Duplo Padrão


Reparem como a experiência é apresentada como um enorme sucesso e o rasgado elogio aos professores portugueses, à sua dedicação e competência.

Independentemente de tudo o que envolve o interesse de expandirem a coisa para outros países, comparemos a visão da responsável inglesa com a visão dark side of the moon do senhor IAVÉ sobre os professores portugueses.

ElGazette Dez14

El Gazette, Dezembro de 2014

… é aquela que se baseia no duplo padrão ou na teoria da conspiração/humilhação, tal como está a ser praticada por algum PS e algum Bloco de Esquerda.

Não se podem fazer intervenções arrasadoras quando se trata da Tecnoforma e/ou dos submarinos, de Relvas, Passos ou Portas (para não falar no Salgado) e depois querer punhos de renda com o engenheiro.

Quanto a timings da detenção e como são desconfortáveis para o PS, quer-me parecer que a cada dia que passasse seria mais desconfortável, pois estaríamos mais próximo das eleições.

O PS, assim como alguns satélites que pensam ficar na órbita de um poder que parece (parecia?) à mão de semear, deve questionar-se sobre aquilo que terá permitido acontecer, apesar de repetidos avisos e decidir se conquistar e manter o poder serve de justificação para tudo.

Que são aspectos da vida particular do ex-PM, sem ligação à vida política e etc…? A sério, acreditam nisso?

O mesmo se passa com o PSD que, por muita razão que tivesse contra Sócrates, não pode fazer o mesmo, na expectativa de que um bem encubra um mal. que o facto de terem ajudado a encerrar uma fase obscura da nossa vida política é um cheque em branco para iniciarem uma fase negra de desgovernação.

Em resumo… a verdade é que Sócrates está indiciado da prática de diversos crimes e não percebo muito bem como há quem apareça neste caso com a velha teoria das hiper-garantias para alguns arguidos e da necessidade de prudência, enquanto para quem nem sequer o é defendem a quase total ausência de presunção de inocência.

Ou seja, quando é para atacar forte e feio um PM e vice-PM em exercício vale tudo, mas quando é um ex-PM já são preciso caldos de galinha.

Eu acho que tudo deve ser feito com a mesma medida.

Sou um liberal, carago!

(passada a hora do almoço, o Câmara Corporativa e o Jugular ainda estão em estado de choque, sem reacção aos acontecimentos… )

 

 

… uns governantes criam um sistema qualquer de favores fiscais que, em muito pouco tempo, se apresenta como um enorme esquema de corrupção ao mais alto nível da administração pública…

Se fosse, por exemplo, em Cuba… o que diriam os anti-préques insurgentes e observadores do momento?

Embora eu saiba que isto não incomoda minimamente, muito pelo contrário, os nossos adeptos do vocacional à la germânica.

E para a lógica deles, nós não passamos de uma minoria no grande plano europeu.

Discrimination in German Schools: Questions & Answers

In Germany, children from what is officially called a “migration background” perform significantly worse at school than their native German counterparts. This briefing paper explains some of the reasons why this situation reflects the impact of discrimination within the Germany school system.

In German Schools, a Quiet but Deep Discrimination Problem

Desculpa a forma coloquial do tratamento, mas pareces ser um tipo informal e todo porreiraço e tal.

Eu percebo que andes chateado com o Crato e com o Governo, até com maioria de razão pois és da área política em causa.

Percebo que as coisas tenham afectado a tua descendência e estejas irritado. A minha petiza também está numa turma de 30 e como é das últimas, fica lá atrás e mal vê o raio das letras no quadro branco todo interactivo por causa do reflexo da luz deste verão tardio, pois não há sempre estores nestas salas de aula em escolas não “intervencionadas”. É uma treta.

Mas isso não deve toldar-te o raciocínio ao ponto de baralhares tudo.

Ora vejamos o que escreveste:

Nuno Crato justificou a reordenação no concurso da Bolsa de Contratação, e o subsequente atraso num processo que já estava atrasadíssimo, com “injustiças” que necessitavam de ser “corrigidas”. Mas lá está: mais uma vez, é o superior interesse do professor a ser colocado à frente do superior interesse do aluno. Em vez de se atribuir horários zero aos docentes que foram prejudicados pelo erro do ministério e não conseguiram colocação, Crato preferiu prejudicar os alunos que já estavam a ter aulas e retirar-lhes um professor que, para todos os efeitos, consideravam como seu. O interesse do aluno, como sempre, contou zero.

Eu até concordo com o facto dos interesses dos alunos valerem nada para este MEC.

Mas… mas… ó João Miguel, relê lá o que escreveste.

Então o interesse dos professores foi perderem a colocação e irem de malas aviadas outra vez, depois de as terem aviado para virem?

O resto do artigo até faz algum sentido e eu até me ofereceria de bom grado para ir dar aulas de História à turma da tua filha, se isso garantisse que recuperavas o pensamento lógico.

Mas… mas… cum caneco, pá… o interesse dos professores não é ficar no desemprego, que é o que aconteceu a muitos… ou então voltarem a andar de malas às costas mais umas centenas de km. Por eles, ficavam onde estavam e os putos com aulas. O MEC é que quis “corrigir” o erro e entrou numa espiral de disparates.

Mas, o problema é que se ficassem nos lugares deles, apareceria logo quem dissesse que só queriam era ganhar dinheiro à custa de um erro.

Sabes… o problema é que tu continuas a ver o mundo – e nisso estás bem alinhado com observadores, blasfemos e insurgentesem termos de cratos vs nogueiras.

E a realidade, quer queiram, quer não, é feita de marias, paulos como eu, anas, joões, joaquins, susanas, etc, etc, que se estão nas tintas para o nuno e o mário.

Dá para entender?

 

Em tempos que já lá vão, certos bloggers e analistas críticos, mal o engenheiro se espalhava num detalhe, engalanavam em arco e foguetório. Agora um secretário de Estado adjunto mente sobre a entrega de um relatório e um PM sobre a encomenda de outro e tudo está béééémmm… E o que interessa é irem pró FB falar da mala chanel desejada pela menina que fala potuguês de sobinha da linha, dizendo que quiticá-la é fácismo.

da dificuldade de senso na indisciplina

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