Desculpem Lá!


O programa Pluvius bloqueou.

Já se apuraram responsabilidades e dois querubins foram privados do uso das asas enquanto não resolverem o problema.

Spedro1

 

Mé: “Matar tudo quanto é profe!”

B’gode: “É inadmissível! Uma pizza pelo meu cavalo!”

Mé: “Shakes Speer?”

B’gode: “Iá, é o nome, Shakes Speer The 13th, uma voltinha?”

Mé: “Iá, meu!”

B’gode: “Ó kapa, só partir um braço e amputar pernas.”

Mé: “Mas assim não há mobilidade!”

B’gode:” Vai uma voltinha ou não?”

B’gode: “Vitória, não haverá mobilidade!”

 

É deprimente verificar como de forma recorrente as análises e os posicionamentos de muita gente se definem sem qualquer base racional ou argumentativa que não seja estar contra estes ou a favor daqueles.

Sobre as matérias em apreço, sobre os factos, sobre as causalidades, quase nada.

Há um nível de reactividade a cores específicas que me continua a espantar em seres que se afirmam racionais, sendo que para serem emocionais o sejam com coisa que valham a pena e não com filiações partidárias.

eu não sou de intrigas, mas que um poeta já alegrote apareceu na tv argelina portuguesa, apareceu:

… foi dizer uma crónica.

… percebeu que se tem professores em horário zero e coisas assim, fica praticamente a custo zero incorporar mais uns milhares de alunos na rede pública, poupando uns milhões em contratos.

Podemos discordar mas… afinal… os contribuintes entenderão!

E por muitas cortinas de fumo e diversão que se arranjem…

[aqui]

Apenas 13% dos portugueses fala correctamente pelo menos duas línguas

A média europeia é de 25% e Portugal fica aquém deste valor: apenas 13% dos portugueses fala correctamente duas línguas estrangeiras, uma quebra de dez pontos percentuais, face à anterior avaliação, em 2006.

Uma questão… como é que se perdem 10% em 6 anos nesta matéria? É que é daquelas coisas que a mortalidade não explica… Emigração dos bem falantes?

Receb1 um simpático e informativo mail de um cidadão nacional, criado nos EUA e residente actualmente na Madeira, que me foi erradamente dirigido.

Reservando a identidade do remetente, destaco apenas algumas passagens. Omito o CV, BI e outros dados que recebi. Confesso que não resisti à tentação de deixar implícito o destinatário…

Dear J*** C******* De Almeida,

I am very excited to share my resume with you.  Enclosed in this email, please find a Microsoft Word attachment (.docx).
(…)

 I am a writer, researcher, and educator with a sharp mind for business.  Linguistically, I am still on the important learning curve; minha mãe e avó nasceram e foram criados em Prazeres. Yet, I do not want to be forced back to the United States of America simply due to lack of income while I become more proficient in Portuguese. For this reason, I do not want to forfeit my potential contributions to Portugal as a professional employee, nor do I want to lose my connection to the citizens of Madeira and to the nation of Portugal.  I aim to explore and discover the rich culture and diverse traditions that is now, and forever shall be, my home.  I am proud to be a Portuguese citizen and very thankful for this opportunity.

(…) You have permission to share this correspondence with political and managerial supervisors throughout Portugal, and I can provide you multiple copies of my resume if required. I am an honest, respectful, and hard working individual who keenly understands the responsibilities necessary to help bring my new community into a more financially competitive position.  I believe that all Portuguese people should have the opportunity to thrive in the 21st century, and I would like to gain well-disciplined employment in education, research, or business to help move us all forward.
Kindly review my legal credentials and understand my sincere desire to integrate myself into the professional community in Portugal.  I do not require too much, but I would like to earn a fair salary that is commensurate with my lifelong work ethic in exchange for my hard work.  My spirit wants to contribute positively to life in Madeira and in the nation of Portugal. I consider myself to be an asset who welcomes the challenges to learn, to grow, and to produce. Agradeço-lhe por seu tempo e espero que você possa imaginar minha lealdade e contribuições em um ambiente profissional.
(…)
.
E esta heinh?

Hoje não – que nem me posso mexer de tanta …

Papa diz que a Humanidade está a “tactear na escuridão”

Tactear a Belluci não pode ser mau, certo, Buli?

Porque é que a consulta do site do MEC se tornou uma coisa praticamente inútil?

Estar integrado no portal do Governo, enfim, ainda se percebe. Agora o desenho que parece feito especialmente para nada se encontrar e a gritante falta de informação relevante actualizada já são de compreensão bem mais difícil.

Espero que alguém tenha ganho alguma coisa com aquilo, porque nós certamente não ganhámos nada com o aspecto modernaço e vazio.

Por exemplo… há dados sobre a segurança nas escolas… que aparecem na imprensa. Onde estão para consulta pelos cidadãos interessados? É preciso cunha? Dá muito trabalho fazer o upload da(s) coisa(s)? Quanto pagam para manter o site actualizado como se fosse um organismo oficial do Estado com obrigações?

… e respectivas associações, que preferem discutir minudências e ignorar que deixam os seus educandos horas a fio em espaços com condições de segurança cada vez menores por falta de pessoal auxiliar, e muitas escolas deste país estariam encerradas até serem repostas condições mínimas de funcionamento.

Porque não adianta nada os professores e as direcções queixarem-se que a tutela e afins não se interessam.

Quantos aos pais da estirpe albina só aparecem quando dá créditos e nos tempos que correm o úbere anda seco.

… não!

Fiquemo-nos pela ignorância. Foi psicodrama.

Correio da Manhã – Quais as conclusões da reunião de hoje [ontem] com o Ministério?

Adalmiro Fonseca – Explicaram como é que funciona a aplicação. É muito difícil entender todo o processo de selecção. Os professores, tal como nós, talvez nem desconfiem o funcionamento da aplicação. Como sempre foram colocados, acham que estão a ser prejudicados. Têm todo o direito de protestar.

– Houve problemas?

– Garantiram que não. A aplicação, disse o director-geral dos recursos humanos, funcionou como sempre.

Índice do Diário da República n.º 173, Série II de 2011-09-08

Parte C – Governo e Administração Directa e Indirecta do Estado

Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

Declara a extinção da Fundação CCLP – Casa da Cultura de Língua Portuguesa

Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

Reconhece a Fundação Sousa Cintra”

Malandrice do Calimero Sousa, mas muito bem pensada e melhor executada.

Estes think-tanks que orbitam a actual liderança do PSD são uns coveiros eleitorais de primeira ordem. Num contexto de crise, de vulnerabilidade laboral, de medo instalado quanto ao futuro, o que se haveria de lembrar o grupo Mais Sociedade, coordenado por António Carrapatoso?

Nada mais nada menos do que dar a entender que quem vai para o desemprego, vai por gosto e deve ser penalizado na sua aposentação.

Recorrer ao subsídio de desemprego deve reduzir reforma

Grupo «Mais Sociedade» debate redução das pensões nem caso de desemprego.

Isto é um absoluto disparate, em especial num momento em que um grande número de portugueses vê o presente fugir debaixo dos pés e o futuro enegrecer dramaticamente.

Estranho muito ver nomes como Villaverde Cabral e Francisco José Viegas associados a propostas destas. Os outros, bem… de muito dos outros, já deles se espera um pouco de tudo.

Ideias destas, propostas destas, não se apresentam, nem se tentam implementar em momentos como o actual. Isto não estimula ninguém a voltar mais depressa a trabalhar. Apenas estimula a ir votar no PS.

Passo a passo, Passos Coelho hipoteca uma vitória que parecia garantida, entregando de mão beijada trunfos sobre trunfos ao adversário.

Se é notícia de destaque no site do Expresso, também pode ser aqui…

A primeira lingerie carbono zero do mundo

A Marks & Spencer acaba de anunciar a primeira linha de lingerie totalmente amiga do ambiente.

Do mail que em seguida transcrevo, foram retirados os elementos identificativos, mas corresponde a uma situação bem real:

Olá caríssimos parceiros desta Via Sacra
Peço desculpa por estar a incomodar, mas não é por vontade própria…

Como sabem, desde o início deste ano uma parte dos nossos salários é paga pelo POPH. Ora neste mês de Abril, iremos receber a totalidade do vencimento, mas temos 2 semanas em que não temos componente lectiva, na interrupção. Acontece que, ou nos pagam o correspondente ao que trabalhámos, ou temos que trabalhar nessas duas semanas. Fui chamada pela Direcção hoje, assim como a **********, com esta questão…. Como acredito que ninguém esteja com vontade de receber apenas metade do salário, tivemos que encontrar uma solução. (…)

Está na sala de professores uma convocatória para trabalho no dia de hoje, segunda, terça, quarta e quinta, das 9h às 17h.

Não se assustem, não vamos ter que estar na escola esse tempo. Temos é que apresentar algum trabalho feito. Então, o que vos peço é que me percam algum do vosso tempo de merecido descanso, com algumas dissertações. Por exemplo: reflexões sobre as avaliações de cada módulo, resultados obtidos, taxas de sucesso e insucesso, estratégias e recursos utilizados, aspectos positivos, negativos e a melhorar; podem também enviar-me modelos de grelhas de avaliação que utilizem, para testes, trabalhos individuais ou grupo; enviem-me as datas exactas previstas para os terminus das vossas aulas para eu rectificar o cronograma; plantas da sala de aula que considerem mais eficazes; sugestões de metodologias de trabalho…. e não sei mais!

No final juntarei toda esta informação, elaborarei uma acta, vocês assinam folhas de presença e já está. Justificamos o nosso salário nestas duas semanas. Não sei se a solução foi a melhor, mas foi a que nos ocorreu.

Portanto, pela parte que me toca, como Directora de Curso a convocatória que se encontra na sala de professores, não é para cumprir, a não ser que não me chegue o material solicitado, até ao fim do mês de Abril. Peço-vos algum tempo de trabalho, no aconchego de vossos lares, para apresentarmos alguma “substância trabalhística”. Se vos ocorrer mais alguma ideia, façam-ma chegar por favor.

Peço desculpa por mais este incómodo, mas penso que será menos doloroso assim, do que sermos de facto convocados e termos que lá estar a semana toda.

Beijinhos e na medida do possível, bom descanso.

Boa Páscoa

Página seguinte »