Este Poste É Do Fafe


Ele esqueceu-se, mas eu não.

Bom dia!

Lamento ter-me abstraído de mim, tenho ido pela facilidade – como quem vai ao supermercado e faz pontos.

Descurei, ficaria mais selecto destruir.

Se não for Bach – que seja d’ici. Pede deferimento.

ao retiro – após vinte e oito léguas de sete de nevoeiro. Já fui espreitar as estrelas e elas aindam lá “estão”, assim como a paz no fluxo da alma.

Invejo-me.

Um Bom Ano 2012

é que era, também ele, falso.

agora que já só temos para falar das sombras interditas
quando desenhamos com cuidado as horas igualmente repartidas
dizemos ainda ser a flor certa um sorriso desconhecido
muitas vezes sonhada e sempre verdadeira

 

ninguém subirá ao púlpito para gritar que estamos perdidos
e estaremos perdidos por nisso acreditarmos vagamente

 

esta flor mágica sempre visível na seiva petrificada
corrompe a nossa fé e recupera fragmentos intocáveis
repete texturas esquecidas quando se refigura
recorda-nos ser inacessível a verticalidade da superfície polida

 

eu aviso-vos para que não queiram crer sem acreditar

dizia o púlpito sempre a descer por escadas cristalinas

 

a limitação do olhar ou recordações que se bebem sem respirar
estaremos no fluxo da alma desmedida e sempre aí retidos
olharemos relógios fixos e as suas imagens tácteis
suspiraremos pelas margens sombrias onde já nos sitiamos

A sério, ainda não percebi a persistência dos idiotas,  promovidos pelo cargo a excelentíssimos, no ensino – vulgo educação.

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Hoje esteve assim todo o dia. Pesado.

Começa?

Está bem, acordem-me às nove, nove e meia, dez. Sem alardes, doucement. Se não o fizerem – ainda fico mais agradecido.

apenas um memorandozito de entendimentozito entediava ano a ano, até iam tendo xalentíssimo, mas mandaram-nos pintar uma grevezita geralzita. Tudo estragado, maldito casting, reprovados.

Telefonaram-me há pouco. A sondar para ministro. Da Educação e etc. Respondi “Então!, sr prior!?”

Fiquei com pena. O desespero naquela voz.

Estamos de parabéns, inventámos novos números. Os pilhéricos.

Assim, por definição, um número pilhérico é um objecto matemático do caraças.

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