De Mão Estendida


Portugal Hints at Deficit Revision

LISBON—Portugal’s statistics agency said it plans to make “accounting changes” in a report to be submitted to the European Union’s statistics agency by week’s end, a revision that could indicate a wider 2010 budget deficit and which would further undermine the credibility of the country’s embattled government.

The country’s statistics office has been reviewing its 2010 accounts after the EU’s Eurostat agency observed that Portugal hadn’t included a €2 billion ($2.8 billion) cash injection into Banco Portugues de Negocios.

A spokeswoman from Portugal’s statistics agency confirmed Tuesday that “a new set of accounting changes” will be made in a report to Eurostat. The EU agency will then publish the amended bookkeeping next month.‬

A revision showing a wider deficit could imperil Portugal’s effort to assure investors that it can continue to finance itself without joining Greece and Ireland in asking for a bailout from the EU and the International Monetary Fund.

(continua…)

Cost of living crisis pushes ‘squeezed middle’ off the housing ladder

People on low to middle incomes have had their ability to buy their own homes dramatically reduced.

Recebi, com autorização de reprodução, indicando a autoria, mas fiquei sem perceber se era do(a) remetente:

Ex.mo Sr. Director

INFORMAÇÃO-PEDIDO

Venho deste modo comunicar a Vossa Excelência que, face à actual crise mundial que assolou também o nosso pais e obrigou o governo a cortar-me cerca de 160 euros no vencimento mensal, me vejo obrigado a ter de cancelar o serviço de telecomunicações pelo que deixo de poder ser contactado por email ou por telefone para casa. Este corte representa uma poupança de cerca de 50 euros por mês apenas, pelo que também irei desfazer-me do automóvel, o que me permite economizar mais cerca de 50 a 100 euros em gasolina por mês e outro tanto em seguro, manutenção, oficina, etc. Caso tenha que me deslocar ao serviço da escola para acompanhamento de estágios ou para aquisição de materiais terei que usar o meio de transporte público disponível, e se a escola me pagar antecipadamente os valores necessários para o transporte.

 

Com efeito vivo só, sou diabético e alguns remédios também passaram a ser pagos ou subiram de preço e tenho um dispêndio de quase 100 euros por mês em remédios. Tenho uma filha a estudar nas Caldas da Rainha a quem pago uma mensalidade de 400 euros porque lhe recusaram a bolsa de estudo face ao que eu ganho, fora outros extras de vez em quando. Pago ao banco uma mensalidade de 500 euros pelo apartamento que adquiri antes da crise; já propus ao banco reduzir a prestação, da mesma forma que o estado também me reduziu o salário, mas disseram-me que era ilegal e que os contratos assinados eram para ser cumpridos.

 

Não consigo ainda dispensar a água, o gás e a electricidade que representam despesas fixas de cerca de 70 a 80 euros por mês. Tenho um seguro de vida que o banco me exigiu e que são outros 80 euros por mês. Depois há o condomínio, o seguro do apartamento, poupança condomínio, etc.. Em suma tinha a minha vida organizada de acordo com um dado vencimento e tenho que realizar agora cortes nas despesas que menos falta me fazem, sendo elas as telecomunicações e transporte automóvel individual.

 

Aproveito para pedir autorização a V. Ex.cia para permanecer na escola nos meus tempos de trabalho individual necessários para preparar as aulas, elaborar fichas, testes, suas correcções, e demais trabalhos escolares que fazia em casa, podendo deste modo economizar em aquecimento e luz, e poder servir-me de papel, canetas, lápis, etc da escola, bem como utilizar os computadores e impressoras para os ditos trabalhos.

 

Com os melhores cumprimentos,

Se não (lhes) tivessem impedido o TGV, ainda exportaríamos mais dívida…

Uma boa lição se extrai daqui: enquanto cá fazem fila os tansos para fazer acordos com o governo, lá fora já há quem perceba há muito que nem vale a pena responder ao senhor engenheiro.

Eurozone tensions rise amid bailouts

José Sócrates reportedly begged for help last week as Portugal became the latest eurozone country tipped for a bailout. But the cynical response reveals rising tensions within the bloc.

Angela Merkel was locked in talks about the euro crisis when the phone rang in the gleaming chancellery in Berlin.

The Portuguese prime minister, José Sócrates, was on the line from Lisbon with a plea for help. Portugal is tipped to be the third of 17 eurozone countries to collapse under the weight of its sovereign debt, needing a German-led bailout. Sócrates sounded desperate and eager to please, according to witnesses.

He asked Merkel what he should do, promised to do anything she wanted, with one big exception. He would not ask for money – for a eurozone bailout with extremely tight strings attached.

According to accounts circulating in Berlin, Merkel left Sócrates to wait while she sought the views of her high-powered visitors – Dominique Strauss-Kahn, the French head of the International Monetary Fund, and Giulio Tremonti, the highly regarded Italian foreign minister who has recently been lobbying for the introduction of “Eurobonds” as part of a solution to the year-long crisis.

Merkel asked Strauss-Kahn about Sócrates’ dilemma. The German-speaking IMF chief was dismissive. The Portuguese plea was pointless, he said, because Sócrates would not follow any advice he was given.

The exchange, which occurred last week in Berlin, highlights what a senior German official describes as “Europe’s big communication problem”.

In the midst of one of the EU’s worst ever crises, its leaders seem to have a problem talking to one another. The level of trust between key policymakers and decision-takers is very low, hugely complicating the quest for a way out of the euro’s existential challenge.

… sendo que alguns realmente exageraram nos últimos anos, mas os maiores erros foram da camarilha gulosa que se senta à mesa do Estado e leva para casa as fatias mais grossas de tudo. Acenar com o peso dos encargos com pessoal nos gastos do Estado e no OE é esquecer que muitos, mas muitos milhões não estão registados no dito OE ou vão sempre aparecendo quando necessário para que os afortunados não tenham que se preocupar nunca com o futuro. Arranja-se um punhado ou nem isso de bodes expiatórios, fazem-se passar por um ineficiente sistema judicial e tudo acaba daqui por uns tempos com um enorme branqueamento da memória, umas prescrições, uns recursos e uns arquivamentos.

Mas é Natal, ninguém leva a mal.

Famílias pagam preços mais altos de carteira mais leve

O novo ano aproxima-se e com ele a taxa máxima de IVA a 23%, determinando aumentos de pelo menos dois pontos percentuais em muitos bens de consumo. O pão pode subir 12%.

“Portugal deve apostar em eventos que o lancem internacionalmente”

 

 

Timor-Leste admite comprar até 369 milhões de euros de dívida portuguesa

O presidente da Comissão Parlamentar de Economia e Finanças de Timor-Leste, Manuel Tilman, disse hoje que a Lei do Fundo Petrolífero permite a aplicação de até quinhentos milhões de dólares (368,9 milhões de euros), na dívida portuguesa.

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