Em Bicos de Pés


Simpatizo com o André, mesmo quando discordo valentemente dele, embora nem seja este o caso, embora já esteja a tentar estender a confusão à CGD, para demonstrar que a banca “pública” (infiltrada desde o PS aos CDS por gestores da treta) é tão impura quanto a privada.

Mas, como eu já disse e repeti, a insurgência já teve muito melhores dias. Agora até anda por lá quem peça para ser insultado por mim.

Ora… quem me conhece sabe bem que um insulto em boca minha é pérola que não se desperdiça a pedido.

Quando um tipo se interroga sobre o sentido disto, há sempre o gosto de se estar acima dos blogues oficiosos do regime que está. Não é sempre, mas acontece com mais regularidade do que seria de esperar…

Os dados são de hoje… dia sem especiais polémicas por aqui…

Umb25Jun14

 

… e um tipo já nem dá por isso.

MegaJump-40-Million

Dizem-me que isto era coisa para dar dinheiro com publicidade, mas… não quero viver acima das minhas possibilidades.

Antero53(c) Antero Valério

… devo estar na SICN, depois das 23.00, a comentar o conflito entre os professores e este desgoverno.

Os distraídos andam a colocar nomes pessoais ao confronto, mas seria bom que as coisas ficassem claras. A existir guerra é entre uma classe profissional farta de levar pancada e ainda com capacidade para voltar a colocar-se na primeira linha contra o que é uma governação à margem da lei, de qualquer ética ou sentido de interesse nacional, que passou a ser confundido com o interesse particular de uma facção ideológica minoritária na sua própria área política, mas com a sorte de beneficiar de uma presidência amarada a si mesma e uma oposição globalmente inepta.

Quem critica os professores por poderem fazer greve talvez fizessem melhor em pensar no que seria uma sociedade em que esse direito tivesse desaparecido ou fosse exercido de acordo com os interesses da tutela, sendo sempre feita com modos fofinhos e no calendário pré-definido (as férias, enquanto existem).

Os alunos não são reféns dos professores. Pelo contrário, os professores estão a defender o seu futuro, que é comum ao dos seus próprios filhos.

O resto é conversa da treta e seria bom que o governo percebesse até que ponto esta greve vai além do que estava previsto nas sebentas dos seus consultores, assessores e demais bajuladores que, no geral, são tão ou mais incompetentes do que o gaspar.

Há quem ainda esteja convencid@ de que aquilo que digo, no plano das ideias ou no campo restrito da “política”, é diferente do que penso em privado e que os meus actos são ditados por uma agenda pessoal, em que o desempenho público é instrumental para atingir algo que me beneficie pessoalmente.

É um equívoco partilhado ainda por muita gente, dos “puros da luta” aos “puros do lobby”, passando mesmo por pessoas que, apesar de mais próximas, desentendem que alguém apareça a agir e falar sem um intuito ou suporte disfarçado, não compreendendo que em tempos eu admiti apenas pertencer ao MIM – Movimento Individual Minimal, numa opção umbiguista de desconfiança radical em relação à forma de fuincionamento dos colectivos.

A sério, se em termos pessoais posso ter mais do que uma faceta e do que um registo, na dimensão pública (à minha escala, nada de confusões) o que escrevo ou digo não visa ser o trampolim para um cargo de assessor (já estou velho para servir de bóbi acenador), consultor (não pagam assim tanto) ou outra coisa teoricamente mais sonante (não quero regredir assim tanto na carreira e não me apetece ir emagrecer pró ginásio para caber melhor nos fatos e nas fotos qual rangel ou amorim).

Quanto ao protagonismo, desculpem lá mas o meu ego já tem quase 100 quilos, não preciso disso para viver.

Sou professor por opção assumida e, por acaso, orgulho-me disso, mesmo se a dedicação nem sempre é exclusiva, porque a História foi a primeira tentação… e a essa eu cedo quando posso.

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