Diagnósticos


por estarem impedidos de mexer naquilo da pacc, é que não devolvem os vinte EYPΩ’s ?

 

 

 

a problemática de um exame é o reconhecimento da capacidade  e competência do arauto em examinador!

 

 

 

Final de férias, entro amanhã oficialmente no desemprego; lá estará, logo pela matina, a Yellow Truck em frente ao Centro de (Des)Emprego de Águeda.

 

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Relata o Observatório Dos Eggues.

Mais condutores sem seguro

Saiba quantos acidentes há por dia envolvendo veículos sem apólice

a vigília está-me a custar.

a preparar o Presépio. Este ano vai ser mais pobrezinho.

Atenção, hoje é já amanhã.

Caso contrátio, teríamos ganho.

A legião dos Úrias
 
Quando a meia-noite surge nas estradas vertiginosas das montanhas
Uns após os outros, beirando os grotões enluarados sobre cavalos lívidos
Passam os olhos brilhantes de rostos invisíveis na noite
Que fixam o vento gelado sem estremecimento.
 

 

São os prisioneiros da Lua. Às vezes, se a tempestade
Apaga no céu a languidez imóvel da grande princesa
Dizem os camponeses ouvir os uivos tétricos e distantes
Dos Cavaleiros Úrias que pingam sangue das partes amaldiçoadas.
 
São os escravos da Lua. Vieram também de ventos brancos e puros
Tiveram também olhos azuis e cachos louros sobre a fronte . . .
Mas um dia a grande princesa os fez enlouquecidos, e eles foram escurecendo
Em muitos ventres que eram também brancos mas que eram impuros.
 
E desde então nas noites claras eles aparecem
Sobre os cavalos lívidos que conhecem todos os caminhos
E vão pelas fazendas arrancando o sexo das meninas e das mães sozinhas
E das éguas e das vacas que dormem afastadas dos machos fortes.
 
Aos olhos das velhas paralíticas murchadas que esperam a morte noturna
Eles descobrem solenemente as netas e as filhas deliqüescentes
E com garras fortes arrancam do último pano os nervos flácidos e abertos
Que em suas unhas agudas vivem ainda longas palpitações de sangue.
 
Depois amontoam a presa sangrenta sob a luz pálida da deusa
E acendem fogueiras brancas de onde se erguem chamas desconhecidas e fumos
Que vão ferir as narinas trêmulas dos adolescentes adormecidos
Que acordam inquietos nas cidades sentindo náuseas e convulsões mornas.
 
E então, após colherem as vibrações de leitos fremindo distantes
E os rinchos de animais seminando no solo endurecido
Eles erguem cantos à grande princesa crispada no alto
E voltam silenciosos para as regiões selvagens onde vagam.
 
Volta a Legião dos Úrias pelos caminhos enluarados
Uns após os outros, somente os olhos negros sobre cavalos lívidos
Deles foge o abutre que conhece todas as carniças
E a hiena que já provou de todos os cadáveres.
 
São eles que deixam dentro do espaço emocionado
O estranho fluido todo feito de plácidas lembranças
Que traz às donzelas imagens suaves de outras donzelas
Que traz aos meninos figuras formosas de outros meninos.
 
São eles que fazem penetrar nos lares adormecidos
Onde o novilúnio tomba como um olhar desatinado
O incenso perturbador das rubras vísceras queimadas
Que traz à irmã o corpo mais forte da outra irmã.
 
São eles que abrem os olhos inexperientes e inquietos
Das crianças apenas lançadas no regaço do mundo
Para o sangue misterioso esquecido em panos amontoados
Onde ainda brilha o rubro olhar implacável da grande princesa.
 
Não há anátema para a Legião dos Cavaleiros Úrias
Passa o inevitável onde passam os Cavaleiros Úrias
Por que a fatalidade dos Cavaleiros Úrias?
Por que, por que os Cavaleiros Úrias?
 
Oh, se a tempestade boiasse eternamente no céu trágico
Oh, se fossem apagados os raios da louca estéril
Oh, se o sangue pingado do desespero dos Cavaleiros Úrias
Afogasse toda a região amaldiçoada!
 
Seria talvez belo — seria apenas o sofrimento do amor puro
Seria o pranto correndo dos olhos de todos os jovens
Mas a legião dos Úrias está espiando a altura imóvel
Fechai as portas, fechai as janelas, fechai-vos meninas!
 
Eles virão, uns após os outros, os olhos brilhando no escuro
Fixando a lua gelada sem estremecimento
Chegarão os Úrias, beirando os grotões enluarados sobre cavalos lívidos
Quando a meia-noite surgir nas estradas vertiginosas das montanhas.

[Vinicius de Moraes]

… à demissão de(0) Carrilho, demitido pela única coisa.

Read My Lips, No New Pedophiles

Repito… tudo o que foi escrito há 15-20 anos parece ter sido escrito ontem ou hoje de manhã. Neste caso da autoria nde António Alarcão Ravara (pp. 70-71).

Quais são as apostas fundamentais a realizar para mudar de facto a realidade da sociedade portuguesa?

Primeiro, procurar conhecer profundamente esta realidade portuguesa e os efeitos que tem no sistema educativo. (…)

Mais, é importante sermos capazes de gerar um sistema que antecipe a realidade, pois não é lógico que daqui a 10 anos andemos ainda a ver o que se passava hoje para tomarmos medidas.

(….)

No sistema escolar há que privilegiar os desfavorecidos, há que pensar em políticas que beneficiem os locais em desertificação, os espaços onde há professores normalmente menos qualificados, as camadas da população que mais facilmente abandonam o sistema educativo, etc. Que se privilegiem esses e não aqueles que à partida já são privilegiados. Que não se pense em sistemas de avaliação que só vão garantir sucesso àqueles que têm condições sociais para chegar a esse sucesso. Que se inverta um bocado essa lógica

Não há que lançar sempre para cima da opinião pública este espectro da culpabilização dos professores. É sintomático que o discurso do Ministério, desde o tempo do Eng. Couto dos Santos para cá, seja o de que a qualidade do sistema depende muito dos professores, e que portanto é pedir-lhes mais, exigir-lhes uma maior entrega, uma maior qualidade e mais ética profissional, etc.

De facto, tudo isso é verdade, mas primeiro é preciso pedir muito às famílias portuguesas, exigir muito da sua mentalidade e confrontá-la com a realidade que vivemos. Se calhar, quando se pensa no modelo de escola que queremos é premente que através de um discurso político se convençam os pais e os grupos sociais em geral que os princípios que estão consagrados têm que ir para a frente, para lá das suas resistências.