Classificadores


Começou em vários pontos do país.

A norte:

“Itens e Critérios: definição, construção e aplicação”

A ação decorre de abril a setembro de 2013, num total de 45 horas (15 horas de formação a distância, em modo e-learning na plataforma Moodle da Universidade do Porto, de 2 a 17 de abril de 2013, e 30 horas de trabalho autónomo).
NOTA:
“A não classificação de provas finais e/ou de exame inviabiliza a atribuição de créditos aos formandos.”

Numa outra formação (cujos detalhes estou a apurar), foi dado o seguinte documento do GAVE como base para uma actividade… Texto0_exemplos_itens_fragilidades.

Muita coisa é subjectiva, mas… as fragilidades dos itens em causa podem ser tão variadas quanto as perspectivas teóricas sobre a avaliação que possamos ter. Ou do que esteja em causa avaliar em cada um deles.

Porque me foi pedido, por não estar a ser aplicado em várias escolas, fica aqui: Dispensa2011-12.

Reflexões de uma professora classificadora à força e revoltada…

A Bolsa de Professores Classificadores criada em 2010-11 e que implicou a obrigatoriedade de frequência de uma ação de formação que se desenrolou, presencialmente e por via net, nos últimos 2 anos, trouxe aos professores classificadores, essencialmente, maior número de provas – entre 49 e 60 – para ver. A formação pouco teve a ver com a classificação de exames…. mas, não quero ir por aqui….

Exames realizados, provas entregues aos classificadores, com normas estritas – só passar as cotações atribuídas depois da publicação do chamado ”Documento GAVE” – e.. instala-se a confusão. Quem elabora as provas e respetivos critérios tem tempo, durante o ano, para o fazer! A hipótese de surgirem dúvidas durante a classificação é real, mas…. a publicação da “decisão superior a essas dúvidas” tem demorado demasiado tempo”… Daí que, os classificadores fiquem obrigados a cumpri-las, alterando o trabalho anterior, o que cria toda uma carga extra… É assim – se eu só utilizar 15m por prova para conferir e passar a vermelho as notas e assinar, e tiver 60, vou gastar  15 horas!!! E em 24 ou 48 horas!!!

Porque escrevo este texto? Porque penso que, muita gente, não imagina o que se passa com as classificações das provas!!! Com esta realidade que tem consequências na vida de muitos jovens e suas famílias, além do stress causado a quem tem esta tarefa….

Era bom que os media tentassem dar uma ideia do que se passa, para além de notícias verdadeiras mas pontuais que vão surgindo…

Era bom que as Associações de Estudantes e as Confederações de Pais se pronunciassem, bem como os Partidos Políticos!!! Antes de saírem os resultados, dia 9!!!

Este o meu simples contributo para a discussão desta temática

Bebiana Gonçalves

Apenas para reavivar a memória:

 

Caro Paulo Guinote.

São neste momento 12h20 de dia 3 de Julho, e aguardo serenamente que o GAVE envie as orientações relativas à classificação do itens cujas respostas suscitaram dúvidas na aplicação dos critérios, mais propriamente 6 questões. Sei é que dia 5 de julho terei que ter concluído o processo de classificação do 57 exames que recebi, isto tendo tido CEF’s e reuniões de avaliação pelo meio.

Como se não bastasse, na 2ª fase o processo prolonga-se até 30 de julho, como pode verificar no cronograma em anexo. Acontece que a 30 de março (anexo), as escolas receberam uma comunicação conjunta do GAVE e JNE, a comunicar os períodos de afetação dos professores relativos ao exercício das tarefas de classificação dos exames finais nacionais do Ensino Secundário, documento esse que foi usado pelas escolas para a marcação de férias. Como deve ter reparado pelo cronograma, os professores de Física e Química e Geografia, que estariam afectos até ao dia 27, vão agora interromper as suas férias para entregar os exames no agrupamento.

Mais uma vergonha destas entidades.

Cumprimentos.

N.

Recebido esta tarde… Será que um GAVE autonomizado funcionará melhor?

Caras e Caros Colegas,

Acabei de receber o Documento GAVE com alguns esclarecimentos relativos à classificação da Prova de História da Cultura e das Artes (código 724), 1ª fase.

Agradeço que verifiquem se têm algum caso em que necessitem de alterar as vossas classificações. Se necessitarem de solicitar algum esclarecimento podem fazê-lo, por esta via, até amanhã Sábado, dia 30 do corrente, ao final da noite.

Mais informo os colegas, porque tem havido algumas dúvidas em agrupamentos de exame, que a entrega das provas é na 2ª feira, dia 2 de julho, da parte da tarde.

(…)

Anexo: DOC GAVE 2012 _HCA_724_1F-1.

Chegaram hoje. Daquela coisa em e-learning. Ficam aqui: CriteriosBPCAno2.

Professores Classificadores

Acabei de ouvir. Pelo menos em alguns casos, o GAVE passou a batata quente da nomeação dos classificadores de exames para os directores que, eles próprios, assinam qualquer coisa para esse efeito, fazendo depois as ditas nomeações, ficando os nomeados perante uma ordem hierárquica directa para fazer algo. O que me levanta muitas dúvidas em diversos aspectos…

No dia 29 de Março de 2011 18:55, Ana Fialho (GAVE) <ana.fialho@gave.min-edu.pt> escreveu:

Exmo/a. Sr./Srª. Dr./Drª. ********************************,

A programação da formação de professores classificadores, que abrange cerca de 5800 docentes, compreende uma componente presencial com a duração de 15 horas, a realizar em dois dias consecutivos. Esta formação, prevista para ocorrer nos 2.º e 3.º períodos lectivos, foi calendarizada para os dias de sexta-feira e de sábado, de forma a minimizar o impacto decorrente da impossibilidade de comparência dos docentes envolvidos na formação às actividades lectivas e não lectivas, durante o período de dois dias.

Considerando que esta solução, por implicar a mobilização de um dia de descanso complementar, suscitou alguns constrangimentos, é necessário proceder a uma nova calendarização das sessões presenciais.

Assim, a acção de formação que iria decorrer nos dias 1 e 2 de Abril, relativa à turma PORT14, realizar-se-á nos dias 14 e 15 de Abril. Na sequência desta reprogramação, poderá haver lugar a alteração do local inicialmente indicado, pelo que deve consultar a informação que irá sendo disponibilizada na página de internet do GAVE.

Espera-se, pois, a compreensão de todos os intervenientes neste processo para a alteração agora apresentada, a qual contraria as condições que presidiram à concepção da proposta de calendário oportunamente apresentada.

Melhores cumprimentos

GAVE

Sent: Sunday, March 27, 2011 4:28 PM
Subject: Exposição sobre Bolsa de Classificadores de Português

Ex.mos Senhores da Bolsa de Classificadores,

Tendo enviado uma mensagem por correio electrónico no dia 21 de Março, onde apresentava algumas razões e propunha alterações ao «Acordo», e considerando :

  1. a existência de uma «informação», cujo teor me seleccionava para a Bolsa de Classificadores, veiculada por correio electrónico, o que, de acordo com a lei, não é uma convocatória;
  2. a ausência de resposta às propostas apresentadas por mim, na referida mensagem de correio electrónico, configuram uma comunicação unilateral, não preferencial quando se pretende um «acordo»;
  3. a impossibilidade de a Formadora responder a algumas questões e dúvidas colocadas, por não estar, segundo compreensivelmente esclareceu, «em representação do GAVE» nem ter autorização para «falar em seu nome» no que diz respeito ao que a seguir se regista nos 10 pontos apresentados,

venho por este meio apresentar algumas preocupações:

  1. Apenas 21 docentes foram chamados para a Bolsa de Classificadores, aproximadamente um terço dos que foram chamados em anos anteriores, o que implica mais trabalho para menos docentes;
  2. Se as provas não dão lugar a qualquer remuneração adicional, não se compreende esta drástica redução para a efectivação de uma tarefa de extrema responsabilidade, num momento de reconhecido cansaço para este grupo profissional, o final de um ano lectivo;
  3. Foi dito que os ‘seleccionados’ foram os que não apresentaram problemas nas classificações de anos anteriores;
  4. A formação consistiu no mesmo trabalho executado nas reuniões com supervisores em anos anteriores;
  5. A ser verdade o referido no ponto 3, não se compreende a razão dos ‘seleccionados’ terem de repetir exaustivamente um trabalho que, supostamente, realizaram eficazmente em anos anteriores. Provavelmente, seria mais razoável seleccionar todos os classificadores que apresentaram problemas e que, efectivamente, necessitam dessa formação, o que teria efeitos necessariamente positivos não só na classificação de Exames, mas também no seu desempenho diário;
  6. A formação ‘iniciada’ só estará completa depois de 30 horas de ‘trabalho autónomo’ que consiste na classificação de provas;
  7. Com a previsão de um máximo de 60 provas por fase, mesmo corrigindo apenas uma das fases, isto equivale a 30 minutos por prova. Tanto quanto tenho conhecimento, não existe um estudo que permita verificar que esta é a média de tempo de classificação de provas na disciplina de Português;
  8. Depois destes dois dias, do trabalho efectuado na formação, não haverá retorno antes do próximo ano lectivo, ou seja, quando todo o processo de classificação já estiver terminado. Se existirem erros, estes manter-se-ão, portanto;
  9. O intervalo temporal que permite a marcação de férias é de 5 e 21 de Julho e de 8 de Agosto a 6 de Setembro segundo a INFORMAÇÃO CONJUNTA GAVE – JNE N.º 1/2011;
  10. Aos ‘seleccionados’, não lhes é permitido gozar as férias a que têm direito sem as repartir, já para não relevar o facto de que esta é uma das poucas profissões cuja opção de marcação de férias se cinge à época alta. Por outro lado, o primeiro período de marcação de férias acontece quando, nas escolas, se faz a distribuição de serviço, tendo em conta a constituição de turmas que a precede, e se prepara o ano lectivo seguinte através das reuniões previstas na legislação. Assim, os ‘seleccionados’ (e, consequentemente, os seus familiares directos) não poderão nunca marcar férias nesta época ou, se o fizerem, descurarão, claramente, os seus outros deveres profissionais. Em suma, muitos não poderão sequer gozar, na prática, todos os dias de férias a que têm direito.

Das preocupações atrás apresentadas, creio que não vou conseguir ter qualquer tipo de resposta, o que me faz sentir num vazio hermético para as questões que considero essenciais, enquanto profissional, não esquecendo, nunca, a inquestionável vertente humana.

Voltando à ‘formação’ em que participei, decidi após o primeiro dia de trabalho (de repetição do já efectuado em três anos anteriores nas várias reuniões gerais e parcelares com supervisores), depois de muito reflectir, não comparecer no segundo dia, um sábado, tendo em conta que não me sentia «convocada» para a formação que não pedi e de que não necessitava nos termos legais para progressão, considerando que o que está previsto na legislação é 25 horas anuais, que já realizara, e que, no plano de formação do meu Agrupamento, não constava. Pode ler-se na página do Ministério da Educação (em http://www.min-edu.pt/index.php?s=white&pid=539 ) o seguinte:

A formação contínua visa a actualização, o aperfeiçoamento, a reconversão e o apoio à actividade profissional do pessoal docente, bem como o desenvolvimento na carreira e a mobilidade.

Realiza-se:

  • De acordo com planos de formação elaborados pelos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, tendo em consideração o diagnóstico das necessidades de formação dos respectivos docentes;
  • Mediante frequência das acções de formação contínua por iniciativa individual do docente que contribuam para o seu desenvolvimento profissional. Os docentes têm de realizar módulos de formação contínua de 25 horas anuais. O número de horas previsto corresponde à média do número de anos de permanência em cada escalão.

Para além disto, incomodava-me o facto de ter 83 textos dos meus alunos para corrigir e vídeos que me comprometi a fazer de uma Visita de Estudo a Londres que acompanhei.

No entanto, num irritante brio profissional, que ultrapassou a indignação pela forma como todo este processo se desenrolou, acabei por comparecer da parte da tarde, motivada, também, pela curiosidade de ver o ‘teste de avaliação’.

Efectivamente, este ‘teste de avaliação’ apresentava, como tempo de resolução, a duração de ’90 minutos’, para a classificação e consequente justificação de dois exemplos de resposta da questão 3 do Grupo I, uma, da questão B do mesmo grupo, uma, da questão do Grupo III da prova 639 e uma da questão do Grupo III da prova 739.

Iniciei este ‘teste de avaliação’ por volta das 14:20 e terminei-o, sem qualquer re-leitura às 16:10. Devo acrescentar que, nas duas últimas questões, já não justifiquei a minha classificação pormenorizadamente. No total, portanto, cerca de 2 horas, mais 20 minutos do que o previsto. Daqui se depreende que a preocupação manifestada no ponto 7 é confirmada e agravada, quando se pensa em 60 provas de Exame.

Tenho a certeza que, numa segunda revisão, encontraria inevitavelmente outros erros não detectados. Para além do cansaço, fica a certeza de um trabalho injustificado, nos moldes em que foi desenvolvido, e a frustração de estar a ‘gastar’ horas essenciais para outras tarefas, retirando tempo ao tempo que tanta falta faz, actualmente, aos professores.

Para terminar, não posso deixar de realçar um aspecto que considero sintomático: foi-nos imposta uma classificação individual no referido ‘teste de avaliação’, o que não se coaduna com a minha prática, uma vez que, após a formação anual com os supervisores, sempre aferi, na classificação de provas de Exame, com outra colega, todos as classificações que me suscitaram dúvidas, no sentido de um trabalho cada vez mais sério, rigoroso e eficaz. Aliás, como poderão comprovar, elaborámos este documento em conjunto, adaptando-o à realidade de cada uma, porque consideramos que esta partilha é fundamental no sentido de concatenar estratégias e soluções para os problemas que se nos apresentam.

Esperando a atenção de V. Ex.ª para esta exposição, apresento

Os melhores cumprimentos,

EMN

No Ad Duo, o documento que o GAVE enviou ontem às escolas:

Bolsa de Professores Classificadores – Formação na interrupção lectiva

E já agora:

Professores Classificadores – alteração ao Despacho n.º 18060/2010

De acordo com um boato de fonte credível, pelo menos na área da DRELVT, os formadores das acções sobre classificação de exames estão a ser contactados acerca da sua disponibilidade para que a formação em causa seja deslocada dos sábados para a segunda semana da interrupção lectiva da Páscoa.

From: Gabinete Comunicação [mailto:gab.comunicacao@me.gov.pt]
Sent: 18 March 2011 20:26
Subject: Nota à Comunicação Social – Ministério da Educação

Nota à Comunicação Social

A classificação das provas de exames é uma actividade pedagógica muito exigente que implica especialização e rigor tendo em conta os efeitos que os resultados dos exames têm no percurso escolar dos nossos alunos.

O Ministério da Educação (ME) salienta o empenho, o profissionalismo dos docentes que, ao longo dos anos, têm estado envolvidos nesta tarefa. Importa aprofundar a qualidade do desempenho dos docentes nesta actividade, criar um quadro de estabilidade constituindo uma bolsa de classificadores assente num programa amplo de formação, com a duração de quatro anos, e que envolve cerca de 6000 docentes, em todo o país.

Esta formação, financiada pelo ME e disponibilizada aos professores que a frequentam é acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, e é considerada para efeitos de avaliação do desempenho docente, desde que concluída com aproveitamento.

A classificação dos exames faz parte integrante das funções dos docentes não sendo passível de remuneração adicional.

Para a classificação das provas, que em cada fase terá a duração máxima de 10 dias, os professores usufruem de uma dispensa de 16 dias.

Por razões logísticas e ambientais, a formação foi concebida no sentido de reduzir o recurso ao papel, única razão pela qual foi sugerido o uso de computador pessoal na formação. Esta decisão de utilizar o computador fica naturalmente ao critério dos docentes.

As deslocações dos professores classificadores, quer do ensino público quer do ensino particular e cooperativo, realizadas e a realizar no âmbito da formação bem como do processo de classificação serão pagas (ajudas de custo e transportes) nos termos da legislação em vigor.

O ME tem em conta o sentido de responsabilidade e de empenho profissional dos docentes e garante que o período de exames decorrerá, como habitualmente, com toda a normalidade.

As sessões de formação já realizadas decorreram, de acordo com o previsto, com a participação activa e interessada dos formandos que nelas participaram.

Lisboa, 18 de Março de 2011.

o gabinete de comunicação

Gab.comunicacao@me.gov.pt

Tomem lá atenção a estas cláusulas do acordo proposto pelo GAVE:

SEGUNDA
De acordo com as funções referidas na cláusula primeira, compromete‐se a frequentar o programa de formação de professores classificadores, acreditado pelo Conselho Científico‐Pedagógico da Formação Contínua e organizado anualmente pelo Primeiro Outorgante.

(…)

DÉCIMA TERCEIRA
O presente acordo cessa por caducidade após a data referida na cláusula primeira. As partes contraentes podem fazer cessar o acordo por assentimento mútuo, desde que o façam por documento escrito, com indicação expressa das obrigações eventualmente subsistentes. O incumprimento, por qualquer das partes, dos deveres resultantes do presente acordo confere à outra parte o direito de cessação do mesmo. O acordo caduca sempre que ao Primeiro Outorgante seja atribuída a classificação de insuficiente no programa de formação a que se refere a cláusula segunda.

Perante isto há dois caminhos:

  • Não cumprir os deveres, o que pode levar à cessação do acordo.
  • Solicitar o seguinte, como fez uma colega nossa:
Ex.ma Dra. Ana Fialho
Depois de leitura atenta do contrato, venho por este meio solicitar que me seja enviada cópia do formulário para fazer a avaliação do 1º outorgante, o Gabinete de Avaliação Educacional, uma das condições previstas para a cessação do contrato por mútuo acordo.
Grata pela atenção.

Ana Mendes da Silva

Cara Drª Ana Fialho (GAVE)

Na sequência do e-mail que me enviou no dia 10 de Março de 2011, a informar-me de que, no âmbito do processo de constituição da Bolsa de Professores Classificadores dos Exames Nacionais do Ensino Secundário, fui seleccionado para desempenhar as funções de classificador, e de que terei de frequentar a acção «Questões de fiabilidade na classificação de respostas a itens de construção no contexto da avaliação externa das aprendizagens», creditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, a decorrer nos dias 25 e 26 de Março de 2011, no horário das 9H00/13H00 e 14H30/18H00, integrado na turma HCA5, em lugar a indicar – hoje fiquei a saber que é em Setúbal –, venho por este mesmo meio solicitar esclarecimentos sobre o seguinte:

1. uma vez que sou obrigado a frequentar a acção de formação supracitada e que o local onde ela vai decorrer se localiza a cerca de 300 quilómetros do meu local de residência e de trabalho, quais são as ajudas de custo – para deslocações, alojamento e alimentação – que me vão ser dadas?

Nota: a minha esposa, professora de Português, foi igualmente convocada para a mesma acção de formação, nos mesmos dias e às mesmas horas em Albufeira (Algarve) e a nossa família possui apenas um automóvel, a resposta a esta primeira questão – para sabermos se vamos e como vamos – é da máxima urgência.

2. uma vez que, contrariamente ao que me informou no e-mail, a Direcção da escola a que pertenço não sabe esclarecer “Qualquer dúvida decorrente deste processo” – aliás, ela mostrou-se surpreendida com tal pedido de esclarecimento, pois não recebeu informação oficial sobre os professores envolvidos nestas acções de formação e desconhecia o conteúdo dos e-mails enviados aos professores –, pergunto: isso é normal ou terá havido algum extravio da comunicação entre o GAVE e a Direcção?

3. uma vez que o GAVE se achou no direito de dispor do meu tempo pessoal, exigindo-me o sacrifício de um sábado, considero ser de elementar justiça não só o pagamento dos custos referidos em 1., como, também, de horas de trabalho extraordinário em dia de descanso complementar.

Agradecendo a sua melhor atenção e/ou dos serviços do GAVE, fico, assim, a aguardar resposta que peço, e espero, que seja o mais célere possível.

Com os meus cumprimentos,

J. C.

Há a crise, o défice, a ameaça da ajuda externa e tudo isso. Há as poupanças a fazer, os cortes destinados a eliminar adiposidades nos gastos. Tudo bem.

Mas também há que estabelecer prioridades, escolher o que merece algum respeito e aquilo que se destina a tratar a pontapé.

A função de professor classificador entrou neste último território: é para tratar a pontapé. Sinais mais evidentes:

  • Eliminação da remuneração pela classificação dos exames.
  • Obrigatoriedade de formação em muitos casos a enormes distâncias do domicílio e do próprio local de trabalho, durante o próprio fim de semana.
  • Um acordo de formação plurianual sem quaisquer direitos ou contrapartidas para os classificadores.

Isto não é forma de tratar as pessoas e profissionais a quem é entregue uma função muito importante para a vida académica dos alunos, assim como para a própria análise do desempenho do ssitema educativo.

Sendo, para mais, um acordo plurianual, não se percebe como se quer amarrar um conjunto enorme de docentes a uma função, como se de um corpo especial se tratasse, apresentando-lhes apenas deveres

Para além disso, o prazo final do vínculo é o ano de 2013/14, ou seja, teoricamente depois do período actual de colocações, o que significa que – reforço o teoricamente, cá por coisas – os docentes até poderão nesse último ano estar em escolas e agrupamentos completamente diversos dos actuais. Pode parecer pouco relevante, mas não é bem assim.

Se o documento proposto é um acordo – o que tem subjacente que as pessoas estejam de acordo – eu cá acordaria do pasmo e não acordaria. E, caso fosse sindicalizado, pediria apoio para elaborar uma proposta de novo acordo. Não sendo, faria eu próprio a contra-proposta.

Ou é um acordo, ou…

Assunto para tratar mais logo, com um pouco de tempo, analisando o contrato proposto, o que o GAVE responde por escrito e por telefone, práticas abusivas, formações disparatadas, acumulações impensáveis, esquemas manhosos.

De tudo um pouco.

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