Cromos Da República


Não era necessário assumir com tanta clareza que querem que António Costa permaneça na CML!

Relvas promete votar em Fernando Seara para a Câmara de Lisboa

Nem o beijo da mulher-aranha sabe pior…

charlie-brown-argh

Anteontem apanhei os ministros muito sorridentes

Crato com um sorriso sonso, Portas com um sorriso phosga-se e Relvas com o sorriso do “estou-te a topar”.

agnelo cordeirinho

uma opção segura, não quinquenal e com números individuais? Se fôr – alinho.

Mas nunca pelo mini-bloco do torquemada, qual ameba que nunca mais se divide.

Adenda: Sendo temporário (m/f/a)…

Adenda 2: … podia-se interromper a democracia…

António Nogueira Leite: se me obrigarem a pagar mais impostos, “palavra de honra que me piro”

Resta saber o conceito de palavra de honra.

Se for do género, palavra de honra que não aceito um cargo à conta do Estado, estamos conversados.

Se for a sério, que vá já pedir uma carta de recomendação ao Borges e bute nisso, pá!

Já se percebeu que Relvas quer vingar-se de qualquer coisa ou que quer provar algo (ou fazer provar) a alguém. Quanto às declarações de Passos Coelho em sua defesa são patéticas. O que Relvas mais faz é doer, a todos nós. Se fosse um fazedor, teria sido mais aplicado marceneiro. Não aceitaria tantos dez e onze.

Expresso, 21 de Julho de 2012

Por ordem crescente de potencial irritante:

Jorge Miranda: decisão do TC sobre subsídios “é razoável”

Frasquilho: «Não existe ajustamento sem dor»

Juízes do TC «estão a olhar para o seu próprio interesse»

Defendeu o democrata-cristão António Pires de Lima

Deixei o patrãozinho das cervejas para o fim porque, enfim, muito fala quem tem o “de” entre dois apelidos que dão vida garantida.

Primeiro o ideal era a escola a tempo inteiro. Agora já não é. E encontramos certos figurões a defender tudo e o seu contrário.

E depois há pérolas como aquela ali pelos 52 segundos em que o pai eterno afirma que não é tanto aquilo que se ensina, mas os conteúdos que são ensinados. E em primeiríssimo lugar. E depois em segundo, a forma como se ensina, que deve ser coisa que ele saberá muito com a vasta experiência pedagógica que tem…

… dão nisto:

A cada semana que passa, o Governo cria um novo grupo de trabalho para ajudar os vários ministros. Tem sido sempre este o ritmo do actual Executivo desde que tomou posse, há oito meses.

Segundo dados confirmados pelo SOL, o Governo já nomeou 43 grupos de trabalho. Passos Coelho fez questão de anunciar, quando foi eleito primeiro-ministro, que queria fazer um Governo pequeno. Mas o choque com a realidade fez com que os ministros tenham sentido necessidade de pedir ajuda a vários especialistas.

O campeão em recorrer a grupos de trabalho (9) é o Ministério da Saúde, liderado por Paulo Macedo. Fê-lo para estudar a reforma hospitalar, os cuidados de saúde primários, a reavaliação da rede nacional de emergência, ou o programa do medicamento hospitalar.

Ex-ministros ajudam

Só o ministro-adjunto Miguel Relvas, um dos mais influentes e transversais do Governo, decidiu criar num único dia três grupos de trabalho: profissionalização dos árbitros, regime jurídico das sociedades desportivas e protecção dos desportistas das selecções nacionais (este presidido pelo ex-ministro José Luís Arnaut).

Mais recentemente, o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar nomeou para presidir à comissão que vai apurar «o custo real dos alunos do ensino público por ano» outro ex-ministro do Governo de Durão Barroso, Pedro Roseta, que ocupou a pasta da Cultura.

A ministra da Justiça também escolheu ex-governantes para estudar a reforma do Processo Civil, mas neste caso dois socialistas: o advogado ex-ministro da Defesa de António Guterres, Júlio Castro Caldas, e o ex-secretário de Estado da Justiça de José Sócrates, João Correia. Já esta semana, Aguiar-Branco escolheu Marçal Grilo, ex-ministro da Educação de António Guterres para liderar a reforma do ensino militar.

Apesar do Estado ter muitos funcionários, são todos uns ineptos e é preciso ir buscar ex-governantes para estudar aquilo que não fizeram no seu tempo.

Aliás, não seria mau critério medir a incompetência de certos ministros pela necessidade de nomear quem lhes explique o que deveriam saber antes de aceitarem o cargo.

Podem dizer que é a minha má vontade com o Relvas, mas a sério que é mesmo assim. Nomear um grupo de trabalho para estudar coisas que estão mais do que estudadas há anos e anos (e disponíveis em qualquer redacção de um jornal desportivo) deve ser mesmo apenas para massajar o ego de alguém e distribuir senhas de presença.

Mas quem aceita missão notoriamente irrelevante também não está isento de alguma culpa…

E a seguir, por especial obséquio, pode dizer – pode ser por linguagem gestual – ao ministro Relvas para ser o segundo, atendendo a que o já é?

Passos manda calar ministros

Passos Coelho não gostou das fugas de informação do Conselho de Ministros da semana passada em que o QREN esteve em cima da mesa. E na reunião desta quarta-feira deu um murro na mesa. O primeiro-ministro fez questão de deixar bem claro a todos os seus colegas de Governo que tudo o que se passa naquelas reuniões semanais do Conselho de Ministros é para morrer ali – uma obrigação decorrente da lei orgânica do Governo. Contactados depois disso pelo SOL, vários ministros repetiram, de forma coincidente, que «o que se passa no Conselho de ministros é sagrado».

Isto é tipo Cúria Romana com a presença do Divino Espírito Santo?

Só alguém muito distraído não pode deixar de ver aqui os sinais típicos do governo Santana/Portas e do segundo governo Sócrates.

As libelinhas todas armadas em zangões.

Paulo Teixeira Pinto e Celeste Cardona acompanham Eduardo Catroga no conselho geral da EDP

“Ofereci 500 mil contos pelo Pinto da Costa”

(…)

Como investidor e adepto do Benfica, está satisfeito com o que tem visto este ano?
O Benfica é o que mexe mais comigo. O que eu sei é que aquilo é uma máquina muito complicada. Mas é o único desporto internacional que consegue comprar jogadores. Há dinheiro para tudo. Eu quero que o Benfica ganhe. Eu não domino se aquele jogador é melhor que o outro. Se formos sempre nós a ganhar eu não me importo.

Tem o sonho de alguma vez vir a ser presidente do Benfica?
Nunca quis. Mesmo quando eu fiz a OPA, eu não queria. Aquilo é uma escravatura que não faz ideia. Não há tempo para a família, não há tempo para nada. É preciso um talento especial para aquilo. O melhor é o Pinto da Costa.

Como pode dizer isso, sendo benfiquista?
Quando aqui há uns anos eu tinha o Record, eu ofereci-lhe 500 mil contos pelo passe dele, para um contrato a cinco anos. Era a única maneira de “lixar” o Porto. Ofereci. Se se compram passes de jogadores, de treinadores, porque é que não se há de fazer o mesmo com presidentes? Ele vinha para o Benfica e depois logo se via o que se fazia com ele. Os jogadores também não estão sempre em campo. Ele sabe disso. Ele fala sempre nisso.

Braga de Macedo deve ficar à frente da AICEP e do IAPMEI

Santana Lopes a caminho da Santa Casa da Misericórdia

Não eram só os professores?

Uma espécie de Bravo Nico do CDS, a precisar de farinha Maizena para ganhar consistência e não ser apenas moço de recados:

“Estamos numa posição diferente do início do segundo semestre. O processo  de avaliação está no fim e o Governo já indicou que vai apresentar uma proposta  de novo sistema de avaliação em Setembro”, argumentou.

Michael Seufert referiu que muitos professores “fizeram esforço e tiveram  trabalho para ter boas classificações e seria injusto para eles”.

O deputado indicou ainda que as progressões na carreira estão congeladas  até 2013, uma provisão do programa da “troika” internacional, e que até  lá se poderão avaliar “os efeitos deste ciclo avaliativo” e estudar um novo  modelo.

Nada disto faz sentido, a começar pelo início do segundo semestre. Do que fala o rapaz? De algum semestre bolonhês? A votação no dia 25 de Março de 2011 foi no início do segundo semestre?

E a conversa do esforço? Quererá Seufert (ler Sóiferte) dizer que, por exemplo, eu não me esforcei só porque não quis ser distinguido num modelo de ADD que sempre critiquei?

Os quadros do CDS são curtos. A maioria foi para o governo. Restou isto. Que objectivamente considero uma afronta, colocar este ser parlamentar falante a responder sobre questões relativas à Educação. Um zero à esquerda, mesmo vindo da direita.

Arranjem-lhe qualquer coisa na CGD.

Eis o blog com ideias em construção. Muito apropriadamente. Por enquanto serve para transmitir as de outros.

A dívida não sei.

Na SICN.

 

Escreveu, mail. Eu, recebi. Respondi. Quase sem vírgulas,,,,,,,,,,,,,

O sentido da revelação feita por JPP na Quadratura do Círculo desperta-me escasso interesse e poucas observações:

  • Era bom que o PSD encontrasse um rumo qualquer e que não cedesse à tentação do truque, pois os seus habilidosos são muito menos habilidosos do que os do PS. E isso apenas conduzirá a que, perante a indistinção de métodos, os eleitores acharem que tanto faz e acabarmos por ter Sócrates III como antevi num dia cinzento. E isso seria desastroso para o país. Ao menos, boa ou má, o PCP e o CDS têm ao menos a sua narrativa coerente, enquanto o Bloco também anda meio perdido em busca da sua.
  • Pacheco Pereira lançou-se na tarefa que mais o motiva na vida: sabotar as direcções do PSD que não lhe dão um papel de destaque. O divertido é a incoerência com que clama contra os que criticavam abertamente Manuela Ferreira Leite e o que ele foi fazendo a Santana Lopes, Menezes e agora Passos Coelho. Só falta colocar no Abrupto o símbolo do PSD virado ao contrário como fez nos tempos de Menezes. Aliás, com alguns outros notáveis, o seu principal objectivo é impedir PPC de chegar a 1º ministro e para isso irá libertando armadilhas até 5 de Junho.

Pode existir quem ache que JPP foi muito corajoso com a revelação, embora eu duvide que, enviada a quase uma centena de políticos, ficasse secreta muito tempo. Eu cá lembro-me apenas que JPP, sempre que teve cargos de responsabilidade, fez coisas bem mais esquisitas. Basta lembrá-lo como líder parlamentar nos tempos do cavaquismo.

Para quem aparecer por aí a clamar que coiso e tal, eu estou muito preocupado com o PSD, acrescento desde já que acho coisa parecida, do lado do PS, a Manuel Maria Carrilho, alguém que, se para mim já tinha escassíssima credibilidade, depois de ter aceite o exílio dourado em Paris para se calar durante uns anos, agora vale um pouco menos do que zero como alternativa seja ao que for.

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