Estudos


motivação docente é uma problemática bastante relevante no sistema educativo português, afetando, não só os professores, mas também a motivação dos alunos e o funcionamento dos estabelecimentos de ensino, uma vez que os docentes são atores fundamentais em todo o processo educativo.

Apesar da sua importância, a motivação docente tem perdido, ao longo dos últimos anos, relevância em termos de investigação. Porém, é cada vez mais importante conhecer os índices motivacionais dos professores, uma vez que eles contribuem, de forma imprescindível, para a formação de várias gerações de cidadãos ativos.

Com o objetivo de analisar este aspeto numa ótica organizacional, considerando que a escola é em si própria uma organização, estamos a desenvolver uma tese de doutoramento com o título: A motivação profissional dos docentes do Ensino Básico e Secundário: a influência de variáveis organizacionais, individuais e pertencentes à interface sujeito-organização.

Esta tese é orientada pelo Professor Doutor Saul Neves de Jesus (Universidade do Algarve – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais) e é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) (Bolsa nº SFRH/BD/89588/2012).

Para realizar este estudo foi criado um questionário que se refere às percepções que os docentes possuem relativamente a um conjunto de variáveis que afetam a sua motivação profissional.
As respostas facultadas são totalmente confidenciais, sendo toda a informação utilizada, apenas, para os efeitos desta investigação.

O preenchimento do questionário demora cerca de 15 minutos. A passagem deste questionário foi já autorizada pela Direção Geral de Educação (DGE).

Vimos solicitar a sua colaboração nesta investigação, no sentido de responder ao questionário. O preenchimento deste deverá ocorrer até dia 13 de Junho de 2014.

https://docs.google.com/forms/d/1PVwB84D1DznNsWVx4E1PlXu9UwSvHWokYPaQNPOBf6Q/viewform

No final da investigação serão dados a conhecer os seus principais resultados, de forma a que todos possamos conhecer melhor os fatores que influenciam a motivação dos docentes do Ensino Básico e Secundário portugueses, podendo, a partir daí, serem melhor perspetivadas medidas que possam contribuir para um aumento desta motivação.

Os docentes que participarem neste estudo, respondendo ao protocolo de investigação, também poderão receber os resultados obtidos no mesmo, bastando indicar o e-mail logo no início do questionário.

Antecipadamente gratos pela atenção dispensada e aguardando o seu contato, subscrevo-me com os melhores cumprimentos,

João Viseu

Caros e caras investigadores e/ou professores,

Somos investigadores no Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Universidade do Porto. Temos vindo a desenvolver estudos acerca da inflação de notas no ensino secundário e do seu impacto no acesso ao Ensino Superior. Publicámos recentemente um artigo na revista Higher Education, intitulado “Unfairness in access to higher education: a 11 year comparison of grade inflation by private and public secondary schools in Portugal” (em anexo). No seguimento dessa publicação, o nosso estudo foi divulgado nas edições de 3 de maio dos jornais Público e Expresso (em anexo), tendo posteriormente merecido alguma atenção de outros orgãos de comunicação social, designadamente da SIC e da TVI24.

Por considerarmos que a inflação de notas é um problema que anualmente gera graves e extensas injustiças, afetando a vida de milhares de jovens, pensamos ser nossa obrigação a divulgação destes dados junto de investigadores e/ou personalidades com interesse neste tema.

Abaixo segue uma pequena síntese dos resultados do estudo:
— a análise foi realizada considerando 3 grandes grupos de escolas (públicas, privadas com contrato de associação, privadas sem contrato de associação);
— existem grandes diferenças entre os dois tipos de escolas privadas, sendo que a inflação nas escolas com contrato de associação é consideravelmente menor do que nas escolas sem contrato de associação. Assim, como se pode verificar no gráfico em anexo, a linha das escolas com contrato de associação é bastante próxima da linha das escolas públicas, apresentando uma ligeira inflação (por volta dos 0,2 valores) a partir dos 13 valores nos exames nacionais. Em contraste, as escolas privadas sem contrato de associação distanciam-se bastante, quer das escolas públicas, quer das privadas com contrato de associação, chegando as diferenças a ultrapassar um valor (em 20) entre os 12 e os 15 valores nos exames nacionais;
— parece-nos igualmente importante destacar que estas diferenças se verificam em todos os anos analisados (desde 2001/2 até 2011/12), implicando a análise de mais de 3 milhões de pares de exames nacionais e classificações internas;
— outro aspeto relevante diz respeito à metodologia: as diferenças entre os 3 tipos de escolas são calculadas relativamente às diferenças médias a nível nacional (e não relativamente à ausência de diferenças entre nota interna e nota no exame nacional). Consequentemente, não faz sentido argumentar que é normal existirem diferenças entre as notas internas e as classificações nos exames, uma vez que, repetimos, as linhas apresentadas no gráfico dizem respeito aos desvios de cada um dos tipos de escola relativamente à média dos desvios nacionais (representada pelo eixo do x);
— adicionalmente, tentámos ainda perceber de forma mais concreta e objetiva o impacto que estas diferenças têm no acesso ao Ensino Superior. Como exemplo, apresentamos o caso do último candidato a entrar no curso com média mais elevada no ano de 2012/13 (Medicina da Universidade do Porto). A nota de entrada foi de 18,35, o que colocou o candidato no lugar 504 da lista de acesso. A nota meio valor acima desta (18,85) corresponde já ao lugar 182 da lista de acesso, representando uma subida de 64%. A nota um valor acima (19,35) corresponde ao lugar 33, mostrando uma subida de 93% na lista de acesso. Desde que o artigo foi submetido para publicação, sistematizámos esta análise, procurando apurar o impacto de alterações de meio e um valores nas listas de acesso ao Ensino Superior de forma mais representativa. Para isso, recorremos à lista ordenada dos cursos por nota de acesso do último classificado. Seguidamente, dividimos os cursos por quartis e verificámos o impacto para os 10 primeiros cursos de cada quartil; assim, o primeiro quartil refere-se aos 10 cursos com médias mais altas, o segundo quartil aos 10 cursos cujas médias de entrada os colocam no percentil 75, etc. São estes dados que são apresentados no 2.º gráfico. Neste podemos confirmar o tremendo impacto que subidas de meio valor podem ter na posição de um candidato: por exemplo, nos 10 cursos com médias mais elevadas (1.º quartil), meio valor corresponde a uma subida de 60% na lista de acesso e 1 valor a uma subida de 90%.

Com os melhores cumprimentos,
Tiago Neves (Universidade do Porto e CIIE-UP) e Gil Nata (Universidade Portucalense e CIIE-UP)

 

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Explicar as razões é algo desnecessário, de tão óbvio. Alguém (Sócrates-Maria de Lurdes Rodrigues) cavou um buraco para onde começou a empurrar toda uma classe profissional, trabalho que veio a ser continuado pelos seus sucessor (Passos Coelho-Crato) com denodado afinco, não se vislumbrando qualquer luz lá no fundo, pois os buracos não têm saída do outro lado da Terra sem nos queimarmos todos na travessia.

E nem vale a pena alterar níveis de dificuldade em exames para fabricar “sucesso” e dizer que foi por causa das “reformas”.

Há quem se vá aguentando, nem que seja pela teimosia de os ir vendo cair e sair a todos e, depois, cá fora, começarem a falar de tudo o que deveria ser feito e não chegaram a fazer.

O último a aguentar, que coloque a tampa antes de ficar todo queimadinho.

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Público, 23 de Maio de 2014

Nota final: só para avisar que aqueles que dizem que sempre avisaram que ia ser assim nunca explicaram o que pretendiam que fosse feito, pois que me pareça os que estavam teriam acabado por fazer o mesmo – ou muito parecido – aos que estão, pois foram eles que abriram a porta e investiram à desfilada. Porque há gente sem memória e outra sem vergonha. Assim, pelo menos, já sabemos que não vale a pena confiar mesmo no “arco da governação”

 

Exp17Mai14O Expresso traz uma longa peça sobre um estudo acerca da mobilidade das crianças. Que parecem cada vez menos autónomas nas deslocações do que as gerações anteriores. O que me parece bastante natural, atendendo à alteração de circunstâncias da vida nas cidades e mesmo nos campos.

E, claro, quanto mais meios económicos têm as famílias menos será a tendência para correr riscos.

Quanto aos tempos livres… ninguém reparou que antes não havia a possibilidade de passar 23 metidos em locais climatizados com imensas propostas para o consumo ou, no mínimo, o mirone?

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Poderia desenvolver bastante o tema, mas prefiro não ir por caminhos muito complicados – mas por demais conhecidos, incluindo pelos decisores políticos que estão e estiveram no MEC – acerca da relação entre a produção do lucro na base da produção de sucesso a peso.

O estudo original encontra-se a partir daqui e dá base empírica a algumas evidências que quase todos nós conhecemos.

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(…)

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Expresso, 3 de Maio de 2014

Como vai sendo costume, é penoso e mesmo deprimente do ponto de vista intelectual ler as declarações de Queiroz e Mello sempre que se descobrem as falcatruas do lobby que representa. Quando se tenta tapar o sol com o cabo da peneira…

Qual o maior problema?

É que este governo está polvilhado de gente que vem destes meios e práticas e que neles não encontra qualquer mal, antes achando que é a forma natural de ter “sucesso” na vida.

A diferença é que agora querem que o Estado pague por completo a mistificação, em vez de serem os papás.

The Effects of Competition Between Schools on Educational Outcomes: A Review for the United States

Studies of the competition effects from voucher or tuition tax credit scholarship programs on public school student academic outcomes have taken place in seven locations throughout the United States, with the majority of studies taking place in Florida, followed by Wisconsin. This article reviews 21 total studies of the impacts on student academic outcomes, finding neutral to positive results. The various competition measures used in the literature are thoroughly reviewed and regression discontinuity design is identified as the most rigorous estimation strategy capable of identifying the causal effect of competition threats on traditional public schools.

The Impact of Voucher Schools

How school choice has — and hasn’t — worked. Second in a series on education in Milwaukee.

Twenty years ago, Milwaukee grabbed the attention of the nation by instituting the most significant departure from traditional public education in generations: the Milwaukee Parental Choice Program, more commonly known as “choice,” or “voucher schools.”

(…)

Voucher schools serve 16 percent of the city’s student population and represent an annual expenditure of $150 million in tax dollars per year. So the most important question for policymakers, citizens, and, ultimately, parents, is this: has it worked? Has the investment paid off?

(…)

Taken as a whole, the voucher schools on average have similar test score results to Milwaukee Public Schools. Roughly the same percentage of voucher-receiving students were achieving at proficiency or better than all students in MPS in 2010-2011, but the following year, voucher students had somewhat lower test scores in reading and significantly lower scores in math.

Taken school by school, the distribution of quality schools in the voucher system and MPS is similar. Roughly the same percentage of voucher and MPS schools score higher than state averages in reading, and roughly the same percentage are very low performing. There is evidence that tighter accountability standards, including requiring that schools receiving vouchers be accredited and take state standardized tests, has led to better results and fewer bad schools being allowed to participate.

So is the program a net win or loss for the city? Clearly Milwaukee needs more high quality schools, and the voucher program has unquestionably added quality schools to the menu of options open to parents. But the program has also given rise to schools no better than, and in some cases worse, than the public school options nearby.

And while the $6,442 voucher is much lower than the per-pupil expenditures for MPS, a quirk in how the State accounts for private school students, widely known as the “funding flaw,” means city residents arguably pay more than we should per voucher student, while non-Milwaukee residents benefit.

Milwaukee’s grand experiment put power directly into the hands of low-income parents in the form of a voucher. But after 20 years we now know that this power alone is not enough to create excellent schools. The excellent schools that exist in each sector show that it takes a community committed to excellence to make it happen: educators, parents, volunteer board members and others, all committed to a common vision and doing whatever it takes, and held accountable for meaningful results beyond a test score.

Distributional Effects of a School Voucher Program: Evidence from New York City

Abstract

We use quantile treatment effects estimation to examine the consequences of a school voucher experiment across the distribution of student achievement. In 1997, the School Choice Scholarship Foundation granted $1,400 private school vouchers to a randomly-selected group of low-income New York City elementary school students. Prior research indicates that this program had no average effect on student achievement. If vouchers boost achievement at one part of the distribution and hurt achievement at another, zero or small mean effects may obscure theoretically important but offsetting program effects. Drawing upon prior research related to Catholic schools and school choice, we derive three hypotheses regarding the program’s distributional consequences. Our analyses suggest that the program had no significant effect at any point in the skill distribution.

Como as escolhas podem reproduzir o insucesso.

High School Choice in NYC: A Report on the School Choices and Placements of Low-Achieving Students (2013)

(…)

The findings show that low-achieving students attended schools that were lower performing, on average, than those of all other students. This was driven by differences in students’ initial choices: low-achieving students’ first-choice schools were less selective, lower-performing, and more disadvantaged. Overall, lower-achieving and higher-achieving students were matched to their top choices at the same rate. Importantly, both low- and higher-achieving students appear to prefer schools that are close to home, suggesting that differences in students’ choices likely reflect, at least in part, the fact that lower-achieving students are highly concentrated in poor neighborhoods, where options may be more limited.

E é esta a mentalidade dominante entre as “elites de sucesso”…

Os portugueses com mais habilitações e mais dinheiro são também os menos solidários, revela um estudo sobre literacia social, a ser divulgado na quinta-feira e cujos dados são “preocupantes” no entender do autor.

“São resultados preocupantes, a própria comunidade científica e académica que acompanhou o estudo manifestou essa preocupação. Há uma correlação negativa entre pessoas com elevados rendimentos e a preocupação para com a solidariedade”, disse à Lusa o autor do trabalho, Lourenço Xavier de Carvalho.

O estudo, realizado com o apoio da União Europeia, da Universidade Católica e do Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano, é apresentado numa conferência internacional sobre literacia social, na quinta-feira, no Palácio de Mafra.

Nele se conclui, nomeadamente, que “os que mais têm materialmente são os menos disponíveis, quer para ajudar os outros, quer para lutar por uma causa justa”, o que cria “um problema estrutural de democracia”, porque “os que mais instrução têm são os mais propensos a ocupar lugares de liderança”.

Saiu por aí um relatório sobre Educação, Juventude e Trabalho na Europa feito por uma daquelas consultoras internacionais que por vezes são tomadas como especialistas no tema. Já há variado noticiário a propósito, mas ler o relatório, apesar de ser daquelas coisas que estão longe de ser escrituras sagradas, permite-nos encontrar coisas bastante interessantes.

Por exemplo:

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Isto significa, por exemplo, que há por aí um mito sobre a falta de competências profissionais dos jovens portugueses, pelo menos do ponto de vista dos empregadores, pois o valor dos que assim pensam é de apenas 31% em Portugal, valor igual ao da Suécia e apenas 5 pontos acima do que se passa na Alemanha. Neste aspecto, estamos bem melhor que o resto dos países do sul da Europa, incluindo a França.

Já quanto às vantagens da Educação, os jovens portugueses acompanham de perto suecos e alemãs na crença de que estudos pós-secundários são importantes para a sua empregabilidade, com 47% contra, respectivamente 51% e 53%, destacando-se dos restantes países analisados.

Qual o problema?

É que os encargos com os estudos em Portugal são dos que mais afastam os jovens dos estudos “terviários”:

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Porque é o factor económico determinante?

Porque em Portugal, ao contrário de outros países (e aqui é que reside a maior diferença para a Suécia ou o próprio Reino Unido), são as famílias a suportar a maior parte dos encargos com os estudos superiores. Em Portugal esse valor é de 78%, enquanto na Suécia é de 38% e no Reino Unido de 40%. a contribuição do Estado ou de eventuais empregadores é, entre nós, de apenas 12%, enquanto na Suécia é de 80% e no Reino Unido de 60%.

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Portanto, quando ouvirem ou lerem alguém por aí a falar em gastos excessivos com a Educação (neste caso a Superior), com a impossibilidade do Estado providenciar mais dinheiro, que somos uns gastadores socialistas, não liguem muito. É mentira, pura e simples.

E quando vos falarem em exemplos da Inglaterra ou Suécia, vejam bem se não andarão a usar dados ou teorias aldrabad@s.

E fazem isso para esconder o verdadeiro fracasso, o qual reside na tal Economia em que temos tantos especialistas, seja os teóricos puros, seja os que se afirmam empreendedores de sucesso.

Mesmo se há países com desemprego altamente qualificado equivalente ao do nosso (caso da Espanha), Portugal é, com a Grécia, um daqueles países em que as possibilidades de desemprego são iguais com estudos básicos ou superiores. E que são maiores com estudos secundários.

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This Is What Could Close The Achievement Gap Among Young Kids, Study Says

Just a few years of high-quality early childhood education could close the academic achievement gap between low-income and affluent students, a new study suggests.

The study, conducted by two university professors, analyzed previous data from a now-defunct program that offered free preschool to students from different social backgrounds.

Using this data, the researchers found that after providing low-income children with quality preschool early in life, the kids had the same IQs as their wealthier peers by age 3. This stands in contrast to the IQ gap that typically exists between affluent and low-income students at that age.

The study also showed that quality early education has long-lasting effects on low-income students. For example, although students analyzed in the study were not offered preschool past the age of 3, by age 5 and 8, they still had IQs that were more similar to their wealthier peers than is typical.

At the same time, while the IQs of low-income students in the study appear to have been hugely impacted by preschool attendance, the IQs of more affluent students in the study remained standard for their social class.

Estudo Exploratório sobre as Ligações Políticas das Empresas Cotadas em Portugal. Fica aqui: EstExplLigPol.

… isto parece-me estudo tipo-FMI, só acessível a rosalinos

Falo do relatório da DGAEP sobre as remunerações e suplementos pagos na administração pública.

Há três hipóteses, partindo dos dados oficias relativos ao MEC:

  • Os orçamentos oficiais dos ministérios são uma ficção.
  • Este estudo está mal feito, tendo inflaccionado os valores.
  • As duas hipóteses anteriores são válidas.

Vejamos a explicação global da página 2:

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Agora vejamos a parte dos anexos referente às remunerações (nem estão aqui os suplementos) do MEC para 2012:

DGAEP66DGAEP67DGAEP678DGAEP69

Agora vejamos o orçamento do MEC para esse ano:

MECOrc2012Serei só eu a achar que isto não bate certo?

The “middle class” myth: Here’s why wages are really so low today

Want to understand the failures of the “free market” and the key to getting a decent wage? Here’s the real story.

El panorama educativo español, retratado en ocho estudios

Research – Family background and access to high ‘status’ universities (13 November 2013)

At least a quarter of the access gap to the top universities in England, the United States and Australia cannot be explained by academic achievement, according to new research by Dr John Jerrim.

A comparison of public and private schools in Spain using robust nonparametric frontier methods

(…)

The main conclusion that can be drawn from our analysis is that state subsidized private schools are more efficient, although the estimated inefficiency attributable to students is similar in both public and private schools. Actually, the final decomposition of inefficiency allows us to detect that the effect attributable to the school type is almost inexistent, while peer effect and school effect have a greater impact on results, especially in the subsample of public schools.
This result implies that a significant proportion of inefficiency in public schools depends on the characteristics of students enrolled. Those divergences can be explained because students are not randomly distributed between both types of schools, since students with a lower socioeconomic status are prone to be enrolled in public schools due to the higher costs that would entail to attend state subsidized schools.

OECD Skills Outlook 2013 – First Results from the Survey of Adult Skills

Com o devido agradecimento ao autor.

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