Economistas De Algibeira


Consta que humedeceu o indicador e o colocou do lado de fora da janela de Belém…

Cavaco Silva prevê crescimento de 2% em 2015

Otimista, mais do que o governo ou a OCDE, o Presidente da República elogia políticas da maioria.

Agora imaginemos que ele decidia meter-se na política partidária e em questões com repercussão na campanha eleitoral.

É curiosa a diferença entre a notícia na TSF rádio e o título no site. Na primeira sublinhava-se que 2014 foi o ano em que as exportações menos cresceram desde 2009, tendo ficado largamente abaixo das importações. No segundo caso, a comparação desaparece.

Mas o essencial não muda: o salvador da Economia nacional, pelo qual o vice primeiro-ministro ia rasgando todas as vestes, vai progressivamente demonstrando que uma coisa é vender cervejolas e refrigerantes num país quase tropical, outra fazer mais do que passear as melenas por certames internacionais à conta de todos nós.

E se, afinal, o ministro Álvaro não fosse tão inepto como os portinhas o quiseram pintar na sua ânsia por colocar no lugar quem lhes abrisse a porta para os subsídios e colocações profissionais

 

E não é que anunciavam amanhãs cantantes mal o homem chegasse à Economia? Andou o Paulinho a rasgar as vestes para o meter no governo com o apoio dos jovens totós da economia insurgente e depois dá nisto?

O problema é que o mérito empresarial de vender refrigerantes e cervejolas num país como o nosso é equivalente ao de vender agasalhos na Sibéria…

De acordo com os Indicadores de Conjuntura hoje revelados pelo banco central, este valor é semelhante à descida registada em novembro, mas a atividade económica vinha a desacelerar desde janeiro, quando o indicador ainda estava em terreno positivo, fixando-se nos 1,1% de evolução favorável.

João Amador e Ana Cristina Soares, os autores daquele estudo que diz que o pode negocial dos trabalhadores portugueses é muito elevado e dificulta as margens de lucro.

Concorrência na economia portuguesa: estimativas para as margens de preço-custo em mercados de trabalho imperfeitos

O Umbigo conseguiu uma imagem dos autores no seu processo de produção intelectual:

Casal

Só é pena que baste um par de gestores de topo para enterrar por completo o que passava por ser uma jóia da coroa falida.

É verdade que eles não frequentaram as ditas escolas, se calhar – digo eu – deveríamos reajustar o nosso conceito de excelência.

… e fui para a secção da economia&finanças&gestão.

Devia ter trazido este do Mintzberg numa promoção de 5 €, mas preferi andar a espreitar que prefaciou o quê, quem colaborou com quem, quem organizou e quem convidou e todas essas coisas.

A cartografia do lodaçal deixa pouca gente sem salpicos, nesta área das Ciências Ocultas, ainda muito mais do que as da Educação.

Claro que há camelos enterrados até ao pescoço… e estranhos prefácios de gente em posições que deveriam ser de equidistância, mas aparecem a dar chancela a textos de facção.

… é a daqueles pseudo-especialistas e alegados jornalistas da área “económico-financeira” que agora andam a esconder toda a obsta que escreveram e disseram sobre como salvar o país com base nos ensinamentos dos salgados, como antes dos rendeiros.

Há livros inteiros escritos de pura ficção sobre o tema.

Tão mitómanos como o outro, só lhes falta ir estudar para Paris com o que ganharam a enganar o pessoal.

Shitasses como o outro. Moços de fretes.

Aumenta o desemprego, empurram as pessoas para a reforma e depois descobrem que aumentam os encargos “sociais”.

E tirou este homem um curso de Economia!

( 👿 se calhar é assim por causa disso mesmo 👿 )

Passos diz haver “um nível de despesa social maior do que quando a crise começou”

 

… que nos trouxeram até aqui.

Ministra das Finanças diz que “crescer pela procura interna não funciona”

No primeiro trimestre deste ano, o crescimento homólogo de 1,3 foi conseguido graças ao contributo da procura interna.

… que, afinal, as suas teorias têm umas certas falhas ou inconseguimentos.

Procura externa prejudica crescimento homólogo pela primeira vez desde a troika

Aceleração das importações e desempenho mais fraco das exportações colocam economia mais próxima de antigo modelo de crescimento considerado pouco sustentável.

Claro que dirão que, afinal, as exportações não podem sustentar toda a economia e que agora é a confiança dos consumidores é que coiso e tal.

E assim será, a cada nova guinada da conjuntura que fingem compreender e dominar.

E assim

José Gomes Ferreira Quem ganhou com as reduções salariais? “A economia toda”

O problema é quando eles ficam com aquele ar fixo, típico de auto-ilusão. Aquela para a qual a realidade nada interessa.

Economia portuguesa tropeçou no arranque do ano

Mas claro que os articulistas e opinadores encartados irão alinhar ma explicação do “irrepetível” (até se repetir como se revogou o “irrevogável”).

A economia portuguesa contraiu inesperadamente no primeiro trimestre. O Governo justifica com “factores irrepetíveis”. O PS tenta impor o fim da “euforia”. E os economistas destacam a dependência da economia das exportações.

… pois escreve sobre ética e economia, mas depois quer colocar taxas aos utilizadores em tudo o que é movimentos pelo multibanco, mesmo se esse processo reduz muitos os encargos… dos bancos.

… sobre como é possível e elementar sair da crise soubessem mesmo alguma coisa, então nunca estaríamos no estado em que estamos pois eles são, com raríssimas excepções, os que nos governaram durante 40 anos ou aqueles que foram assessores ou consultores dos que nos governaram.

Isto vai dos Silva Lopes e Medinas Carreiras dos anos 70 aos Gomes Ferreiras e Camilos Lourenço d’agora, passando pelas Ferreiras Leites e Miras Amarais dos anos 90, não esquecendo ainda os ulricos&salgados que financiaram os desvarios com o dinheiro daqueles que agora querem que sejam os únicos a aguentar.

Claro… há uma diferença… há casos em ue a arrogância tem ainda menor fundamento, pois andam  à procura do “trajecto” certo, após as crónicas mediáticas.

FMI diz a Portas que milagre das exportações pode ser miragem

Portas desvaloriza FMI: “Acredito mais na realidade económica”

Mas quando se trata de atacar a função pública e os docentes, os dados do FMI (mesmo comprovadamente erróneos) já servem.

… mas o nosso grande economista, outrora PM, agora PR, parece que, tal como os seus sucessores, só descobriu(ram) isto na última esquina do tempo.

E até houve tradução portuguesa e tudo.

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Robert Reich, The Work of Nations, 1991, p. 3.

É a designação que consigo achar para os livros dos iluminados comentadores da nossa praça sobre as origens e saída da crise. Hoje, ao entrar numa Bertrand, apanhei com a nova prosa natalícia do Camilo Lourenço e fiquei logo sem vontade de olhar fosse o que fosse no campo de visão daquele livro.

Pensando bem… foi uma boa maneira de poupar dinheiro.

Aguarda-se programa em colaboração com Camilo Lourenço, João C+esar das Neves e o Arroja Jr.

Rui Machete diz que Portugal só evita um novo resgate se juros descerem para 4,5%

Portugal está a sair da recessão técnica, diz Machete

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, afirmou hoje, na Índia, que Portugal está “a sair da recessão técnica” e destacou que a economia portuguesa está hoje “muito mais competitiva”.

A entrevista de Pires de Lima no caderno de economia do Expresso de hoje é mais uma homenagem a mais um ego desmedido na área da nossa economia para totós, a mais fértil em gente capaz de mudar o mundo e arredores, mas só antes ou depois de estar em posição para o fazer.

Este é outro que sabia tudo antes, saberá tudo depois, mas agora parece que coiso.

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Para além da pérola da primeira página – ou seja, deviam ter feito os cortes antes de ele chegar ao governo e assim tudo seria melhor – acrescenta lá dentro que já sabia que o seu estado de graça – mas estado de graça junto de quem? do amigo Paulo? da família? do clube de fãs do largo do Caldas – acabaria com este orçamento e ainda afirma que as expectativas em relação à sua entrada para o governo eram muito altas. Só não diz junto de quem.

Critica ainda a orgânica inicial do governo e faz mais um bom punhado de declarações que – num governante entrado de fresco – parecem um bocado apatetadas e só compreensíveis em alguém que, no fundo, sente que deveria ser ele o PM desde sempre, pois teria todas as respostas no tempo certo e agora – phosga-se – já parece ser tarde para tudo.

Se for lida com atenção pelos assessores de Passos Coelho, esta entrevista será facilmente entendida como uma declaração bastante clara de sobranceria em relação ao PM, à sua política dos últimos anos, à forma de organizar o governo, etc, etc.

Curiosamente, por outro lado, é uma entrevista em que apesar de espraiar o ego em todas as direcções, Pires de Lima acaba por revelar que não deve ir fazer nada de novo ou especialmente diferente em relação ao seu antecessor.

No fundo quis ser ministro, o amigo Paulo fez birra até que isso acontecesse, mas daí a isso ter alguma vantagem para o país vai um passo quase infinito.

Taxar as vacuidades dos especialistas mediáticos em Economia. Começar pelas tiradas sorridentes do César Deus-É-Grande das Neves, continuar pelas crónicas matinais do Camilo Eu-Sou-Um-Génio Lourenço e terminar em todo aquele que já tenha sido governante com destaque para o Braga Oásis  de Macedo e o Miguel Soneca Beleza.

Aconselha-se a mesma taxa da restauração às suas eventuais avenças.

… com destaque para aqueles que mos governaram, analisaram, comentaram e afundaram anos a fio e agora sabem tudo sobre como nos salvar, matando-nos.

Desgosto em especial de quem combate a (sua) crise com livros sobre como combater a crise.

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