De Mão Estendida


Quando os governos da “Europa” e muitas das suas oposições aceitam como presidente um tipo que, enquanto governante do seu minúsculo estado, aceitou manobras de evasão fiscal de contribuintes dos outros estado europeus e como autoridade máxima do chamado eurogrupo um outro que nem uma tese de mestrado bolonhesa conseguiu fazer sem polémicas?

A quem disser que isto são epifenómenos eu contraponho que são sinais evidentes do resto do icebergue.

Marinho e Pinto disponível para “soluções” com PS e PSD

Marinho e Pinto. “O MPT vai permitir soluções de governo ao PS”

24horas

Reitores receberam carta do Governo a garantir reposição dos milhões em falta

Se eu mandar um postal ilustrado à moda antiga, também me garantem a reposição do que me têm tirado?

…e nada como alugar todo o espaço de um blogue destinado ao debate aprofundado da Educação para equilibrar as finanças pessoais com recurso a publicidade de sebentas e agendas para os profes de quem se diz mal no resto do tempo.. Poderia chamar-se empreendedorismo, mas eu acredito que é porque o camarada Ramiro acredita mesmo muito nestes materiais…

ProfCrise

Se eu podia evitar a provocação? Claro que sim, mas não seria a mesma coisa…

Não percebem que, até pelo perfil, este é outro peixe de água profundas? Não completamente Gama, não completamente Vitorino, mas…

A frustração das ‘tropas’ de António Costa pelo recuo inesperado na reunião da Comissão Política, que acabou com um abraço a António José Seguro, exprimia-se esta semana nos corredores do Parlamento em palavras fortes. «Estou lixado» era uma versão moderada. Na terça-feira, quando subiram a escadaria do Largo do Rato, os apoiantes de Costa tinham missões distribuídas, discursos combinados e até um director para a campanha interna apontado: Jorge Lacão, ex-ministro de José Sócrates.

 

Prefiro comprá-los a ter de os ler em biblioteca ou estar o dia todo a passar os pdf do site do Arquivo do Parlamento. Procurei, mas não encontro. No Google Books só estão partes, em alfarrabistas online não consegui. Se alguém os tiver e quiser vender ou se os encontrar em algum lado, muito agradeço que mo digam.

É a primeira vez que faço um pedido destes, mas é mesmo por questões de trabalho.

Porque é uma não-licenciatura… como a do outro… aquele… com quem muitos assessores e coisos e tal do actual Governo tanto gozavam… o que é giro é saber que tantos meninos-da-Católica andaram de mão estendida á espera…

Passos: licenciatura de Relvas é «não assunto»

Primeiro-ministro recusa comentar o tema por não ter conhecimento de «nenhuma ilicitude».

Por sugestão do António Ferrão:

The Danger Debt Poses to the Western World

Mas faz contas muito melhor do que o Guterres.

Quanto ao resto… isto é um pouco (muito?) patético.

Cavaco Silva declarou mais de 140 mil euros de pensões em 2009

Democratização da Economia=Nacionalização de Empresas Portuguesas pelo Governo Chinês.

Sendo que os jovens licenciados desempregados devem emigrar para latitudes tropicais, o que recomenda o senhor PM quanto a destinos para pessoas de qualificações médias (12º ano, por exemplo), mas com mais de 35 ou 40 anos, com família a cargo, que ficaram recentemente ou ficarão sem emprego?

Burkina Faso? Bangladesh?

Ahhhh… já sei!

China, Índia!

A língua depois resolve-se, pois já há 500 anos despejámos por lá degredados que se safaram razoavelmente e um até fez um poema dos grandes, mesmo só vendo de um olho que a terra, e não o mar, acabou por comer.

Em tempos não muito remotos disseram-nos que o manual é apenas uma ferramenta ao serviço do professor, que não deve – de modo algum! – esgotar as estratégias de trabalho a desenvolver com as turmas.

Que devemos fugir a usar materiais padronizados para a norma, que devemos diversificar os nossos materiais, se possível produzindo originais, adequados às turmas e alunos que temos.

Pois.

Mas, agora, em tempos de computadores aos molhos mas carência de dinheiro para tinteiros e fotocópias, em cada vez mais escolas se levantam restrições à reprodução de materiais extra para usar na sala de aula. Fichas de avaliação e pouco mais. Que se usem os exercícios do manual, dos cadernos de actividades.

Mesmo se alunos carenciados não recebem, por exemplo no escalão B, os materiais adicionais aos manuais. E se, em algumas disciplinas, as propostas de actividades são escassas para um ano completo de aulas. Casos de Língua Portuguesa ou Matemática. Trinta ou mesmo quarenta textos não chegam para 200 aulas. Por muito que andemos a 33 rpm.

E muito menos quando é necessário produzir materiais específicos para alunos com NEE e adaptações curriculares. Ou reformular tudo para ficar de acordo com o acordo. O ortográfico.

Mas, como acima já disse, são cada vez mais as escolas e agrupamentos em que materiais informativos ou de trabalho adicionais passaram a ser pagos (por alunos ou professores) já desde o ano anterior, não têm autorização para serem copiados ou estão sujeitos a plafonamento (também sei a novilíngua da gestão das tretas). E estou a falar da escolaridade obrigatória básica! Não da outra.

Chega projectar o que se acha na net ou se produz em casa e querer que as coisas sejam passadas para os cadernos? E no caso das disciplinas em que isso não é possível com facilidade? Como fazer com que os alunos desenhem, por exemplo, mapas nos cadernos? E nos manuais, que devem ser reutilizados ou reutilizáveis, é desaconselhado que se escreva seja o que for?

Houve dinheiro, portanto, para comprar a frota automóvel de boa cilindrada. O problema é que, agora, não há para combustível e os condutores que paguem do seu bolso.

Nada que não tenha sido avisado em devido tempo.

E não adianta falar que dantes eram uns e agora são outros.

A verdade é que equipar as escolas é muito bonito, em especial com equipamentos que ao fim de alguns anos podem ficar obsoletos, só que é necessário perceber até que ponto estão asseguradas as necessidades mais básicas.

É bom que o aluno venha bem vestido, mas ainda melhor se vier sem fome, para que não pare de trabalhar, porque o estado físico, as dores de cabeça e barriga não lhe impeçam a concentração.

É uma analogia. Eventualmente fraquita, mas não descabida.

Estamos de volta ao manual como fonte primeira e última de trabalho com os alunos?

Porque não chega projectar apresentações, vídeos, exercícios. A consolidação dos conhecimentos não se faz ou verifica de forma virtual.

Em tudo isto só vejo uma vantagem: aquela coisa dos porta-folhas que se ia tornando prática comum exigir aos alunos em cada disciplina vai ser de verificação e avaliação muito mais rápidas.

Fazer de rico em terra pobre dá nisto.

Sócrates nega ter telefonado a deputados do PS para voto contra o OE

Então o melhor é mesmo darem-lhe a independência. Ficaríamos com zero derrapagens.

Derrapagem de 277 milhões da Madeira “não é novidade”

Alberto João Jardim considera que o desequilíbrio poderia ser menor “se fosse mais ampla a autonomia política” da Região.

Líder regional do CDS-PP diz que militantes merecem cargos

Uma responsável regional do CDS-PP disse aos militantes do seu partido que devem correr atrás dos lugares de confiança política, porque merecem.

Haveria muito a dizer sobre isto, mas esperemos para ver melhor…

Conheça as escolas que recebem mais apoios do Estado

Dos dez colégios com contrato de associação que mais recebem apoios, apenas três são católicos.

São os colégios não católicos, com contrato de associação, os que mais recebem apoios do Estado. Apesar dos últimos cortes, o ministério da Educação foi o que mais apoios directos deu, durante o ano passado, tendo sido canalizados mais de 156 milhões de euros como apoios directos para institutos, cooperativas de educação, colégios e externatos, entre outras entidades.

Dos colégios com contrato de associação, foi o Instituto D. João V, com 130 professores e cerca de 1.400 alunos que fica no concelho de Pombal, que mais recebeu apoios da tutela de Isabel Alçada, ultrapassando os cinco milhões de euros.

Entre os dez colégios que recebem mais apoios do ministério da Educação, apenas três são católicos: o Colégio Nossa Senhora da Apresentação, em Aveiro, os Colégios da Província Portuguesa da Congregação de S. José de Cluny, em Coimbra, e o Colégio de São Teotónio, também em Coimbra.

Foram estes alguns dos resultados da primeira fiscalização das Finanças, que divulgou todas as ajudas directas do Estado através dos vários ministérios a empresas, câmaras municipais e associações, que ultrapassou os 556 milhões durante o ano passado.

Já por aqui, há algum tempo, várias vezes aqui evoquei Eduardo Lourenço e a forma como ele, no seu Labirinto da Saudade, descreve o estado de representação  de si mesmos em que os portugueses gostam de viver, em especial em alguns momentos mais traumáticos do próprio destino colectivo.

É um forma de fingimento pessoano em que cada um se refugia numa desresponsabilização pessoal pelo que está a acontecer e se lança nos braços de uma representação que descola progressivamente da realidade objectiva, social, económica, política.

Estamos a atravessar um desses momentos de solipsismo e desresponsabilização quase gerais.

O país está em crise económica e financeira por erros próprios, de muita gente. Certamente dos governantes, com o actual primeiro-ministro à cabeça com o seu discurso permanentemente irrealista, mas também de muitos outros, seja de grupos de interesses económicos que procuraram alimentar-se dos negócios que surgiam, sem grande sustentação, com o objectivo do ganho chorudo imediato, seja dos particulares que, em tempos de vacas menos magras, se lançaram em consumos desenfreados, esquecendo-se que as bolhas rebentam quando atingem um limite.

Nos tempos bons, quiseram embelezar a representação de si mesmos, enquanto agora, nos tempos maus, parecem querem fingir que não é bem assim e que a culpa é toda do Sócrates. Não é.

Desde logo porque se em 2005 a escolha estava muito limitada e contaminada pela deserção de Barroso e o desvario de Santana, já em 2009 as desculpas praticamente já não podiam existir.

Sócrates está lá porque prometeu, qual vendedor de banha-da-cobra, um futuro de optimismo desenrascado, muito português, mas que não tinha qualquer fundamento. E acreditaram nele ou quiseram acreditar. Foram menos do que em 2005, mas ainda foram os suficientes para o lá manterem a mandar.

E não finjam que o aproveitamento do crédito barato para aquisição de bens claramente acima das necessidades e possibilidades se deveu apenas ao entusiasmo voluntarista do chico-espertismo de Estado, que caracterizou boa parte do guterrismo e agora deste cretinismo que dura desde 2005.

Agora não finjam que a culpa é sempre dos outros e só dele, em especial se estiverem prontos para arranjar desculpas para não votar em outros.

Vejo milhares a anunciarem rumo a sul e para fora na Páscoa e espanto-me. Vejo muitos outros a continuarem fascinados por ecrãs planos e télélés cheios de botãozinhos e interrogo-me: o tempo está para isto?

  • E estará o tempo também para visões alternativas, mas igualmente solipsistas, da realidade em que se buscam exemplos de coragem numa Islândia com 320.000 habitantes que decidiu não pagar os depósitos que os estrangeiros (ingleses e holandeses) tinham nos seus bancos, como se isso equivalesse a não pagar a dívidas do país aos credores institucionais estrangeiros? E em que se fazem circular mails com umas ganas tais, como se isso salvasse seja o que for? Por vezes com informações ultrapassadas, erróneas e parcelares?
  • Estará o tempo para acreditar que os nossos credores estarão dispostos a aceitar exigências de quem deve e se endividou voluntariamente?
  • Estará o tempo para o regresso a discursos completamente anacrónicos sobre os malefícios do capitalismo financeiro, quando se conviveu com ele muito bem durante anos a fio, enquanto a bolha crescia?
  • Estará o tempo (à esquerda) para atitudes de nano-arrogância por parte de quem defende um modelo de desenvolvimento assente nos piores erros do passado recente?
  • Estará o tempo (à direita) para requentar fórmulas de liberalização de uma economia frágil e dependente, que se sabe terem dado maus resultados algures?

Mas será que estamos todos a viver no mesmo país, no mesmo tempo, perante as mesmas realidades?

Mas não é o Mexia que gosta de se fazer pagar como um génio da gestão e fotografar como se fosse uma espécie de Alexandra Lencastre  nos anos 90?

Grandes empresas cotadas devem €36 mil milhões

A mais endividada é a EDP. A empresa de António Mexia tem uma dívida de €16,5 mil milhões.

Claro que é muita coisa para investimentos e tal, mas a verdade é que a electricidade ainda não chega a alguns pontos do país. ed não é por ser um país de imensidões imensa.

Ministros das Finanças da UE não garantem ajuda de 80 mil milhões a Portugal

Vários ministros das Finanças europeus recusaram assumir qualquer compromisso sobre as estimativas da Comissão Europeia de que Portugal precisará de uma assistência financeira no valor de 80 mil milhões de euros ao longo de três anos.

Embora os entenda, afinal já mandaram para cá muito mais e vê-se…

Banks 1, Portugal 0

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Another eurozone country has been humbled by its banks. Earlier this week, Portugal’s banks were threatening a bond-buyers’ go-slow unless the caretaker government sought financial help from other European Union countries. After being beaten up in Wednesday’s debt auction, Lisbon has waved the white flag. The country’s caretaker leaders have now admitted that Portugal will need outside help.

There is no denying that Portugal faces deep problems. The yield on the country’s five-year bonds had touched 10 per cent. On Wednesday, it was forced to pay 5.9 per cent simply to secure one-year money.

(continua…)

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