DREN


Até aposto que há respostas desejadas e as perguntas indispensáveis para as encontrar. Como se vê, o alvo são os docentes:

Investigado arremesso de ovos à ministra
Inspecção da DREN ao episódio que envolveu Lurdes Rodrigues passapor inquirição a alunos e docentes

Três meses depois de a ministra da Educação ter sido recebida em Fafe com ovos, um inspector da tutela está a investigar quem esteve por trás da manifestação. Alunos e funcionários já foram ouvidos, mas o alvo são os docentes.

Um inspector do Ministério da Educação está há vários dias na Escola Secundária de Fafe a investigar os contornos da manifestação de Novembro em que um grupo de alunos e professores daquele estabelecimento de ensino recebeu a ministra da Educação com uma “chuva de ovos”. Maria de Lurdes Rodrigues teve então de abandonar a cidade cancelando a presença numa cerimónia pública organizada pela Associação Empresarial local.

Volvidos três meses, a tutela parece não ter esquecido esse episódio e tenta agora apurar os responsáveis da recepção com especial enfoque nos docentes. “Eu fui ouvida por um inspector que, com ar intimidatório, fez uma série de perguntas e todas no sentido de incriminarmos os professores”, afirmou ao JN uma das alunas da Secundária ouvidas no inquérito.

De entres as questões formuladas, o inspector terá insistido em saber “se os professores incentivaram a manifestação; se os alunos saíram a meio das aulas; se os portões foram abertos pelos funcionários e se os professores pagaram os ovos que os alunos arremessaram”.

Segundo o JN apurou, até ao momento foram escutados alguns funcionários e alunos do 12º ano e provavelmente seguir-se-ão os inquéritos aos docentes, nomeadamente aos que naquele dia de Novembro apareceram nas fotos da imprensa e deram entrevistas às estações de televisão.

Os alunos abordados pelo JN e que foram ouvidos pelo inspector falam todos de um clima de intimidação que os orienta para denunciarem situações que possam por em causa a actuação dos docentes. “Nós só temos de dizer a verdade e a verdade é que a iniciativa da manifestação partiu de nós de forma espontânea”, asseguram.

Os alunos têm sido chamados individualmente, durante o período lectivo, por um funcionário da escola que os encaminha para junto do inspector.

Porque, como no caso Charrua, há conclusões a que é necessário chegar, depressa e em força.

E o clima persecutório a Norte adensa-se, enquanto esta senhora tem rédea livre para fazer o que lhe apetece, como lhe apetece.

O Carnaval da sintaxe

Agora que o ME divulgou novos programas de Português preconizando que, no final do Ensino Básico, os alunos devem ser capazes de produzir “textos coesos e coerentes” e “correctos em português padrão”, o caso da DREN continua a ser exemplar do “português padrão” em uso no ME e do nível de exigência do Ministério em relação à avaliação das “competências” dos seus altos (ou baixos, sei lá) funcionários.

Depois do histórico ofício sobre os “Magalhães”, a directora de Educação do Norte (que é suposto ter concluído o Básico) escreve agora, em novo ofício, coisas “coesas e coerentes” como: “Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável”; ou: “a sua [da escola] missão de processos de socialização”; ou: “razão central porque”, e por aí fora.

Pelos vistos, as palavras e a gramática insistem em não respeitar a autoridade da senhora directora e, folionas (o ofício é, apropriadamente, sobre o Carnaval), fazem dela gato-sapato e escrevem-se como muito bem lhes apetece. Eu já lhes teria posto, como ao outro da piada sobre a licenciatura, um processo disciplinar. (Manuel António Pina)

Blog

A directora regional de Educação do Norte tornou-se conhecida por ter instaurado (a um professor) um processo disciplinar de contornos políticos. Não contente com isso, que já é demais em qualquer país decente, avisou que coleccionava jornais e blogues que a criticassem, certamente para perseguir os seus autores.

Pode bem fazê-lo: circulam pela net algumas das suas maiores pérolas ortográficas e sintácticas, de bradar aos céus. Por menos do que isso pode negar-se emprego a muita gente. O problema é que esses erros graves de Português em documentos oficiais são dados por uma responsável do Ministério da Educação. Que confiança podemos ter num Ministério que mantém no seu posto uma chefe de serviços que atropela a Língua Portuguesa em documentos que levam o seu selo? Nenhuma. (Francisco José Viegas)

Provavelmente, tenho andado há 30 anos enganada sobre o que é uma CONTRADIÇÃO.
Provavelmente, os meus mestres da Faculdade também me ensinaram mal o que era uma Contradição.
Provavelmente, também tenho andado a ensinar mal aos alunos de Filosofia o que é uma Contradição.
Enganados, todos!
Os meus Professores de Dialéctica, de Ética, de Filosofia do Conhecimento, de Lógica e de Cultura Clássica…
…todos uns ignorantes!
A Margarida Moreira deu-nos a todos, em menos de um farelo e de uma só penada, uma boa lição de coerência discursiva, usando, em poucas linhas, de uma argumentação que arrasa as páginas mais brilhantes do “Organon” e dos demais tratados de Lógica, Gramática, Retórica e Dialéctica!
A sua lógica é irrepreensível e a sua coerência arrasadora!
Qual princípio da não-contradição, qual carapuça…o que é isso?
Aristóteles devia ser um atrasado mental e os Sofistas deviam ir ter aulas sobre falácias com esta ilustre mente, que brilha na constelação que é o nosso Sistema Educativo!
H. F.
«A directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, garantiu ontem à Lusa que nenhum professor de Paredes de Coura foi obrigado a participar no desfile de Carnaval. Sublinhou, no entanto, “que o cortejo teria forçosamente que sair à rua”.”A DREN [Direcção Regional de Educação do Norte] nunca mandou alterar uma decisão do Conselho Pedagógico do agrupamento. Apenas determinou que o cortejo teria que ser feito, fosse com os professores, fosse com os pais, fosse com a comunidade, fosse com a própria DREN”, frisou Margarida Moreira.»

Docentes amordaçados e acorrentados em desfile de Carnaval

Paredes de Coura: professores protestaram desta forma por terem sido obrigados a participar na actividade.

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O gramática, especial as sintaxe, ausente estar parecer ou não do ponto 3 documento deste.

Propositadamente não abordei o episódio-Paredes de Coura, até ver onde as coisas chegavam.

Recapitulemos os acontecimentos:

  • Os professores do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura decidiram suspender todas as actividades extra-lectivas que impliquem a deslocação de alunos e docentes para fora do espaço escolar, nomeadamente o desfile de Carnaval.
  • A Confap veio a terreiro gritar aqui-d’el-rei que sem desfile as crianças ficam irremediavelmente traumatizadas e lesadas e evocou a existência de um motim num excesso de linguagem muito típico.
  • Em alternativa, o Conselho Pedagógico decidiu realizar o desfile dentro do espaço escolar, mas a DREN decidiu que não, interferindo directamente no funcionamento interno do estabelecimento de ensino.

Perante isto, é impossível deixar de citar aqui parte de um mail recebido sobre o tema, de alguém exterior à comunidade escolar:

Hoje fiquei absolutamente indignado com a situação ocorrida em Paredes de Coura.

Pelos visto uns senhores da DREN foram à escola ameaçar os professores que ou iam ao desfile de Carnaval (viu a notícia da TSF?) ou lhes íam acontecer problemas.

A Presidente terá sido ameaçada de demissão pela DREN e parece que convocou os senhores professores para a mascarada promovida a serviço lectivo (é um desfile na rua e como os pais estavam chateados porque os meninos estavam tristes por não haver Carnaval a Senhora DREN ordenou que se fizesse e mandou uma equipa para tratar disso).

De acordo com outro mail, consta que:

Amanhã na manifestação os professores vão de negro e pelos vistos receberam ordens expressas para não prestar declarações.
A presidente ponderou demitir-se e foram os colegas que lhe pediram para fazer a convocatória que eles aguentavam…
O texto da DREN parece que é giro como pérola gramatical…
100 anos depois da República e 35 anos depois do 25 de Abril a liberdade de expressão ainda custa.

DREN/ME PÕEM EM CAUSA O DIREITO À GREVE

SPN DENUNCIA PROCEDIMENTO ILEGAL NA GREVE ÀS AULAS ASSISITIDAS

Na ânsia de desmobilizar a luta dos professores, o Ministério da Educação (ME) tem recorrido a interpretações abusivas da legislação, pressões e ameaças, das quais tem resultado o alastramento de um clima de medo nas escolas.

Como se tudo isto não bastasse, vem agora o ME procurar impedir os avaliadores de fazer greve às aulas assistidas. Lembra-se que os avaliadores, ainda que discordando desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve.

Um professor do Agrupamento de Escolas Abel Varzim, em Barcelos, que, exercendo o seu direito à greve, faltou a uma aula assistida no passado dia 6 de Fevereiro, foi informado de que, por e-mail, a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) terá feito chegar ao órgão de gestão da escola as seguintes directivas:

– a escola deverá proceder ao desconto integral de um dia de vencimento, quando o professor em causa cumpriu o seu horário, tendo apenas faltado a uma aula;

– o Presidente do Conselho Executivo deverá marcar a aula em falta, sucessivamente, de 24 em 24 horas.

Estas orientações não só incorrem num inaceitável vício de violação da lei por incompetência, como também configuram uma situação absurda de enriquecimento sem causa do Estado, que, desta forma, não remuneraria trabalho prestado.

Para além dos procedimentos que os serviços jurídicos do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) não deixarão de desenvolver para que seja reposta a legalidade da situação referida, a Direcção do SPN manifesta de forma veemente o seu repúdio por mais esta atitude da DREN, elucidativa da falta de cultura democrática deste ME e deste Governo.

Porto, 12 de Fevereiro de 2009

A Direcção do SPN

Ex.mo(a) Senhor(a)

Director(a) / Presidente do Conselho Executivo

Como é do conhecimento de todos, têm vindo a ser entregues nas escolas do Norte, cerca de 4 000 Magalhães/dia por parte de empresas distribuidoras e da própria Direcção Regional de Educação do Norte.

A distribuição continua ao mesmo ritmo e por isso gostaria de recordar as indicações que anteriormente já enunciei:

1. Embora os computadores entregues não correspondam à totalidade da encomenda, tal só significa que haverá novas distribuições;

2. Os computadores recebidos devem ser enviados pela escola para casa, no próprio dia de entrega, sem mais qualquer delonga;

3. Em Janeiro, deverá ser marcado um dia em que as crianças devem trazer os Magalhães, para iniciar o trabalho casa-escola.

4. O pagamento dos Magalhães, nos casos em que a isso os pais sejam obrigados, estão a receber informação por sms devendo, em todas, constar a entidade 11023;

5. Caso o número de computadores de entrega, não corresponda com o número presente na guia de remessa, deve o facto ser mencionado directamente nesta, referindo o número total recebido.Tal facto não impede que, de imediato, se recebam os computadores apresentados;

6. O Ministério da Educação tem perfeita consciência das dificuldades que este tipo de acção de massas acarreta às escolas e, embora esta situação lhe escape entende que o mais importante é a recepção dos Magalhães, como mais valia almejada pelos nossos alunos, e por isso agradece toda a colaboração e compreensão dos orgãos de gestão, dos professores e dos serviços administrativos e auxiliares.

7. Quando um encarregado de educação recebe sms e é do escalão A, deve ser reportado e naturalmente o computador entregue ao aluno;

8. Outras situações anómalas devem ser sempre imediatamente reportadas para o nosso mail dsgm@dren.min-edu.pt;

8. Recorda-se ainda que as escolas que ainda não procederam à encomenda do Magalhães o devem fazer com celeridade.

Com os melhores cumprimentos,

A Directora Regional de Educação do Norte

Margarida Moreira

Ex.mo(a) Senhor(a)

Presidente do Conselho Executivo

Agrupamentos de Escolas / Escolas Secundárias

Como já terá tido conhecimento, o Ministério da Educação deu por encerradas as negociações relativas ao desenvolvimento do processo de avaliação de desempenho docente para o corrente ano lectivo.

As correcções introduzidas aos procedimentos previstos constam dos três despachos que já lhe foram enviados por e-mail e de um decreto regulamentar de que já conhece uma versão de trabalho. Também sobre estas alterações tivemos uma reunião de trabalho na passada semana.

Apesar de ainda não estarem publicados estes diplomas, parece-me sensato aproveitar estes dias para desenvolver os procedimentos que estão determinados (estipular prazos para recepção dos necessários requerimentos dos colegas que pretendem ser avaliados na componente científico-pedagógica e para entrega das propostas de objectivos individuais), tendo em vista concluir este trabalho, e o eventual ajustamento na distribuição de serviço dos avaliadores, antes do termo do ano civil. Se este trabalho for protelado, tanto os docentes como as direcções executivas serão confrontados com prazos ainda mais apertados que só dificultarão o trabalho de organização.

Finalmente, tendo em conta a necessidade de conhecimento da situação real de cada escola para que possa ser prestado o apoio que se mostrar necessário, solicito informação, por esta via, tão breve quanto possível, sobre os procedimentos que determinou para esta fase do processo de avaliação de desempenho docente.

Com os melhores cumprimentos,

João Sérgio M. Rodrigues

Coordenador

Equipa de Apoio às Escolas do Alto Cávado

Direcção Regional de Educação do Norte

Boa tarde caro amigo

Em nome de muitos professores , agradeço a forma como tem defendido a escola pública.
Vou ser breve:
A sr.ª Directora Regional da DREN convocou todos os presidentes do CE e Coordenadores de Departamento para reuniões descentralizadas, hoje, quinta feira. As reuniões foram conduzidas pelos coordenadores das equipas de apoio às escolas. Nas ditas reuniões foi feita uma pressão inaceitável aos professores presentes para, obrigatoriamente, definirem objectivos e andarem com o processo até 9 de Dezembro. Sim, leu bem, sobrepuseram-se às suas competências e definiram uma data para entrega dos objectivos.
A Directora Regional do Norte tem-se revelado uma trauliteira com tiques de autoritarismo inaceitáveis.
A situação é inqualificável.
A denúncia tem que ser feita.
Contamos consigo!

J.

DREN dissolve órgãos de gestão da escola

Cerca de 150 professores manifestaram-se à porta do estabelecimento de ensino, este domingo.
Os professores da Escola Secundária Monserrate em Viana do Castelo estão em pé de guerra. A Direcção Regional do Norte (DREN) dissolveu todos os órgãos de gestão deste estabelecimento de ensino após a demissão do presidente do Conselho Executivo. Esta tarde cerca de 150 professores manifestaram-se à porta de escola.

Na origem deste mau estar estão as eleições para o Conselho Geral Transitório ocorridas em Julho. O presidente do Conselho Executivo da Escola Monserrate demitiu-se após a lista que apoiava ter perdido o acto eleitoral. A DREN reconduziu-o no cargo e simultaneamente dissolveu os restantes órgãos de gestão deste estabelecimento de ensino. Uma decisão que estes professores não aceitam.

Os docentes já recorreram ao provedor da Inspecção-Geral de Educação que já deu indicações que vai intervir neste processo. A agravar a situação o ambiente de contestação na Escola Secundária de Monserrate está ainda o novo sistema de avaliações de professores. Tudo isto junto acabou com mais de uma centena de professores á porta da escola numa tarde de domingo.

A TVI não conseguiu contactar a Direcção Regional de Educação do Norte, uma vez que se encontra encerrada ao domingo.

A embrulhada não é de agora e já suscitou reacções há coisa de um mês.

A intervenção não esteve relacionada com a questão actual da avaliação, mesmo se o CP da escola em causa foi dos primeiros a mover-se contra este modelo (a_ministra_da_educacao-1), mas principalmente com problemas de caciquismo educativo local.

Não tenho razões para duvidar deste mail que acabei de receber. Apenas acho interessante que certas e determinadas personalidades andem dos dois lados do muro do PS, tão socretinos e ao mesmo tempo espreitando o alegrismo. É a vidinha, a vidinha…

Informação de última hora.
A DREN convocou para uma reunião amanhã os PCE das escolas cujos professores apresentaram moções de suspensão da avaliação. Não foram convocados todos os PCE da região. Foram seleccionados apenas alguns, estrategicamente aqueles que apresentaram moções. Sei de fonte segura que os PCE serão PRESSIONADOS para prosseguir com a avaliação e aulas assistidas. A esta pressão sobre os PCE seguir-se-ão pressões sobre os professores que assinaram as moções. Terão que autorizar a observação de aulas ou assinar um documento onde se responsabilizam pelas sanções que poderão decorrer da posição assumida de não quererem ser avaliados pelo sistema em vigor. O que se pode chamar a isto? Quem são os chantagistas em Portugal e no sistema educativo Português?
(Agradeço que, por favor, mantenha o meu anonimato, pois as informações que me foram dadas pelo meu PCE obrigam-me a proteger também a identidade dele. Mostrou-se visivelmente perturbado com tudo isto.)

As declarações atribuídas à DREN que ouvi no noticiário da uma da tarde na Antena 1. Para Margarida Moreira quem não entregar a sua ficha de objectivos no prazo fica impedido de progredir na carreira e apenas isso. O esquisito é que depois ouvi algo diferente quanto aos «que instigarem ou estimularem os outros a não cumprirem a lei». Para esses a situação poderá «ser mais complicada».

Cartoon (antigo mas sempre actual) de Augiusto Cid

DREN faz interpretações abusivas da lei, intrometendo-se na vida das escolas

Chegou ao conhecimento do SPN que a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) tem vindo a exercer pressões junto de Presidentes de Assembleias de Escola/Agrupamento no sentido de impor calendários e procedimentos para a eleição do Conselho Geral Transitório à margem do que está consagrado em lei (Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril, e Despacho Interno de 30 de Abril de 2008).

Continua…

Fica aqui a ligação para a auditoria feita em 2006 sobre o ano económico de 2004, que tem conclusões absolutamente demolidoras para o seu funcionamento, nas áreas que já se esperaria. Ninguém conhece nada mais recente? Eu ando à procura…

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