Éne Sistemas


… e por isso mesmo não ser capaz de construir toda uma mundivisão baseada numas férias ou estadia de curta duração num país onde tudo parece agradável a partir do hotel, resort ou residência universitária.

O melhor mesmo é ir ver se a FLAD ou a Gulbenkian me financiam uma visita de estudo ou uma fellowship.

A semântica vai evoluindo. Agora volta-se ao termo profissional, em vez de vocacional.

Crato vai assinar acordo para reforçar ensino profissional

“O Governo tem o maior interesse em reforçar e desenvolver o ensino profissional em Portugal”, disse á agência Lusa o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, na véspera de se deslocar a Berlim para uma visita oficial de dois dias, a convite da sua homóloga germânica.

Será que levou comitiva de ramílios? É que um despegou daqui, aparentemente a tempo de…

Há quem tenha preocupações relevantes sobre o arranque do ano escolar… MacPro ou Toshiba Qosmio?

Identificámos quatro cenários para o ajudar a decidir na hora de renovar o equipamento informático no regresso às aulas. Os modelos e preços variam consoante as necessidades que se pretendem satisfazer.

E depois há todo aquele mundo com que se tem de viver no dia a dia…

Transportes: Fim dos descontos nos passes dos estudantes leva empresas a reduzir serviços

MPT-M apela a professores para não marcarem faltas de material escolar

Livros escolares? Já há quem alugue

Deviam era alugar tablets e smartphones e tal… manuais e cadernos? Que gente póóóbriiii!

 

 

Gaspar chegou à China e Portas já lá estava. E se…

Tem estado a ser a aberração mais recente deste processo todo. Relatores, CCAD e “júris de avaliação” têm recusado relatórios e grelhas de evidências com base em critérios altamente subjectivos.

Já nem falo dos que só querem em papel, enquanto outros só querem em digital. Falo da recusa de conjuntos de evidências ou de algumas específicas, só porque não se percebe bem o quê. Já aqui referi a recusa em aceitar a obtenção do grau de mestre como evidência de valorização profissional, mas há coisas tão ou mais mais giras como, por exemplo, ser recusada pura e simplesmente a entrega das evidências, por não ser preciso para ter Bom, enquanto em outros casos, para o mesmo Bom recusam-se evidências que não documentem o processo da evidência, mas apenas o poduto. Há ainda quem recuse algumas evidências quando se remete para documentos já produzidos anteriormente ou arquivados e disponíveis online. Há quem obrigue a apresentação de matrizes, grelhas e planificações, mesmo quando são comuns a um grupo disciplinar, enquanto há quem recuse estes materiais, exactamente por serem individuais.

Há de tudo um pouco.

Teria a sua graça, numa perspectiva de teoria do caos, caso não se olhasse para muitas das pessoas que são responsáveis por esses abusozinhos de poder, esses delíquios de sapiência pura, e não encontrássemos quem nunca seria capaz de distinguir uma evidência por muito evidente que ela fosse e quem só sabe fazer uma referência bibliográfica se a copiar de um guia qualquer. Mas o poder foi-lhes entregue para o poderem exercer, transformando em autoridade administrativa o que não passa de mediocridade intelectual.

Aliás, esta ADD tem algo em comum com as Novas Oportunidades pois permitiu que se elevasse a auto-estima de muito boa gente, certificando como competentes para algo quem só sabe contar estórias.

Vou recebendo daqui e dali, orientações para, exemplos de, portafolhas de ADDE. è cada cor, seu paladar. De uma orientação simples, cada escola e agrupamento – quando não optou pelo copy/paste -decidiu fazer a sua versão muito particular, na proporção directa da vacuidade adesiva.

Esquecem-se – ou não – que especialmente os contratados ainda devem concorrer a nível nacional e, portanto, entram na disputa com base em critérios completamente díspares.

Já sei… se o ME impusesse modelo único existiriam críticas quanto ao centralismo demolidor da coisa. Mas a verdade é que deixar à autonomia de cada criativa CCAD a definição das coisas só pode acabar em desatino.

Hoje, assim o tempo e a paciência permitam, exemplificarei.

Júri nacional analisa infracção em exame

Cerca de uma dezena de alunos da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, dispôs ontem de três horas e meia para realizar o exame de Matemática de 12º ano, ao invés das três horas estipuladas.

Não acho – nem desacho, cada um sabe das suas NO. Outros, consideravelmente menos sem etiquetas, justificarão melhor. Para a estória. Que, por ser verdade, só pode ser única.

Ainda não é conhecida, mas há imensa gente a salivar. Há 10 cadeiras, 12 no máximo. O resto é para ajudantes.

Sindicato diz que Estatuto é pior do que o existente a nível nacional.

O Sindicato dos Professores da Madeira promove um protesto amanhã, pelas 9 horas, junto ao Centro de Qualificação Profissional, à entrada dos representantes da Secretaria de Educação e parceiros sociais que vão participar na nova reunião de negociação do Estatuto da Carreira Docente (ECD) e modelo de avaliação do desempenho.

Governo açoriano quer manter avaliação de professores

Secretária regional da Educação defende o actual modelo, revogado na Assembleia da República na última sexta-feira.

Lá por isso, posso começar a andar ainda mais nas nuvens…

Estado autoriza TAP a fazer cortes só nos subsídios

Secretário reitera que diploma nacional não vai ter repercussões na empregabilidade dos docentes na Madeira – “Colocação está garantida”

O presidente do Governo Regional fez as contas e conclui que a proposta socialista custaria 1,2 mil milhões de euros.

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E, já agora, a destempo e destempero, o dinheiro que foi para lá, para ajudar às vítimas das inundações, quanto foi e quem o recebeu?

O processo de avaliação do desempenho avança sobre rolamentos, perante as indignações locais, mas a indiferença global. A agenda foi dominada pela questão dos cortes salariais e, enquanto isso, as coisas desenvolvem-se com contornos perfeitamente patéticos em muitos casos.

Vou apenas apontar algumas situações de que tive conhecimento nos últimos dias, por testemunho directo de envolvidos na situação e quase tudo na área da DRELVT:

  • Há Direcções que, lendo de forma extensiva e abusiva a legislação em vigor, estão a pedir a TODOS os docentes em avaliação, portafolhas desenvolvidos, com planificações anuais, por vezes discriminadas aula a aula como no tempo dos estágios desse(a)s senhore(a)s, e toda uma parafernália de evidências em anexo ao relatório de autoavaliação.
  • Em outras escolas e agrupamentos, são recebidas instruções da DRE respectiva para carregar um pouco na avaliação dos não-meritórios, exigindo um número mínimo de evidências por parâmetro de avaliação. As instruções são quase sempre sem qualquer suporte documental.
  • Há ainda a indicação, com beneplácito superior ou não, por parte de algumas CCAD, para que os próprios relatores tenham aulas assistidas, mesmo quando não têm necessidade legal disso para progredirem. Existem ainda Pedagógicos e CCAD que redefiniram o modelo de ADD a seu bel-prazer e o impõem perante o acomodamento ou puro receio da maioria dos visados que sabem que, no actual contexto, não dispõem de mecanismos para escapar a represálias em termos de horário (o falta dele) no próximo ano lectivo
  • Ainda na onda dos abusos do poder, há algumas direcções a fazerem a exigência (há pouco foi comunicada a de um TEIP aqui do deserto) da entrega de uma ficha de autodiagnóstico, forma velada de tornar obrigatória a definição de objectivos individuais, que depois servirá para aferição dos progressos realizados.
  • Por fim, há ainda maneirismos diversos, para obstar a que as horas de componente não lectiva devidas a cada relator a partir do 1º, 4º e 7º relatados sejam objecto de acordos diversos.

E nem sequer vale a pena falar do quem avalia quem, porque aí já vale tudo e mais alguma coisa. Que não se fale disto, que as situações fiquem no olvido, que muitas denúncias sejam só para eu saber e não divulgar quem e onde, é triste. Triste, porque revela que o adormecimento feito em 2010 está a conseguir os seus efeitos, pela via do medo incutido com as consequências dos reajustamentos curriculares.

A este respeito, as denúncias por parte dos representantes, mesmo os que estão no terreno, são quase nulas. Porquê?

Cavaco opta por pensões e evita corte no salário de 10%

Presidente da República abdica do salário enquanto Chefe do Estado, mas opta pelos dez mil euros mensais da reforma.

Aníbal Cavaco Silva decidiu prescindir do seu vencimento enquanto Presidente da República, no valor de 6523 euros – resultado de um corte de 5% em 2010, mais um corte de 10% em 2011, decisão incluída nas medidas de austeridade para a função pública -, para passar a auferir as sua pensões, que totalizam cerca de dez mil euros mensais, 140 mil euros/ano.

Cortes salariais: Governo dos Açores propõe nova excepção

Desta feita, estão em causa por exemplo trabalhadores da SATA e da eléctrica açoriana.

CGD não aplicou cortes salariais em Janeiro

Banco estatal contrariou ordens das Finanças e pagou vencimentos por inteiro este mês, reduzindo apenas o subsídio de férias.

TAP não corta salários em Janeiro

Empresa garante que o irá fazer a partir do próximo mês, com efeitos retroactivos.

TAP, CGD e NAV ignoram cortes nos salários

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A TAP e a CGD garantem que a situação será regularizada até Fevereiro. Já a NAV, empresa que gere o tráfego aéreo, recusou a justificar-se porque não obedeceu às ordens governamentais.