Curso Acelerado De Económico-Vassoureiras


… o PR diz que debater a reestruturação da dívida afasta os investidores estrangeiros.

Mas, enquanto esse debate acontece os juros da dívida portuguesa vão baixando.

Expliquem-me se isto faz sentido ou se é apenas o efeito da proximidade das eleições europeias e do “empurrão” dos investidores na dívida para que a aliança no Governo tenha bons resultados e depois volta tudo ao mesmo.

Excluem-se os que gostam porque seria recompensa.

E depois queriam repetir. E nós não somos obrigados a aguentar, apesar do que dizem os ulricos.

Economia portuguesa acentuou queda no final do ano passado

A economia portuguesa registou uma queda de 1,8% no último trimestre do ano passado, o que colocou a taxa de crescimento do total de 2012 em -3,2%, um valor mais negativo do que os 3% previstos pelo Governo.

Os últimos três meses de 2012, com a confiança dos consumidores abalada por novas medidas de austeridade e com a economia da zona euro em recessão, foram dos mais negativos a verificarem-se em Portugal durante as últimas décadas.

A banca gasta imenso dinheiro em publicidade para cativar o dinheirinho dos depositantes (contribuintes), aplicando-o depois de forma desastrosa em negócios, em parte, patrocinados pelo Estado, sendo que esse Estado depois saca dinheirinho aos contribuintes (indirectamente depositantes) para cobrir os buracos feitos em virtude das tais aplicações que o próprio patrocinou e a banca aceitou, mail’os outros activos tóxicos resultantes de mui competentes decisões de gestão?

Pimba!

Ou como mais uma empresa estratégica vai ser queimada para fazer a vontade a um ministro mais do que queimado…

Privatização da RTP arranca já

(…)

O primeiro-ministro admite que o processo se concretize apenas em 2013, «mas o modelo da privatização estará definido até ao final deste ano», assegurou. E fez questão de sublinhar que «o processo continuará a ser dirigido pelo ministro Miguel Relvas».

As polémicas em que Miguel Relvas se viu envolvido nas últimas semanas levaram alguns sectores a pôr em causa a capacidade do ministro para liderar o dossiê e a admitir mesmo um recuo do Governo na privatização da RTP, à qual se opõem a SIC e a TVI, que terão tentado junto do Governo travar o processo. Passos pôs um ponto final às dúvidas, renovou a confiança política em Relvas e decidiu avançar já com a privatização.

O Orçamento Rectificativo inclui mais 1.100 milhões de euros para os veículos que ficaram com activos expurgados do BPN, a PARVALOREM e a PARUPS.

De acordo com a nota explicativa que acompanha este documento, são inscritos mais 1.457 milhões de euros na rubrica passivos financeiros de Entidades Públicas Reclassificadas por via de fundos do Ministério das Finanças, para cobrir amortizações de empréstimos de médio e longo prazo.

Desses, grande parte vai mesmo para estas sociedades veículo com activos do BPN que estão nas mãos do Estado, 1.100 milhões de euros.Serão ainda destinados 150 milhões de euros para o reembolso de empréstimos da REFER não incluídos anteriormente nas previsões do orçamento, outros 90 milhões de euros para a dívida de capital da Parque Escolar até ao final deste ano, 97 milhões de euros decorrente da prorrogação da amortização de operações de crédito da Estradas de Portugal, que estavam previstas do final de 2011 mas passaram para 2012, e 20 milhões para a dívida vencida e vincenda e juros da Viana Polis.

Não precisam de mais nenhum mês de salário aqui dos culpados pelo défice?

Os autarcas laranjas eram, em tempos de listas para deputados, um embaraço por causa do clientelismo, do aparelhismo, das acumulações e incompatibilidade de cargos.

Mas já não o são para ocuparem cargos no Estado que ainda tem carne agarrada aos ossos?

Pedro Passos Coelho envelheceu muito precocemente os seus ideais.

Só falta mesmo render-se à ao Jardim.

Desculpas já uma vez lhe pediu e todos bem nos lembramos como foi gozado.

Incorporaram o fundo de pensões da banca para diminuir o défice de 2011 e pagar dívidas do Estado.

Mas…

A partir de agora têm de pagar as pensões da dita banca, o que aumenta o défice de 2012 em diante ou então afunda a Segurança Social.

Isto está giro.

E só passaram 10 dias de execução do OE e já nestá um rectificativo no horizonte.

Aceitam-se apostas: vão existir mais ou menos de 5 orçamentos rectificativos até final do ano? Estou a pensar numa periodicidade bimensal, com uma pequena pausa no Verão…