Eterno Retorno


Antero138

(c) Antero Valério

Em post de há um par de dias, questionava as verdadeiras intenções do líder dos autarcas socialistas em relação à Educação. Houve que, na altura, me chamasse a atenção para a acção de José Luís Carneiro no passado em relação aos mega-agrupamentos. Ao que respondi que o meu problema é com o que se pretende para o futuro.

Aparentemente, muito passa pela nostalgia do socratismo, algo que me é impossível partilhar. A rejeição do presente não me faz ter saudades do passado rente. E o Assis a falar de Esquerda é uma coisa que me provoca urticária galopante.

Pub7Jan14

Público, 7 de Janeiro de 2014

Governo alarga cortes nas pensões e aumenta ADSE

Executivo assegura que não vai aumentar o IVA.

… para ser recebida por um PS órfão de alguém que tenha um discurso (mesmo que errado ou oportunista) sobre Educação…

Exp30Nov13

Expresso, 30 de Novembro de 2013

Primeiro-ministro alerta para novo «choque de expectativas» com OE2014

«Numa altura em que nós estamos na véspera de apresentar o Orçamento do Estado para 2014, que traduz o conjunto dos compromissos que assumimos com os nossos credores oficiais no sentido de corrigir ainda a consolidação orçamental, acentuando a trajetória de uma despesa primária mais consentânea com a sustentabilidade da dívida ,é evidente que a execução das medidas que então ficaram previstas pode, novamente, gerar um choque de expectativas», afirmou Passos Coelho.

O chefe de Governo falava no congresso nacional dos economistas, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

«Nestes últimos dias, medidas que estavam previstas e descontadas há vários meses, como seja a necessidade de proceder ainda a um ajustamento dos salários do setor público através de uma tabela remuneratória única, bem como de garantir a convergência das pensões da Caixa Geral de Aposentações com o regime geral da Segurança Social, foram apresentados no espaço público de uma forma que contrai as expectativas da generalidade dos agentes, em vez de recentrar essas expectativas», declarou.

  • Relembremos Setembro de 2011:

Passos aponta 2012 como o início do fim da “emergência nacional”

  • O Natal de 2011:

Queremos que o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na proteção do conforto económico. 

Queremos que estas reformas nasçam de baixo para cima, queremos criar as condições para que todos os Portugueses, cada um dos Portugueses, nas suas escolhas, com o seu trabalho, com as suas capacidades, construa o seu próprio futuro e, em conjunto, o futuro de todos.

  • Janeiro de 2012:

2012 será o “ano de viragem económica para o país”

  • O Natal de 2012:

No momento em que se aproxima o final de um ano de grandes sacrifícios para os portugueses, sabemos que ainda não pusemos esta grave crise para trás das costas. Mas também sabemos que já começámos a lançar as bases de um futuro próspero.

  • Agosto de 2012:

Passos anuncia o fim da recessão em 2013

… quando andam a fazer do mesmo ou pior do que ele.

A coisa mais ridícula é eu ler por aí – com ênfase no facebook – que o PS fez isto e aquilo, que levou o país à bancarrota e que isso é que deveria ser inconstitucional quando boa parte dos actuais governantes foram responsáveis, por cumplicidade e não apenas por omissão, por alguns dos maiores desastres da desgovernança recente.

Afinal… a actual ministra das Finanças não era gestora pública nesse períodos, como outros secretários de Estado, uns que já foram e outros que ainda estão?

Não foram muitos consultórios de advogados do PSD coniventes com negócios do anterior desgoverno, como é o caso do contrato com a Parque Escolar com o escritório do actual ministro da Defesa?

Não foram muitos autarcas alaranjados parceiros activos na implementação das políticas de Sócrates em áreas como a Educação?

Portanto… vamos lá ter vergonha na cara e não mascarar a falta de vergonha agora com a falta de vergonha anterior porque se malfeitorias antigas justificam novas malfeitorias continuamos no círculo vicioso que este PM dizia ir quebrar.

E, de certa forma, até justificariam restrospectivamente os excessos dos PREC com os atropelos da ditadura. Já perceberam, ao menos, a tautologia (para não dizer curteza de inteligência) desse tipo de raciocínio?

… é não ter uma opinião muito definida sobre qualquer assunto polémico, evitar qualquer tipo de clareza argumentativa e cavalgar toda e qualquer onda de insatisfação. Dizer preto e branco, à vez, com dias de diferença. Desde que diga preto no dia certo e branco no dia apropriado. E cinzento, já agora, quando o vento está de feição.

Ser do Belenenses, sem desprimor.

Não chegou a uma semana de distanciamento bloguístico para perceber que continuo com todos os defeitos habituais: opiniões radicais, excessivas, antipáticas q. b. para algumas pessoas ou grupos e a estupidez de escrever por mim e não por procuração.

Ao fim destes anos, ainda há quem aproveite um períodozinho meu de ausência para ferrar o dente nas tretas do costume?

Não percebem que eu não tenho emenda e não mando dizer por outros? Sou o que sou em nome próprio?

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