Estou Cheio De Ciúme Social


Para aborrecer os puristas das greves?

Cada minisério tem a sua versão para a sem-vergonhice, incompetência ou preguiça.

Hoje foi o Ministério da Administração Interna…

E, afinal, os blogues e as redes sociais fazem falta…

Governo justifica nomeações com subsídios de Férias e Natal

Nas últimas semanas, blogues e redes sociais encheram-se de nomeações publicadas em Diário da República com referência à atribuição de subsídios de férias e de Natal. A primeira foi justificada pelo Ministério da Educação e Ciência como um lapso, mas o Ministério da Justiça garante que a formulação do texto decorre da lei.

«As nomeações são feitas ao abrigo de uma lei de 1988, que está em vigor, e que prevê a atribuição de subsídios de férias e de Natal», explica uma fonte do ministério liderado por Paula Teixeira da Cruz, garantindo que isso não significa que os nomeados recebam estas remunerações, «que estão actualmente suspensas».

De resto, no Portal do Governo há já uma nota explicativa, lembrando – a propósito da nomeação de Ricardo Jorge Galo Negrão dos Santos para o Ministério da Justiça – que «Não obstante, o número 2 do despacho prever o processamento a título de subsídios de Natal e de férias de um montante equivalente à remuneração mensal, o mesmo encontra -se suspenso durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira».

Há duas semanas, o Ministério da Educação e Ciência tinha justificado a referência, no despacho de nomeação da técnica Helena Isabel Roque Mendes, a «abonos suplementares» a serem pagos «nos meses de Junho e Novembro» com «um lapso».

O engano levou mesmo o Ministério de Nuno Crato a publicar em Diário da República uma adenda ao despacho, explicitando que o pagamento dos ditos abonos está suspenso «durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira».

A polémica com as nomeações não se fica, porém, pelas menções aos subsídios. Esta segunda-feira, os blogues e o Facebook foram palco de comentários ácidos à nomeação de Maria Manuel Von Hafe Teixeira da Cruz, a irmã da ministra da Justiça, que foi nomeada subdirectora-geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, com uma remuneração mensal bruta de 3.406,52 euros.

Surgiu um politólogo mais exuberante, o fadólogo.

Isto da falta de selecção natural – tem muito que se lhe diga.

Verão as tv’s cheias deles, uns geadas que – há muito –  sabem iluminadamente.

Uns beijos tão carentes, ai, que não valem de nada.

“A minha contribuição é criar empregos”

O antigo ministro da Administração Interna de Cavaco Silva considera que a sua solidariedade para com o país é paga através dos impostos mas não se opõe a cortes nas subvenções, adiantou em declarações ao Dinheiro Vivo.

“Não tenho nada a opor que o PSD e o CDS avancem com cortes nas subvenções vitalícias”, começa por dizer Dias Loureiro, acrescentando: “Não me esqueço que a minha contribuição, a minha taxa de solidariedade é paga através dos meus impostos e dos impostos das minhas empresas”.

“Aplico o dinheiro em solidariedade”

O presidente da Comissão Executiva da Mota-Engil, Jorge Coelho considera que a subvenção vitalícia que lhe é atribuída, de 2400 euros, está prevista na lei, mas entende que devido à situação do país os cortes sejam aplicados a esta área também.

António Azenha, Como os Políticos Enriquecem em Portugal, p. 205.

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