Crónicas


Lá vem o FMI novamente dizer que errou, mas!

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Mas uma vez a francesa Lagarde, vem dizer que o FMI errou quanto à austeridade imposta em demasiado curto tempo nos empréstimos feitos a Portugal e à Grécia. E que de facto se não houver uma política de investimento e de crescimento, não vê como nos vamos “safar”.

Independentemente de, a dado passo dizer que algumas das medidas teriam que ser tomadas, para controlar despesas e gastos descontrolados, mas o tempo e a forma como tudo foi feito criou situações de bloqueio.

Claro que todos estamos a sentir “isso”, cá dentro, e a senhora só o sabe pelos números do não crescimento económico e real do nosso País, mas começa a ser caricato, no mínimo, a senhora Lagarde, como francesa – Europeia, ainda! – , vir novamente assumir erros do FMI, sendo a Presidente do mesmo, e nada mais do que “isso” fazer.

Fazer erros e assumi-los, é de facto bonito, há muito quem não o faça. Mas quando esses erros implicam com vidas de milhares de pessoas, e com o futuro de muitas mais, ainda se vai a tempo de os corrigir.

E, corrigir, será da parte que ainda há de dívidas com o FMI as mesmas poderem ser pagas em 40 ou 50 anos, dado que já não é possível corrigir o erro do empréstimo em tão curro prazo, já feito. E a senhoria francesa como responsável mundial pelo FMI fazer-se impor à Sra. Merkel para um entendimento, pacifico, mas produtivo, para que, evidentemente, de forma faseada e controlada – para não haver desvarios – entre dinheiro em Portugal, na Grécia, e em mais países em aflição na Europa, para fazer criar verdadeiros postos de tralho, para aumentar e muito o emprego, algo mais importante que diminuir o desemprego, se isto se der pela emigração, como está a ser o nosso caso.

Ou, haverá na forja algum país a ter que vir a ser intervencionado rapidamente, aqui pela Europa, e para não se cometerem os erros de Portugal e Grécia, já vem a exortação que por cá se errou, e nada mais.

Esperemos, dado que já não é a primeira vez que a Sra. Lagarde em nome do FMI nos diz que errou, que emende a mão, que faça bem, que corrija o erro, e que não deixe a Grécia e Portugal atolarem-se, mais do que já estão.

Claro, convém repetir, não é de boa pratica despejar para cá dinheiro de qualquer forma, dado que pode cair-se em alguma tentação de o gastar depressa demais, mas é indispensável, não continuar a aumentar a austeridade pela austeridade, não continuar a nada fazer pelo crescimento da economia e só vir dizer que errou, e tem pena.

Augusto Küttner de Magalhães

Dezembro 2013

Não foi sentida a Europa nas Cerimónias a Mandela

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Como é evidente nas cerimónias de despedida a Mandela, não haveria que serem ouvidos representantes de cada Continente, mas a Europa não ter uma voz presente, seria impensável há 15 anos atrás.

Mas, hoje, é uma realidade nas mais diversas situações em que a Europa não só já não tem qualquer centralidade, como por si mesmo se exclui, ao não se saber fazer unir.

E, a Alemanha não é uma potência suficientemente grande para por si representar-se como um espaço de presença num mundo globalizado. E o Continente Europeu onde todos estamos e a Alemanha também, não estando a conseguirmos a União de facto, vamos ficar demasiado esquecidos e a perder toda e qualquer representatividade.

Se, já se pensa que os EUA vão em definitivo, virar-se para o Pacifico para chegar “amigavelmente” à China, India, Japão, virando as costas ao Atlântico, esquecendo a Europa, esta nada faz para contrariar esta situação.

Se nos continuarmos a anular, a não querer entender, tentando muito rápida e pacificamente unir, apesar das nossas diferenças linguísticas e passados históricos, num espaço único e verdadeiro Europeu, vamo-nos derreter, e cada vez mais, sem retorno.

Se seguirmos o caminho que vimos a macerar, se continuarmos sem rumo, sem unidade, a deixarmo-nos ser comprados pelos países dos outros Continentes, que hoje estão endinheirados, dentro em muito pouco seremos unicamente o Museu do Mundo.

Como tal, toda a nossa história País a País, será, bem como tudo o que a representa – monumentos, museus e tudo mais – propriedade não nossa, e seremos visitados quais animais em cativeiro, por quem nos vier dar umas esmolas para irmos sobrevivendo à penúria em que nos deixámos cair, afogar.

Ainda temos uma última oportunidade de levantar a cabeça. Mas com todos estes sinais de desunião e decadência que sentimos cá dentro e que os outros, lá de fora, sabem que são uma realidade, somos o prenúncio exactamete do inverso, da decadência europeia a cada dia que passa!

 

Augusto Küttner de Magalhães

Dezembro 2013

O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado/Serralves/ 2ª Conferência/12.12.2013

 

Neste novo Ciclo de Conferências em Serralves, a 2ª intitulada Que Justiça? com António Lobo Xavier e José Miguel Júdice , moderada por David Pontes..

Pelas 21h30 no Auditório da Fundação de Serralves.

Comissário de mais este Ciclo: Paulo Cunha e Silva.

Depois das oportunas intervenções de Luís Braga da Cruz sobre a generalidade deste novo ciclo, e de Paulo Cunha e Silva rapidamente referir o que será cada conferência, seguido da introdução ao debate por David Pontes, falou José Miguel Júdice.

Começou por dizer, que o estado da Justiça está num conflito entre sermos tratados como cidadãos ou consumidores. Os juízes vêem-nos unicamente como cidadãos, mas somos também consumidores. A Justiça está muito abstrata e imóvel, num tempo em movimento e moderno. Onde tudo muda e muito depressa. E é avessa à mudança, como, de resto, somos todos nós. É indispensável uma enorme modéstia intelectual, o direito não é um fim em si mesmo, este sistema judicial tem que olhar e resolver os problemas da Sociedade.

António Lobo Xavier, falou de seguida, dizendo que o sistema financeiro público tem que ser visto como um conjunto de receitas e despesas, com justiça. Com base num princípio da proibição de privilégios, em favor da equidade. Nos sistemas fiscais cada vez se fala mais em eficácia e menos em Justiça. A propósito do Tribunal Constitucional disse que é um último rácio na igualdade financeira, como está instituído, mas criando por vezes dificuldades e não sendo necessariamente a igualdade bem analisada, por exemplo, nos subsídios quanto a públicos e privados.

No debate foi sendo repetido que, como portugueses, somos avessos à mudança, o que nos dificulta evoluir quando tudo evoluiu. Claro que vários países europeus estão com dificuldades várias, mas nós, olhamos ainda demasiado para o Estado como um protector. Muitas mães, criam os seus filhos sobre um manto protector que fica para a vida.

Mais uma agradável conferência, onde foram apontadas situações, que vamos sentindo e vivendo, com vontade de tentar, ficar melhor. Veremos!

Estão de parabéns, os Oradores, o Moderador, o Comissário, e claro Luís Braga da Criz e Odete Patrício e toda a Equipa de Serralves.

Há mais 5ª feira, 09.01.2014 às 21h30.

Augusto Küttner de Magalhães

13.12.2013

Cada acidente na VCI, pára o Porto. Sem solução?

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Parece espantoso, mas não é! Ao mínimo acidente que aconteça na VCI, no Porto o trânsito fica caótico em todo o lado. E, já não circulam no Porto os automóveis que antes circulavam – pré-crise – dado não haver dinheiro suficiente para combustível, e não só. Assim, parece haver uma não coordenação dos serviços necessários para obviar e depois resolver estas situações. Parece não haver um devido controlo do trânsito de quem circula “junto” ao acidente e na via oposta ao mesmo. Parece que falta “ tanto para se fazer algo” que não prejudique uma cidade o Porto, a vizinha Gaia e Matosinhos, ao lado. Fica tudo encalhado! E sem solução!

Como a culpa neste nosso País nunca é de ninguém, o melhor é não tentarmos arranjar culpados, para o que quer que possa ser, mas em vez de isso, humildemente pedir a quem possa ser responsável pelo País, pelas cidades, pelo que quer que seja, que em crise e com crises, tente resolver de uma vez por todas esta situação. E sem vir logo o argumento de que não há dinheiro, logo nada se pode fazer. Nem numa solução económica pensar! Haja imaginação!

Não é possível – por acaso até é! – por haver um acidente na VCI, que quem vai trabalhar chegue atrasado ao emprego. Quem vai entregar mercadorias não o consiga fazer a tempo. Quem vai buscar miudagem o faça quando calhar. E todos e cada um, a queimar litros e litros de combustível, algo tão dispendioso e tão precioso em qualquer ocasião e mais ainda nestes tempos tão difíceis.

E quando todos se dedicam a tantos criticar e a tudo criticar, não haverá “alguém” que possa dentro da realidade, e não com sonhos irrealizáveis, fazer passar ideias, para que se poupe em tudo e não se esbanja o pouco que ainda teremos, para além do tempo e de paciência. E quanto a paciência e bons comportamentos, estão tão arredios das nossas vivências que vale tudo, desde insultos a quase agressões para quem fica pendurado horas à espera que por mero acaso tudo se resolva.

E se não for de outra forma – o mero acaso! – que haja uma “autoridade” numa simples motorizada em dois ou três dos locais de mais probabilidade de acidente, e caso não sendo possível evitá-lo, lá chegar de imediato e tentar resolver a situação de danos em Pessoas e depois manifestamente escoar o trânsito. Temos que todos ajudar, temos que todos, nas mais pequenas situações fazer muito melhor a bem de cada um e de todos nós, no conjunto, cidade, cidades, País.

Caso contrário iremos de mal a pior num declínio irreversível, se nem problemas de trânsito sabemos – rápida e razoavelmente – solucionar!

Somos todos tão capazes a encontrar problemas e a criticar o que os outros fazem e não fazem, e tão difíceis aplicar soluções, nossas!

Augusto Küttner de Magalhães

O civismo, a falta de respeito, no seu pior. Sem dinheiro

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Fomo-nos instalando rapidamente numa sociedade Ocidental que projectou como principal objectivo de vida, o aspecto financeira/económico. Ou seja, o “ter” foi-nos definindo a forma única de “ser”. E este deixou de ter outros valores, esvaziou-se em prole de tudo o que o dinheiro nos pudesse dar. Só!

Como muito do dinheiro que tem circulado pelo Ocidente, em especial Europa, está a perder a sustentabilidade efectiva/real, tendo sido algo que uns quantos criaram para enriquecerem-se em circuito fechado, já muito tinham e continuam “à grande”, enquanto nós, a maioria, está em declínio progressivo e talvez imparável.

Os políticos e aqui todoss sem excepções – pena dizê-lo, mas fácil constata-lo – nestes últimos 20 anos, têm uma base cultural demasiado elementar e encantaram-se com o poder e o dinheiro que lhes foi sendo acenado pelos “detentores desses dinheiros”. Essencialmente dinheiros não firmados e muito menos sustentadas numa economia real, criada com base em bens transacionáveis.

Num tempo em que não há dinheiro para a maioria da população deste nosso País, tal como em tantos outros países europeus, mormente a Sul, tudo se desmorona, a cada dia que passa.

E, como o projecto de vida foi “dinheiro pelo dinheiro, com dinheiro”, este estando a acabar-se – o dinheiro – , tudo o “resto” não existe, uma vez que não era objectivo “ter” que existir.

E agora vemo-nos a assumir comportamentos primários de total falta de civismo e de respeito, por nós, quanto mais pelos que nos rodeiam.

E esta selvajaria progressivamente se vai notando em tudo, na condução automóvel, onde cada um tem a sua estrada e caminho, os outros não existem. Em tudo quanto mais espezinharmos os nossos iguais, melhor, por não termos solidez cívica para viver nua sociedade em que o dinheiro não seja o deus, não atinamos. Ponto!

Talvez tenhamos que rever objectivos de vida e deixar de ter o “ter” como primeiro o dinheiro e aprender as apostar em tantos outros valores como: respeito, educação que não só instrução, civismo, condução automóvel respeitosa, comportamentos adequados entre Pessoas, respeito pelos com idades diferentes das nossas! Respeito!

Reaprender – mães, pais, professores, cidadãos em geral – ao tempo de hoje, a “ser mais do que só ter”, tendo o indispensável para viver com qualidade de vida mas não para mais “ter e mostrar”, unicamente! Só! É pouco e acaba-se nada deixando no seu lugar……

Augusto Küttner de Magalhães

O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado/Serralves/ 1ª Conferência/06.12.2013

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Neste novo Ciclo de Conferências em Serralves, a 1ª intitulada O Presente e o Futuro, com Adriano Moreira e Rui Moreira, moderada por António José Teixeira. Excepcionalmente à 6ª feira, 06.12.2013, sendo as próximas às 5ªs feiras, como usualmente, foi um muito bom começo.

Pelas 21h30 o Auditório da Fundação de Serralves, cheio.

Comissário de mais este Ciclo: Paulo Cunha e Silva.

Depois das oportunas intervenções de Luís Braga da Cruz sobre a generalidade deste novo ciclo, e de Paulo Cunha e Silva rapidamente referir o que será cada conferência, seguido da introdução ao debate por António José Teixeira, falou Adriano Moreira.

Começou por dizer, uma vez que os partidos não estão a saber adequar-se ao tempo actual, a Sociedade Civil está a movimentar-se, mas desenquadrada. O problema hoje, português, é trabalho e pão na mesa. Tanto Portugal como a Europa estão sem conceito estratégico.

O que também acontece com a ONU. Estamos num regime de anarquia, Para além de que Portugal. Sempre. Desde Afonso Henriques, precisou de ajuda externa, como hoje está a acontecer. E novamente, depois das ajudas, estamos falidos.

Pelo que, precisamos de refundar os poderes no nosso País, nomeadamente quanto ao PR que institucionalmente não tem poder – a não ser a bomba atómica – logo, ou tem carisma, ou não é!

Os partidos têm que se refundar, para não estarmos unicamente a eleger o respectivo chefe.

O nosso futuro é o mar e não está no programa de nenhum partido. Outra via é a CPLP, todos países marítimos, criando uma frota marítima comum. O ensino e a investigação estão, e muito mal, a funcionar para a ecónoma de mercado.

Seguiu-se Rui Moreira, referindo que o sistema político que hoje está instituído não resolve os problemas do país, os partidos não sentem o país, o que pode levar à democracia directa ou ao populismo. E isto é um risco muito grave. Risco que não só nosso, anda pela Europa, toda.

Temos que transformar o sistema político, os jovens estão pouco envolvidos e empenhados, na verdadeira política activa.

Estamos a não saber defender o nosso país em todo o nosso espaço, com unidade e equidade, espaço que já foi muito maior.

E, apesar de tudo, temos jovens muito bem preparados para o futuro, mas temos que ter um sistema político viável. Diferente e actualizado a este tempo.

Para além de necessitarmos de nos fazer compreendidos na Europa e em todo o restante exterior.

Estamos numa época de fraqueza e a sociedade civil está a movimentar-se, talvez seja esta a via a ser seguida.

É necessário que a classe política seja requalificada com dirigentes “sãos”.

Na parte final de perguntas e respostas, por ambos foi sendo dito:

 – A emigração de hoje é negativa por ser forçada, por ser quase a única via possível aos nossos jovens arranjarem trabalho e possivelmente sem regresso.

– A sociedade civil tem que continuar activa, participativa, mas pacífica.

Auditório da Fundação de Serralves, cheio, Conferencia muito interessante, uma noite de 6ª feira, muito bem passada, a aprender, em Serralves

Estão de parabéns, os Oradores, o Moderador, o Comissário, e claro Luís Braga da Criz e Odete Patrício e toda a Equipa de Serralves.

Há mais 5ª feira, 12.12.2013 às 21h30.

Augusto Küttner de Magalhães

09.12.2013

Do Vazio de Poder, ao Poder na Rua

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Um país como o nosso que supostamente é democrático e que tem poder legislativo (Assembleia da República), poder executivo (Governo), poder judicial (Tribunais) e um semi-poder no Presidente da República, conseguiu a proeza, de estar em Vazio de Poder.

Ninguém decide à séria, ninguém explica como deve ser, ninguém legisla adequadamente, e a alguns tribunais , mormente o Constitucional fazem o que podem e mais do que devem, para o vazio do poder não ficar ainda mais esvaziado.

Cada um dos poderes atrás referidos, deveria parar por momentos, e repensar o que “não anda a fazer” e até onde, como e quando se vai aguentar, neste país a esvaziar-se de tudo, tudo: poderes, valores, referências, orientações, vida em sociedade.

Vivemos num país totalmente desorientado, onde os actores políticos/públicos deixariam completamente de o ser.

Ninguém age correctamente por iniciativa própria, todos e cada um espreitam o outro, para mal e tardiamente, reagir. Isto engloba todas as Oposições, também!

Convém não esquecer a actuação do 4º Poder, o não institucionalizado, mas que também existe, se bem que igualmente indo a reboque da desorientação geral, criando ainda mais confusão, a comunicação social. Até, já esta, arrasta-se sem iniciativas e sem diferenças entre si – é tudo igual ou excessivamente parecido – mostrando às mesmas horas, as mesmas desgraças, as mesmas trapalhadas a que o País chegou, e já não influencia, faz um retrato igual – claro que há honrosas execpções – da confusão em que o País está instalado. Só!

Transmitem tudo de idêntico, o mais trágico possível, o mais ao vivo conseguível e sempre em simultâneo.

Como é evidente este Vazio de Poder- com tanto Poder constituído – que se sente, que se vive, desde que acordamos – mesmo que não queiramos ver televisões, mas rádio e jornais, ainda lá vamos – até que nos deitamos, é um retrato exacto do preparo em que nos encontramos.

E, claro que, seremos nós, população que ainda mais prejudicados viremos a ficar, quando o total e incontrolável desrespeito pelos Poderes Instituídos, de tão esvaziado, cair na rua.

E, quando o Poder estiver na Rua, como tantos desejaram/espicaçam, uns pela violência, outros criticando os pensionistas, outros invadido o que não deve ser invadido, vai ser agarrado por “algum salvador”. E não serão de esperar melhorias, bem pelo contrário. E veremos muitos camaleões a mudar de palco – a História repete-se, está é esquecida, propositadamente – e, nós, a maioria da população, ainda mais iremos ter que amargurar!

 

Augusto Küttner de Magalhães

Dezembro 2013

Serralves: Conferências: O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado.

Vamos, em boa hora, a partir do dia 6 de Dezembro de 2013, voltar a poder assistir a mais um bom Ciclo de Conferências, às quintas-feiras à noite, em Serralves.

A primeira, será a uma 6ª feira, mas as restantes 9, serão às 5ªs feiras, às 21h30 em ponto. Um bom dia, 5ª feira – uma boa noite – sempre, para estas boas Conferências, em Serralves.

A seguir ao título deste Ciclo: O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado, aparece-nos (Portugal, Sim ou Não?”, Cinco Anos Depois). Quem é seguidor, acérrimo, destas Conferências, por certo assistiu, em Serralves, faz 5 anos – o tempo, passa-nos rápido – ao Ciclo Portugal Sim ou Não?

Bem, Portugal ainda é Sim, mas com um Não grande. Um Não de falta de esperança, de falta de independências (s), de Valores, de alegrias, de falta de confiança, que não só no Futuro, mas já no Presente, que não só nos outros, mas em nós próprios.

Por certo mais este Ciclo, como sempre em Serralves, nos fará aprender, nos fará pensar, nos ajudará a ver um futuro, que não de um Portugal sózinho, mas esperançadamente de um Portugal num Mundo Global, com Futuro.

Entramos muitos, num clima de pessimismo, estou nesse Grupo. Achei que a dada altura iríamos todos ajudarmo-nos a ser “soluções” – aprendendo com erros passados – e não só problemas! Há muito que achei e até pelo que fui aprendendo, pela e na minha vida pessoal e profissional, e em outras Conferências ao longo dos tempos em Serralves e não só, e pelo que vou lendo, e pelo que não vou vendo, como televisões, que “isto” iria mudar. Hoje, acho que caminhamos de mal a pior.

Mas, mas, temos Serralves, que é Cultura, por muito que muitos achem que não, é essencial termos Cultura em Serralves. E não só, evidentemente! E teremos estas Conferências, que não vão resolver o País, mas podem ajudar a dar pistas, que podem não ser seguidas, mas que podem ser futuro.

Por certo, com muitos dos participantes nestas Conferências, muito poderemos aprender, qualquer que possa ser a nossa idade, com outros, nem tanto, e com um ou outro muito pouco. Estes, poderão aproveitar para aprender, os próprios!

Mas, fica sempre, sempre Serralves de parabéns por organizar estas Conferências, por fazê-las bem-feitas, em boa hora e a horas, e mesmo neste tempo frio, espera-se que sejam a opção, dado que o resto – à mesma hora, um pouco antes, para se chegar a tempo! usamos ser atrasados! – por vezes é tão menos bom, que ir a Serralves, ajudará a pensar o futuro, mesmo que nós, os que vamos assistir em nada possamos contribuir para o melhorar, mas pelo menos veremos que o nosso , talvez não acabe , já. E que outros podem fazer melhor!

O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado, começa dia 6, e mais umas vez as minhas felicitações a Serralves, a Luís Braga da Cruz, à Odete Patrício e a todos em Serralves e não só, que não desistem, nunca, de apostar em Cultura, e nestas Conferências, para ganhar o amanhã, ou no minimio, para o não perder!

Augusto Küttner de Magalhães

02.12.2013

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O Porto com mais Cultura

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Se todos já entendemos que em anos anteriores se poderia/deveria ter feito bem mais pela Cultura, do que aconteceu, no Porto, e havia algum dinheiro, hoje pouco ou nenhum – dinheiro – existe, terá que não se perder mais tempo, a olhar para trás. Até por nada resolver! Assim, o caminho é o presente virado para o futuro, mas com aprendizagens do passado!

 

Com as especificidades únicas de Serralves, Casa da Música e Teatro S. João, sem protagonismo especial de nenhum, terão – deverão! – que ser feitos acordos, de cavalheiros, mais intensos que ajudem a fazer circular ideias e claro Pessoas, em eventos, em cada um destes locais ancora, no Porto. Por vezes só visitá-los!

 

Claro que temos ícones como os Clérigos, muito presente na ideia de quem visita o Porto, e – espantemo-nos ou não! – pouco de quem é do Porto. Grave, a Ponte D. Maria estar esquecida – para ali….- e, a assim continuar, talvez seja de a vender aos chineses, ou a quem a queira e possa comprar antes de se acabar, caindo rio abaixo.

 

Será com certeza de facilitar circuitos simples entre todas as referências do Porto, atrás mencionadas, alargando evidentemente às já tão visitadas, Caves do Vinho do Porto, do lado de lá do Douro, mas aqui tão próximo.

 

Falar-se e sentir-se mais o Museu Soares dos Reis seria essencial.

 

E, conservar tudo o que o Porto – ainda – tem, e que o caracteriza, sem nada de novo ter que fazer, até por haver demasiadas “coisas novas” – o Porto, não é só velharias! – algumas, ligadas à arte, que até nem utilidade chegaram a ter, vá-se lá porquê entender, como o putativo espaço do Museu de Manoel Oliveira.

 

Parece que o tema será resolvido de outra forma. Seja. Mas que seja útil, para o que possa ser, se não vai ser para o que originariamente, era para ser, aquele espaço antes de apodrecer.

 

Por certo, hoje, será essencial conservar/reanimar/reactivar tudo o que cá temos, e não é pouco, e evitar tudo o que seja fazer construções novas, ou até remexer no que vai estando bem, comparando com o que já está mal.

 

Assim, deixe-se a Avenida da Boavista tal como está, e criem-se espaços de segurança, limpeza, conservação no que não vai bem, quer em vias de circulação, quer em locais de Cultura e animação, e residência.

 

Por certo que os entendidos em Cultura, neste tempo tão, tão difícil que estamos todos a viver, com tão pouco dinheiro, tudo faraó pelo e no Porto. E estarão por certo, já em cima do acontecimento, e das situações!

 

Querer-se, mais e mais, o Porto, como uma imagem de marca, com Cultura, com Serralves, Casa da Música, Teatro S. João, Clérigos, Caves, Museu Soares do Reis , Parques da Cidade, e tanto mais, turismo, atracção de Pessoas de dentro de fora, e fazendo ainda mais crescer o aeroporto Francisco Sá Carneiro, a restauração, e tudo junto “quase que implicar”, e por que não, mais reativação na Indústria, com qualidade como o calçado, os têxteis e vestuário.

 

Tudo a bem da Cultura, do Porto e claro do País. E do não afogamento, sem horizontes futuros, de todos nós!

Augusto Küttner de Magalhães

A Constituição a ser revista é por nós. Nunca de fora

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Se não estivéssemos em tempos de tamanha austeridade, que parece não ter outro objectivo que não a própria austeridade.

Se não estivéssemos com um Governo mau e com alternativas tão pouco viáveis.

Se tivéssemos com um PR apropriado a este difícil momento.

Se não tivéssemos alguns – bastantes, demasiados – média, que vivem, de e para o sensacionalismo.

Se não estivéssemos demasiado entristecidos e desesperançados com “tudo isto”, não andaria a Constituição, nem o Tribunal de Contas nas bocas de todos, de manhã, à tarde e à noite.

Mas, com estes “se”, a Constituição passou a ser o bode expiatório de todas as incapacidades dos diversos Poderes Constituídos, de, com alguma normalidade, fazerem o País funcionar, por forma a fazermos – aqui, todos – com que tenhamos futuro cá dentro, com um mínimo de qualidade de vida.

Por certo que, a Constituição possa ter que ser mais reduzida, não tão regulamentadora, uma base sólida, mas menos pesada. Porém, não é este o tempo de poder ser revista, pelos “se” atrás referidos.

Esperemos que tal venha a poder acontecer, com calma ser revista, mas sem quaisquer nacionalismos bacocos fora de tempo, ou o inverso, e terá que ser feito por nós, connosco e sem recados permanentes de alguns cá de dentro, e muitíssimo mais grave, de demasiados “lá de fora”.

Já chega de não poucos supostamente “responsáveis” internos, quando vão lá fora ou recebem “cá dentro” os de “lá de fora, a quem prestam venerações” criticarem aberta ou dissimuladamente a Constituição. Chega!

Tudo no seu tempo, lugar e espaço, mesmo que numa prespectiva ainda muito ilusória de haver ou poder vir a sermos, uma verdadeira União Europeia – e não está manta de retalhos – este é o momento de respeitar a Constituição e o Tribunal Constitucional que temos. Que somos!

E se cada Poder instituído e até as Oposições e outros que já nem isso são, cumprirem com as suas funções, talvez a Constituição e o Tribunal Constitucional, não fossem termo de tanta obstinação.

Augusto Küttner de Magalhães

Novembro 2013

Exportar só, não chega

 

Havendo cada vez mais necessidade de fazer a nossa Economia crescer, aumentar unicamente a exportação, não é suficiente.

Se em paralelo não fizermos crescer o mercado interno, vamos conseguir continuar – ou não – a aumentar exportações, talvez com um quarto da população activa que hoje temos, dado que a restante não tem como viver “cá dentro”.

Para além de que, a “praga viva” de reformados e pensionistas se continuarem a ser asfixiados até não conseguirem sobreviver, como não podem emigrar vão morrendo à mingua de tudo: comida, medicamentos, assistência Mécia, carinho, numa palavra “vida”. Por não haver economia que a sustente! Este aspecto, só este, pode ser de alívio a muito boa gente, e justificação para não melhorar a economia!

Assim, sem se ter que voltar a (re)incentivar o consumo interno “via betão” – nunca! – , ou seja, construindo mais do que já temos e não sabemos que fazer, e se “isto” pudéssemos exportar, que bons benéficos daria – vender lá fora, o que quase novo fizemos e não é usado. Temos que engrandecer a economia, pela economia, e não só para “lá para fora”! – temos que virar a economia , também, para bens de consumo/utilização por e para nós, que a façam mexer, crescer. Ajudar-nos a todos.

Para isso, será indispensável lembrar, que os que cá estamos, novos, meia-idade e velhos temos direitos e deveres – por vezes estes esquecemos – e vontade de cá continuar, mas com alguma qualidade de vida.

Assim, temos que dar muito mais impulso a tudo o que tradicionalmente já sabemos fazer – sempre apostando na qualidade e para melhor: turismo, calçado, têxteis e vestuário, vinhos, azeites, e mais!

Tudo para ter quota de exportação, mas também para “consumo interno”, nosso.

Temos que saber fazer – todos – uma viragem de 180º em variadíssimos aspectos, por muito que difícil nos possa parecer. Assim, temos que nos saber programar e deixar o “desenrasca” como ideia do passado – aprender com a memória para não repetir -, temos cada vez mais que ter antevisão e fazer, tudo, com princípio, meio e fim.

Temos que ser menos individualistas e saber estar melhor em equipa. Temos que usar a pontualidade como um lema, e atirar” às malvas” o quarto de hora de atraso, “académico”, que depois passou a ser um atraso, em tudo, e de todos! .

Tudo o que prometemos temos que cumprir, custe o que custar e a quem custar.

E, tendo que ter qualidade de vida, não necessitamos de modo algum de ostentar os maiores e melhores automóveis que existem – e nenhum cá fabricado! – nem tudo o que não passe de “estatuto”, que se “tem mas não se é”! O culto da importância! Basta termos tudo com qualidade, à nossa medida, nunca para e por exibição, mas para nos ser útil e de boa utilização. E, a economia funcionará para a exportação, mas também e com força, para consumo interno, que gera mais valor e mais dinheiro, e mais bem-estar, e não tanta necessidade de emigrar e velhos matar!

 

Augusto Küttner de Magalhães

Novembro de 2013

Dias especiais. Porquê? Para quê?

 

Devo estar errado mas não me agradam “dias especiais”. Dias aprazados para comemorar Pessoas ou coisas, e parece que não havendo ” estes dias especiais”, não são “comemoradas”, no caso, as Pessoas.

E a propósito do Dia da Mãe, que é o mais recentemente comemorado, fazem-me estes “dias especiais, próprios, determinados”,  alguma confusão, como o do Pai ou de quem mais possa ser. O da Mulher, por exemplo!

Não sei o que é ter mãe, a minha morreu quando nasci. Mas vejo muitas mulheres , mães, o caso da minha mulher, e sei-a ser mãe. Mas assumo que não precisem de ser festejadas uma vez por ano, com flores, hoje 5 de Maio de 2013, vi tantas pessoas de flor na mão, se calhar a última que entregaram a suas Mães foi há um ano. Se calhar – estou a ser tao injusto! – neste espaço de tempo não mais viram a mãe, se calhar hoje fazem “o sacrifício” de estar bastante tempo com a mãe, e depois despedem-se aliviados, deixando as flores – que desperdício de dinheiro, estavam tão bem plantadas! -, um doce, uma festa na cara, e um até mais. E o até mais, será dentro daqui a um ano, a 5 de Maio, se a mãe até lá, ainda estiver viva.

Parece-me ainda para mais em tempo de tantas crises como as que nos estão a cair em cima, a Mãe, é-o todos os dias. E todas as outras Pessoas com dias “marcados”! Mas não tem que ter que ser visitada, a Pessoa, todos os dias. Não é necessário ligar-lhe todos os dias. Basta de tempo em tempo, não demasiado espaçado , com genuína vontade telefonar à mãe – no caso – , estar com a mãe, sem ter que lhe dar uma flor, mas “dando-se como filha ou filho”. Qual necessidade de “um dia determinado e nesse dia determinado”  fazer tudo e tanto que não mais se faz, que dentro de um ano.

Deveria era haver dias, todos os dias para nos lembrar que devemos viver com respeito pelos outros, para os outros por nós terem igualmente respeito. E substituindo – similarmente –  respeito por carinho, afecto, compreensão, entreajuda, teríamos por certo melhores vivências entre todos e a  cada dia.

E aqui e agora, foi o dia especifico da Mãe. Mas também  há dias, o do Pai. Sou pai e felizmente foi um dia como todos os restantes, desde que sou pai. E o da Mulher, e o de tantas mais Pessoas e outras tantas Situações que não “o são” desse único dia do ano, mas de todos os dias da vida de cada um.

Temos que, até nisto talvez ficar diferentes, para melhor. Mas como devo estar errado – sou injusto! – , tudo vai ficar na mesma., mais uns dias se vão criando. E uma vez por ano muitos os lembram  – para logo o esquecer! – que ainda têm  Mães, há mais daqui a um ano!

 

A. Küttner de Magalhães

A Avenida da Boavista, no Porto, já sem Obras.

 

Parecia-nos que o tique das Obras, que ao comum dos mortais não parecem necessárias havia acabado. Mas, talvez não! Ou como devo ter um problema de entendimento, o erro de análise será meu, e ponto.

Há uns meses, na Avenida da Boavista no Porto, junto à Casa da Música houve que escavacar “aquilo tudo” interrompendo transito, que ficou uma balburdia, dado que todos andamos muito nervosinhos e não nos respeitamos, para desfazer o que não tinha que ser desfeito – não parecia estar assim tão mal -, e ficar, agora, no final da primeira quinzena de Novembro de 2013, tudo em ordem. Tudo novo. Mas por certo estou a ver erradamente a situação!

Mas permito-me “atirar para o ar, algo que muito boa gente, o tem feito”, haveria necessidade de, neste tempo difícil, em que se contam os cêntimos pelo menos muitos neste País em declínio, que mexer na Avenida da Boavista, onde tudo estava visivelmente normal.

Já, na parte inferior, ou seja entre o cume superior do Parque da Cidade e o chamado Castelo do Queijo se vem remexendo, sem se achar necessário, e agora, foi- se fazê-lo mais acima. Bem, mas está agora tudo em ordem, se bem que antes já pareceria estar. E como não vai haver Metro naquelas zonas nas próximas décadas, não haveria que ter que mexer naquela Avenida. Mas, mexeram.

Esperemos, e por certo mais um erro/lapso meu, que aquelas mexidas não achadas urgentes e indispensáveis, não nos venham a ser um arrependimento, quando houver – já há, já há – necessidade de tapar buracos nas mais diversas ruas do Porto e não for, já não é, e será feito? Quando tampas de saneamento e do que mais possa ser, estão a “ir-se baixando” no meio das ruas e nada é feito para ainda pior não ficarem. E os automóveis mandam topadas constantes nos pneus, e não é salutar e é perigoso! Basta andar pela cidade, para ver e sentir!

Por certo aquela Obra – Avenida da Boavista – era de extrema necessidade. E está feita, sendo que na práctica nada de melhor, novo e edificante apareceu junto, à Casa da Música. Erro, de prespectiva de quem isto escreve, por certo!

Talvez para futuro, e essencialmente para os que somos de mais dificuldade em entender, nos possam explicar publicamente as opções, em tempo de tantas dificuldades, de fazer Obra aqui e não ali. De não reparar buracos, não nivelar tampas de saneamento, e não só e mexer onde nos “parecia” – mas por certo erro de visão – não havia necessidade. Talvez seja, de qualquer forma, um tempo de todos termos direito a mais explicações, com tudo o que mexe com dinheiro público. Ou não! Talvez não!

 

Augusto Küttner de Magalhães

Novembro 2013

Que raio de esquerdas é que temos?

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Será que ser de esquerda é unicamente estar sempre a dizer mal? Em dado tempo, essencialmente quando havia proletários e era necessário dar-lhes direitos uma vez que os detentores do capital os exploravam, fazendo-os trabalhar 16 a 20 horas por dia sem quaisquer direitos, a esquerda fez o seu trabalho. Depois, foi conseguindo mais direitos para os trabalhadores, que não só deveres. Mais tarde apareceu a social-democracia que conseguiu – em meados do seculo passado – , criar o Estado Social.

Entretanto sempre houve umas esquerdas que pouco mais souberam fazer que manifestar-se, estar unicamente do contra. E claro, umas direitas muito retrógradas e paradas no tempo a não querer perder direitos e regalias. E mordomias, e títulos.

Os tempos esbaterem-se e foi possível vivermos – essencialmente – a Ocidente anos de algum bem-estar com uma segura classe média. O proletariado desapareceu, e os sindicatos e alguns partidos ditos de esquerdas ficaram estáticos no tempo, outros andavam a dar vivas a qualquer coisa, e nada mas que isso. Depois, o muro de Berlim caiu, o mundo deixou de ter umas aves raras que eram os comunistas e ficou tudo capitalista. Que remedio!

E aqui foi o desastre, começou a valer tudo. Começaram os que já tinham muito dinheiro a juntar ainda mais, ainda muito mais e a haver cada vez mais pobres e a classe média a desfazer-se, encostando, não poucos, aos mais pobres.

E as esquerdas em vez de tomarem em mão uma orientação adequada ao tempo, defendendo quem trabalha, e até quem vive de rendimentos que se percebem de onde vêm, não. Primeiro instalou-se no seu reduto inalienável de “esquerda”. Depois apanhou pelo caminho tiques de direita, deslocando-se em viaturas que supostamente só daquela diziam ser, e usando o mesmo estilo de vida, ora abertamente, ora às escondidas.

Até havia uma esquerda de “caviar”. Gritando mais que os de direita- estes também o sabiam e sabem fazer – e tirando, quando conveniente, a gravata. E a salgalhada é tanta, e nenhuma esquerda quer qualquer união com as outras para não perder a “sua própria instalação” e os seus direitos e não quer ter “lá muitos” deveres – isso é para os outros – , logo, tudo vai ficar na mesma, e na mesma hoje, quer dizer pior.

E a direita que já perdeu o tino há muito tempo, mas se puder fica instalada, também, onde sempre esteve e ainda vai estando. E vendo as esquerdas a fazer muitas reuniões que depois não dão em nada, a não ser todos a dizer mal uns dos outros. A dizer que não pagam os empréstimos mas que não podemos viver sem empréstimos, a direita sente-se bem fazendo cada vez mais disparates! Insistindo no que vem fazendo, mal!

Ou seja, todos têm que mudar e muito, todos têm que perder a vontade de ter lugares, postos, mordomias, mesmo fazendo de conta que não as têm mas tendo-os, tanto à direita como à esquerda. E esta tem que fazer o que aquela não faz, que é falar para dizer verdades e explicar tudo, e não só para falar, dado que não se esperam milagres e para o dinheiro ser bem melhor distribuído e bem melhor produtivo, tem que saber-se como – donde vem, como cresce e se distribui – e não só berrando que assim não pode ser, mas nada mas que isso fazendo.

E não é partindo tudo que se constrói algo. Nunca! Não é roubando aos ricos para dar aos pobres. É fazendo criar riqueza, emprego, trabalho, sem haver muitos, muito ricos e tantos tão pobres, mas havendo diferenças que façam que todos tenhamos qualidade de vida. Mas com diferenças, sem utopia e sem disparidades colossais, e com uma verdadeira e humana esquerda. E com uma Justiça que funcione sem olhar a esquerdas e direitas, nem as pessoas, mas a casos, e com prontidão.

O resto, é deixar tudo na mesma a caminho de piorar.

Augusto Küttner de Magalhães

As duas Pontes entre Leça e Porto disfuncionais. Porquê?

Por vezes a sensação de estarmos a viver num País totalmente desorganizado e sem planeamento, é a que ocorre, ao comum dos utilizadores de viaturas automóveis neste País. Para não falarmos aqui e agora nas restantes situações!

Aqui, pelo Porto e arredores, se houver um “toque” na VCI o trânsito, fica tudo interrompido durante horas, na zona do acidente e na área envolvente que pode ser de quilómetros.

Quando se fazem necessárias repavimentações de locais de circulação que merecem que tal seja feito, é sempre de dia, nas horas de ponta, e nunca e só à noite, rápida e correctamente consumado para não incomodar tudo e todos e fazer gastar de combustíveis desnecessariamente. E, até facilitar a vida dos trabalhadores, que escusam de ter que se preocupar com movimentos aqui e ali de automóveis e sempre a ter que mudar sinalização!

Quanto à inutilização em simultâneo de duas pontes, as únicas, que fazem a ligação Matosinhos/Porto a Leça, é, estilo País do Sul. E é pena, mas é, custe a quem custar.

Não se pode programar uma avaria numa ponte móvel, mas tem que se explicar, explicar, explicar, como avaria, porque avaria, e como e quando, vai possivelmente ser reparada. E os nossos media andam sempre em procura de noticiário, deem-lhes “novidades”!

Como e porquê se fazem obras na outra ponte no tempo em que mais movimento a mesma tem, e não em Julho/Agosto quando menos circulação teria? Já estavam feitas!

Mas, dada a nossa característica desprogramação e desorganização, seria, talvez de explicarem, por que raio de ideia foram estas Obras feitas só nesta ocasião? Porque não fazem tudo por forma que o trabalho seja feito em força à noite e não de dia, e mesmo assim muito lentamente? Pagando as devidas compensações aos trabalhadores por trabalharem de noite, mas muito mais rapidamente, ficando todos a beneficiar.

Porque raio os políticos – todos, todos, todos – deste País não procuram encontrar soluções para estes pequenos grandes problemas, em vez de se estar sempre a maldizer dos outros? A falar sem nada dizer e ainda menos fazer!

Talvez em tudo, muitas mais explicações deveriam ser dadas a todos por todos, que não só no trânsito! E soluções sem problemas, programação, explicações!

Ah e na VCI, já está tudo parado mais um pequeno acidente!

 

Augusto Küttner de Magalhães

Novembro de 2013

O que é ser jovem/estudante, hoje?

 

Estranhos – talvez –  tempos estes em que vivemos. Parece haver medo de mães e pais que seus “rebentos” sejam expostos aos exames do 4º ano. Parece que não podem ficar ansiosos, não podem estar sem telemóvel, têm que estar para todo o sempre protegidos das agruras da vida real. que tem dias de sol, mas também outros de muita chuva, e outros assim-assim.

Nos invernos rigorosos as criancinhas terão que ficar “em proteção” em casa, para não se sujeitaram aos maus tempos? E nos dias de muito sol, talvez também por casa, para não se tostarem!

E depois quando “foram grandes” como serão, ficarão estas criancitas? sempre criancitas? Saberão viver por sua conta, claro com amor devido às famílias de origem, ou terão que ser protegidos para a vida? Não estarão a ser poucos preparadas para em devido tempo se “fazerem à vida”?

E quando se está na Universidade é para adquirir mais conhecimentos, mais aptidões, mais capacidades ou para ir todos os anos às festas, por se ser universitário? Estas não podem deixar de existir? Mesmo que matem – assassinem –  um seu igual nestas festas!

Quando tudo fica assim tão confuso, talvez seja chegado o momento de repensar que sociedade estamos a pretender construir. Não só os “outros”, nós “também”!

Queremos criancinhas que nem se possam constipar? Que tenham que ter sempre junto de si a mão maternal ou paternal quando é para serem ensinadas a ter futuro? E desprotegidas quando aos 12, 13 anos andam ao fim de semana às noites,  nos copos, nas baixas das cidades? Para as não contrariar. Se os outros vão?  Coitaditos!

E quando já estão mais cresciditas e vão para as faculdades é para estar na Faculdade, e ir a ,festas universitárias, estar  a beber uns copos com os seus iguais? ir a mutas festas em dias aprazados? ou, será diferente e bem melhor que tudo “isto”?

Talvez, face aos acontecimentos que envolvem “malta” que está a estudar neste País do 1º ano ao último, neste Maio de 2013, seja necessário fazer mães, pais, professores e alunos, e todos nós, que não só os “outros”, repensar o papel de cada um, para conseguirmos mudar para melhor, este nosso País, tão desnorteado!

 

A.  Küttner de Magalhães

Atirar novos contra velhos. Em força!

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Quando não há competência, nem capacidade para se fazerem “Reformas de Fundo do Estado”, fazem-se de tristes remedeios, e normalmente fica tudo na mesma ou pior. E de facto neste últimos anos quando se compreendeu que seria necessário arrepiar caminho, dado estarmos a ficar falidos, em vez de haver um “grupo de sábios”, até já não “muitos” jovens que dessem boas ideias aos políticos de serviço e aos jovens, para se fazer bem, optou-se por mais do mesmo com uma classe política por demais “instalada”, quer nas governações, quer nas oposições, todas!

E então, em vez de se fazer uma Reforma global de tudo que implica gastos excessivos do Estado, como Câmaras Municipais, Institutos, Fundações, Ministérios, Empresas Municipais e semelhantes, Mordomias sempre aos mesmos e PPP, e Estado Social ( educação, segurança social e saúde) não, há que ir cortando onde é tão simples – nos velhos e nos gastos destes! – deixando ficar tudo na mesma, onde dá mais jeito aos mesmos. Aos próprios, todos, políticos!

E vai de cortar nas reformas e pensões. E para ser uma tarefa mais simples há que fazer passar aos nossos média, que tanto gostam de ter telejornais de quase duas horas e jornais de fantásticas primeiras páginas, que os reformados e pensionistas são uma praga cinzenta, a abater. E acaba-se, seja por nada fazerem – mesmo que já tenham feito – e só gastarem dinheiro, seja por não haver direito de haver velhos a receber dinheiro, mesmo tendo descontado, mas já não estando a trabalhar.

E ainda por cima dizendo aos jovens que quando forem velhos não vão ter direito a reformas, pelo que não há que hoje pagar a reformados.

E ninguém quis passar a ideia, não conveniente, que os políticos de serviço não quiseram reformar tudo o que os envolve e gasta balúrdios de dinheiro dos cofres do Estado. E já referido acima.

E nenhuns políticos, das governações e das oposições, conseguiram até hoje, e difícil será fazê-lo amanhã, fazer criar riqueza, criar empregos, aumentar a indústria, a agricultura, as pescas, os serviços. E como aproveitar os velhos para irem gastando algum dinheiro na ecomimia, para também ajudarem a mantê-la viva. E a manterem-se não mortos!

E o raio dos velhos, até por experiência de vida, podem dar ensinamentos aos mais novos. Que não tendo que ser necesariamete seguidos podem ser experiencias que evitam estar sempre a fazer tudo de início, quando se pode fazer uma parte e aproveitar experiências de velhos feitas até meio percurso. E acertar. Mais e melhor!

Mas, o que está a ser “fabricado” e bem – ou mal! – é o odio dos novos aos velhos! Os filhos odiarem os pais. Os netos odiarem os avós. Estas classes políticas com gosto, isso incentivam. Mas será que não têm pais, nem avós? Ou se têm, é-lhes lixo? Filhos não devem querer ter para não arriscarem serem odiados, amanhã!

Augusto Küttner de Magalhães

Cronicas

Figuras políticas e públicas deixarem de tanto se expor

 De facto a política é feita por ideias e talvez ideias, e por pessoas. As ideias e os ideais vão mudando com o andar dos tempos, e se agarrarmos na história, vemos que muito do que se passou, se repete, claro que sempre actualizado ao momento. Os políticos são pessoas, não são “aves raras” que nasceram com dons ou defeitos próprios, são pessoas que surgem do meio de nós, tal como qualquer figura pública, tal como um rico ou um pobre. O problema é o “depois” e o “durante a formação”. O “depois” é como se tornam quando atingem determinado estatuo, estamos a falar em políticos e figuras publicas, o “durante” é ao que se prestam para chegar ao “depois”.

Tivemos em tempos recentes, talvez há 15/30 anos por toda a Europa, por todo o Ocidente, políticos e figuras publicas de grande relevo, de grande utilidade, que saindo de nós, conseguiram ficar melhores que nós. Temos, há uma década políticos que saindo de nós, conseguiram e conseguem ser muito piores que nós. Claro que se fossemos nós seriamos exactamente iguais, sem tirar nem pôr.

Antes, os políticos “ainda” acreditavam em ideias e defendiam-nas, nunca deixaram de ter algumas mordomias, mas o alvo não eram estas, era uma espécie de missão, de tentar melhor fazer, de haver transparência “possível” em tudo o que faziam. E sobretudo não tinham que estar sempre a mostrar-se, a mostrar o melhor fato, o melhor casaco, a melhor ocasião para aparecer na televisão, o melhor ângulo para ser filmado. Muitos nos lembraremos de Mário Soares – Presidente da Republica – em roupão à porta de sua casa quando se deslocava em tratamento a um hospital depois de publicamente – em funções – ter caído dias de um palco que cedeu quando discursava, e ter ficado ferido. Hoje teria que esta parte ser escondida, não teria pose, um político de hoje, de há uma década atrás, que por cá e lá fora vemos, não estar bem compostinho, bem vestidinho, bem arranjadinho, com o Mercedes, BMW, ou Audi, topo de gama, cinzento, preto ou azul à espera, e motorista, e segurança, e segundo ou terceiro carro, a acompanhar.

Deixou-se a nível Europeu, dos EUA, do Ocidente de se “estar pelo conteúdo e passou-se a estar pela forma”! Quanto mais aparato, quanto mais bom aspecto, quanto mais vezes as televisões aparecerem e estes aparecerem naquelas, melhor. E não está a dar, por muito que desagrade às televisões e aos próprios políticos, e às figuras publicas. E todos terão que mudar, e todos termos que mudar.

E quando os políticos deixarem de ter que todos os dias aparecer nas televisões, de ter que andar de carrão, de motorista, de fato novo, melhor. E quando as televisões em vez de andarem a correr atrás – a reboque – dos políticos e da figura publicas, para os filmar de frente, de lado e de trás, para ter um comentador que repete textualmente – literalmente, como hoje é “uso dizer”  – tudo o que em directo e a cores acabámos de ver, tudo será muito diferente e muito melhor.

Está chegado o momento de não ser a imagem, a forma, a “casca” que faz a politica, os políticos e as televisões, mas antes o conteúdo, o interior e recato. E seremos/estaremos todos bem melhor.

Augusto Küttner de Magalhães

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