É Azar!


… vou aqui referir dois tipos de pessoas que me divertem particularmente quando estão a pensar que me conseguem aborrecer.

Um dos tipos, que reencontrei há dias, é o de quem acha que me aquece ou arrefece muito dizerem que não conhecem este blogue ou a mim e que só conheceram porque não sei quem lhes disse que eu tinha escrito algo que as atingia. Mas depois têm os posts todos impressos e lembram-se de datas e pormenores de que nem eu já me lembro. É pá, o lado para que adormeço melhor é o daquelas pessoas que eu nem tenho qualquer interesse que me conheçam, nem eu em conhecê-las, só lamentando que tenhamos chegado a encontrar-nos.

O outro tipo é de maior proximidade e a rabujice caracteriza-se por mostrar a sua atitude de pretenso desprendimento do género “eu raramente vou ao teu blogue, pois tenho mais que fazer, tenho muito trabalho na escola e só no outro dia é que vi que, se calhar, estavas a escrever sobre mim porque a Beltrana me avisou”. Este tipo de criatura diverte-me muito em particular porque se caracteriza por daquelas que se for preciso até sabem melhor as vírgulas que errei do que euzinho mesmo e são capazes de ir buscar coisas ao arco da velha que nunca me lembraria a mim. Na maior parte dos casos nem estava a falar del@s, excepto neste post em particular.

Que hei-se eu fazer, é 2ª feira, um tipo não pode encher o saco logo para a semana toda… e se sou o plesidente desta junta posso escrever o que me apetece no boletim da junta.

cat-in-the-hat

 

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, terá ficado ‘à beira de um ataque nervos’ com a fuga de informação do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a refundação do Estado português, que foi revelado em primeira mão pela imprensa. A fúria do governante prende-se com o facto de o Executivo não ter tido oportunidade de debater as propostas do documento, antes de as mesmas serem divulgadas.

Isto de se ser encornado politicamente em público e fazer-se saber que doeu, tem a sua (des)graça.

António Nogueira Leite apresentou a demissão do cargo de vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) esta quarta-feira ao presidente do conselho de administração, Fernando Faria de Oliveira, de quem era o número dois desde Julho de 2011, uma notícia avançada esta tarde pelo Expresso e confirmada pelo PÚBLICO.

Vai tarde, resta saber onde encontrará novo encosto, tão precoce e sobredotado que é.

Onde está o milagroso Monti?

Valentim Loureiro quer que governo pague “a tempo e horas” dívida de 10,5 milhões

(…)

Em causa estão dívidas de quase 7 milhões de euros da Direção Regional de Educação do Norte (DREN) relativos a construção de escolas e CAF (componente de apoio à família), 3,37 milhões de euros da Direção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano relativos ao Programa Polis e 347 mil euros do QREN.

O presidente da Câmara da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, está “em estado crítico” e “ainda não livre de perigo”, depois de uma intervenção cirúrgica para colocação de uma banda gástrica que correu mal.

Manuel Baptista foi operado na quarta-feira, no Hospital Privado de Braga, para colocação de uma banda gástrica.

A operação correu mal e, na quinta-feira, foi transferido para o hospital público de Braga, onde foi novamente intervencionado.

Durante alguns anos o meu pai foi doente hemodialisado numa clínica privada multinacional com uma situação de quase monopólio em várias zonas do país por falta de investimento público nesta área.

Mas… sempre que algo corria mal – uma falha cardíaca, por exemplo – era metido numa ambulância e enviado para as urgências do hospital público, pois a clínica era xpto mas para uma única valência.

Ahhh… e médicos e enfermeiros tinham todos o seu lugar no sistema público, sendo que quando eram necessários os cocktails vitamínicos e outras coisas assim lá era preciso eu ir buscá-los mensal e depois quinzenalmente à farmácia do S. Francisco Xavier…

Já com ampla circulação pelo mercado das redes sociais.

… é que só dou a outra face quando me apetece.

Há casos em que não merecem tal, de modo algum, pela forma rasteira como certas pessoas actuam.

Para quem aqui passa, certamente será fácil recordar as reservas que coloquei no domingo, 17 de Julho, à proposta de lei do PCP para suspensão da ADD (aqui, aqui, aqui e aqui, entre outros posts), assim como à proposta equivalente do Bloco.

A troca de argumentos tornou-se muito azeda, com destaque para o modo ofensivo como Francisco Santos e José Manuel Vargas (sob o nick de Maverick, que agora se transformou em Leitor), ditosos amigos e companheiros em listas derrotadas para eleições no SPGL, adeptos da ortodoxia sindical mais empedernida, me trataram de forma repetida em comentários e em posts em outro blogue, chamando-me de tudo um pouco. Mentiram repetidamente e fizeram-no por ignorância ou má-fé pura. Opto, sem grandes pruridos, pela segunda hipótese, pois sei o quanto desagrado a cada um deles, por diversas razões que não fica aqui muito bem expor publicamente.

A certa altura lembro-me de afirmar que acreditava existir no grupo parlamentar do PCP inteligência suficiente para corrigirem o que pretendiam fazer e emendarem a mão.

Cumpriria a verdade, a decência e um mínimo de capacidade de enfrentar a realidade, que Santos&Vargas  fizessem um mea culpa perante as evidências.

Na 4ª feira não será votado qualquer projecto de lei do Bloco ou do PCP para a suspensão da ADD, mas projectos de resolução que não incluem as partes que eu na altura destaquei como juridicamente frágeis e politicamente desastradas.

Tanto o Bloco como o PCP apresentam na 4ª feira propostas de resolução passíveis de ser aprovadas por todos os partidos que votaram a suspensão da ADD em Março. Esta forma é bem mais inteligente, mesmo se sem força de lei, e está expurgada de entorses jurídicos.

Não sou falsamente modesto. Sei que tinha razão. Talvez por isso tenha respondido de forma tão extensa aos disparates de duas criaturas que, se fossem deixadas (bem como os seus amigos em diversos graus no movimento sindical e na blogosfera) de mãos livres, arrastariam os docentes que neles confiassem para o total abismo.

Felizmente, nem o próprio partido a que pertencem e prestam devoção acrítica lhes dá crédito.

Reunião n.º 8 – XII Legislatura, 1.ª Sessão Legislativa
Dia 27 de Julho de 2011

15:00 Horas
Declarações Políticas
Proposta de Lei n.º 3/XII (GOV)
 – Altera a Lei das Comunicações Electrónicas, que estabelece o regime jurídico aplicável às redes e serviços conexos e define as competências da Autoridade Reguladora Nacional neste domínio transpondo as Directivas n.ºs 2002/19/CE, 2002/20/CE, 2002/21/CE, 2002/22/CE e 2002/140/CE.
Tempos: Grelha D
Projecto de Resolução n.º 29/XII (PCP) – Suspensão do regime de avaliação de desempenho dos docentes e anulação da produção dos efeitos resultantes do ciclo 2009/2011.
Projecto de Resolução n.º 22/XII (BE) – Recomenda ao Governo que proceda à suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho docente.
Tempos: Grelha D
Petição n.º 34/XI/1.ª (José Manuel de Jesus Oliveira e outros) – Solicitam que os Psicólogos inscritos na recém-criada Ordem não sejam desqualificados retroactivamente.
Tempos: 3 minutos a cada Grupo Parlamentar

Claro que agora podem sempre aparecer uns comentadores expertos a negar o óbvio. Mas, como disse, não sou cristão. Não dou a outra face.

Ainda não é conhecida, mas há imensa gente a salivar. Há 10 cadeiras, 12 no máximo. O resto é para ajudantes.

Não consegui ler no DR se fui nomeado.

Nem do meu centro comercial.

Ou do meu governador civil.

Francisco José Viegas tem razão na queixa que faz sobre quem se queixa no PSD sobre isto e mais aquilo. Mas, no fundo, ele não deixa de estar a fazer algo parecido. Mesmo se com boas intenções.

Precisamos de políticos mais qualificados na educação

O ex-ministro da Educação e assessor da Presidência da República David Justino defendeu hoje que Portugal precisa de políticos mais qualificados no domínio da Educação, considerando que falta sentido de futuro na área.

Economistas alemães contra “resgate” a Portugal

Um grupo de 50 economistas e juristas alemães colocou uma providência cautelar no Tribunal Constitucional Federal. É a segunda que colocam.

O WordPress, ontem à noite.

Impediu-me de comentar, de forma demasiado sarcástica, o ar entre o agoniado e o está-me-a-fugir-o-chão-debaixo-dos-pés do Francisco Assis., se calhar, foi bom. Ou não. O homem parecia mesmo aflito.

O que

As metas mexeram-se.

Atrasos na publicação das metas de aprendizagem

Governo anuncia segunda feira as metas para o sucesso educativo até 2015
As metas de aprendizagem por ano e ciclo de ensino deveriam estar disponíveis a partir de ontem na Internet. O Ministério da Educação atrasou-se e justifica que “até ao final do mês serão divulgadas no site.
Porque neste momento estão a ser apresentadas aos directores de agrupamentos”. (Público, sem link)

Mas aos directores não estavam a ser apresentadas outras metas?

Não será isto um prenúncio de que para os alunos, as metas de aprendizagem também podem ser atingidas quando conseguirem, do tipo, se não é este ano é para o próximo, desde que não repitam nenhum ano, o que seria quase tão fantástico como sei lá o quê?

Isto não faz sentido nenhum.

Resumir e retocar os verbos das competências essenciais e específicas do Currículo Nacional do Ensino Básico não é o mesmo que elaborar o acórdão do processo da Casa Pia…

Foram tomadas medidas temporárias de baixa intensidade para controlar a propagação.

… que se ouve ao carregar o Umbigo é de Isabel Alçada num post em que o vídeo foi carregado pelo Vodpod e no qual eu não consegui desactivar a opção de reprodução automática.

Quem se sentir agredido ou vulnerável a lesões de algum tipo, faça o favor de descer até ao ponto certo e carregar na pausa porque eu só volto daqui a bocado.

E se alguém se lembra que o vocational track é o equivalente aos nossos cursos profissionais do último modelo?

The Evolution of Modern Educational Systems:
Technical vs. General Education, Distributional Conflict, and Growth

(…)

To conclude, we would like to indicate a few possible implications of our model for educational policies in developing countries. Policy-oriented research on the economics of education has developed along two lines. The first is a micro-oriented approach, which has focused primarily on the compilation of rate-of-returns estimates to investment in education. These studies, as surveyed in Psacharopoulos (1994), have reached the conclusion that the academic secondary school curriculum provides higher returns than the technical/vocational track. Our model is consistent with such an empirical result, and with the implied policy prescription.
The second stream of literature, closer to our approach, is directly linked to growth theory and its macroeconomic implications. In this work the role of vocational vs. general education for development has been addressed only very superficially. The conventional wisdom, in accordance with a functionalist view, used to be that vocational education should have higher priority in developing economies than in developed countries, and this conclusion permeated the orientation of international organizations and less-developed countries’ governments in the early post-war period.  However, we have demonstrated how sociopolitical factors play a crucial role in the shaping of educational systems, and that the expansion of the vocational sector in an early development stage may actually be the goal of a policy of exclusion perpetrated by an elite group.

Página seguinte »