Conselho De Escolas


Se com a equipa anterior o órgão se tornou uma correia de transmissão e legitimação das políticas do ME, com esta equipa tende a tornar-se uma correia de transmissão das não-políticas do ME:

Eleições para o Conselho das Escolas

As eleições para o Conselho das Escolas, destinadas a eleger os membros que irão integrar este órgão consultivo do Ministério da Educação (ME), no triénio 2010-2013, vão decorrer no dia 15 de Julho.

Pelo menos numa escola foi feita a devida divulgação:

REUNIÃO DO CONSELHO DAS ESCOLAS

Realizou-se no passado dia 26 de Abril uma reunião do Conselho das Escolas.

Na ordem de trabalhos constava:

– Apresentação das conclusões do estudo “Know and Pol”, pelo Prof. Dr. João Barroso;
– Ponto de situação do desenvolvimento dos projectos pela empresa Parque Escolar, Nunes;
– Central de compras do estado (CAPI) – Procedimentos e dúvidas – Sr. Secretário – Geral do M.E., Dr. João Batista;
– Organização do ano lectivo 2010-2011 – Sr. Secretário de Estado da Educação – Dr. João Trocado da Mata.

Ou será que é apenas instrumental, para haver alguma justificação extra para…

O post é do Ad Duo:

Conselho de Escolas – novas ondas?

Os documentos em causa, na forma de questões sobre a apreciação intercalar e de sugestões ao secretário de Estado, datados de 22 de Fevereiro, ficam também aqui:

Da reunião de 8 de Julho do Conselho de Escolas. Para comprovar a veracidade do que em seguida transcrevo, fica aqui o ficheiro recebido com papel timbrado e certificado do CE (Memorando_Reuniao_8_Julho). Chegou anonimamente, mesmo anonimamente, com um comentário delicioso. Curtinho, mas que agradeço. Contrarie sempre meu(minha) caro(a).

Atenção, muita atenção às partes em bold. Como se vê, as informações antes aqui divulgadas têm total fundamentação, mesmo se escassa fundamentação legal. Isto vai dar muita, masmesmo muita confusão.

Eu se fosse a MLR e ao Conselho de Escolas começaria já em marcha-atrás.

CE8Julho

MEMORANDO

REUNIÃO DE PLENÁRIO DO CONSELHO DAS ESCOLAS DE 8 DE JULHO DE 2009

Realizou-se, no dia 8 de Julho de 2009, em Caparide, uma reunião plenário do Conselho das Escolas, na qual foram abordados os seguintes assuntos:

  1. Avaliação do desempenho docente.
  2. Apresentação de “portfolio” de apoio à auto-avaliação das escolas.
  3. Organização do ano lectivo 2009-2010.

A reunião contou com as presenças da Exma. Senhora Ministra da Educação e Exmo. Senhor Secretário de Estado da Educação (pontos 1 e 3) e do Sr. Inspector Hélder Guerreiro, da Inspecção-Geral de Educação (ponto 2).

Face às interrogações e observações dos Conselheiros, foram esclarecidos os seguintes aspectos:

  1. Avaliação do desempenho docente

1.1 A entrega de ficha de auto-avaliação decorre da prévia apresentação de objectivos individuais para que se possa proceder à avaliação do desempenho.

1.2 Compete às escolas, no âmbito da sua autonomia, resolver os problemas que possam surgir na operacionalização da avaliação, sem prejuízo da aplicação do quadro legal vigente.

1.3 Não existe qualquer enquadramento legal para a transferência de quotas entre subgrupos de avaliados.

1.4 O modelo de avaliação do desempenho docente será ajustado em Agosto, conforme memorando de entendimento.

1.5 Será publicada, oportunamente, legislação referente à avaliação dos Presidentes e Vice-Presidentes dos Conselhos Executivos.

Foi solicitado que os resultados da avaliação do desempenho do presente ano não contabilizem para efeitos de concurso.

  1. Foi apresentado um portfolio digital de apoio à auto-avaliação das escolas, pelo Sr. Inspector Hélder Lopo Guerreiro, Coordenador da Avaliação Externa (Inspecção-Geral de Educação).

Instrumentos de Apoio à Auto-Avaliação das Escolas (website – http://www.ige.min-edu.pt)

Projectos e actividades da IGE

Projectos I&D

Teses

Portefólio de legislação e normas

Informação Eurydice

Links

(website dinâmico – gtaa@ige.min-edu.pt)

Organização de actividades diversas

Colaboração em iniciativas diversas (Conselho das Escolas)

  1. Organização do Ano Lectivo

– Mantém-se despacho Organização do Ano Lectivo do ano transacto.

– Assessorias – foram acolhidas as seguintes propostas do Conselho das Escolas:

– Crédito global de horas, em função do número de alunos e da oferta educativa, para serviços da área pedagógica, ou para a prestação de serviços técnicos em áreas contabilística, jurídica, informática, financeira ou de psicologia. Número de horas a atribuir a professores, ou, quando não utilizadas, a transformar em equivalente financeiro, calculado pelo índice 245, para pagamento dos serviços atrás indicados: até 800 alunos – 11horas; entre 800 e 1200 alunos – 16horas; mais de 1200 alunos – 22horas. As escolas com CNO, Cursos EFA e Profissionais ou as que têm CNO, Cursos EFA e CEF têm um acréscimo de 4 horas.

As escolas que necessitam de pequenas reparações, em resultado da implementação PTE, podem solicitá-las junto DRE respectiva.

– Nomeação de adjuntos do director – foi clarificado que a nomeação de subdirectores e adjuntos do director poderá recair em professores dos quadros de nomeação definitiva, que reúnam as condições previstas no n.º 5 do art. 21.º do D.L. 75/2008, de 22 de Abril, incluindo os professores dos quadros de zona pedagógica em exercício efectivo de funções na escola.

– Portaria referente ao Curso Profissional de Desporto: não foi ainda publicada Portaria, pelo que, em 2009/2010, se mantém o Curso Tecnológico de Desporto.

– Na organização do ano lectivo deve ser considerada a portaria relativa ao professor bibliotecário, assim como, o número de horas previsto para a função de avaliador.

Caparide, 8 de Julho de 2009.

O Presidente do Conselho das Escolas

Álvaro Almeida dos Santos

Ao que parece ou não se passa nada ou então o que se passa não é digno de registo, pois no espaço oficial deste organismo não temos acesso a qualquer tipo de actas das reuniões realizadas, nem sequer ao seu calendário.

Existe uma listagem de documentos para download, mas nada que nos diga como decorrem as reuniões do CE.

Existe um Plano de Actividades para 2009 (Cons Escolas – Plano_de_Actividades_2009), mas mesmo as datas das reuniões plenárias  são apresentadas como previsíveis e tão só.

Isto está a ocupar-me agora algum tempo, pelo facto de dois colegas me terem enviado mails a referir que o respectivo PCE/Director, conselheiro em exercício, terá regressado de uma reunião realizada na passada semana com a indicação oral da ministra da Educação – que terá estado presente em tal reunião cuja realização não consigo confirmar pelos elementos públicos disponíveis – para não receber a auto-avaliação dos docentes que não entregaram Objectivos Individuais, devendo notificá-los da impossibilidade de a apresentarem.

Esta situação parece-me anómala a vários níveis porque acho altamjente irregular que este tipo de recomendação oral da ministra – sem qualquer suporte documental que o comprove – está a fundamentar uma prática no agrupamento em causa que carece de fundamentação legal consistente e não é sequer compatível com o que se passa em muitas outras escolas e agrupamentos.

Seria, portanto, do maior interesse perceber-se até que ponto o desenvolvimento do processo de ADD – já de si eivado de atropelos sobre atropelos – passou agora para a esfera da recomendação oral a partir do topo, não assumida em forma de escrita ou se apenas há quem alegue tal recomendação para legitimar a sua atitude autoritária e persecutória.

Se o Conselho de Escolas tivesse uma forma transparente de divulgar a sua actividade, nem que seja dando a conhecer o calendário das suas reuniões e principais conclusões, talvez fosse possível sabermos se:

  • Houve uma reunião dia 8 de Julho.
  • A ministra da Educação esteve presente.
  • A dita ministra transmitiu este tipo de indicação aos membros do Conselho de Escolas.

Na ausência de uma boa prática de publicitação da suas actividades, fico na esperança que alguém com outro conhecimento de causa sobre esta matéria nos possa esclarecer sobre assunto com o seu qu~e de delicado.

A Sociedade Secreta

contra-ce

Interessante recolha de posições do Conselho de Escolas: sobre o cargo e remuneração dos futuros Directores Executivos, sobre a suspensão da avaliação (já conhecida) e o comunicado que se lhe seguiu.

Com a parte educativa dos votos de vencido que é para sabermos exactamente quem defende o quê.

Anexo: ce-deliberacao.

Envio-vos o abaixo assinado que se realizou na minha escola para enviar ao Conselho de Escolas:

JG

Ao Conselho de escolas

Com grande estranheza ou não, analisando as tomadas de posição do último plenário realizado pelos nossos representantes, foi com algum espanto que soubemos não ter havido unanimidade na suspensão deste modelo de avaliação.

Achamos dúbia a posição dos elementos do mesmo Conselho, atendendo a que este é constituído por colegas que foram eleitos democraticamente. Parece estranho este conceito de Democracia, que apesar de jovem e audaz e interventiva, devendo mormente ser representativa.

Depois da tomada de posição abrangente e quase universal dos professores, questionamos se esta tomada de posição é pessoal, já que não é seguramente representativa de quem vos elegeu.

Os professores da Escola EB2,3/S Pintor José de Brito manifestam ao conselho de escolas o seu descontentamento pela falta de solidariedade, numa classe em que todos são professores, e só circunstancialmente Presidentes do Conselho Executivo. Não queremos esta avaliação, mesmo com ajustes.

Respeitem-nos

Esta tomada de posição foi subscrita pela grande maioria de professores do agrupamento.

Foi-me enviado por mão segunda, pelo que omito a identidade do autor, até ter a respectiva autorização.

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CONSELHO DAS ESCOLAS
(Reunião do dia 25/11/2008 com a Sra. Ministra da Educação e o Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação)

A Senhora Ministra dirigiu-se ao Conselho das Escolas (CE) para explicar as recentes medidas adoptadas na simplificação do processo de avaliação de desempenho docente (ADD).

1- Foi comunicado que irá ser publicado um novo Decreto Regulamentar que altera o Dec. Reg. nº 2 e o nº 11 de 2008 e que estará na próxima sexta-feira em negociação com os sindicatos (a proposta deste Dec. Reg. chegou ontem às escolas via correio institucional).

2- Serão ainda publicados Despachos relativos a:

2.1- Cotas – haverá separação entre avaliados, avaliadores, titulares não avaliadores, contratados, coordenadores de departamento e membros da comissão de coordenação de avaliação.

2.2- Delegação de competências – O Despacho irá permitir a nomeação em comissão de serviço sempre que o avaliado pretenda ter como avaliador um docente do seu grupo de recrutamento desde que não haja professor titular para o efeito. Nos casos em que ainda assim as escolas não consigam resolver a situação, esta será exposta à DREN que encontrará as soluções adequadas.
Serão também feitas nomeações em comissão de serviço para avaliadores, fora dos respectivos departamentos, em casos particulares como por exemplo nalgumas situações dos cursos das Novas Oportunidades.

2.3- Redução da componente lectiva para avaliadores – a redução para o avaliador passará para um tempo por cada três avaliados. Poderá ser usado um crédito de horas extraordinárias nos casos em que seja necessário.

3- Posteriormente haverá um novo despacho relativamente às fichas de avaliação a sair após a publicação do novo Dec. Reg..

4- Neste primeiro ciclo de avaliação não se aplica o parâmetro das taxas de abandono e de sucesso escolar. Serão simplificados os instrumentos de medida podendo-se agregar os sub-parâmetros mas respeitando os grandes parâmetros.

5- Dispensa de reuniões entre avaliadores e avaliados em todas as situações em que haja acordo tácito.

6- Os avaliadores serão apenas avaliados no seu desempenho funcional e no de avaliadores sendo dispensados da avaliação científico-pedagógica. Os membros da direcção executiva serão avaliados nos moldes do SIADAP 2 (dirigentes da função pública), em termos ainda a acordar sendo os Vice-Presidentes avaliados pelo Presidente e o Presidente pela Sra. Directora Regional.

7- Tornar voluntária a avaliação da vertente científico-pedagógica com o objectivo de diminuir a carga de trabalho dos avaliadores e estabelecer a confiança entre avaliados e avaliadores. Esta avaliação terá apenas carácter obrigatório se o avaliado pretender candidatar-se à classificação de Muito Bom e Excelente. Neste caso serão apenas duas aulas a observar ou três nos casos em que assim entendam.

8- Alargar o âmbito das acções de formação contínua para efeitos de avaliação esperando-se ainda uma clarificação deste processo. É de realçar que a Sra. Ministra não se mostrou muito disponível para dispensas da formação contínua.

9- Poderá ainda haver dispensa de alguma componente lectiva dos Vice-Presidentes da direcção executiva, nos casos em que isso possa ser necessário, evitando-se a todo o custo os impactos pedagógicos.

10- Relativamente a uma possível dispensa da avaliação dos docentes do 3º escalão de professor titular (antigo 10º escalão) isso não será possível porque vai ser criado um 4º escalão na categoria do professor titular.

Nota : Tem sido hoje noticiado nos órgãos de comunicação social que o Conselho das Escolas aprovou / aceitou as alterações propostas pelo governo relativamente à ADD. Tal notícia não corresponde à verdade como se pode constatar das declarações do Dr. Pedreira, não tendo sequer sido colocada à votação. Referiu ainda a Sra. Ministra que não estava ali para ouvir o CE sobre a eventual suspensão do processo de avaliação porque não colocava esse cenário e o órgão só deve emitir pareceres / opiniões sobre os assuntos solicitados. A sua presença era no sentido de explicar as novas alterações ao processo e pedir contributos relativamente à aplicabilidade das mesmas ou das dificuldades ainda existentes, apelando à serenidade de todos os intervenientes no processo.
Tive oportunidade de comunicar à Sra. Ministra que o problema da avaliação passa também pela divisão da carreira docente em duas categorias. No caso de o Ministério manter esta divisão era necessário e urgente divulgar aos Agrupamentos / Escolas as vagas existentes nos diferentes departamentos para que estes com autonomia pudessem gerir a abertura dos respectivos concursos mediante as suas necessidades sendo definido um limite temporal para o efeito.
Realcei ainda a burocracia inerente ao novo processo concursal para professor titular e de provimento pelo que importa também aí verificar-se uma simplificação.

Continuação de um bom trabalho e um abraço do colega e amigo

Decisão longe de ser unânime mas, mesmo assim profundamente simbólica no contexto actual, acantonando o ME no seu isolamento, só rompido pelo permanente idílio com Emídio Rangel, Miguel Sousa Tavares e Albino Almeida.

Conselho das Escolas pede à ministra que suspenda a avaliação

A maioria dos professores presentes ontem na reunião do Conselho de Escolas com a ministra da Educação aprovou um documento pedindo à tutela que suspenda o processo de avaliação de desempenho, soube o PÚBLICO junto de várias fontes.
O documento será entregue hoje a Maria de Lurdes Rodrigues, e, apesar de a decisão não ter sido de todo unânime (30 votos a favor e 23 contra), promete agudizar o braço-de-ferro entre o Governo e os docentes.

O Conselho das Escolas é um órgão consultivo do Ministério da Educação (ME), criado pela actual equipa e onde têm assento dezenas de presidentes de conselhos executivos. Álvaro dos Santos, que preside a esta estrutura, não confirmou nem desmentiu a informação. Questionado sobre a existência deste documento, limitou–se a confirmar que foi votada uma posição já depois de Maria de Lurdes Rodrigues ter abandonado a reunião. E que essa posição iria ser “formalmente apresentada” hoje à ministra. “Não adianto nada”, afirmou.

Questão chegada por mail e que tem toda a pertinência conhecer (em comentário ou por mail).

Alguém sabe alguma coisa da reunião do Presidente da Comissão de Educação e Ciência do Parlamento, com uma delegação dos conselhos executivos das escolas do distrito de Coimbra, que decorreu hoje, 17 de Novembro, pelas 16 horas, na Escola D. Maria, em Coimbra?

E já agora, e mais importante até:

É verdade que o Conselho de Escolas votou pela suspensão da avaliação do desempenho docente?


Garanto que ofereço um livro ou dois a quem me der a informação correcta em primeiro lugar.

Adenda: O Reitor do Educação S.A. diz que votaram pela suspensão. Ou será pela proposta da suspensão? Normalmente ele está bem informado, embora ainda não chegue como confirmação, sem referência mais ou menos velada à fonte.

magritte

Conselho das Escolas alerta para mal-estar no ensino

O Conselho das Escolas alerta para o mal-estar que se vive no ensino, em consequência do processo de avaliação de desempenho dos docentes, salientando que não há memória de alguma vez se ter registado um tal “ambiente de tensão”.

“Estou preocupado. Um dos factores promotores da aprendizagem é o clima que se vive e quando o clima é fortemente perturbado e boa parte do trabalho e das discussões se esgota na questão da avaliação é porque algo não está bem”, alertou Álvaro Almeida dos Santos, presidente do Conselho das Escolas, um órgão consultivo do Ministério da Educação.

O modelo de avaliação de desempenho definido pela tutela tem “alguma complexidade”, sendo “escasso” o tempo disponível para desenvolver todos os procedimentos necessários, reconheceu à Agência Lusa.

“São estes os dois principais problemas e o diagnóstico é mais ou menos comum às escolas. É um processo que consome muito tempo”, acrescentou.

Segundo Álvaro Almeida dos Santos, “a grande maioria dos professores das escolas tem pedido a suspensão” deste modelo de avaliação de desempenho, através de moções aprovadas em assembleias-gerais, havendo ainda “alguns órgãos directivos” de estabelecimentos de ensino que, formalmente, manifestaram a mesma pretensão.

Perante este cenário, o responsável defende que “é necessário chegar a um entendimento” e encontrar uma “solução equilibrada” entre o Ministério e os sindicatos, uma vez que o actual clima de tensão pode pôr em causa o sucesso das aprendizagens.

“Sou professor há 25 anos e estou há dez como presidente do conselho executivo. Lembro-me de, há 17 ou 18 anos, ter havido um clima de muita tensão que teve a ver com questões ligadas à carreira docente, mas não com a dimensão actual. Com esta dimensão pública, não me lembro”, alertou.

Agora é dar efectivamente voz às Escolas e aos docentes e abandonar a postura reverencial em relação à ministra e dizer de forma clara o que deve ser dito.

Se o CCAP sob nova ger~encia não promte nada de interessante, que o Conselho de Escolas se chegue á frente.

Na falta de circulação deste tipo de comunicação a partir da fonte, aqui fica um excerto das informações transmitidas por um elemento do Conselho de Escolas aos Conselhos Executivos do seu distrito, com base numa reunião tida com a equipa do ME na semana passada.

Alguns dados são conhecidos, outros não tanto.

Repare-se no doce remuneratório aos coordenadores de departamento e a criação de um 4º escalão para os titulares.

Nada disto é inocente.

De José Eduardo Lemos, hoje, no Público. Membro do Conselho de Escolas e presidente do CE da Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa do Varzim.

Ou como no Conselho de Escolas pode existir massa crítica para algo mais do que um departamento oficioso do ME. Um exemplo a seguir pelos elementos do CCAP. Não chega enunciar a independência, há que saber exercê-la.

Razoável, apesar de umas arestas por limar e de alguma excessiva prudência na caracterização do modelo proposto pelo ME (ce12mar08.doc).

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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PESSOAL DOCENTE
DOCUMENTO DE TRABALHO APRESENTADO À SENHORA MINISTRA DA EDUCAÇÃO
O Conselho das Escolas, no âmbito das suas competências, tem vindo a desenvolver, em sede própria, um trabalho sistemático de análise e acompanhamento do processo de avaliação do desempenho do pessoal docente, tendo produzido, ao longo do tempo, um conjunto de orientações tendentes à criação de condições que possibilitassem a implementação do processo de modo a que o mesmo pudesse ter sido apropriado por todos.

É neste sentido e com esta nobre finalidade que o Conselho das Escolas vem apresentar a Sua Excelência, a Ministra da Educação, a presente proposta.

PRESSUPOSTOS:

1. A importância de uma efectiva prática de avaliação do desempenho no sentido de consolidar a credibilidade e qualidade do exercício da função docente e promover o desenvolvimento profissional orientado para a melhoria e consolidação da qualidade da prestação do serviço público de educação pelas escolas/agrupamentos.

2. Salvaguardar o direito que os docentes têm a que lhes seja feita uma avaliação justa, contextualizada à realidade organizacional de cada escola/agrupamento, e simultaneamente, que respeite os princípios estruturantes consagrados no espírito do novo modelo de avaliação, importando, por isso, encontrar uma solução que se mostre ajustada ao bom cumprimento do processo de avaliação e à sua efectiva concretização, salvaguardando-se, deste modo, o tempo necessário para o bom planeamento do trabalho das escolas/agrupamentos.

IDEIA-CHAVE:

O modelo é tecnicamente exigente. A sua eficácia depende de TEMPO, PREPARAÇÃO e FORMAÇÃO prévios.

OPERACIONALIZAÇÃO DO MODELO

1. Possibilitar às escolas/agrupamentos o desenvolvimento do processo de avaliação simplificado no ano lectivo de 2007/2008, num quadro de autonomia próprio.

2. Publicação urgente da legislação complementar indispensável ao desenvolvimento do processo de avaliação no ano lectivo de 2008/2009, ao abrigo do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro.

3. Aplicação flexível do modelo, com garantia de que em 31 de Dezembro de 2009 todos os docentes estejam avaliados, dentro de um quadro de autonomia próprio.

4. Garantia por parte do Ministério da Educação de apoio ao desenvolvimento do processo, nas situações em que as escolas/agrupamentos o solicitem.

5. Garantia da formação dos avaliadores, em articulação com as instituições reconhecidas para o efeito, designadamente os Centros de Formação de Associação de Escolas, de modo a assegurar o desempenho das suas funções.

6. Criação de condições para o desempenho da função de avaliador, designadamente a atribuição de crédito horário.

O presente documento foi aprovado, por maioria, em reunião plenária do Conselho das Escolas de 12 de Março de 2008.

O Presidente do Conselho das Escolas

(Álvaro Almeida dos Santos)

O presidente do Conselho de Escolas faz uma espécie de auto-crítica pública com o apoio do Gabinete de Comunicação do Ministério da Educação.

Curioso, tudo isto.

Mas acho que não consegue. O que pensam do documento que me chegou (conselho-de-escolas.doc) e da aparente felicidade com a receptividade da senhora Ministra?

ME e Conselho das Escolas analisam concretização de medidas de política

A equipa governativa da Educação reuniu-se hoje com os membros do Conselho das Escolas para analisar condições de concretização de medidas de política, como o Estatuto do Aluno e a avaliação dos docentes.

A ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, e os secretários de Estado, Jorge Pedreira e Valter Lemos, apreciaram com os presidentes dos conselhos executivos que integram este órgão consultivo do Ministério da Educação também outros temas, como as propostas de transferências de competências para as autarquias locais e as mudanças na gestão das escolas.

Neste último ponto, os governantes ouviram os conselheiros sobre a proposta que irá a Conselho de Ministros na próxima 5.ª feira.

Da reunião saiu o acolhimento da maior parte das sugestões apresentadas, designadamente a possibilidade de o Conselho Geral ser presidido por um professor, o aumento do prazo de duração dos mandatos de três para quatro anos, requisitos mais flexíveis na designação dos adjuntos do director e mais autonomia na forma de constituição e designação das estruturas intermédias, para além dos departamentos curriculares.

Entre as sugestões acolhidas encontra-se ainda a da alteração na composição do conselho pedagógico, criando uma comissão especializada com pais e alunos, mas com as competências técnicas reservadas aos docentes, a mudança da regra do regime de exclusividade dos directores, no sentido de lhes permitir a participação em organizações não governamentais e actividades de voluntariado, e a possibilidade de o mandato dos órgãos de gestão actuais ser prorrogado para facilitar a transição para o novo regime.

Sobre a avaliação, ficou patente durante o encontro a determinação das escolas e dos professores em a concretizar.

Neste sentido, as condições para a concretização da avaliação serão melhoradas, com as escolas a poderem evoluir ao seu próprio ritmo, mas com respeito pelo prazo final.

Da leitura desta nota fico a perceber que o ME cedeu fundamentalmente aos interesses dos detentores dos órgãos de gestão que pensam ficar para Directores Executivos.

Repare-se que, enquanto se faz alarido em torno da presidência do Conselho Geral como grande conquista desta negociação, existem muitas outras alterações, aparentemente menores, mas que vão todas no mesmo sentido: reforço dos poderes do Director Executivo, que passa a poder perpetuar-se 12 anos no poder (fora os que já lá terá estado), a ter maior liberdade na escolha dos adjuntos e «estruturas intermédias» (vai ser o completo regabofe em muitos sítios e adivinho que vai «cair» a regra de certos cargos serem obrigatoriamente ocupados por titulares) e aquela deliciosa concessão que é a excepção à regra da exclusividade para quem quiser participar em organizações não-governamentais e actividades de voluntariado. Desculpem-me, mas isto é tão específico, que parece um fato feito à medida.

Afinal, digo agora eu, os candidatos a futuros Directores Executivos sempre terão percebido que o seu poder não era assim tão discricionário e extraíram umas cedências para si mesmos. Pena que não tivessem conseguido nada de relevante para os outros 95% dos docentes.

Quanto à avaliação nota-se que o Conselho de Escolas sempre é a favor (afinal aquele parecer não era assim tão firme quanto à metodologia), mas logo se trata do assunto melhor e volta a recorrer-se ao discurso da simplificação, como se não tivesse sido o Ministério a querer impor um sistema pesadíssimo e complexo.

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