição docente nos últimos anos e só terá diminuído mais recentemente com a redução global do número de docentes e não com a sua integração nos quadros.

E há ainda por aí quem se farte de falar na Dinamarca, esquecendo-se que lá a estabilidade é a norma e no início de carreira ganham mais do que nós no actual topo (9º escalão). se eu começasse a receber tanto assim, é bem verdade que não precisava de progredir muito mais na carreira…

O estudo (agradeço ao AT a chamada de atenção) pode ser consultado clicando na imagem:

KeyData

Some countries clearly regulate the nature and the conditions of renewal of fixed-term contracts. For example, in the Czech Republic and Slovakia, the maximum duration of a fixed-term contract is 3 years. It can only be renewed twice, which means that the fourth contract (with the same employer) cannot be a fixed-term contract. In Finland, fixed-term contracts can only be used if there are clear grounds for this. If it is clear that the role is continuous, the post should be made permanent. According to general employment legislation, an employee is considered a permanent employee after five years of fixed-term contracts.

(…)

The numbers of teachers with permanent contracts are highest in Denmark and Malta, where more than 95 % of teachers benefit from this type of employment, and are lowest in Portugal, where only 68% of teachers are permanently employed. Approximately 15 % of teachers in Portugal have fixed term contracts for more than one school year, and 17 % have shorter-term contracts. On average, short-term fixed contracts are especially common in Ireland and Italy, where close to 20 % of ISCED 2 teachers are employed for one school year or less.

Contratps

Stubborn and Egotistical: Europe Is Right to Doubt German Euro Leadership

Orçamentos da educação sob pressão nos Estados-Membros

DespEduc

Dá bem para perceber as prioridades e quem anda a pagar para o défice não diminuir…

… do atraso que foi preciso ultrapassar e porque os borginhos e ramirílios sem memória e com desconhecimento profundo da História dificilmente entendem a realidade com que estão a lidar para além de retratos momentâneos encomendados.

São muito sincrónicos e estruturalistas, mas muito fraquinhos em diacronia e muito pouco evolutivos.

Retirado daqui: The growth of literacy in historic perspective: clarifying the role of formal schooling and adult learning opportunities.

Historians of literacy in the early twentieth century, using primarily available census data show relative continuity in literacy levels from the mid-nineteenth century as discussed at greater length in the second section of this paper. While all countries progressed, their order remained unchanged (Johansson in Graff, 1987, Vincent, 2000). Central and Northern Europe were reported to have achieved over 95 percent literacy; Western Europe, over 80 percent; Austria and Hungary, over 70% (major growth); Spain, Italy and Poland, over 50 percent; and Portugal and orthodox Catholic countries, only around 25 percent. While countries were putting public education systems in place and some form of ‘modernizing’ development was occurring, the more disadvantaged countries were joining the mainstream of higher literacy levels. But, as discussed, there is no evidence that disparities in living, wealth, productive or inequality by region, age, sex, class or ethnic background were being seriously reduced.
According to Johansson and Graff, Southern and Eastern Europe was 80 percent literate by 1950 with the exception of Portugal, the Mediterranean islands and Albania (with a rate of about 50%). Although literacy levels were rising, no major social and economic change took place. Poor people and poor nations as well as poor regions within nations remained (and remain) poor.

… e aquilo que foi necessário recuperar? Estes são os dados comparados da literacia na Europa em meados do século XX.

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Aqui.

 

Ministros da Europa pedem fim de cortes nos gastos sociais

(…)

Até o comissário europeu László Andor confessou que nos últimos dias visitou Portugal, Espanha e Itália e encontrou “um misto de desespero e confusão”. E Sérgio Aires, o português que preside à Rede Europeia Anti-pobreza, recebeu ontem dos delegados que assistiam ao encerramento da convenção a maior ovação do dia: “Queremos que os governos sejam mais honestos em relação às verdadeiras causas da pobreza e tenham coragem de as enfrentar. Fechem os paraísos fiscais, parem com os cortes nas despesas sociais [e] não combatam a pobreza só com caridade.”

Cambada de esquerdistas!

Tribunal europeu condena Portugal por violação da liberdade de expressão

Acrescento que foi em parte com base na jurisprudência do TEDH que o processo chitas foi passear.  E porque o meu advogado fez uma defesa brilhante e eu demonstrei que tinha base factual para me indignar.

Claro que há sempre por aí silenciadores

Double-dip recession confirmed in eurozone

Eurozone GDP fell by 0.1% in third quarter, plunging region into recession that economists fear could drag into next year.

FMI pede travão à austeridade na Europa

The euro crisis

The lingering limbo

(…)
One reason to wait is to wrap the Spanish rescue with the decision on Greece, and the looming bailouts for Cyprus and perhaps Slovenia, into a single package; this would ensure that the increasingly restive Bundestag is called to vote only once, than four times.

Getting worse more slowly isn’t good enough

(…)

In the absence of growth, it will be very difficult for peripheral countries to bring deficits down and stabilise debt levels. And without those developments, markets will continue to panic with some regularity and the size of bail-outs will grow.

And that brings us to the third hurdle: Europe must maintain a public commitment to keeping things together. Output per capita across most of the southern euro zone has been flat or falling (mostly falling) for almost five full years. There is no immediate end in sight; forecasts for 2013 generally anticipate another year of contraction for several peripheral economies. It is surprising to me that there haven’t been more, larger, and angrier protests than we have seen to date. And uglier politics.

BaFin looks into German banks over Euribor manipulations

Banks cooperate for lower fines in Euribor probe: sources

Euro Leaders Sleepless Summits Seen Prone to Mistakes

O resumo dos dados para Portugal está aqui. Do relatório completo é interessante recolher alguns dados comparativos, nos quais a percepção da melhoria dos serviços públicos nos últimos anos (desde 2009) parece evidente, não confirmando as recorrentes críticas de que são objecto:

Portugal como o 2º pais onde os serviços públicos mais inovaram nos últimos 3 anos.

As maiores inovações foram a nível central, sendo poucas a nível municipal. O que não deixa de ser curioso porque, por cá, se aponta a municipalização e a proximidade como formas de melhorar os serviços…

A inovação é percepcionada como importante ou muito importante por quase 60% dos inquiridos, estando 20 pontos acima do valor da média europeia.

O principal problema é que, apesar da facilidade de acesso à informação e da sua qualidade, há depois dificudade em aceder a apoios financeiros…  pois…

O tema é incontornável. Cada vez há mais pressão para integrar os mecanismos de decisão política na Europa, com a justificação da crise. Com o CDS no governo e convertido à política em tom baixinho, esquecendo muitas das causas de outrora, e alguns ainda bloquistas a afirmarem-se sociais-democratas pró-federalistas, quase não existem vozes políticas sonantes a opor-se ao que vai ser servido às opiniões públicas europeias como uma benéfica inevitabilidade.

Portanto, fica por aqui uma sondagem umbilical sobre o tema.

Euro crisis: it’s the banks, stupid!

At last, leaders of the eurozone are talking about the issue that really matters – the existential threat to the single currency.

Spain reaction: ‘This is a rescue for the rich. The poor will only get poorer’

It has become a common sight at Bankia branches across Spain since the banking group became the first last month to declare it needed a massive injection of funds to shore it up.

Eurozone buys itself some time

States and banks in lethal embrace as key dysfunction unaddressed

Mas então a crise não era apenas causada por excessivos défices públicos, provocados por excessiva despesa com a função pública e encargos sociais?

Não era só na Irlanda (e na distante Islândia) que era preciso acudir à banca privada, esse modelo de qualidade de gestão e accountability perante os accionistas e os mercados?

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