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The Education and Training Monitor 2014 is out now

Quanto a evidências…

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The Shadow Economy in Europe, 2013

Interessante:ExconSombra
 

Falso… embora este quadro tenha dados que não somam 100%, de qualquer modo é visível como nos PISA a evolução foi bem positiva com um aumento de 7,5% nos níveis mais altos de desempenho em Matemática e um decréscimo de quase 9% nos mais baixos:

CNEPisa

E se compararmos com outros países, é fácil verificar que fomos um dos países com maior aumento de top performers entre 2003 e 2012… enquanto os low performers desceram sensivelmente:

CNEPisa1

CNEPisa2

O Observador achou um relatório internacional e vai de anunciar que:

Portugal está entre os países menos eficientes na educação

Fui ler a notícia, mas entretanto deixaram-me a ligação para o relatório original e pasmei.

Porquê?

Porque ou no Observador não sabem ler um relatório inteiro ou então fazem aquela coisa gira de truncar os dados e ignorar o que desinteressa.

Comecemos pelo quadro que o Observador usa como referência para o mau desempenho do sistema de ensino português…

Eficiencia1

Para os mais distraídos, esta tabela revela que Portugal é alegadamente pouco eficiente (24º lugar) mas consegue melhores resultados que muitos outros países (19º lugar), batendo países como os EUA, a Suécia ou Israel no desempenho em Matemática.

Mas podemos ver um outro gráfico muito interessante que demonstra como Portugal consegue bons resultados com o mesmo ou menos dinheiro que outros países:

Eficiencia

A leitura é simples: Portugal está juntinho da média no desempenho dos alunos, acima dos EUA e do Reino Unido (os lampiões do “liberalismo), bem como dos vizinhos latinos (Itália e Espanha) e bem perto da Nova Zelândia (um dos países que querem que copiemos na privatização das escolas), mas gastando muito menos do países como a Holanda ou a Suíça, para além dos referidos EUA e Reino Unido.

Surpreendidos?

Então vão ficar mais.

Qual é a lógica deste estudo? A “eficiência” é apresentada como valor único e absoluto?

Longe disso!

Eis o título do capítulo em que se procede à “arrumação” dos países por características afins:

Eficiencia4

Ora bem… ora bem… a “eficiência” quase parece ser considerada antónimo de “qualidade”, mas eu não chego a esse ponto.

O que está em causa é que há países em que se dá prioridade à eficiência financeira, acima de tudo, enquanto outros pretendem apostar mais na qualidade dos resultados.

Eis como o relatório distribui os países, sendo notório que Portugal não está na “cauda” do que mais interessa… a qualidade do ensino, ao contrário das más-línguas.

Eficiencia3

O caso português está equiparado ao de países como a Áustria, a Alemanha, a Dinamarca,a  Holanda e etc, que apostam mais na qualidade do que na eficiência.

Já alguns países que nos querem fazer engolir como dignos de ser emulados (Suécia, Reino Unido, EUA) são exemplos de poucos gastos com a Educação e MAUS RESULTADOS.

Claro que temos sempre os exemplos da Coreia, do Japão e da sacramental Finlândia (outrora muito elogiada, mas agora caída em desgraça entre os nossos decisores, pois tem poucos exames…), que são mestres na eficiência e desempenho.

Pois… cada um escolhe as suas prioridades.

Seja em matéria de Educação, seja de Informação.

Education at a Glance 2014
OECD Indicators

This annual publication is the authoritative source for accurate and relevant information on the state of education around the world.

Featuring more than 150 charts, 300 tables, and over 100 000 figures, it provides data on the structure, finances, and performance of education systems in the OECD’s 34 member countries, as well as a number of partner countries.

It results from a long-standing, collaborative effort between OECD governments, the experts and institutions working within the framework of the OECD Indicators of Education Systems (INES) programme and the OECD Secretariat.

Para descarregar.

Agradecendo à Anna P.

How the job of a teacher compares around the world

Chinese teachers are treated with the greatest respect, while Finland’s education system offers the best value for money.

O problema destes dados é que se baseiam apenas em “registos” ou testemunhos dos órgãos de gestão que, como sabemos, “vareiam” muito daqui para ali e então de país para país…

De qualquer das maneiras, mais vale ir sabendo alguma coisa do que não sabendo…

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