Construções Escolares


Mesmo com um engenheiro todo o modernaço e pretensamente ecológico que disse aos sheiks que andava de carro eléctrico e tudo?

Clicar na imagem para aceder ao estudo (26 pp).

Nunca percebi bem como funcionam as obras da Parque Escolar, tanto a montante como a jusante. Será que houve algum estudo prévio que identificasse as escolas com maior necessidade de obras ou optou-se apenas pelo critério da visibilidade e do valor patrimonial? E depois de feitas as obras, houve alguma monitorização, algumas fiscalização quanto ao cumprimento do caderno de encargos, cálculos quanto ao custo por aluno, etc, etc?

Lá fora fazem dessas coisas e não é de agora…

SCHOOL CONSTRUCTION COSTS

Information on school building costs including costs per square foot and per student, new construction and renovation cost comparisons, and cost estimating, compiled by the National Clearinghouse for Educational Facilities.

A Comparison of Public School Construction Costs

Construction Cost Estimating High School Construction Costs

BUILD NEW OR RENOVATE SCHOOL FACILITIES?

Information on the process of assessing whether to renovate and modernize existing school buildings in need of repair or construct new facilities, compiled by the National Clearinghouse for Educational Facilities.

Collaborative for High Performance Schools

Database: Broward school construction costs 2004-09

Public School Construction Program (Maryland)

Portland Public Schools News – School construction budget based on independent professional estimates

… a 7 de Maio com a Paula L. de cordão ao pescoço à espera do senhor engenheiro e ele que não apareceu:

Precisamente à mesma hora, em Viana do Castelo, a ministra da Educação, Isabel Alçada, visitava a reformulada Escola Secundária de Monserrate. Sendo o terceiro membro do Governo a visitar a cidade no espaço de uma semana, esse facto foi notado pelos candidatos do PSD.

«Provavelmente, tivemos mais ministros cá estes dias do que nos últimos seis meses. A 28 dias das eleições é de facto um atentado ao pudor que não podemos deixar de denunciar», afirmou Eduardo Teixeira, número dois da lista pelo Alto-Minho e presidente da distrital «laranja» de Viana do Castelo.

Já Carlos Abreu Amorim, independente que lidera a lista do partido por Viana, foi lacónico: «Confundem governar com marketing eleitoral. O que é que havemos de fazer?».

O tal inaugura escola ao domingo.

(ambiente controlado, sem ovos, apupos ou irmões pavões)

Se houve (e há) área que o Governo e o PS sempre souberam usar – contra muito do que seria de esperar – como instrumento forte de propaganda política e eleitoralista foi a Educação. Esgotados os Magalhães e algo mirrados os certificados das NO, restam as obras da Parque Escolar, pujantes como sempre, entre os anúncios de intervenção e as inaugurações.

Eis uma volta pelo país, em notícias recentes compiladas pelo Livresco.

Haverá quem diga que só mostra obra quem a fez, mas… em alguns casos é o anúncio e outros não se sabe bem quem paga a factura, quando e em que moldes.

O desespero da Escola Básica do Furadouro

A Escola do Furadouro tem 40 anos e nunca beneficiou de um programa sério de conservação, que a mantivesse minimamente adequada às suas funções e ao número (crescente) de alunos.

Mas há muito mais situações… mas há quem receie denunciá-las… desde logo quem vai depender das DRE para as quotazinhas…

CONDIÇÕES DE TRABALHO SÃO INADMISSÍVEIS

Escola Brotero nova está “a tremer” de frio

“Há pessoas a ficar doentes, há mal-estar”, assegura o presidente do Conselho Geral, ao garantir que em termos de climatização a situação é pior do que antes das obras da empresa pública Parque Escolar

Inauguradas a 5 de Outubro, as obras de remodelação efectuadas pela Parque Escolar na Escola Secundária Avelar Brotero estão longe de agradar, sobretudo no que respeita ao sistema AVAC – de ventilação, refrigeração e climatização – que não está a funcionar.
Numa carta enviada ao Ministério da Educação, a que o Diário de Coimbra teve acesso, o Conselho Geral da escola secundária de Coimbra expõe, num texto aprovado por unanimidade, «as circunstâncias que testam a paciência e o profissionalismo de toda a comunidade educativa».
A indignação aumentou com a recente onda de frio. Devido a «um erro grave do projecto», o sistema AVAC não funciona, os edifícios estão vulneráveis a correntes de ar, «a escola é uma autêntica geleira e toda a comunidade escolar sofre com o frio».
Em declarações ao DC, José Armando Saraiva garante que a situação piorou com as obras da empresa pública empresarial responsável pela modernização do espaço. O sistema AVAC, denuncia o presidente do Conselho Geral, é “apenas” responsável por «40% do orçamento total das obras» e não funciona porque parte fundamental do equipamento ficou mal localizada.
«Só à Parque Escolar podemos imputar a responsabilidade de obrigar a Escola e os seus trabalhadores e trabalhadoras a laborar em condições inadmissíveis», sustenta o Conselho Geral no documento enviado ao ME.

Vai-se falando – mesmo assim muito pouco – das falhas, por vezes graves, nas obras apressadas da Parque Escolar para as comemorações do centenário da República.

Há não muito tempo pediram-me se arranjava exemplos de escolas onde as coisas não andassem a correr bem, mas mais do ponto de vista dos encargos com as despesas fixas que a gestão das escolas tem de suportar por causa das intervenções da PE.

Mas, pelo meio de uns casos, surgiu uma situação que não foi agarrada e que considero bem mais complicadas: numa Secundária do Grande Porto consta que a pressa foi tamanha em ter a obra acabada a tempo da visita do nosso primeiro engenheiro que não foi feita – ou devidamente feita -a limpeza final da obra, nomeadamente no que a ventilações e poeiras diz respeito.

Vai daí e começaram a surgir problemas entre docentes, funcionários e alunos. Problemas respiratórios, ardor nos olhos e na garganta em algumas salas. Não sei se a situação ainda se mantém com a gravidade que me foi então descrita, mas seria interessante saber até que ponto não há outros casos do mesmo género, em que muito foi sacrificado ao calendário e conveniências da propaganda.

Os pais dos alunos da Escola Básica Professora Aida Vieira, no Bairro Padre Cruz, em Lisboa, que encerraram hoje o estabelecimento, vão ver satisfeitas as suas exigências de melhores condições pela Câmara Municipal. Os vereadores Manuel Brito e Nunes da Silva da Câmara Municipal de Lisboa asseguraram hoje no local que “a cozinha vai funcionar e o portão principal aberto a curto prazo”, condições que faziam parte das exigências dos pais.

O presidente da Associação de Pais, Mário Guerra, disse à agência Lusa que já “caiu uma janela, bem como parte do teto falso de uma sala”, e que continuam a surgir “problemas de construção”, apesar de a escola ter tido obras e sido inaugurada “com pompa e circunstância pelo Governo” no centenário da República.


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Boa tarde:
Somos um grupo de pais da Escola Visconde de Juromenha localizada na Tapada das Mercês, em Sintra e que já foi objecto de uma notícia na TVI devido ao seu encerramento por causa das chuvas.

Sim, escolas destas ainda existem, apesar de toda apropaganda lançada nos media relativa à renovação de parques escolares,  e, apesar de já ter sido considerada a pior escola (a nível de infraestruturas) do país mantém-se na mesma: Provisória há mais de 30 anos.
Infelizmente, o tempo passa mas a situação mantém-se o que nos levou a criar uma petição que descreve, de forma resumida, o que se passa na escola e que pode ser consultada no seguinte link.

 

Por este meio, vimos solicitar que sejam tomadas as providências urgentes e necessárias respeitantes às condições desumanas que os nossos educandos têm vindo a sofrer na Escola Visconde Juromenha.

Estas condições deploráveis verificam-se mesmo quando está bom tempo porque, como é sabido, esta Escola foi provisoriamente implantada há mais de trinta anos e de ano para ano tem vindo, gradualmente, a degradar-se.

Constatamos nas reuniões de encarregados de educação que neste espaço escolar não existe segurança nas salas de aulas porque todo o revestimento que envolve as estruturas está deteriorado, como a cobertura, as paredes, a electrificação perigosa, as portas que nem sempre funcionam bem. Verificamos, também, que nos dias mais rigorosos e de chuva, nas paredes escorre água e há goteiras que caem, por sistema, em várias carteiras. Nestas condições, é perigoso utilizar qualquer aparelho eléctrico, como por exemplo computadores, entre outros aparelhos eléctricos e audiovisuais, e até o simples uso de interruptores da luz. Constatamos que a humidade nestas salas é tanta que não se consegue escrever no quadro. Acrescenta-se que a inexistência de estores na Escola faz com que o frio e o calor se tornem insuportáveis, respectivamente, quer no Inverno quer no Verão. A situação agrava-se quando se constata a existência de um espaço escolar designado de “Pátio Coberto”, antigo “Espaço +”, actualmente conhecido por “piscina coberta” que se encontra, por sistema, nos dias mais chuvosos completamente alagado.

Os espaços para a prática desportiva também são precários (escassos, sem condições, e alagados quando chove) o que obrigam, por vezes, ao cancelamento das aulas de Educação Física. Em suma, tanto nas salas de aula, como noutros espaços, como o refeitório, casas de banho, e outras dependências da Escola em causa, não existem condições humanas para a frequência da população escolar.

No exterior, a situação agrava-se pela deficiente protecção entre as diversas salas utilizadas ao longo do dia pelos nossos educandos, por não existirem espaços interiores ou coberturas em condições para estes se resguardarem nos intervalos, visto que as existentes (telheiros) são muito deficitárias. Estas são algumas das situações que já levaram ao encerramento, desta Escola, por diversas vezes.

Por todos estes motivos, e por se tratar de uma questão delicada que põe em causa a segurança e a saúde dos alunos, professores e mais funcionários que ambicionam e merecem uma Escola condigna, solicitamos a construção da nova Escola já há mais de três décadas prometida.

 

Passada a esperada tormenta da noite eleitoral presidencial, percebe-se que a retoma estava preparada de antemão. Alegre e os seus foram neutralizados no PS ao se demonstrar a inutilidade de uma aliança com o Bloco, Cavaco sabe-se que não morre de amores pelo PSD de Passos Coelho, pelo que apenas faltava o mergulho no país real com diversos americosthomaz a cortar fitas.

E a Parque Escolar está a funcionar como até há pouco a Fundação para as Comunicações Móveis e desde sempre a ANQ: é uma espécie de agência informal de eventos para o Governo limpar a imagem ou preparar uma arrancada:

Águeda: Escola Marques de Castilho “refundada” aos 84 anos

No dia do aniversário deste estabelecimento de ensino, o ministro da Administração Interna esteve em Águeda para inaugurar o novo edifício
Rui Pereira, ministro da Administração Interna, participou, ontem, de manhã, na inauguração das obras de reabilitação que transformaram, por completo, a Escola Secundária Marques de Castilho, em Águeda.

Escola valorizada, Ministro da Defesa inaugura requalificação da Secundária Joaquim Ferreira Alves

Ministra da Saúde inaugurou obras da Escola Dr. Joaquim de Carvalho

Nova Oliveira Júnior “parece uma universidade”

S. João da Madeira esteve no roteiro das inaugurações ontem promovidas pela Parque Escolar. A intervenção na Secundária Oliveira Júnior custou 13,5 milhões de euros

Portalegre: ministro da Agricultura inaugurou requalificação da escola de S.Lourenço

Recolha do Livresco.

Governo inaugura 21 escolas recuperadas em todo o país. Discurso de José Sócrates: sobre a Parque Escolar “aqui está o grande projecto nacional”,  “A aposta mais séria na educação de que há memória”, “houve épocas que ficaram marcadas pela aposta nas estradas mas esta época vai ficar marcada pela aposta na educação” e ainda “esta época vai ser notada, não apenas pelo investimento nas escolas, mas por tudo o que aconteceu à nossa educação nestes últimos anos”… pois vai…


…  nas cotações da Bolsa de Lisboa desde o início do ano, segundo nota que se pode ler na p. 94 da Sábado da semana que acaba. Como seria sem estas obras amigas?

Verdade se diga que a Martifer já vai bem acima dos 50% de quebra…

5 Outubro inauguração do Centro Escolar de Mêda

Centro Escolar Tavarede/S. Julião arranca em breve

Estarreja: Centro Escolar inaugurado no dia 5

Ministra do Trabalho abertura do Centro Escolar do Torno

… em que é melhor sorrir, porque é difícil levar a sério…

Escola não fecha por causa de falência de empreiteiro

(…)

Exemplo disso mesmo foi a autorização, a “título excepcional”, do funcionamento da Escola de Grovelas, em Ponte da Barca – que tem apenas quatro alunos -, devido à falta de alternativas.

É que a obra do novo centro escolar que deverá albergar estes e outros alunos daquele concelho parou devido à falência da empresa que o construía. “É muito mau, mas está autorizada. Só mesmo porque se aguarda a construção”, explicou ao DN fonte ligada à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN).

A escola de Grovelas já foi oficialmente declarada extinta no ano passado, mas a falência do empreiteiro obrigou àquela “solução de recurso”. “A única alternativa que tínhamos era mandar aqueles miúdos para o Centro Escolar de Entre-Ambos-os-Rios, o que, na prática, os obrigaria a percorrer o concelho de uma ponta à outra, numa viagem de mais de 20 quilómetros”, explicou ao DN o autarca de Ponte de Barca.

O problema, mais sério do que este caso episódico, é que há por aí muita obra que anda a ser adjudicada como tábua de salvação para diversas empresas de construção civil.

O que em si não é mau como estratégia (muito pontual) de contenção do desemprego.

O que pode ser preocupante é a poupança com os materiais e as formas de maximizar os lucros… A Parque escolar descarta-se de responsabilidades e, depois, ninguém tem culpa quando as coisas começam a dar de si, como já se percebeu em algumas das Secundárias intervencionadas.

Estando fora perto de duas semanas, houve imprensa que não li em devido tempo. Ontem estive a ler os números da Visão das duas últimas semanas. No da outra semana, vem este recorte sobre as maravilhas das escolas no concelho de Paredes, as quais não contesto e desejaria para perto de mim, apenas apontando dois pormenores:

  • Como é possível afirmar-se que numa escola para o pré-escolar e 1º ciclo existirá apenas 1 professor por cada 45 alunos?
  • Existindo tantas valências, que incluem academia de ténis, escola de equitação e consultório para questões de nutricionismo, nada surja sobre o pessoal técnico especializado para acompanhar crianças com NEE ?

Já ouvimos desde há demasiado tempo estas fórmulas mágicas (ninguém leu o que se escreveu, em cada época, sobre a maravilhosa arquitectura de outras campanhas deste tipo?) para acreditarmos que são os meios técnicos que podem mudar algo que, na sua essência mais profunda e radical, só os meios humanos podem verdadeiramente transformar.

Entretanto, sempre serve para acreditarmos que o futuro está aí e que são as paredes físicas que atrapalham a liberdade mental.

E para acreditarmos que a questão da dimensão e escala dos espaços e indivíduos em presença é indiferente para os métodos pedagógicos a aplicar.

As novas escolas querem mudar o ensino em Portugal

A sala de aula já não é o espaço mais importante da escola, acredita a Parque Escolar. A arquitectura poderá transformar o ensino?

Ainda hoje vou em busca de alguma bibliografia passada e entusiasmada acerca destas questões. Mas há umas revistas de Arquitectura de meados do século pasado que eu já nem sei onde andarão…

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