Defenestrar


Restaura2

Lá vom les beles joures de nótre ami miterran.

LiberationSocas1

Libération, 26 de Novembro de 2014

 

Por causa da densidade da relação intelectual estabelecida e não sei quê. Não percebo é tamanha justificação, se era para demitir-se horas depois.

Mas, pelo menos, há alguém que parece ter um mínimo de vergonha na cara, até porque a coisa era sobre a “dimensão moral” e tudo isso.

Pelo contrário, há quem pareça inamovível e talvez tenha maiores esqueletos no armário. Tem é maior facilidade em relacionar-se.

Ou quem seja promovido lá para fora.

Editorial do Público de sábado passado… estava por Sintra, não comprei.

Até que enfim, uma razão para elogiar Nuno Crato.

O futuro do ex-aluno n.º 20064768

Nuno Crato instruiu um processo que tem Relvas como arguido. Um deles vai ter de sair do Governo

Não é difícil imaginar a tensão que paira sobre uma reunião do Conselho de Ministros onde se sentam a curta distância o ministro da Educação e Miguel Relvas. Nem custa adivinhar o papel difícil que o chefe do Governo vai ter de assumir no confronto que Nuno Crato assumiu com Miguel Relvas em torno da sua licenciatura na Universidade Lusófona. Depois de se saber que o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares se licenciou nessa universidade com 32 das 36 cadeiras do curso de Ciência Política feitas à custa de “créditos” pela sua experiência profissional, o ex-aluno n.º 20064768 ficou com a sua carreira no Governo tolhida pela suspeita de favorecimento. Mas agora que o seu colega de Governo avançou, num acto louvável de coragem e de coerência, com uma intimação à Lusófona para que reanalise todos os graus concedidos à custa do expediente dos créditos, exigindo até que retire dessa análise “as consequências devidas, incluindo, quando for o caso, a declaração de nulidade dos graus atribuídos”, percebese que a irritação não se limita apenas aos que colocaram cartazes nos lugares mais inusitados pedindo a Miguel Relvas para ir “estudar”. Ela existe e manifestou-se no seio do próprio Governo. Em tese, Nuno Crato pretende garantir em primeiro lugar a “credibilidade das instituições de ensino superior”. Mas foi mais longe. Disse que “a experiência universitária não pode ser substituída por experiências de vida”. E ao dizê-lo acabou por proferir uma sentença a Relvas, o licenciado da Lusófona que mais beneficiou do sistema de créditos. Face aos factos, é pouco crível que Miguel Relvas mantenha a sua licenciatura. E sendo obrigado a abdicar do seu grau, tornará público que foi protagonista de uma farsa encenada por uma universidade. A sua permanência no Governo tornar-se-á insustentável. E Passos terá então o pretexto para fazer a remodelação que há muito se adivinha.

… mas se nem em tempos de Pinheiro de Azevedo o tomaram, duvido de muito mais do que umas photo-ops, seguidas de reportagens em fato de noite (o Verão já foi) na Caras ou VIP.

Supremo confirma perda de mandato de Macário Correia

Como parece que já está aposentado…

(c) Calimero Sousa