Domesticações


Falta de pagamento nos “prazos previstos”. É esta a primeira razão apresentada pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) para a exclusão de 515 dos 611 professores que estão impedidos de realizar a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), marcada para amanhã, sexta-feira, por as suas candidaturas terem sido excluídas.

(…)

Por outro lado, acrescenta-se, dos 515 que não pagaram a tempo, “244 já tinham obtido aprovação em provas por eles realizadas anteriormente”. Ou seja, já tinham feito este exame para professores contratados em Dezembro de 2013 ou Junho de 2014, quando das duas primeiras edições da PACC, o que os impede de realizarem a prova de sexta-feira. Só poderão ser de novo candidatos a este exame dentro de cinco anos.

(…)

Sobram 96 excluídos. Segundo o IAVE a sua candidatura não obteve validação por parte das escolas onde foi feita a inscrição.  No aviso de abertura de inscrição para a PACC, publicado em Diário da República, especifica-se que não serão admitidos os candidatos que não tenham cumpridos os prazos legais para tal, que não tenham pago a inscrição, que tenham preenchido incorrectamente os formulários ou não tenham apresentado os documentos comprovativos da sua situação.  

Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen. Qualquer número expresso por algarismos conta como uma única palavra.

 

Nunca observei tamanha… coisa-asneira por decreto!

… em que as classes profissionais incómodas para o poder que estava – a começar pelos intelectuais e escritores – eram despojadas das suas hipóteses de emprego, a menos que colaborassem no “bem como”, e obrigadas a sair do que então ainda não havia o cinismo de designar como “zona de conforto” e irem trabalhar como canalizadores, electricistas, varredores.

A lógica que se apresentava era a de igual merecimento entre todas as ocupações, independentemente das qualificações e vocações, mas o objectivo era a do amesquinhamento dos grupos desalinhados com a lógica da domesticação.

Estes pseudo-liberais têm muito dessa atitude e são mais parecidos com aqueles que criticam do que querem que se perceba.

Em primeiro lugar, o número de pedidos tem variado muito em poucos dias e não correspondem necessariamente a pedidos que seguiram toda a tramitação ou mesmo deferidos.

Em segundo, nunca soubemos exactamente as expectativas do Governo, pelo que é impossível considerar que se ultrapassou o desconhecido, a menos que estejamos num episódio de O Caminho das Estrelas.

Em terceiro, se essas pseudo-expectativas foram ultrapassadas, alteraram o prazo quatro meses porque…?

Professores: rescisões ultrapassam objetivo do Governo

Já foram feitos mais de 2600 pedidos.

Mas se tudo é verdade, isso significa que os cortes vão parar?

Objetivo de poupança com rescisões de professores já foi atingido

Função pública. Metade dos 48,5 mil que saíram são professores

Crato anuncia abertura de concurso para vinculação de dois mil professores

Mais de 700 professores pediram para rescindir funções

Governo impõe serviços mínimos para os exames nacionais da educação

Alteração foi introduzida na lei geral do trabalho em funções públicas enviada nesta quinta-feira aos sindicatos.

Estavam à espera de quê?

Aquele contexto foi irrepetível e sabia-se disso. As ameaças de legislação específica sobre as reuniões existiu e já se sabia que isto viria por aí.

Repito: estavam à espera de quê? Que eles se arriscassem a nova rebelião?

agora só com alguma imaginação…

Desenvolvimento mais logo, que agora vou arejar.

COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS 19 DE SETEMBRO DE 2013

1. O Conselho de Ministros aprovou uma alteração do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, visando regulamentar em termos concretos a realização da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades para a docência nos estabelecimentos públicos, já prevista naquele Estatuto.

A realização de uma prova visa assegurar mecanismos de regulação da qualidade do exercício de funções docentes, garantindo a comprovação dos necessários conhecimentos e capacidades transversais à lecionação de qualquer disciplina, área disciplinar ou nível de ensino, bem como o domínio dos conhecimentos e capacidades específicos essenciais para a docência em cada grupo de recrutamento e nível de ensino.

No mesmo sentido, foi também aprovada uma alteração ao decreto regulamentar que estabelece o regime da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades prevista no Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

Não há nenhuma prova de acesso ao estatuto de rosalino?

Ou basta falar com voz de cana rachada?

Porque não 20.000? 40.000? 80.000?

CM14MAr13

Correio da Manhã, 14 de Março de 2013

Só Para Aborrecer

… a 1ª página do Expresso acalmou-se.

… por parte de grande parte da entourage de Pedro Passos Coelho não era Nuno Crato, nem Santana Castilho, nem Joaquim Azevedo, nem José Manuel Canavarro, o quarteto então mais citado.

Após os recentes desenvolvimentos, em que se centrou nos professores uma polémica que atingia outros grupos profissionais, a partir das declarações desajustadas do actual primeiro-ministro, e a forma como certos nichos opinativos reagiram e argumentaram, tenho como ciência provada que a primeira opção para ocupar a super-pasta do MEC era:

E para a auxiliar, em vez da suave Isabel Leite, a unanimidade era quase total em torno de:

Só que a primeira tinha a FLAD como recompensa vitalícia e o segundo teria de prescindir do seu parceiro nas NO.

Assim, restaram as tácticas de combate.

Aceitou ficar emprateleirado.

Os partidos políticos tornaram-se associações clientelares

João Cravinho está a regressar de cinco anos em Inglaterra. Fala de Sócrates, uma no cravo e outra na ferradura, mais cravo que ferradura, no fim de contas.

Embora se só leccionarem se considere que não sabem fazer mais nada. MAs, se fizerem outra coisa, ainda acabam a acusá-los de não se dedicarem devidamente à profissão.

Companies Prefer Employees That Have no Life Outside of Work