Desafios


Mais especificamente ao número muito razoável de professores que lá estão e que aprovaram a recomendação hoje em debate na comunicação social.

Para quando deixam de ter medo de ser “corporativos” e ousam, por uma vez que seja, sugerir que o CNE se debruce sobre os “problemas emocionais” dos professores (eu sei que são os que menos interessam, mas mesmo assim…) perante o que se tem passado nos últinmos anos “nas escolas”?

Ou será pedir muito e fica mal?

Já que aprovaram por unanimidade uma recomendação a favor do fim das retenções “nas escolas” por serem “caros e provocarem problemas emocionais aos alunos, para quando a recomendação para que acabem os exames em todos os níveis de ensino visto que são caros e evidente causa de problemas emocionais aos alunos reprovados?

Não chega ficar por isto:

O presidente do CNE recusou ainda estabelecer qualquer «relação direta» entre os exames de final de ciclo e as taxas de retenção, até porque, se no 6.º ano de escolaridade os exames recentemente instituídos podem ajudar a explicar as elevadas taxas de retenção, o mesmo já não se aplica para o 8.º ano, um daqueles em que os ‘chumbos’ aumentaram «de forma significativa».

Se quiser, caro David Justino, eu explico-lhe o aumento de “chumbos” no 8º ano, tal como no 3º… e a relação “directa” com o sistema de avaliação das escolas…

Recuperando um desafio já com um mês:

Duas simples perguntas aos partidos (Pedido de clarificação)

… eu gostaria de saber quando temos acesso aos dados das escolas privadas relativos ao contexto socio-económico dos seus alunos e respectivas famílias.

Seja das que levam dinheiros do Estado em contratos de associação ou outros apoios – pois afirmam-se parte do serviço público de Educação -, seja das completamente privadas que se orgulham de ficar no topo dos rankings mas não explicam verdadeiramente o como e porquê.

Começa a tardar uma convergência público-privada nestas matérias pois aqueles que exigem informação sobre a rede pública também devem estar disponíveis para fornecer a sua, por forma a que se lhe apliquem também aquelas fórmulas destinadas a apurar os resultados expectáveis.

Teacher to Corbett, Nutter: Try my job for an hour

A third-grade teacher in the Philadelphia schools has issued a challenge to Gov. Corbett and Mayor Nutter: Teach an hour in my class.

Judy Willner is a veteran teacher – with more than 35 years’ experience – now assigned to Joseph Pennell Elementary in the Ogontz neighborhood. School District stats show that 96 percent of the students are economically disadvantaged.

Teaching has been her lifelong passion, she wrote in 2010 on a Web page created for a book she cowrote. She began in Camden soon after college when a second-grade teacher quit in midterm. “I’ve been doing it ever since and can’t imagine doing anything else.”

 

 

 

Seja como for, a 17 teremos um exame: o nosso.

Como se notou no anterior, os críticos limitam-se a criticar, não tendo nada a acrescentar de original para além dos dogmas da sua cartilha particular e ofensas várias para me dirigir.

Mas podem sempre inovar.

Eu cá a manifestações… é difícil… chegaram-me as que foram desbaratadas.

Já quanto à greve, farei, não sabendo qual das minhas facetas (esquerdista, socialista, liberal ou reaccionária, conforme os críticos de ocasião) contribui mais para a adesão. Certamente não será a adesão à agenda arménia.

Mmmmm… deve ser mesmo reaccionário que há em mim que vai aderir com mais entusiasmo.

Já quanto a esta rapazada, gostava que pelo menos um ou dois cancelassem as suas crónicas do dia. Estou a pensar principalmente no RAP que no Governo-Sombra se tem esmerado na crítica acertada à situação.

Quanto aos outros, enfim, se um ou dois se deixasse de piadas por um dia… já seria esperar muito…

procura Morcega compreensiva.

Fim à vista.

… que quem foi tão rápido a colocar cá fora aquele comunicado (saiu antes do final do prazo para as validações pelas DRE) com os números de DACL retirados e por retirar, fornecesse a sua segmentação por grupos disciplinares, para ver se alguns mistérios se desvendam.

Porque quem deu a soma das parcelas é porque as tem.

Para quando a publicitação do número de professores que as direcções indicaram como estando sem componente lectiva e obrigados a concorrer a DACL?

Não adianta andarmos com números e casos impressionistas, justificando milhares atirados para o ar, que mudam a cada. Os dados já estão no MEC.

Divulguem-nos, para percebermos a dimensão do erro cometido, pois posto que a maioria até tem lugar nas escolas e foram indicados por causa da experiência feita pela DGAE, não se percebe se com a cobertura explícita e informada do ministro que, de qualquer maneira, é o primeiro responsável pelo disparate.

O MEC deveria divulgar o número de professores indicados pelas escolas e agrupamentos para DACL. É verdade que depois se poderá saber quantos são com a soma das listas ordenadas por grupos disciplinares, mas seria bonito divulgar esses números, disponíveis desde o fim de semana.

Sobre o tal indicador de eficácia educativa.

Se os dados que vão ser usados são os do MISI, então já é possível fazer uma simulação da sua aplicação para casos passados. Usando apenas os dados dos exames ou convertendo também os das provas de aferição numa escala de 1 a 5.

E fazer a simulação, com as fórmulas das tabelas, para a situação do ano lectivo que termina, caso já tivesse sido aplicada esta forma de cálculo.

Não é necessário para todas as escolas. Isolem uma dezena, dos vários percentis dos rankings. E demonstrem.

Seria interessante e é tecnicamente possível. Ajudaria a esclarecer. Tornaria facilmente compreensível o que é quase críptico.

Aliás, eu acho que já o fizeram…

tortura em trança – diz que terá força a união

Alunos de escolas com contratos de associação com o Estado vão, durante esta semana, boicotar a saída das aulas, dormindo dentro dos estabelecimentos de ensino, numa iniciativa que conta com o apoio do movimento SOS Educação.

Há escolas públicas que vão mais à frente, alguns alunos já lá dormem durante o dia…

Se uma qualquer organização pudesse recolher pelo país os dados mais ou menos exactos sobre as escolas que participaram nos PISA 2009 e 2006, pelo menos, seria tão agradável.

Já que o ME insiste na opacidade.

Se uma organização, interessada em dar a conhecer, em toda a sua transparência, a verdadeira evolução do desempenho dos nossos alunos nestes testes, para além das cortinas de fumo ou teorias da conspiração.

Uma organização sem nada a esconder e tudo a favor da transparência.

Porque só conhecendo a realidade, tal como ela é, podemos agir de forma eficaz para a melhorar.

Porque não basta melhorar o braço onde se recolhe a amostra de pele… é necessário que todo o corpo melhore. Não basta dizer que o rapaz está saudável porque está bem musculado. É preciso saber se não está com anemia.

E porque interessa saber se a amostra desta análise foi recolhida da mesma forma do que a anterior, pois só assim se sabe a verdadeira evolução do estado da saúde da criatura analisada.

Alguém conhece uma organização deste tipo, ligada à Educação, com gente espalhada por todo o país, que pudesse recolher essa informação e tratá-la, cruzando-a com os rankings, ou então facultar os dados a quem o possa fazer? Eu não sou um malabarista da estatística, mas sei fazer médias, medianas, até rácios e tal.

Se conhecerem uma organização assim, interessada em prestar um serviço patriótico de interesse para a Educação Nacional, estimulem-na nesse sentido.

Eu conheço uma ou outra organização desse tipo, mas não tenho as quotas em dia… ou melhor…  falta-me cartão de adepto.

Já se percebeu há muito – mesmo os que tomaram posições – que com o 75/2008 o que o ME pretendia era ter direcções unipessoais mais fáceis de pressionar e (co)mandar a seu bel-prazer, a partir das DRE.

Com este processo dos mega-agrupamentos – e nem falho do encerramento das escolas do 1º CEB, processo de que as Direcções se alhearam por completo como se nada fosse com elas – ficou demonstrado que deste modo é muito mais fácil obter adesões a resoluções. Em especial chamando o(a)s Directore(a)s em pares ou pequenos grupos e apresentando-lhes as coisas em forma de ultimato.

Claro que há quem se aguente ao barulho, quem tenha poder de choque, capacidade de resistir ou dotes de sedução para ir adiando o processo.

Mas o que eu gostaria de destacar – pela enésima vez – é que a decisão de mega-agrupar não pode ser uma decisão de uma Direcção Executiva, ignorando o que – de acordo com o 75/2008 – é o órgão supremo – uma espécie de híbrido entre Parlamento e Câmara Corporativa – do agrupamento ou escola não agrupada: o Conselho geral.

Porque, há que saber usar o que temos à mão, no 75/2008 existem formas de impedir que as DRE cilindrem o querer das comunidades educativas e das escolas.

Relembremos:

O conselho geral é o órgão de direcção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade da escola (…). (artigo 11º)

Relembremos ainda:

A autonomia é a faculdade reconhecida ao agrupamento de escolas ou à escola não agrupada pela lei e pela administração educativa de tomar decisões nos domínios da organização pedagógica, da organização curricular, da gestão dos recursos humanos, da acção social escolar e da gestão estratégica, patrimonial, administrativa e financeira, no quadro das funções, competências e recursos que lhe estão atribuídos. (artigo 8º)

Relembremos ainda, a quem se tenha esquecido, que o(a)s Directore(a)s são subordinado(a)s hierárquico(a)s do(a)s DRE, mas que que os Conselhos Gerais o não são.

Que as Direcções podem ser destituídas pelo(a)s DRE, mas os Conselhos Gerais não.

E a mim quer-me parecer que o parecer de um Conselho Geral é capaz de não ser facilmente ultrapassável, se os seus elementos assim o quiserem.

Aliás, não percebo como será feita a transição de Conselhos Gerais eleitos há pouco tempo (um ano, pouco mais) para novos Conselhos Gerais de Mega-Agrupamento.

São dissolvidos com base em que lei? Em que diploma? Em que artigo ou alínea?

Parece-me que muitas destas questões estão a passar ao lado de muita gente, incluindo as organizações representativas da classe docente, movimento associativo parental, autarquias e sociedade civil, como agora se diz.

Parece que, depois de tanto falarem no papel da comunidade nas escolas e na necessidade de participarem na sua gestão estratégica, agora o ME apenas quer que se calem e façam o que lhes mandam.

Vão-se calar?

Vão abdicar do vosso papel?

E quanto às Direcções? Já perceberam que podem ter um escudo protector e legitimador de posições de resistência à prepotência da tutela e dos seus braços regionais?

Pensem nisso e não digam, como eu já ouvi, que «não tenho nada a ver com isso, ainda não sei de nada, não tenho razões para reunir». Porque o mais certo é que quando souberem, já não haverá tempo, a menos que as Direcções percebam que, mesmo que lhes prometam agora a presidência de uma CAP ou mesmo a futura Direcção do mega-mega, a médio prazo estarão na próxima linha de desmontagem.

A ideia foi do Miguel e o Paulo desafiou-me, pelo que responderei. No entanto, por questões certamente transcendentais, vou eximir-me do dever de desafiar cinco bloggers para darem o seu testemunho. Acho mais interessante que quem o queira fazer, faça de moto próprio. Ou então que o façam os comentadores do Umbigo.

  • Eu já… estive muitas vezes errado, mas isso não impede que em todos os momentos defenda aquilo que acho estar certo.
  • Eu nunca… consigo perceber os defensores da tolerância que praticam a intolerância militante.
  • Eu sei... que a realidade é mutável, muitas verdades transitórias, muitas certezas simples convicções, mas que em cada momento devemos acreditar no que fazemos.
  • Eu quero… continuar a acreditar que é sempre possível lutar por aquilo que acreditamos, mesmo quando isso não parece o mais recomendável.
  • Eu sonho… com o dia em o mundo não seja a preto e branco para muita gente e que o maniqueísmo dicotómico entre puros e impuros  não seja substituído necessariamente pelo pragmatismo acrítico dos cinzentos, mas pela capacidade de reflectir sobre as circunstâncias particulares de cada contexto.

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