Currículo


A entrevista de Nuno Crato na SICN teve momentos impagáveis, só possíveis com um Mário Crespo de férias. Quando o MEC desenvolvia a sua teoria de que ele só se preocupava com o conteúdo da Educação – as coisas “administrativas” devem ser só para os secretários, que devem ser os maus dos cortes – e que tinha reforçado as horas das disciplinas “essenciais”, Mário Crespo distraiu-se e perguntou-lhe quais (nunca perguntar coisas específicas deveria ser uma regra d’ouro nas entrevistas amigas a Nuno Crato). O MEC arrancou… e foi enumerando todas as que se lembrou (acho que disse Inglês duas vezes) e só deixou de fora as Educações (Musical, Visual, Física, Tecnológica…).

Para além de não verdade que reforçou as horas a todas (afinal, o crédito horário para grupos de duas ou três disciplinas, aumentado em menos do que o que foi cortado Às ACND não significa que todas tenham aumentado), percebeu-se o receio de se esquecer de alguma e depois levar na cabeça.

Ao fim de dois anos, mesmo desinteressado das coisas administrativas, Nuno rato já devia ter obrigação de estar mais dentro dos assuntos e não os abordar tão pela rama fresca.

O desprezo pelas humanidades e pela Filosofia

Ministério da Educação surpreende com novos programas no Secundário

Direcções das associações de professores lamentam não terem sido ouvidas sobre programas de Português, Matemática A e Física e Química, colocadas nesta segunda-feira em consulta pública.

14 Wacky “Facts” Kids Will Learn in Louisiana’s Voucher Schools

Sugestão do Luís Braga:

Teaching Biology, Not Bible-ology

Decreto-Lei n.º 91/2013. D.R. n.º 131, Série I de 2013-07-10

Ministério da Educação e Ciência

Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, que estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão dos currículos dos ensinos básico e secundário, da avaliação dos conhecimentos a adquirir e das capacidades a desenvolver pelos alunos e do processo de desenvolvimento do currículo dos ensinos básico e secundário.

 

Confesso não perceber exactamente o timing disto tudo e como se enquadra numa organização do ano lectivo de 2013/14 despachada há um mês, mas aguardando novo despacho.

As alterações previstas para a matriz do 1º ciclo deixam-me algo baralhado, não percebendo exactamente o seu alcance… menos aulas para os alunos para a mesma permanência na escola? Menos aulas (e componente lectiva) para os docentes do 1º ciclo e maior componente não lectiva com outro tipo de actividades?

O que pretende isto alcançar?

Vou reler a coisa, mais o parecer do CNE, mas estes acertos parecem-me daqueles que… coiso e tal, mais valia estarem quietos.

Não eram exactamente estas micro-alterações anuais da treta que o actual MEC tanto criticava?

Proposta: Projeto1ªalteraçãoDL 139de2012de5Julho.

Parecer do CNE: ParecerFinalAlteracaoDL139de2012.

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