DRE


Desculpem se evoco este post com quase seis meses. Depois houve outras coisas.

Subitamente houve uma demissão. Subitamente… quer dizer… quase toda a gente falava do assunto e… nada se passava.

No Público lembraram-se de que aqui já se falara no assunto, o que agradeço à Graça Barbosa Ribeiro.

Agora, como no caso do grupo GPS é uma revoada de agitação. Tarde, demasiado tarde, digo eu.

Crato investiga denúncia de má gestão de dinheiros públicos na DREC

Denúncia de “vice” da DREC demissionária enviada à Inspeção Geral

Educação: Denúncia de diretora adjunta demissionária enviada à Inspeção Geral

Diretora adjunta considera «que os factos que determinaram a demissão são relevantes no quadro de instabilidade (sic) da coligação governamental».

Eu sei que por norma os governantes não lêem blogues, apenas recebem conselhos de quem lá escreveu ou manda plantar questões em alguns a ver se pegam.

Mas… talvez fosse melhor não demorarem tanto tempo a (re)agir.

Uma demissão mesmo em cima da anunciada extinção ou implosão ou…?

DCoimbra19Dez12

Um exemplo de racionalidade

À atenção das DRE

Um professor que tem problemas de saúde relevantes, mas não quer estar de baixa médica, pede a uma DRE uma licença a tempo parcial. Vai ficar com 50% das horas e 50% do salário, perdendo antiguidade e tempo para aposentação.

As horas sobrantes iriam para um contratado que receberia menos do que o professor de licença, por ser menos graduado.

Era ganho para o Orçamento do Estado e ajudava-se um professor desempregado que não pode emigrar e abandonar a família e o País….

A DRE recusa conceder a licença. Não porque haja prejuízo para os alunos, a escola ou o Orçamento de Estado.

Recusa porque estatisticamente ficam dois funcionários públicos em vez de um, o que é mau para a imagem da Comissão Liquidatária da Pátria (vulgo Governo) perante a Troika, que quer diminuir o número de funcionários públicos.

Há poucos meses, as mesmas DRE deferiam os pedidos de licença porque o que interessava era diminuir a estatística dos professores desempregados…

O professor, que tem problemas de saúde, acabará por ter de entrar de baixa, ficando a receber por 100% das horas, e terão de contratar outro professor, em prejuízo do Orçamento.

Antigamente a isto chamava-se estupidez. Agora chama-se racionalização!…

R. R.

DREC: Directora de serviços renuncia ao cargo

A directora de Serviços de Gestão e Planeamento da Rede da Direcção Regional de Educação do Centro, Fátima Crisóstomo, acaba de renunciar ao cargo, na sequência da investidura da nova titular da DREC, Cristina Oliveira, soube o “Campeão”.

Fátima Crisóstomo, cuja comissão de serviço (por 36 meses) fora objecto de recente renovação, tinha sido, há anos, coordenadora do Centro de Área Educativa de Coimbra.

A Gestão e Planeamento da Rede é uma das quatro direcções de serviço daquele organismo desconcentrado do Ministério da Educação e Ciência (MEC).

A renúncia ficou a dever-se ao facto de vários dos coadjutores de Fátima Crisóstomo, professores requisitados, terem sido dispensados após a passagem de testemunho entre Helena Libório e Cristina Oliveira.

Fontes daquele organismo desconcentrado do MEC disseram ao nosso Jornal que, num universo de 15 docentes, outrora requisitados pela DREC, 10 receberam guia-de-marcha.

… não impede a nomeação dos DR.

José Alberto Duarte nomeado director regional de Educação de Lisboa

O docente de Castelo Branco, José Alberto Duarte foi nomeado na passada sexta-feira, 2 de Setembro, director regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo.

O docente que actualmente estava a dirigir o Centro de Formação da Associação de Escolas do Alto Tejo a funcionar na Escola Secundária Nuno Álvares, tem já um vasto currículo na área da educação.

José Alberto Duarte desempenhou funções como coordenador do Centro de Área Educativa de Castelo Branco e esteve ainda em Coimbra como director regional adjunto da Direcção Regional de Educação do Centro.

O curioso nestes currículos é o quanto têm de burocratite e o pouco de docência. Posso estar a ser injusto, mas então aq culpa é de quem faz as notícias que só se esquece de colocar quando o docente deu aulas.

Entretanto, eis a estrutura da DRELVT, após a implosão. Ou não.

… à moda dos outros.

Educação: Extintas direções regionais, transição para “estruturas simplificadas” até fim 2012

Em relação à DREN voltou à caixa de comentários a hipótese de João Grancho (e não Granjo) vir a ser o senhor que se segue.
Entretanto, oficiosamente, foi tomado conhecimento da substituição da actual DREC, embora sem saber o nome de quem se segue.

Aguardam-se confirmações. Quanto à DRELVT, estranhamente, não se houve falar numa candidata de que se ouvia muitas vezes falar há uns tempos.

Maria Reina Martín substitui José Verdasca

Maria Reina Martín foi nomeada directora Regional de Educação do Alentejo, João Araújo, sub-director.

Maria Reina Martín vai ser a nova directora Regional de Educação do Alentejo, substituindo José Verdasca. Maria Reina Martín é professora na Escola Secundária de Montemor-o-Novo.

João Araújo foi nomeado sub-director. João Araújo, natural de Cabeça Gorda, é professor e desempenhou funções na Direcção Geral de Desportos.

A cerimónia de tomada de posse está agendada para amanhã.

… quem era contra o papel destas equipas, a vir agora defendê-las.

No meu caso, acho que tanto funcionaram bem (esclarecendo situações, ajudando a resolver problemas) como mal (funcionando como correias de pressão política). Talvez fosse mais inteligente não acabar com elas e aclarar as suas funções:

Escolas ficam sem equipas de apoio das direcções regionais

É a primeira consequência do regresso de 320 docentes às escolas. Directores avisam que, antes de derrubar as estruturas intermédias, a tutela precisa de tornar os serviços centrais mais eficientes

“Carta aberta” ao sr. dr. Nuno Crato

O sr. Nuno Crato assumiu funções e nunca teve uma palavra de apreço relativamente aos professores com relação à perseguição sórdida movida pelo Partido Socialista: NEM UMA!

Afirmar que fazer implodir o ME era o melhor que poderia acontecer, foi, mais do que uma expressão infeliz, uma frase de demagogo.

Como é que se assume estar à frente de um Ministério que se despeitou em tempo idos? Já se esqueceu do que afirmou sr. Nuno Crato? Foi ou não foi infeliz nas afirmações? O mínimo que poderia ter feito era apresentar um pedido de desculpas formal aos serviços que tutela, logo que assumiu o cargo, e, acredite, teria feito a diferença: quando não se respeita a “equipa” que se “chefia”…

Sr. Nuno Crato estive numa DRE, não faltei um único dia e trabalhei o melhor que sabia e me competia. Se o meu trabalho desempenhado na DRE foi essencial e se um funcionário de carreira técnica o poderia ter feito? NÃO!

Só populistas, parvos e demagogos é que afirmam que numa DRE não se faz nada e não tenha dúvidas que as DRE só funcionam com eficiência e para a Educação se tiverem uma determinada percentagem de professores de x em x anos em mobilidade/destacamento porque a escola não pode ser uma entidade “lá longe”.

Sr. Nuno Crato, vim-me embora da DRE pelo próprio pé, não aceito é que um Ministro da Educação venha, acintosamente, desprezar o meu trabalho na DRE, afirmando que, um lugar de um professor é na sala de aula (sempre?), dando a entender que todos os professores que se encontravam em mobilidade nos serviços do Ministério andavam pelos cantos sem fazer nada (se eram dispensáveis assim tão facilmente…)

Mais:  Sr. Nuno Crato você não teve uma única palavra de agradecimento, estima e apreço relativamente aos excelentes profissionais que eu conheço e com os quais convivi diariamente na DRE que dispensou tão facilmente, vai ver que, a grande maioria, vão fazer falta.

Não, sr. Nuno Crato! Não aceito este tratamento de leprosos que destinou a estes profissionais, sendo que, muito deles nem horário têm de volta às escolas de origem.

Sr. Nuno Crato escreva num papel:

Os serviços do ME (carreira técnica e professores em mobilidade) não lhe perdoam o despeito com que nos brindou desde sempre.

Mais: só é respeitado quem se dá ao respeito! (ao parece você ainda não percebeu esta “máxima”…)

Quanto aos professores na generalidade sr. Nuno Crato: dispensamos uma Maria de Lurdes Rodrigues de calças!

Assinado:

Livresco

Bom Dia Paulo,

Acabei de aceder ao site da DGRHE e verifiquei que a aplicação de mobilidade que tinha ficado disponível há pouco tempo (semana passada ?), já não está! Há uma nota que remete para a partir do dia 25 de Julho! Curiosa coincidência: depois de ontem ter sido anunciado que 900 professores vão voltar às escolas! Será já o Crato a mexer na DGRHE? Eles tinham-se antecipado, de facto, mas não foi a tempo. Parece que o Crato cortou logo o mal pela raíz (?). Será?

M.

Eu cá também começo a ouvir coisas curiosas, quanto ao mobiliário das DRE. Há quem parta, há quem fique, há quem se deixe ficar para servir novos senhores, bronzeando o rosa em tons mais alaranjados, há quem faça tudo para ficar e há quem trabalhe e tenha de sair, para dar lugar a.

Não adianta mandar professores das DRE para as escolas, se depois se vão buscar filhos, conhecidas, enteados e primas jeitosas para fazer um trabalho que não conhecem, por pouco que o tentem fazer.

A limpeza deve ser feita nos cantos onde se acumula a procaria, os fungos e as teias, não chega polir apenas o soalho da entrada e as paredes da sala de reuniões.