De Sunguinha…


Quando os governos da “Europa” e muitas das suas oposições aceitam como presidente um tipo que, enquanto governante do seu minúsculo estado, aceitou manobras de evasão fiscal de contribuintes dos outros estado europeus e como autoridade máxima do chamado eurogrupo um outro que nem uma tese de mestrado bolonhesa conseguiu fazer sem polémicas?

A quem disser que isto são epifenómenos eu contraponho que são sinais evidentes do resto do icebergue.

…e nada como alugar todo o espaço de um blogue destinado ao debate aprofundado da Educação para equilibrar as finanças pessoais com recurso a publicidade de sebentas e agendas para os profes de quem se diz mal no resto do tempo.. Poderia chamar-se empreendedorismo, mas eu acredito que é porque o camarada Ramiro acredita mesmo muito nestes materiais…

ProfCrise

Se eu podia evitar a provocação? Claro que sim, mas não seria a mesma coisa…

Não percebem que, até pelo perfil, este é outro peixe de água profundas? Não completamente Gama, não completamente Vitorino, mas…

A frustração das ‘tropas’ de António Costa pelo recuo inesperado na reunião da Comissão Política, que acabou com um abraço a António José Seguro, exprimia-se esta semana nos corredores do Parlamento em palavras fortes. «Estou lixado» era uma versão moderada. Na terça-feira, quando subiram a escadaria do Largo do Rato, os apoiantes de Costa tinham missões distribuídas, discursos combinados e até um director para a campanha interna apontado: Jorge Lacão, ex-ministro de José Sócrates.

 

  • As escolas privadas com contrato de associação acham-se injustiçadas e exigem que o MEC faça um estudo sobre o custo por aluno? O MEC acede, manda fazer o estudo e entrega a coordenação a um antigo presidente associativo das ditas escolas privadas. Ao fim de algo tempo, alguns arautos começam a espalhar a mensagem de que o estudo tem conclusões convenientes para os encomendadores e que há que redireccionar os dinheiros gastos com as escolas públicas.
  • Os politécnicos apresentam problemas sérios de sobrevivência, rarefacção de matrículas e cursos sem procura? Aparecem uns grupos de trabalho com gente politécnica bem colocada e começa logo a falar-se em sacar o ensino profissional das escolas secundárias para os politécnicos.
  • Há problemas no financiamento das Universidades e cortes que colocam em causa o seu funcionamento? Deslocam-se verbas do ensino básico e secundário para minorar os cortes e manda-se anunciar isso por dois deputados reconhecidamente especialistas no assunto.

Em resumo… os bombos da festa são sempre os mesmos e uma educação não-superior pública já muito sacrificada e amputada serve de mealheiro de recurso para tudo o que dá jeito.

Uma coisa era um tipo queixar-se das exigências exógenas do Min. Finanças, outra coisa é ter de lidar com um MEC de costas viradas para tudo o que não toca directamente nos interesses particulares dos decisores ou seus ajudantes.

Merkel pede mais cinco anos de esforços

A chanceler alemã considera que a crise da zona euro ainda está longe do fim, pelo que pede aos países membros mais austeridade e reformas estruturais.

Vendem-nos os submarinos e depois chamam-nos despesistas.

Mas faz contas muito melhor do que o Guterres.

Quanto ao resto… isto é um pouco (muito?) patético.

Cavaco Silva declarou mais de 140 mil euros de pensões em 2009

Democratização da Economia=Nacionalização de Empresas Portuguesas pelo Governo Chinês.

Sendo que os jovens licenciados desempregados devem emigrar para latitudes tropicais, o que recomenda o senhor PM quanto a destinos para pessoas de qualificações médias (12º ano, por exemplo), mas com mais de 35 ou 40 anos, com família a cargo, que ficaram recentemente ou ficarão sem emprego?

Burkina Faso? Bangladesh?

Ahhhh… já sei!

China, Índia!

A língua depois resolve-se, pois já há 500 anos despejámos por lá degredados que se safaram razoavelmente e um até fez um poema dos grandes, mesmo só vendo de um olho que a terra, e não o mar, acabou por comer.

Então o melhor é mesmo darem-lhe a independência. Ficaríamos com zero derrapagens.

Derrapagem de 277 milhões da Madeira “não é novidade”

Alberto João Jardim considera que o desequilíbrio poderia ser menor “se fosse mais ampla a autonomia política” da Região.

Balsemão receia “situação “apavorante” após prejuízos

Impresa passou de lucros a prejuízos de 32,6 milhões de euros no primeiro semestre do ano.

A Impresa está a fazer tudo para que a situação económica do grupo “não se torne apavorante”, afirmou Francisco Pinto Balsemão, presidente da sociedade, numa mensagem enviada ontem aos colaboradores, a que o Diário Económico teve acesso, e depois de ter reportado prejuízos de 32,6 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano.

A (falta de) publicidade é madrasta. Isto da comunicação social  vai-se parecendo cada vez mais com o futebol. Say no more.

Quando parará isto?

Há bocado telefonaram-me de um jornal a perguntar que conselho daria eu aos homens do FMI sobre o que pode ser cortado para reduzir o défice e eu disse para irem em busca do buraco das PPP e dos enormes custos com obras, sem racionalidade económica evidente, que poderiam ser feitas por muito menos. Na área da Educação, acho que, por exemplo, há obras da Parque Escolar que não fazem grande sentido, gastando-se 10 milhões de euros ou mais em escolas onde um pavilhão em condições, alguns laboratórios e pouco mais tornariam tudo mais funcional por 10-20% dos custos.

Mas que fora da Educação há muito mais, só que eu não conheço tão de perto.

Mal sabia eu que nem uma hora depois…

Défice de 2010 revisto em alta para 9,1 por cento do PIB

O INE, em sintonia com o Eurostat, anunciou esta tarde uma revisão da notificação relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos enviava a Bruxelas no final de Março. Agora, o défice de 2010, que já fora revisto em alta para 8,6 por cento do PIB, passa a ser de 9,1 por cento, por causa de três contratos de Parcerias Público Privadas (PPP).

Não sei se vale a pena apostar que, ainda antes das eleições e enquanto os tipos do FMI por cá andarem, se concluirá que o défice de 2010 ultrapassouna realidade – os 10%.

E que, ao contrário do que querem fazer crer, não foi por causa dos subsídios de desemprego, das pensões miseráveis pagas a muita gente, por causa dos salários dos funcionários públicos ou mesmo das subidas de escalão de alguns professores.

O verdadeiro sorvedouro está algures. O que mais incomoda é que se aponta ao sector público a culpa por custos que são facturados principalmente pelos privados.

E isto não me incomoda por qualquer preconceito ideológico, mas sim porque se tem mentido sem pudor acerca disto e, pior, acha-se que se melhorarão as coisas alargando as PPP a sectores como a Educação, onde a gestão que dizem amadora das escolas é um primor por comparação com a criatividade que nos tem afundado com as negociatas público-privadas.

Já por aqui, há algum tempo, várias vezes aqui evoquei Eduardo Lourenço e a forma como ele, no seu Labirinto da Saudade, descreve o estado de representação  de si mesmos em que os portugueses gostam de viver, em especial em alguns momentos mais traumáticos do próprio destino colectivo.

É um forma de fingimento pessoano em que cada um se refugia numa desresponsabilização pessoal pelo que está a acontecer e se lança nos braços de uma representação que descola progressivamente da realidade objectiva, social, económica, política.

Estamos a atravessar um desses momentos de solipsismo e desresponsabilização quase gerais.

O país está em crise económica e financeira por erros próprios, de muita gente. Certamente dos governantes, com o actual primeiro-ministro à cabeça com o seu discurso permanentemente irrealista, mas também de muitos outros, seja de grupos de interesses económicos que procuraram alimentar-se dos negócios que surgiam, sem grande sustentação, com o objectivo do ganho chorudo imediato, seja dos particulares que, em tempos de vacas menos magras, se lançaram em consumos desenfreados, esquecendo-se que as bolhas rebentam quando atingem um limite.

Nos tempos bons, quiseram embelezar a representação de si mesmos, enquanto agora, nos tempos maus, parecem querem fingir que não é bem assim e que a culpa é toda do Sócrates. Não é.

Desde logo porque se em 2005 a escolha estava muito limitada e contaminada pela deserção de Barroso e o desvario de Santana, já em 2009 as desculpas praticamente já não podiam existir.

Sócrates está lá porque prometeu, qual vendedor de banha-da-cobra, um futuro de optimismo desenrascado, muito português, mas que não tinha qualquer fundamento. E acreditaram nele ou quiseram acreditar. Foram menos do que em 2005, mas ainda foram os suficientes para o lá manterem a mandar.

E não finjam que o aproveitamento do crédito barato para aquisição de bens claramente acima das necessidades e possibilidades se deveu apenas ao entusiasmo voluntarista do chico-espertismo de Estado, que caracterizou boa parte do guterrismo e agora deste cretinismo que dura desde 2005.

Agora não finjam que a culpa é sempre dos outros e só dele, em especial se estiverem prontos para arranjar desculpas para não votar em outros.

Vejo milhares a anunciarem rumo a sul e para fora na Páscoa e espanto-me. Vejo muitos outros a continuarem fascinados por ecrãs planos e télélés cheios de botãozinhos e interrogo-me: o tempo está para isto?

  • E estará o tempo também para visões alternativas, mas igualmente solipsistas, da realidade em que se buscam exemplos de coragem numa Islândia com 320.000 habitantes que decidiu não pagar os depósitos que os estrangeiros (ingleses e holandeses) tinham nos seus bancos, como se isso equivalesse a não pagar a dívidas do país aos credores institucionais estrangeiros? E em que se fazem circular mails com umas ganas tais, como se isso salvasse seja o que for? Por vezes com informações ultrapassadas, erróneas e parcelares?
  • Estará o tempo para acreditar que os nossos credores estarão dispostos a aceitar exigências de quem deve e se endividou voluntariamente?
  • Estará o tempo para o regresso a discursos completamente anacrónicos sobre os malefícios do capitalismo financeiro, quando se conviveu com ele muito bem durante anos a fio, enquanto a bolha crescia?
  • Estará o tempo (à esquerda) para atitudes de nano-arrogância por parte de quem defende um modelo de desenvolvimento assente nos piores erros do passado recente?
  • Estará o tempo (à direita) para requentar fórmulas de liberalização de uma economia frágil e dependente, que se sabe terem dado maus resultados algures?

Mas será que estamos todos a viver no mesmo país, no mesmo tempo, perante as mesmas realidades?

Mas não é o Mexia que gosta de se fazer pagar como um génio da gestão e fotografar como se fosse uma espécie de Alexandra Lencastre  nos anos 90?

Grandes empresas cotadas devem €36 mil milhões

A mais endividada é a EDP. A empresa de António Mexia tem uma dívida de €16,5 mil milhões.

Claro que é muita coisa para investimentos e tal, mas a verdade é que a electricidade ainda não chega a alguns pontos do país. ed não é por ser um país de imensidões imensa.

Risco de Portugal agrava-se, Juros a 5 e 10 anos em máximos

Os investidores voltam hoje a dar sinais de nervosismo em relação a Portugal. ‘Yield’ sobre OT a 5 e 10 anos, ‘spread’ e CDS tocam máximos.

Tudo isto no dia em que a troika começa a negociar com o Governo o pacote de ajuda a Portugal.

Não seria melhor irem roubar aos ricos? Ou eles são grandes e é mais difícil, pelo que preferem atirar-se aos pequeninos, na esperança de que alguém pague… cada vez mais?

Ministros das Finanças da UE não garantem ajuda de 80 mil milhões a Portugal

Vários ministros das Finanças europeus recusaram assumir qualquer compromisso sobre as estimativas da Comissão Europeia de que Portugal precisará de uma assistência financeira no valor de 80 mil milhões de euros ao longo de três anos.

Embora os entenda, afinal já mandaram para cá muito mais e vê-se…

Banks 1, Portugal 0

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Another eurozone country has been humbled by its banks. Earlier this week, Portugal’s banks were threatening a bond-buyers’ go-slow unless the caretaker government sought financial help from other European Union countries. After being beaten up in Wednesday’s debt auction, Lisbon has waved the white flag. The country’s caretaker leaders have now admitted that Portugal will need outside help.

There is no denying that Portugal faces deep problems. The yield on the country’s five-year bonds had touched 10 per cent. On Wednesday, it was forced to pay 5.9 per cent simply to secure one-year money.

(continua…)

Afinal não é apenas a avaliação dos professores.

Entretanto, ler a imprensa económica tira o apetite, mas faz pensar por onde andaram tão lúcidos analistas quando a dívida aq pagar agora foi contraída…