É Só Fumaça!


a tuítar qualquer coisa que lhe passe pela mona. Eu até tenho compadres do Benfica, sobrinh@s do Fêcêpê e tudo.

Nem me daria ao trabalho de lá ir atormentá-la, porque aquilo é muita laca.

Sou muito tolerante com as pessoas profundamente equivocadas nas suas convicções. Mas ainda bem que assim é, pois a “luz” não pode nascer para todos ou então ainda acabamos todos encandeados.

Li algures,  na sequência de mais um debate sobre a prisão preventiva de José Sócrates nas redes sociais (mas num bom perfil, de pessoa estimável e frequentado por gente “bem”, que a esquerda (leia-se, o PS de Costa) não poderia – por vingança – vir a governar como a direita está a fazer, com tropelias diversas, em matérias económicas, políticas e jurídicas.

Não se preocupem, amiguinh@s,porque a esquerda (leia-se, o PS de Sócrates) já governou como a direita está a governar em praticamente todas as matérias, sendo que em alguns casos (condicionamento da comunicação social e da Justiça) me parece ter ido até bem mais longe.

E se é verdade que estes foram além da troika nos apertos, eu ainda me lembro do regabofe que foi até 2011, com excepção do ano eleitoral de 2009, quando a zurzirem o pau de marmeleiro no mexilhão.

Que não se lembrem ou façam por não se lembrar, é uma coisa, agora que queiram que todos se tenham tornado amnésicos selectivos, é outra coisa.

fenosburros002

Eu adoro a retórica da autonomia. Ouvindo as declarações do ministro percebe-se que a autonomia e flexibilização se fazem dentro de um compartimento fechado.

Num exemplo todo modernaço, Nuno Crato refere que uma escola pode achar que para além da Geografia se poderá oferecer uma disciplina de Mapeamento Digital.

(para além de História, que tal Arqueologia Digital e Genealogia Genética?)

Seria giro se o que está a mais no que ele diz não fosse o “para além”. Não é para além, é em vez de, pois as horas são retiradas à Geografia para ser dadas a essa disciplina.

Não é criada uma bolsa horária extra (digamos assim, 10% do total semanal, para não exagerar) para experiências desse tipo; o que acontece é que são retiradas horas às disciplinas pré-existentes.

Isto é um conceito muito próprio de liberdade.

Liberdade dentro de uma prisão.

Do género… tu podes dividir a cela como quiseres. Metade pode ser quarto e metade casa de banho. Se quiseres até podes fazer uma sala e um salão de jogos, mas tens de retirar esse espaço à casa de banho e ao quarto. Ai de ti se deixares uma ponta do lençol cair para fora das grades.

Não há qualquer confiança verdadeira nas escolas, através da concessão de crédito horário para projectos que não partam da amputação do currículo regular.

Pensando bem… agilização é a palavra correcta para este tipo de malabarismo curricular. Termo melhor só mesmo o de contorcionismo.

A desconfiança mantém-se. A liberdade é contada ao minuto e esta conversa enjoa porque é falsa, hipócrita e manipuladora – de forma consciente – da opinião pública.

Eu prefiro assumir que em certas matérias não há verdadeira liberdade, pois é necessário que impere uma coerência no currículo e não uma manta de retalhos. é mais sincero.

Porque usar assim o termo liberdade é um bocadinho… desonesto do ponto de vista intelectual e político. Ainda há pessoas que dão algum valor ao significado de termos com esta importância.

contorcionista-04

Pois o pragmatismo é transversal e não me venham com acasos e coincidências em organizações que podem ser tudo mesmo dadas a acasos e coincidências.

Aliás, bastaria recordarmos quem se prestou a ser presidente da CAP de Santo Onofre há uns anos, na sequência da demissão da direcção do agrupamento, para que se perceba que as zonas de sobreposição de interesses são mais dos que a vista atinge e do que podem transparecer de inflamados comunicados de luta.

eu, por exemplo, conheço uma escola privada que arrancou, retirando várias turmas à escola secundária pública da respectiva freguesia, tendo como parceiros apenas o ME de então e as autarquias locais, todas vermelhinhas

… eu acho é que só há Verão quando o Governo cair.

Diziam que o governo não duraria até ao Verão, mas com esta chuva…

sol22MAr13

Sol, 22 de Março de 2013

Esticando ainda mais a manta, já de si esticada aos limites do razoável, e continuando a não dotar os mega e giga-agrupamentos de técnicos devidamente especializados?

Sabe o senhor secretário de Estado qual o procedimento e o tempo que leva conseguir uma consulta especializada na rede pública de saúde e quanto custa recorrer a consultas no sector privado?

Sabe o senhor secretário de Estado o que custa conseguir consultas continuadas para crianças em que é possível detectar potenciais situações de insucesso, mas para as quais se fica sem diagnóstico exacto e, por isso mesmo, sem um verdadeiro plano de trabalho adequado ao perfil específico de aprendizagem?

Para quando nos deixamos de conversa da treta e se criam verdadeiros gabinetes de Saúde Escolar que não dependem quase em exclusivo da boa vontade, “jeito” e carolice dos professores a quem uma formação de 25 ou 50 horas só permite raspar a superfície destas problemáticas?

Governo quer intervenção precoce para prevenir insucesso escolar

O secretário do Estado do Ensino Básico e Secundário defendeu hoje a aplicação de planos de intervenção precoce, desde o pré-escolar, e uma aposta na avaliação externa e na formação de professores para prevenir o insucesso escolar.

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