Eterno Retorno


Pedro Passos Coelho afirmou nesta terça-feira à noite que 2013 será o ano de recuperação económica e do fim da recessão.

Traduzo: significa que as galáxias vão deixar de realizar o seu movimento de fuga umas relativamente às outras a uma velocidade proporcional à sua distância, pondo-se fim à expansão do universo. Fui claro?

Aplicação do MEC para concurso lança professores contratados “no desespero”

Para além de não permitir que se concorra a nível nacional em todas as modalidades de horário, a aplicação informática disponibilizada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) para a “manifestação de preferências” por parte dos professores contratados está “constantemente bloqueada ou a bloquear”, lançando “o caos e o desespero entre os docentes”, denunciou esta terça-feira João Paulo Silva, dirigente do Sindicato dos Professores do Norte (SPN/ Fenprof).

Tenho duas teorias. As duas passam por inépcia.

A mais credível acrescenta implosão induzida.

Porque nos tempos de Maria do Carmo Seabra não tínhamos no MEC alguém com pretensões de modernidade tecnológica.

Será que andaram a poupar na aplicação?

Ou será que alguém decidiu mostrar como toda a engrenagem se baseia na explosão?

Já os vejo a espernear de prazer, de berloquistas a marimba boys, passando por puros, adeptos do sindicalês (eu sei, isto são demasiados códigos…).

Claro que depois é confuso defenderem-se os PCA e os CEF ou as NO e ao mesmo tempo uma completa unificação dos percursos educativos, mas esse é um detalhe que escapa a muita gente. Ou não.

Recolhido no FBook, que não me apetece digitalizar.

Roxy Music, Same Old Scene

O eterno retorno do direito ao sucesso

Não tem link, mas é uma adaptação muito fiel de um post de há alguns dias…

O costume. O governo anuncia o fecho de serviços ou uma transferência qualquer de competências. Alarido generalizado. protestos. Ameaças. Promessas de contestação até à morte da ideia. Uma nova Maria da Fonte em ceroulas. Uma Patuleia Louboutin.

Que não, que não, que não. Não há dinheiro, é um abuso e etc. Na imprensa regional fazem-se juras de derramar sangue em defesa das populações. Até se começar a falar em envelope financeiro. O tom baixa um pouco, fazem-se reuniões, há algum espaço nos noticiários televisivos e imprensa nacional. Um ministro ardido ou com pouca vontade de se queimar propõe uma qualquer coisa que aparenta salvar a face de todos.

E tudo se aquieta. Como se fosse por artes mágicas de memorandos e entendimentos.

Em especial se os desvarios financeiros, com, pouco ou nada a ver com a prestação de serviços básicos aos munícipes, forem pagos com o aumento de derramas municipais e outras fontes de receita legitimadas pelo Estado central, ainda anteontem um malandro inveterado.

Desta ver é por causa dos Tribunais. Como antes foi em relação aos Centros de Saúde, às portagens, às escolas, etc, etc.

Já não me comovo… pensando bem… já antes me comovia muito pouco.

Já sei que é tudo uma questão de contrapartidas. Aos indignados certos.

Há 25 mil milhões de dívida pública fora das contas oficiais

Eurostat fala em “passivos contingenciais” de 16 mil milhões, o que faz do País o sexto caso mais grave da UE. Mas a realidade é pior. .

Miguel Relvas e Rui Rio anunciam grupo de trabalho sobre áreas metropolitanas

O ministro-adjunto Miguel Relvas e o presidente da Junta Metropolitana do Porto Rui Rio anunciaram esta quinta-feira à tarde a criação de um grupo de trabalho conjunto que, até ao final de Junho, vai identificar as áreas, as competências e os meios que podem ser transferidos da administração central para a área metropolitana do Porto.

Com o objetivo de contestar esta “revisão da estrutura curricular”, a FENPROF promove no dia 3 de Maio, em Lisboa, na Avenida 5 de Outubro (frente ao MEC) uma TRIBUNA PÚBLICA por uma verdadeira revisão curricular que corresponda às necessidades do ensino, da sociedade e dos cidadãos. Nesta tribuna serão feitos depoimentos por professores, por representantes das associações profissionais e científicas, por deputados e por representantes de outras entidades ou personalidades convidadas para o efeito.

No dia seguinte, 4 de Maio, em protesto contra esta revisão curricular e exigindo a sua suspensão, terão lugar CONCENTRAÇÕES DE PROFESSORES E EDUCADORES, ao final da tarde, junto às direções regionais de Educação situadas no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora e Faro, ações que poderão estender-se, ainda, às regiões autónomas.

Em breve, a FENPROF disponibilizará mais informação a propósito destas duas importantes iniciativas dos docentes contra uma revisão da estrutura curricular que, como se afirmou inicialmente, não é mais do que um elemento de uma armadilha montada pelo MEC para eliminar professores nas escolas.

O Secretariado Nacional da FENPROF
23/04/2012

Mas no fundo não é mais porque, como dizem certos colegas, a culpa é da classe que temos, sendo que parecem esquecer-se que os representantes também são o espelho dos representados, pelo que o argumento é reversível.

E antes que me peçam alternativas, digo desde já que acho muitas justas, equilibradas e adequadamente inócuas estas manifestações de repúdio.

Estou tão entusiasmado com elas quanto com as ameaças de rasgar a lingerie social por parte do João Proença.

Cada um tem o seu papel na coreografia geral da irrelevância. O meu é o de chato de serviço que escreve umas tretas num blogue a que ninguém liga. Nada de novo a oeste, leste, norte, sul e colaterais.

Mas, já sei, algo teria de ser feito. É um Tribuna Pública,. por oposição a Privada. que é mais recatada. teremos advogados e juízes, testemunhas de acusação e réus in absentia.

Regressámos ás manifestações & vigílias que dão créditos para a progressão sindical, umas declarações televisivas e mais uns protestos que servem para cumprir o calendário da violenta abstenção, digo, contestação. Só falta um representante de uma delegação grega.

O maior problema é que nunca se fala dos principais privilegiados, ou seja, dos antigos ou futuros empregadores dos decisores políticos do momento.

Por que diabo é que esta conversa acaba sempre em redução do subsídio de desemprego e dos direitos de aposentação e nunca, mas nunca mesmo, nos direitos abusivos de certos monopólios ou oligopólios?

Porque será que se está sempre a falar de funcionários públicos, trabalhadores precários, beneficiários do rendimento mínimo e nunca, mas nunca, dos grandes empresários que abatem o que bem entendem ou usam dinheiros públicos como dá jeito ao calendário eleitoral e privilegiando quem lhes interessa, sabendo que serão sempre impunes, pois quem vem a seguir fará o mesmo e não arrisca avançar pela criminalização efectiva de práticas atentatórias da ordem legal pois sabem que irão fazer o mesmo?

Passos Coelho quer acabar com «privilégios injustificados»

Primeiro-ministro participou no encerramento do congresso do PSD/Açores enquanto líder do PSD.

O enquanto líder do PSD não é também primeiro-ministro? Já agora, deslocou-se os Açores à conta dos dinheiros do PSD, a factura não poisará, por mero acaso, em alguma secretária de São Bento?

infiltrações para todos os gostos. Uma sugestão: mandem para lá um chicosantinhos.

Pior do que a CGTP ter má publicidade por uma greve geral fracassada (segundo a leitura que a generalidade dos observadores fez no dia 22) foi deixar de ser notícia por causa da manifestação dos jovens radicais, que culminou numa carga policial, no Chiado. Este facto, que  tirou palco à central sindical – tal como já acontecera na anterior greve geral, em Novembro, em frente à Assembleia da República – levou a direcção da CGTP, em reunião desta semana, a decidir que é urgente tentar ‘agarrar’ de alguma forma estes movimentos.

Segundo o SOL apurou, dialogar com os elementos menos radicais de um «movimento que tem de tudo» (na expressão de um sindicalista) é a missão atribuída já a Libério Domingues, o responsável pela área de Lisboa. Promover uma reunião da CGTP com os Precários Inflexíveis, integrados na plataforma 15 de Outubro, será o primeiro passo para «enquadrar os jovens mais politizados» nas próximas lutas.

Arménio Carlos assume que os incidentes do Chiado são um problema. «Não foi a CGTP que se envolveu, mas a imagem que passou, mesmo para o estrangeiro, afecta todo o movimento sindical», diz ao SOL o líder da central.

A central sindical não trata pela mesma bitola todos os movimentos que estiveram na manifestação. «Temos contacto com os Precários Inflexíveis, cuja actuação social valorizamos», diz Libério Domingues. «Não temos ligações com os outros movimentos», acrescenta Arménio Carlos, sobre os envolvidos nos distúrbios do Chiado.

Na análise que faz do Movimento 15 de Outubro, a central sindical de maioria comunista entende que «este movimento tem uma composição muito heterogénea, que vai de grupos de trabalhadores precários a anarquistas sem ligação partidária ou sindical» – afirma um dirigente sindical, deixando assim subentendido que com os menos radicais será possível haver entendimentos.

Aqui.

O que julgo que vai dar mais complicações, que também já não ando com muita paciência para análises.

Artigo 13.º
Avaliador externo
1 — O avaliador externo deve reunir os seguintes requisitos cumulativos:
a) Estar integrado em escalão igual ou superior ao do avaliado;
b) Pertencer ao mesmo grupo de recrutamento do avaliado;
c) Ser titular de formação em avaliação do desempenho ou supervisão pedagógica ou deter experiência profissional em supervisão pedagógica.

No fundo isto vai restringir o universo aos que já foram avaliadores ou andaram a pagar formação para o ser.

E depois temos isto:

Artigo 17.º
Projecto docente
1 — O projecto docente tem por referência as metas e objectivos traçados no projecto educativo do agrupamento de escolas ou escola não agrupada e consiste no enunciado do contributo do docente para a sua concretização.
2 — O projecto docente traduz-se num documento constituído por um máximo de duas páginas, anualmente elaborado em função do serviço distribuído.
3 — A apreciação do projecto docente pelo avaliador é comunicada por escrito ao avaliado.
4 — O projecto docente tem carácter opcional, sendo substituído, para efeitos avaliativos, se não for apresentado pelo avaliado, pelas metas e objectivos do projecto educativo do agrupamento de escolas ou escola não agrupada.

O carácter opcional vai levantar problemas junto daqueles órgãos de gestão que já neste momento pediram ou anunciaram pedir objectivos e metas aos docentes das suas escolas e agrupamentos. Não vale a pena esconder que os há e que isto vai ser uma guerra surda ou gritada com quem resistir.

O resto é, no essencial, uma nova simplificação do modelo que nunca foi colocado em prática.

CGTP avança para greve geral a 22 de Março

Entretanto, Morais Sarmento fala na SICN sobre a necessidade de tirar o Estado não sei bem de onde, dizendo que não é das funções sociais, mas logo a seguir refere a Educação.

A sério, estou farto destes tipos todos, do Arménio ao Zorrinho, passando pelos Sarmentos, pelos Relvas, pelos Seguros, os Coelhos, os Louçãs, os Bernardinos, os Cavacos, os Catrogas, os Carrilhos, assim como todos os que vivem bem da opinião vendida nas televisões e jornais, em suma, todos aqueles que de uma ponta à outra, mesmo se com parcelas diversas, são os verdadeiros responsáveis pela choldra. Porque todos eles, do Arménio ao Zorrinho, passando por todos os outros, têm o futuro assegurado. Todos.

Nenhum deles está preocupado com o dia de amanhã, com o mês seguinte, com o ano que há-de vir. Todos terão, sempre poiso. Nenhum deles, repito, nenhum deles, partilha dos riscos que a maioria da população corre. Eles são os actores, nós somos os basbaques que assistem às performances e a quem resta, em nome da própria dignidade, fazer-lhes um manguito.

 

É que eu ando pelo 3º ano consecutivo a ter reuniões e formação sobre o novo programa de Português e já estou a ficar chateado. Hoje à tarde, por exemplo…

E o que fazemos à treta da papelada toda que andámos a fazer para arrancar este ano com a coisa? Tudo para o lixo? Ou depuramos após a depuração?

O que fazer se, num ciclo de dois anos, ao fim de um ano, nos disserem que, afinal, o que era para ser já não é bem assim? Work in progress permanente?

Se isto mata? Não! Mas mói!!!

Só mais um pensamento: não é que corrigir eventuais erros faça mal, mas a burocracia também se combate não exigindo mais papelada para substituir a papelada que se considerava desnecessária!

Matemática e Português mudam no próximo ano

(…)

O ministro da Educação anuncia, em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença, que está a trabalhar para que “já no próximo ano lectivo haja metas curriculares mais bem organizadas a Português e a Matemática”.

Segundo Nuno Crato, num futuro próximo o mesmo deverá ser feito com os programas das outras disciplinas.

“Estamos a constituir um grupo que vai fazer uma depuração dos programas. Vai olhar para o que é essencial dos programas, vai organizar o que é essencial dos programas de forma hierarquizada expressando ano a ano o que os alunos devem saber e em que níveis devem dominar as matérias.”

Viram como eu não usei o vídeo da rapariga a rebolar-se, para não distrair a discussão e a levar apenas para os afectos?

Colhido no FB:

Periodicamente anunciam-se grandes mudanças na revista do Expresso. E ela, se exceptuarmos o lettering e algum design, permanece na mesma.

Desde que deixou de ter, nos anos 90 do século passado, aquele formato de quase jornal e ser feita em papel de jornal, as mudanças são meramente cosméticas.

… dos portugueses se unirem para superar a crise, nhónhónhó, nhónhónhó

Desperta um entusiasmo equivalente à mensagem de Natal do Seguro, só que aqui alimenta mais idas de hermeneutas às televisões…

Cavaco Silva: as cinco últimas mensagens de Ano Novo

Presidente da República fala hoje ao país

Porque não acredito (menos creio) em sindicatos.

Porque andaram mal para o seu bem d’agenda d’outros.

23 de Setembro de 2011:

FENPROF quer que PGR investigue possível manipulação na colocação de professores

7 de Outubro de 2011:

Educação: Denúncia da FENPROF segue ainda hoje ou na segunda-feira para DIAP – PGR

Aguarda-se por novo lançamento da terceira primeira pedra do assunto a 21 de Outubro.

A sério. E digo mais: há quem deveria estar de baixa permanente que fazia melhor aos alunos do que estar a trabalhar sem condições.

70 mil atestados passados em 4 meses a professores

(…)

Entre outubro de 2010 e janeiro deste ano foram passados 70 031 atestados a professores, o equivalente a 514 mil dias de baixa.
.
Dá um pouco mais de 7 dias de baixa por cada atestado. Como doença parece-me pouco preocupante. Seria interessante conhecer os pretextos e quantos professores recorreram a atestados porque não foram 70.000. O mais certo é ter muitos professores que renovaram mensalmente atestados devido a doenças prolongadas, por não lhes ter sido concedida redução da componente lectiva.
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Já agora, vamos voltar a estas habilidezas de spin?
.
Igualmente interessante: para quando um estudo sobre a maravilhosa ausência de faltas por parte de quem tem por missão validar as faltas alheias (e as próprias)?

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