Dizem Que Ando Perturbado


Presidente da Assembleia propôs mecenato para pagar comemorações do 25 de Abril

Proposta gerou mal-estar entre os deputados, que consideram ser incompatível com um órgão de soberania. Patrocínio visa ornamentação de chaimites com cravos criados por Joana Vasconcelos.

Eu sei que a senhora é a segunda figura do Estado e que se lhe deve respeito por isso, mas…

Sei que as outras ao redor também não estão em muito melhores condições, mas…

… estou a inconseguir digerir o simbolismo de se colocar uma data destas à venda…

Qualquer dia em vez de se propôr o mecenato basta um mentecapto.

Se for a mental, digo já, com base no meu exemplo pessoal, que a malta não está nada bem e com vontade de partir a loiça quase toda, tirando a que possa ficar para as refeições do dia, a menos que seja prego no pão.

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A mim apetece-me, porque ainda não lhe vislumbrei nenhum mérito desde que foi promovido, lá por 2011, a comentador de magias económicas ocultas na TVI24 e a coordenador de um livro que, efectivamente, tinha a fórmula que está a ser usada para empobrecer a larga maioria da população enquanto prosperam os relvettes e coelhones.

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Mas porque será que esta malta com escassa vergonha nas faces de sósia de um jovem irmão do Freitas do Amaral não dá o exemplo e prescinde das mordomias e dos cargos e do resto?

Duvidoso, fui verificar:

piegas       (origem obscura)
adj. 2 g. 2 núm. s. 2 g. 2 núm.

1. [Depreciativo]  Que ou quem é muito sensível ou assustadiço.
2. [Depreciativo] Que ou quem se prende com pequenas coisas.
Não gostei que me andem a chamar nomes ou que realizem análises sobre a minha personalidade sem licença profissional (já o outro era o mesmo, mas apenas projectava casas muito parisienses).
Estou destroçado, é necessário um piegómetro:

 

boa noite.

… o Guinote não aparece já, transformo isto numa discoteca. Disse.

Porque é perigoso quando…

O tamanho normal já aborrece, mas o grande dói e o pequeno não satisfaz.

Decidam-se, mas não chateiem.

… porque correis o risco de ser queimado em vida como bruxo ou então ser apelidado como perturbado, iluminado, esotérico, messiânico, futurólogo, etc. Podia linkar mas depois amofinam-se…

Muito pensei eu no título a dar a este post. Mas desde a manhã que fazê-lo é um imperativo categórico da minha consciência. Porque há sempre horizontes novos que se abrem perante nós ao constatarmos toda a riqueza de conhecimentos que transmitimos e competências que desenvolvemos ao longo de uma aula.

Eu sei que a turma é de PCA, mas o aluno em causa nem está sinalizado com problemas transcendentais. E até é bem comportando e está sozinho numa mesa. Eu sei que é um 5º ano e que só tiveram quatro anos de aulas (salvo uma ou outra repetência) para aprender a copiar coisas de um quadro, sendo essas coisas o sumário e umas linhas de apontamentos sobre a acentuação e a classificação das palavras de acordo com a sílaba tónica.

Como se percebe, coisas paredes-meias com a caça ao gato de Schrödinger em matéria de complexidade conceptual e prática.

E não vale a pena dizer que o profe não deu atenção ao aluno, porque o sacana do profe até andou sempre por ali a cirandar na esperança… E o raisparta do profe até tentou várias estratégias, a começar pela sensibilização para a necessidade do aluno perceber que se começa a escrever pela frente e não pelo (re)verso da folha. Se possível sobre as linhas traçadas no papel. Já agora, seguindo a ordem do que estava no quadro (não-interactivo, deve ter sido por isso!), da esquerda para a direita e de cima para baixo, a menos que invoque genealogia sino-nipónica ou convicção e confissão muçulmana, que eu respeito isso tudo e até muito mais.

Eu garanto que o energúmeno selectivo, conservador e tradicionalista do profe tentou todos os ângulos de abordagem para que este jovem de 10 (ou 11?) anos conseguisse registar qualquer coisa para seu próprio benefício no que deveria ser um caderno, antes de lhe ser distribuída uma ficha de trabalho para exercitar a motricidade fina ao sublinhar as sílabas tónicas de umas quantas palavras e a coordenação óculo-manual ao preencher com as ditas palavras um quadro já repartido em rectângulos para arrumar as agudas, graves e esdrúxulas.

Tudo coisa de exigência ao nível do salto encarpado com dupla pirueta atrás em direcção à pissina.

Mas a verdade, a ridente verdade, é que ao descair da aula para o toque, feita a ronda dos cadernos diários – esse anacronismo da escola dita napoleónica e não lúdica – o balanço era este, não sabendo eu o que destacar com maior fluorescência, se a grafia a lembrar o aramaico transversal, se a estética avant-garde do vazio contestatário em conflito com a disciplina autoritária do magister chato (je, of course!).

Enfim… é a vida, sendo que a vida nos próximos dias vai ser a do exercício da cópia e caligrafia, uma meta de aprendizagem que eu decidi definir para o primeiro período, na falta de conseguir algo mais.

Já que há uma coreografia geral, acho que o Umbigo também merece um pequeno papel secundário nisto tudo. Não se irão desbravar horizontes. Apenas se procurará a utilidade, como sempre se fez. Não apenas em interesse próprio, nem sequer apenas corporativo, como alguns dizem. Muitos menos, como também já fui acusado de forma pasmosa, irei usar-me dos outros para os meus objectivos.

No fim de semana achei que era tempo e sondei. Agora seguir-se-ão os passos normais. Quem não gostar… quem achar que… faça outra coisa, faça melhor.

O WordPress continua a inserir publicidade no Umbigo, pois não me apetece pagar para a não ter. Não me incomoda muito, pois raramente dou por ela e há dias em que é impossível um tipo não sorrir.

No mínimo irónico, foi o título do mail que um colega blogger me enviou a acompanhar este printscreen. Para que não digam que aqui o Umbigo não ajuda a concorrência a sobreviver. Há quem me aponte a barriga, mas realmente o que é grande aqui é a alma…

Uma promessa eu faço: quando as audiências baixarem, já combinei com o Fafe que recorreremos a gajas nuas (e gajos também, que a maioria do professorado e da população é feminina…)., nunca ao comércio publicitário.

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