Estudos


Confidence, not peer pressure, is key to success at school, say researchers

Study finds competition in the classroom can affect results of lower-ranking pupils.

Confiança que também se constrói sobre um pouco de pressão por parte dos professores, embora depois de lançadas as bases para a tal confiança.

Attractiveness, Easiness, and Other Issues: Student Evaluations of Professors on RateMyProfessors.com

A publicação é da OCDE e é recente.

SCHOOL CHOICE AND EQUITY: CURRENT POLICIES IN OECD COUNTRIES AND A LITERATURE REVIEW

Então vejamos lá uns curiosos quadros comparativos entre Portugal e países-farol dos novos arautos da liberdade, que dizem que entr4e nós se vive uma clima horrível de monolitismo o monopólio estatal da Educação.

Comecemos pela parte mais básica do mercado da Educação… a existência de escolas para que as famílias possam escolher… Realmente Portugal está um pouco abaixo da média da OCDE, mas reparem lá nos países onde a possibilidade de escolha ainda é mais baixa…

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E agora reparem lá no peso relativo das matrículas entre ensino público, privado subsidiado e privado independente…

Surpresa, surpresa, daquelas que nenhum marquesmendes descobre. Se em Portugal o peso do público é ligeiramente acima da média, está (curiosamente?) abaixo do que se passa nos EUA, no Canadá, na Suécia, no Reino Unido, na Alemanha… etc, etc.

Tem sido honesto ocultar isto do debate?

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Vejamos agora a situação dos mecanismos de escolha nos países analisados e em que grupo se situa Portugal:

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Pois é… estamos no mesmo grupo da maioria dos países que nos dizem ser faróis da Liberdade em Educação, enquanto entre nós existirá uma Escravidão Indecente.

Mas é mentira e começa a ser importante sublinhar-se que a MENTIRA é consciente por parte de quem a pratica.

Porque quem aponta este tipo de factos não está contra a liberdade de escolha, mas sim contra a legitimação do saque do orçamento do MEC por alguns predadores seleccionados.

E esta posição, a de aceitar a liberdade de escolha com base nas boas práticas e não em teses pretensamente libertárias, é obviamente a mais prudente e razoável:

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Estudo defende aposta em professores-tutores para combater insucesso e absentismo

School Vouchers and Student Achievement: Recent Evidence and Remaining Questions

In this article, we review the empirical evidence on the impact of education vouchers on student achievement and briefly discuss the evidence from other forms of school choice. The best research to date finds relatively small achievement gains for students offered education vouchers, most of which are not statistically different from zero. Furthermore, what little evidence exists regarding the potential for public schools to respond to increased competitive pressure generated by vouchers suggests that one should remain wary that large improvements would result from a more comprehensive voucher system. The evidence from other forms of school choice is also consistent with this conclusion. Many questions remain unanswered, however, including whether vouchers have longer-run impacts on outcomes such as graduation rates, college enrollment, or even future wages, and whether vouchers might nevertheless provide a cost-neutral alternative to our current system of public education provision at the elementary and secondary school level.

Mesmo um apoiante declarado dos cheques-ensino tem dificuldade em encontrar especiais ganhos no desempenho dos alunos:

The Comprehensive Longitudinal Evaluation of the Milwaukee Parental Choice Program: Summary of Final Reports

Vouchers in Sweden: Scores Fall, Inequality Grows

Does Immigration Induce ‘Native Flight’ from Public Schools? Evidence from a large scale voucher program

(…)
Results from this study indicate an increase in native Danes propensity to enroll their children in free schools as the share of children with immigrant background becomes larger in their municipality of residence. The effect is most pronounced in small and medium sized municipalities, while it seems absent in larger municipalities. One explanation for the latter holds that residential segregation within larger municipalities makes a choice of private alternatives less attractive.

School choice, universal vouchers and native flight out of local public schools

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VouchersChile

É de Abril de 2013 e faz o balanço de 20 anos da reforma educional sueca iniciada em 1992:

The Short-and Long-term Effects of School Choice on Student Outcomes – Evidence from a School Choice Reform in Sweden

This paper evaluates the effects of a major Swedish school choice reform. The reform in 1992 increased school choice and competition among public schools and lead to a large-scale introduction of publicly funded private schools. We estimate the effects of school choice and competition, using precise geographical information on the locations of school buildings and children’s homes for the entire Swedish population for several cohorts affected at different stages in their educational career. We can measure the long-term effects up to age 25. We find that increased school choice had very small but positive effects on marks at the end of compulsory schooling, but virtually zero effects on longer term outcomes such as university education, employment, criminal activity and health. .

School Autonomy Fails to Increase Student Achievement and Undermines Collaboration between Schools – A Submission to the Australian Senate Education Committee Inquiry on Teaching and Learning

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Pubertal development of the understanding of social emotions: Implications for education

The development of metacognitive ability in adolescence

Development of the social brain in adolescence

Portugueses dizem que corrupção aumentou e Governo ‘está nas mãos’ de grupos económicos

Public Schools vs. Charter Schools: A Comparative Analysis of Success in Chicago Using the Functional Theory

(…)

Based on the Functional Theory, it was hypothesized that charter schools in Chicago communities were academically successful and met the diverse needs of the community they served. It is evident that some charter schools in Chicago communities have been academically successful in some neighborhoods in comparison to their public school counterparts located in the same communities. To suggest that all charter schools are advantageous to solving the educational crisis in Chicago is egregious and a premature conjecture.

Professores portugueses são dos que mais tempo passam a dar aulas

Salários dos docentes em Portugal subiram mais do que a média, até 2011. Relatório da OCDE diz que desafio do país ainda continua a ser melhorar níveis de escolaridade.

Mais logo explico melhor aquelas que acho serem as razões para estas tendências, em particular a subida dos salários. Quero ver como foi feito o cálculo, pois se foi feito com base na média nominal dos salários, a distorção pode ser causada pela reorganização dos escalões da carreira, com o desaparecimento dos mais baixos e a criação do índice “virtual” 370, correspondente a um 10º escalão sem ninguém.

2013 Edelman Trust Barometer: Executive Summary

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Dados globais: 2013edelmantrustbarometerglobal.

The Missing Link in School Reform

In trying to improve American public schools, educators, policymakers, and philanthropists are overselling the role of the highly skilled individual teacher and undervaluing the benefits that come from teacher collaborations that strengthen skills, competence, and a school’s overall social capital.

Embora não tenha lido este livro em concreto, conheço os preparativos e os argumentos do autor, com quem me cruzei num par de debates, e já por mais de uma vez sublinhei que os exemplos não podem, para ser credíveis, ser recolhidos de forma selectiva e parcial.

Todas as escolas do futuro devem ter mais autonomia a nível pedagógico, curricular ou na contratação dos professores. Regra que se deveria aplicar tanto na rede pública como privada, defende o autor do estudo “Liberdade e Autonomia na Educação. Escolas para o Século XXI”, que foi hoje apresentado e que pretende lançar a discussão sobre a liberdade de escolha na Educação.

“Uma escola no século XXI deve dar resposta às necessidades educativas dos alunos, tendo como base a autonomia pedagógica e curricular da oferta educativa”, disse à agência Lusa o autor Alexandre Homem Cristo. 

Não é que me choque minimamente uma autonomia a sério, mas sim a agenda que está por trás de um estudo feito por alguém que, por muito estimável que seja, é assessor do grupo parlamentar do CDS para a Educação, o que significa do sóiférte e de um grupo de pressão muito específico. Algo que se percebe melhor nestas declarações:

Este trabalho analisa o funcionamento de escolas nos Estados Unidos, Inglaterra, Suécia, Holanda e Dinamarca para concluir que é grande a distância que as separa da realidade portuguesa. Para Alexandre Homem Cristo, é urgente discutir o papel do Estado na educação, nomeadamente ao nível da contratação de professores, que é preciso descentralizar: “Ao contrário do que existe em Portugal, noutros países não existe um concurso de professores centralizado e portanto a contratação de professores é feita através de municípios, por exemplo.”

“É feita com base em critérios que as próprias escolas estabelecem, porque a existência de uma autonomia pedagógica requer da direcção da escola a possibilidade de escolher os próprios professores que considerem os capazes de cumprir o projecto educativo”, esclarece.

Este especialista em políticas públicas de educação defende ainda uma maior diversidade da oferta educativa, com novos modelos de contrato de associação. “Em Portugal”, defende, “os contratos de associação estão vinculados à ideia de que estas escolas vêm substituir o Estado onde o Estado não chega, é um conceito que tem muitas décadas e que já não esta adequado aos dias de hoje”.

“Nos outros países, as escolas privadas servem o propósito de trazer a diversidade ao sistema de que hoje em dia precisamos”, considera ainda Alexandre Homem Cristo. 

E nem me importa que me chamem conservador (quiçá salazarista) devido às minhas reservas em relação certas autonomias (caso de alguns TEIP de última geração) que se têm experimentado estejam bem longe de demonstrar resultados convincentes.

Assim como não hesito em afirmar que há estudos e manifestos… este é um híbrido.

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