Em Busca de Espaço


DN22Set14

Diário de Notícias, 22 de Setembro de 2014

Eu ia reclamar o estatuto de Porthos, mas depois da parvoíce do primeiro chourição do país, fiquei sem saber…

 

… poder dizer aquilo que escrevi mais abaixo e mais algumas coisas. Assim a chuva que cai no deserto não me provoque atrasos.

Já estou sem actividades lectivas e é fora das minhas tarefas não-lectivas pelo que penso não incomodar excessivamente quem se sente menos feliz por eu ocupar, de tempos a tempos, um espacinho mediático fora dos horários-primos.

devil

Gosto sempre de fazer aquela ressalva quanto a conseguir chegar a horas por causa do trânsito e tal.

Simulação concursal.

deste post de ontem, ligeiramente encurtado, mas com o essencial da argumentação. No Público. E depois acho que preciso de algumas férias… não podem ser só os representantes a fazer pausa lectiva quando não lecturam nada.

“Empresário” de guloseimas com 12 anos suspenso da escola

Inspirado em programas de televisão, Tommie Rose decidiu criar um negócio próprio. Vendia, aos colegas de escola, chocolates e refrigerantes. A escola, que tem uma política de alimentação saudável, descobriu e decidiu suspender a criança de 12 anos, por dez dias.

Como diz o Calimero, assim não faço amigos em lado nenhum.

😳

Obviamente, não foi possível falar de tudo e mais alguma coisa em três curtas intervenções.

… mas adiantam pouco em relação à esplanada, às tertúlias e comentários em blogues.

Assembleia “à rasca” não chegou a propostas

Não pagamento da Segurança Social pelos trabalhadores “a recibo verde”, boicotes, desobediência civil, ocupação cívica de espaços, voltar a fazer manifestações.

E depois nota-se com alguma facilidade que algum pensamento out of the box nem à légua… O mimetismo impera.

… mas não consigo entender as declarações que acabei de ver de Mário Nogueira quanto ao desejo de processar Isabel Alçada, como signatária do acordo de princípios, nos tribunais nacionais, internacionais e na OIT.

É que me escapa a substância do actual desacordo e porque MN aparece a declarar que o acordo até foi assinado com pompa e circunstância. Mas ele não estava lá e não disse, até há muito pouco tempo, que foi o melhor que podia ser para os professores?

Podemos processá-lo a ele por difusão de informações que se revelaram erróneas quanto às vias negociais que o acordo ia permitir para conseguir…

  • A melhoria das condições de trabalho nas escolas, para alunos e professores;
  • A criação de condições que reforcem a autoridade dos professores nas escolas;
  • A revisão dos horários dos professores;
  • A vinculação dos professores contratados;
  • A gestão das escolas;
  • O regime de Educação Especial;
  • O Estatuto do Aluno;
  • A reorganização curricular tanto do Básico como do Secundário;
  • A criação de condições que permitam um efectivo combate a duas das principais chagas que afectam o nosso sistema educativo: o insucesso e o abandono escolares.

E o que dizer das sucessivas declarações de que o acordo levaria TODOS os professores a conseguir chegar, em tempo útil, aos escalões do topo da carreira, algo que muitos de nós logo contestámos?

Ler aqui a demonstração das maravilhas do acordo assinado (a ainda há aquele artigo do Público), sendo que só vejo matéria passível de contestação nos nºs 42 e 43 do documento, mas há que convir que é curto, curtinho, como matéria para contestação jurídica que possamos levar a sério.

Mas, como já escrevi ontem, é uma manobra mediática interessante, que consegue conquistar algum espaço na comunicação social e até pode servir como forma de mobilizar alguns distraídos.

E não me digam que estou a ser divisionista e tal, porque não pertencendo a nenhuma organização é-me impossível fazer-lhe qualquer divisão, apenas expressar a minha opinião em liberdade.

Entretanto, não têm nada a queixar-se do amigo do peito?

Embora gostasse de aceder ao conteúdo jurídico. Acho que me ia divertir. Porque contra o ME na pessoa da ministra amiga, o que é que podem alegar?

Fenprof vai interpor acções nos tribunais portugueses e europeus contra Ministério da Educação

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai interpôr acções nos tribunais portugueses e europeus contra o Governo, na pessoa da ministra da Educação Isabel Alçada.

Relembremos aqui a mão cheia de nada que saiu da reunião de 9 de Abril, aquela em que se disse que o ME tinha aceite todas as condições da Fenprof.

Quanto à acta de 8 de Janeiro, para a História, para além dos sorrisos, poderá ficar sempre o elogio ao clima de diálogo.

Compreendo a necessidade extrema de ocupar espaço mediático, sendo esta uma manobra interessante nesse capítulo. Em termos jurídicos, a menos que seja no TAF de Beja, quer-me parecer que virá tudo devolvido à procedência. Mas até lá serão anunciadas as diversas etapas, desde a impressão do primeiro rascunho até à aceitação da primeira providência cautelar, se tudo correr ainda durante Novembro.

Depois… o silêncio.

Recordemos o concurso para contratados.

Eu pelo menos recordo-me das encomendas por sms ou mail.

And tólque aboutit animóre…

Fenprof antevê “consequências desastrosas” com medidas para reduzir despesa nas escolas

Já eu antevejo que amanhã, em amanhecendo ensolarado, é capaz de não chover muito ou quase nada, a menos que faça sol na eira e enchuvisque no nabal… ou em inglês técnico sane in da eire end reine in da nabeile…

Fenprof apresentou queixa à PGR contra organização escolar

A Fenprof apresentou esta tarde uma queixa à Procuradoria-geral da República. Em causa está o despacho sobre organização escolar que a Federação Nacional de Professores considera ilegal.

De acordo com o comunicado, a Fenprof acusa o Ministério da Educação de ter violado a lei da negociação ao fazer uma consulta directa aos sindicatos e ao dar-lhes apenas cinco dias para reagirem às novas regras sobre a organização das escolas e da elaboração dos horários dos professores para o próximo ano lectivo.

A Federação já tinha detectado esta situação, mas explica que não interpôs uma providência cautelar para não dificultar a preparação do ano escolar. Contudo, agora avançou com a queixa na Procuradoria exigindo que seja desencadeado pelo Ministério Público o pedido de declaração de ilegalidade do diploma.